Desembargadores comprados

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sexta-feira, 13 de julho de 2007

Mentira tem perna curta

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da câmara federal aprovou, por unanimidade e em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 5993/05, do Senado, que obriga os hospitais não credenciados a realizarem transplantes, e também a ceder suas instalações e oferecer apoio operacional às equipes médicas autorizadas para a remoção dos órgãos ou tecidos.

O que significa isto?

Significa que mais uma mentira dos transplantistas está derrubada. Segundo médicos transplantistas, o roubo e o tráfico de órgãos é impossível pois necessita de instalações adequadas mínimas para que tais cirurgias sejam praticadas. Eu digo desde 2000 que isto é uma grande mentira - parafraseando o padre Quevedo.

A autorização para que qualquer hospital possa realizar transplantes, é a prova cabal de que uma cirurgia deste porte pode ser feita sim em qualquer lugar. Isso prova que clínicas especializadas em vender órgãos, já faziam transplantes desde a década de 70. Em 1997 com a elaboração da lei 9.434/97, somente hospitais credenciados pelo SUS tinham permissão. Mas a lei não significa nada neste país.

Na prática não muda nada, pois já fazem transplantes sem credenciamento há muito tempo ignorando a lei completamente. Aliás, a lei 9.434/97 é como o diagnóstico de morte encefálica: Foi inventado apenas para mostrar figurinha. Só para inglês ver. Para cumprir tabela.

Os assassinatos em leitos de UTI continuarão crescendo neste país que deseja uma política "eficaz" de transplantes não importando o que está por trás disso, e que ninguém quer saber. Médicos estão matando em larga escala pacientes em leitos de UTI que poderiam ter alguma chance de vida, para servir como fornecedores de órgãos. O Governo Federal e o Ministério Público não apenas sabem que isso acontece, como também dão cobertura e apoio a este tipo de crime.

Para justificar o injustificável - o assassinato de pacientes - vale tudo. Eles sempre se referem aos milhares de paciente das filas de espera que estão a beira da morte, mas omitem que estes mesmo pacientes quando chegam ao primeiro lugar na fila precisam entrar na justiça para terem seus direitos reconhecidos, já que a lista paralela é muito mais rentável.

A bandalheira é muito maior. Estimo que os médicos terão seus faturamentos duplicados, uma vez que os transplantes são pagos pelo SUS, o que não impede de que eles cobrem também as despesas do paciente receptor.

No caso do meu filho, tudo o que a lei disse que não poderia ser feito, fizeram.

O diagnóstico de morte encefálica foi realizado sob efeito de dormonid - proibido por lei. O prontuário que deveria ser guardado por 20 anos, se desfez em uma semana, se é que existia um prontuário. Os órgãos foram destinados à pacientes que não estavam na fila única, e as despesas foram cobrados dos receptores em forma de "doação financeira para a instituição". A Central de Transplantes era clandestina. Os médicos recebiam também do SUS e dos planos particulares de saúde pelos "serviços prestados". O hospital onde foi realizado a retirada de órgãos sequer possuia alvará da vigilância sanitária e apresentava altos índices de infecção hospitalar, levando inclusive uma das receptoras de um rim do meu filho à morte por infecção. As córneas foram encaminhadas e implantadas em um hospital que não possuia credenciamento, por uma equipe que também não era credenciada.

Depois de tudo isso, sabe quantas pessoas foram punidas?

NENHUMA.

Estão todos trabalhando, vendendo órgãos e distribuindo fora da fila, além de superfaturarem cobrando de diversas fontes.

A lei aprovada hoje assim como a lei 9.434/97 e a resolução 1.480/97 são legislações que não valem para nada, principalmente se isto atrapalhar o faturamento do médico. Dizem que é para acelerar os transplantes, mas na verdade tem algo muito maior atrás disso, e que será visível num futuro breve, quando as filas continuarem do mesmo tamanho.

Foi assim também com a lei 10.211/01. O Ministro da Saúde José Serra, amigo particular e colega de partido do chefe da máfia de transplantes Mosconi, resolveu liberar a doação entre vivos sem exigir grau de parentesco, alegando que isto seria um grande benefício para os pacientes da fila. Acontece que esta liberação só tinha um alvo: Permitir que o amigo pobre doasse com muito amor um rim para o amigo rico que em troca depositava uma graninha para o amigo pobre. A fila jamais teve qualquer alteração depois desta lei. Mas os médicos.... faturam muito mais hoje! E sem riscos de processos, pois agora pode!

domingo, 8 de julho de 2007

Mais sobre os "Direitos Humanos" no Brasil

A julgar pela quantidade de entidades de direitos humanos no Brasil, deveríamos ser o país mais politicamente correto do mundo. Mas na prática, não é o que acontece. Segundo relatórios de entidades internacionais, há violação de direitos humanos no Brasil acontecendo neste exato momento em que você lê este texto.

Por isso no Brasil ouvimos dizer que é preciso "coragem" para denunciar. Geralmente as violações de direitos se invertem, e aquele que desrespeitou uma lei passa a ser a vítima.

A Comissão de Direitos Humanos da câmara federal em Brasília, por exemplo, possui entre seus pares um deputado chamado GERALDO THADEU PEDREIRA DO SANTOS, pertencente ao PPS. Ao levar à comissão a denúncia do assassinato do meu filho, através de um requerimento de um ex-deputado federal, Geraldo sentiu-se indignado. Foi ao plenário e me acusou de diversos crimes praticados pela internet. Os crimes a que ele se refere, são e-mails cobrando de delegados e do Ministério Público, uma resposta sobre as violações praticadas contra mim e principalmente contra a vida do meu filho.

Geraldo Thadeu era prefeito em Poços de Caldas quando Paulinho foi assassinado e dava suporte político e financeiro à central clandestina de transplantes que utilizava órgãos em filas de espera particulares - vulgo tráfico de órgãos. Geraldo chegou a ser denunciado por improbidade administrativa, falsidade ideológico dentre outras acusações, mas ao adquirir o título de deputado federal, livrou-se de tudo.

Atualmente Geraldo Thadeu está trabalhando em conjunto com o Ministério Público Federal na área de direitos humanos. Ambos não desejam que o caso Paulinho venha à tona. Neste caso, o fato de o médico matar 9 pacientes e vender seus órgãos além de extorquir as famílias, o SUS e os planos particulares de saúdes pois cobrava de todas as pontas pelo "serviço", não se trata de violação de direitos humanos das vítimas, mas sim do médico.

Segundo Geraldo Thadeu e seus comparsas (e este último inclui o Ministério Público Federal), dizem que não se pode execrar publicamente um assassino e vendedor de órgãos humanos, pois estamos num estado democrático de direito. Matar pode! Ser importunado pela justiça é violação de direitos humanos!

No Brasil nenhum entidade de direitos humanos quer saber deste caso. Envolve políticos e médicos renomados, e sendo assim pode prejudicar a distribuição de dinheiro pela ONGs.

Aprendemos no Brasil que é expressamente proibído molestar crianças, explora-las sexualmente, e obriga-las a trabalhar ainda menores de idade sem que tenham um estudo adequado. E aprendemos também que estas violações são as maiores praticadas contra as crianças, e na prática ninguém faz nada. Entre a existência de um código de defesa e a efetiva prática contra a violação há um grande caminho que não interessa a nenhum defensor de direitos humanos.

Por que?

Alguns políticos se elegem graças a estas causas que nunca parecem ter fim. O turismo sexual no Nordeste nunca vai acabar. Políticos organizam uma fila de mães desesperadas para que suas filhas não sejam exploradas que terminam por votar nestes políticos em troca de uma promessa vazia de solução do problema, durante as campanhas eleitorais. Depois de eleitos, organizam seminários, comissões e ONGs todas regadas a muito fundo perdido, e passam a não mais atender os interesses daquelas mães desesperadas, pois o principal interesse já foi atendido: Eles se elegeram!

No Brasil, matar crianças para fins de tráfico de órgãos, explorá-las sexualmente ou simplesmente fazê-las desaparecer, não é violação de direitos humanos. Exceto para fazer relatórios para entidades internacionais.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Direitos Humanos: Indenizações à terroristas

Há 7 anos venho pedindo ajuda de ONGs direcionadas à defesa dos direitos humanos. E nestes 7 anos não recebi uma ajuda sequer. Nenhuma resposta, seja por e-mail, fax, papel higiênico, ou guardanapo. Nenhuma palavra foi direcionada para minhas necessidades. Antes eu não entendia, mas agora compreendo claramente.
O terceiro setor (ONGs) foi instalado no país com o objetivo de transferir alguns poderes à sociedade civil. Além da transferência de poder, obviamente tranfere-se também dinheiro! O combustível básico de tudo o que acontece envolvendo política neste país.
O maior site de direitos humanos no Brasil é DhNet, e foi lá que encontrei a essência dos defensores dos direitos humanos no Brasil. Na grande maioria sobreviventes do regime militar. Pessoas que um dia pegaram em armas ou se engajaram em movimentos políticos clandestinos criados para tornar o Brasil em um país socialistas.
Mas por que eles desejavam um país socialista?
A resposta é simples! Eles desejavam e ponto final! Num país de alguns milhões de brasileiros, um grupo achou que a sua vontade era mais importante do que a vontade do resto do país. Organizaram-se em grupos armados para matar, sequestrar, roubar bancos, destruir patrimônios públicos em nome de um "ideal" só deles.
Se eles desejavam tanto o socialismo, porque não foram para Cuba, Rússia e China?
A resposta é simples! O que estamos vivendo hoje explica tudo. O ideal revolucionário, visava apenas dar o poder e dinheiro a estas "mentes brilhantes". Nunca houve qualquer ideal por trás destes atentados. Sempre existiu o desejo de ter o poder e dinheiro. E hoje eles conseguiram.
Por que apesar da existência de tantas organizações de direitos humanos, continuamos a perceber tanta violação no Brasil?
A resposta é simples! Estes grupos foram criados basicamente para lutar por indenizações aos familiares dos presos "políticos". A verdadeira violação de direitos humanos que é praticada diariamente contra muitos brasileiros, é completamente desprezada. Lutar para que um brasileiro tenha atendimento à saúde adequado não dá IBOPE e muito menos dinheiro. Parece que o mal do mundo foi praticado somente contra os "perseguidos políticos". O resto é lixo e assim deve ser tratado. O site DhNet enaltece muito a importância da luta armada. O título de um texto de um dos defensores dos direitos humanos é bastande elucidativo.
A LUTA ARMADA: UM APRENDIZADO PARA A MULHER
No texto a autora revela que "Aquelas que se dedicaram à luta pela libertação do povo mostraram mais uma vez que a mulher brasileira não deixou por menos: foi rebelde à tirania e enfrentou o inimigo cara a cara."
Se dedicaram à luta pela libertação do povo?
O povo estava preso?
Enfrentou o inimigo cara a cara?
Quem era o inimigo?
Quem colocava bombas, assaltava e sequestrava ou os militares que cumpriam seu papel de defesa nacional?
Se sentem martires de uma luta que perderam. O próprio regime militar aos poucos foi devolvendo a liberdade que tiraram dos brasileiros. E só tiraram a nossa liberdade - que nada tinhamos a ver com o terrorismo - graças a existência de terroristas, caso contrário, não teríamos a ditadura militar! Simples!!
Portanto, se você possui algum parente que matou, sequestrou, assaltou bancos e "justiçou" alguns "companheiros", entre em contato com os defensores de direitos humanos. Eles te darão todo o suporte para que você fique rico com pensões milionárias, pois o caminho para isto já está completamente aberto dentro do governo.
Caso você tenha perdido um filho para um traficante de órgãos, esqueça. Caso seus direitos de cidadão foram violados, como por exemplo ver que seu dinheiro está sendo roubado, e em troca não lhe dão saúde, moradia ou educação previstos pela constituição, esqueça.
Siga o exemplo que o governo está nos dando: Arme-se e lute pelo seu ideal. Seja lá qual for. Eles também não tinham um ideal e inventaram um. Como sugestão, você pode desejar que todo brasileiro seja Corinthiano, pois você sonha com isso! Junte um grupo em nome do Corintianismo e comece sua revolução.
Assalte, sequestre e mate em nome de seu ideal. O Brasil deve ter um regime Corintiano pois é este o seu sonho! Afinal, no passado foi assim que eles fizeram e deu certo! Hoje possuem poder e consequentemente dinheiro. Segundo o site Contas Abertas, o governo transferiu de 2001 à 2006 mais de 13 BILHÕES de reais para ONGs. Não tenho dados sobre quanto foi destinado aquelas que se preocupam com os direitos humanos. Mas não deve ter sido pouco. Uma tentativa de se instalar uma CPI em Brasília para apurar estas transferências às ONGs, foi combatida por muita gente e principalmente pelos ex-guerrilheiros que hoje possuem influência política - pasmem. Por que será?
Mas lembre-se! O verdadeiro direito humano, está muito longe de dar proteção e indenização à terroristas. O direito humano está completamente distorcido por aqueles que no passado tinham "ideais" políticos duvidosos, e estão repetindo seus feitos em nome de poder e dinheiro.
Se eu estiver enganado, o mundo deve pensar que Bin Laden deveria ser indenizado por atentar contra o WTC, em nome de seu ideal. Será que o mundo pensa assim?

quinta-feira, 28 de junho de 2007

O povo brasileiro

Por várias vezes me perguntei como os judeus permitiram que Hitler os massacrassem. Eu imagino que o terror tenha se instalado lentamente até que tomasse a dimensão de holocausto. Acredito que a chave para o sucesso de Hitler foi a forma pacífica e sem atitudes que os judeus aceitavam a cada investida nazista.

Hitler aos poucos, isolou judeus em guetos, e mais tarde não satisfeito, acabou com eles.

Não havia lei, direitos humanos ou qualquer explicação para estas atitudes, mas ela foram se impondo de tal forma que parecia bloquear a inteligência dos ofendidos. Muito tardiamente, apareceram as resistências, e infelizmente era muito tarde. Acabaram lutando para se manterem vivos, e não para evitar o genocídio.

É assim que vejo hoje os brasileiros. Estamos apáticos, incrédulos e coniventes com a corrupção que está lentamente tomando conta do país. Nunca antes na história deste país, se teve tanta certeza de que políticos estão roubando, fraudando, sonegando e nos matando aos poucos.

Temos um Presidente da República que não sabe de nada, não viu nada e que possui um irmão lobista, definido como ingênuo. Adotamos um lema que não nos pertence:

"Todos são inocentes mesmo que se prove o contrário".

Mas se você é honesto e está longe da política, não pense que este lema lhe serve. Ele é válido apenas para os desonestos e para aqueles que possuem relações com o presidente. Chegamos num ponto, onde um senador envolvido em propinagem, escolhe quem será o presidente do conselho de ética que vai julgá-lo, impondo inclusive o nome do relator. Tudo para garantir que é mesmo inocente.

As escutas telefônicas divulgadas pela polícia, deixaram de colocar bandidos na cadeia, para transformá-los em vítimas das investigações. Incluindo o irmão ignorante do presidente.

A falência moral do povo brasileiro é tão explícita que ficamos felizes em acreditar em uma possível cassação do senador propineiro, quando o certo seria que ele estivesse preso por sonegação fiscal, sem qualquer opinião do conselho de ética que nada significa.

Aceitamos sorridentes as manobras políticas para salvar das garras da lei, políticos envolvidos em escândalos que envergonham e destróem a nossa nação, enquanto enterramos nossos entes queridos assassinados em um farol de trânsito, ou em uma maca de hospital para fins de tráfico de órgãos.

Hoje assisti atônito um policial provocando um traficante pelo rádio, e o mesmo respondia a altura. O traficante tinha rádio!

Estes policiais, muitas vezes pai de família, deixam o lar sem saber se voltarão. Despedem-se de seus filhos a cada turno de trabalho como se fosse a última vez. Nos confrontos com os traficantes onde suas vidas ficam por um fio, conseguem prender meia dúzia de bandidos que inexplicavelmente, um ministro do supremo devolve as ruas através de uma canetada. Aqueles policiais que tombaram em defesa do estado, ficam esquecidos, e os traficantes de volta às ruas fazem festas regadas a muito pó.

No Brasil nazista de hoje, estamos promovendo terrorista à general e pagando indenizações retroativas por ter abandonado o exército em nome de uma revolução socialista. O herói que o governo está criando, é aquele que assaltou bancos, fez sequestros, deu as costas ao país e roubava armas do exército para entregar a terroristas. É este o povo brasileiro com quem o governo sonha!

Antes de sermos jogados em um gueto, devemos nos inspirar nos "heróis" do passado brasileiro - se necessário com os mesmo métodos já que foram aprovados pelo governo - e evitarmos assim uma nova tragédia na humanidade como foi o holocausto.

Antes que seja tarde demais.

terça-feira, 26 de junho de 2007

A lógica Nazista do Ministro da Saúde

O Ministro da Saúde José Gomes Temporão disse à reportagem do G1, que fetos com menos de 12 semanas de vida, não sentem dor. Por isso, ele apóia o aborto para estes casos.

O Ministro da Saúde afirmou que “Até ali, em torno da 12ª semana, não há (no feto) consciência, sofrimento, dor. Vários especialistas dizem isso, e é essa a posição que eu defendo”, afirmou. “Aborto é questão de saúde pública. A legislação precisa ser mudada”.

Ainda segundo o Ministro da Saúde, “Existem questões éticas, filosóficas e religiosas envolvidas. Mas o governo tem de se preocupar com o concreto e fazer alguma coisa em relação à dor e ao sofrimento dessas mulheres”.

Ele disse que devemos nos preocupar com o "concreto" e esquecer as "questões éticas", compreenderam?

Afinal, para que serve a ética para quem quer destruir um feto?

Em resumo para que todos entendam a opinião deste imbecil:

Assassinato sem dor não é crime!

Se a pessoa que ocupa uma vaga como esta de Ministro da Saúde pensa assim, significa que podemos ter respostas para outras discussões tão calorosas quanto o aborto.

Por exemplo a Eutanásia: Se o paciente não sente dor, qual o problema matá-lo? Afinal, assassinato sem dor não é crime. Um paciente em coma está inconsciente, não sente dor e nem sofrimento. Logo, podemos pela lógica do Ministro matá-lo!

Outro exemplo em relação a ocupação de UTI's. O governo de Humberto Costa tentou dar o poder aos médicos de desligarem pacientes supostamente sem chances de recuperação - EM HOSPITAIS PÚBLICOS - para liberação de vagas em UTI's. Matar para abrir espaço! Pela lógica do atual Ministro da Saúde, isto seria completamente sensato: paciente em coma, inconsciente, não sente dor e nem sofrimento... bingo!

Este Ministro da Saúde talvez não saiba, que uma política correta e sem corrupção, pode estender à todas as mulheres a opção de não engravidar! Talvez este Ministro da Saúde não tenha informações sobre o que em países de primeiro mundo é conhecido como controle de natalidade.

O Ministro da Saúde, este imbecil por natureza, defendo o controle da natalidade matando fetos que não sintam dores, em nome de mulheres que "sofrem" com a gravidez. Mas não sofreram na hora de praticar o sexo!

Estas mulheres que o imbecil Ministro da Saúde defende e que apóiam a idéia do assassinato de fetos como controle da natalidade, se fossem menos ignorantes (no sentido literal da palavra) teriam exigido meios anti-conceptivos gratuítos que só não chegam a elas devido a corrupção no Ministério deste mesmo imbecil. Mas preferiram relaxar e gozar - dentro do estilo petista de viver. Fizeram sem avaliar as consequências, e as responsabilidades, e agora querem extirpar o "mal" pela raiz.

Para resolver o problema da falta de política preventiva, trucidamos um feto, e jogamos muita terra para cobrir esta criatura suja, resultado de uma relação sexual sem gosto. Em outras palavras, uma bebê em plena formação e de saúde invejável.

Mas este imbecil que atende pelo nome de José Gomes Temporão tem atuado com muita coerência. Em junho de 2006, através da portaria de No. 542, o então Secretário de Assistência à Saúde - José Gomes Temporão - autorizou Álvaro Ianhez a voltar a fazer transplantes.

Álvaro Ianhez mantinha uma central clandestina em Poços de Caldas onde 9 pacientes tiveram seus órgãos arrancados sem a comprovação da morte encefálica, para fins de Tráfico de Órgãos. Este médico foi o que matou Paulo Veronesi Pavesi, meu filho, que recebeu anestesia geral antes de ter os rins retirados quando ainda estava vivo.

Agora sim faz sentido. Paulinho foi anestesiado. Inconsciente, sem dor, sem sofrimento dentro da lógica do Ministro da Saúde, pode matar. Nada mais justo - olhando pelo "concreto" - nomear alguém que responde por homicídio de doadores de órgãos para voltar a fazer transplantes - esquecendo as "questões éticas".

É compreensível que as mulheres sejam donas de seus próprios corpos. Mas é inaceitável que elas decidam o fim da vida dos seus fetos.

sábado, 16 de junho de 2007

As manobras do MPF para abafar o Tráfico de Órgãos

Finalmente recebi um e-mail do Ministério Público Federal. Mais especificamente, a procuradora federal dos "direitos dos cidadãos". Infelizmente, a resposta do e-mail confirma a morosidade na apuração dos fatos que constam em processos e em denúncias, envolvendo o crime de tráfico de órgãos.
Diz o e-mail:
Senhor Paulo Pavesi,

Informo-lhe o que
segue:

No dia 21/11/06, recebi do Gabinete do PGR cópia do dossiê encaminhado por V. S. a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Em pesquisa dos registros da PFDC localizei mensagem eletrônica encaminhada em 23/11/05 à PFDC e a uma série de outras pessoas. Tendo ele mencionado uma representação que fora arquivada no MPF, localizei o PA n. 08123.000269/98-80 na Procuradoria de São Paulo, cuja remessa solicitei, em 20/12/2006.
Os autos chegaram em minhas mãos em 9/02/07 quando proferi o seguinte despacho: "A Coordenadoria de Assessoramento Multidisciplinar para analisar em conjunto com o dossiê Paulinho Por Justiça e apresentar-me o relatório dos pontos controvertidos." Os autos foram distribuídos ao Analista Pericial Paulo Rogério no dia 11/02/07.

Foi muito bom V. S. ter enviado a mensagem que me fez perceber a demora na análise, muito embora não se deva a desídia. A PFDC recebe uma média de 300 procedimentos administrativos por mês, para revisão.

Espero em breve poder lhe dar uma resposta sobre a possibilidade de atuação desta Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão.

Atenciosamente,

Ela Wiecko V. de Castilho
Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão
Podemos perceber que se eu não tivesse enviado e-mail à esta procuradora, o caso continuaria - como está - engavetado no Ministério Público Federal.
O Ministério Público Federal que acompanha o caso Paulinho - morto aos 10 anos pela Máfia do Tráfico de Órgãos - em 2002 chegou a me processar por estar cobrando uma atitude deles, já que a denúncia formulada contra os assassinos na justiça, foi completamente montada para beneficiar os criminosos. Médicos que participaram do assassinato foram excluídos da denúncia por serem sócios de um ex-deputado federal do PSDB.
Fui absolvido neste processo que abriram para me calar e a juíza reconheceu que minha denúncia era procedente, solicitando respostas ao Ministério Público Federal que até hoje não as forneceu.
Respondi o e-mail acima, e até agora não obtive respostas. Para quem acompanha este blog, deixe uma cópia do e-mail que enviei para este procuradora:

Cara Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão
ELA WIECKO VOLKMER DE CASTILHO

Agradeço a raríssima oportunidade de receber uma resposta do MPF.

Certamente a senhora não leu a minha denúncia na íntegra, pois saberia que não foi apenas uma representação apresentada. Foram 7 representações que nunca foram respondidas pelo Ministério Público Federal, entregues pessoalmente na Procuradoria Regional da República em São Paulo. Os números de todas as representações, das quais possuo o protocolo, constam no corpo da denúncia.

Nos últimos anos, graças às pressões do Ministério Público Federal, fui processado, tive meus sigilos eletrônicos quebrados e a minha vida vasculhada. Não tiveram a mesma preocupação com os assassinos, mas para quem conhece o contexto, o motivo se torna óbvio. O Ministério Público Federal chegou a insinuar que eu seria até mesmo um assassino, responsável pelo "suicídio" de Carlos Marcondes - administrador da Santa Casa. Tal operação em acabar com a minha vida, tão empenhada pelos procuradores mineiros, pela polícia federal de Varginha, pelos médicos e pelo chefe da Máfia de transplantes, custou o meu emprego, minha separação, meu carro, minha casa e diversos problemas de saúde.

Independentemente de todos os males que me causaram, somado ainda a perda de um filho muito precioso, tive que conseguir alguma forma honesta de me sustentar e dar sustento a minha família. Sem vender gados inexistentes, sem comercializar ilegalmente rins e córneas e, muito menos construindo pontes que ligam nada a lugar nenhum, consegui isso trabalhando muito. Ninguém do Ministério Público Federal, me telefonou para perguntar se o peso de tudo o que eu estava vivendo, atrapalhava a minha defesa em outro estado brasileiro, nos processos que entraram contra mim.

Portanto, pouco me importa se a senhora recebe 300, 30000 ou apenas 1 caso. Se o volume de crimes a ser apurado é tão grande assim, acho que a procuradoria poderia se empenhar o mínimo possível e pedir o impeachment, pois acho que o presidente deve ser indiretamente o responsável, haja visto que nossa política de segurança pública é apenas brincadeira de criança. Isso sem contar o envolvimento de partidários do presidente em tantos casos de corrupção, que estão abarrotando a polícia federal.

Como pode ver, a apuração dos crimes continua sendo um problema do Ministério Público Federal, que existe para isso, e não de nós denunciantes, apesar de ajudarmos muito a desvendá-los.

Os prazos devem ser cumpridos como determina a lei. Pelo menos, é isso que os procuradores me disseram quando me processaram.

É dever da senhora, do estado e da união prover as respostas para as ações criminosas que estou denunciando. Inclusive o envolvimento de procuradores federais de Belo Horizonte no abafamento do caso e na proteção aos criminosos. No mínimo - PREVARICAÇÃO!

Vocês me processaram e perderam. E ainda assim não estão aceitando a necessidade de denunciar os verdadeiros assassinos do meu filho?

Então para que serve a justiça?

Para dar cobertura a assassinos de crianças de 10 anos?

Fui submetido à todo o tipo de confronto legal, e superei a todos, e não é o suficiente para que vocês aceitem a minha denúncia e processem os verdadeiros criminosos?

Agora, é hora de reconhecer o erro e dar uma resposta e não jogar a culpa no volume de serviços que os procuradores têm. Aliás, sem qualquer valor próximo ao teto dos salários destes procuradores, eu fiz muito mais do que eles, e de graça. E não fiz pelo meu filho. Estou fazendo pelo filhos dos outros, e quem sabe até os seus.

A perícia que a senhora solicitou não deve ser tão demorada, uma vez que já está em anexo todas as provas que constam no processo de homicídio, um relatório final de uma CPI DO TRÁFICO DE ÓRGÃOS, e até o pedido da própria Juíza Federal que reconheceu a minha denúncia como verdadeira me absolvendo em seguida, e não como uma denúncia de um desqualificado esquisofrênico, como o MPF tentou provar.

Se necessário for devido a precariedade da atuação pericial em relação ao prazo, posso levá-los pessoalmente as cópias das provas que foram extraídas do processo do homicídio do meu filho, que por justiça, foram anexadas lá pelo próprio Ministério Público Federal.

A perícia que a senhora está solicitando é para ver se o que o próprio Ministério Público Federal anexou ao processo e que ao mesmo tempo as ignorou, são válidas?

Onde está o relatório final da CPI DO TRÁFICO DE ÓRGÃOS que confirma as minhas denúncias e que foi encaminhado ao Procurador Geral da República?

Onde está a resposta para o processo que moveram contra mim, e perderam?

Onde está a resposta para a denúncia que enviei há 9 meses atrás, e que já venho denunciando a 7 anos?

Quanto tempo ainda terei de esperar para que eles sejam denunciados?

Ou será que estão tentando jogar no esquecimento mais uma vez (a exemplo do caso de Taubaté) onde o processo prescreveu depois de 20 anos engavetado?

Cara procuradora. O Ministério Público Federal não está me fazendo qualquer favor.

É atribuição deste órgão responder as minhas perguntas, e de preferência com provas como elas foram formuladas.

Espero há 7 anos por uma resposta e ainda a senhora me diz que precisam de mais tempo?

Estes marginais possuem tanta influência assim a ponto de conseguirem prorrogar a simples análise de um documento de 237 páginas por tanto tempo? De acordo com o tempo decorrido, daria tempo de ler uma página por dia e sobraria muitos anos.

Nestes 7 anos, já me processaram e fui absolvido e ainda sequer denunciaram os verdadeiros assassinos do meu filho?

Para ter os meus direitos reconhecidos e o direito fundamental do meu filho que é a vida, devo me filiar ao partido do presidente?

Os assassinos nem pertencem ao partido presidente, mas pertencem à oposição. Nem isto parece fazer diferença neste país onde a política suja vale mais que uma vida.

Para finalizar, estou entrando com um pedido para participar de uma audiência temática em julho deste ano, em Washington na sede da OEA. Se a ONG que está entrando com o pedido não conseguir esta audiência, não terá problemas. Ainda assim, estarei lá para entregar pessoalmente a denúncia que comprova a morosidade e falta de comprometimento do Ministério Público Federal em resolver este caso. Talvez para o MPF isso faça pouca diferença ou até nenhuma. De qualquer forma, continuo fazendo o que todo cidadão deveria fazer em um país "democrático" e "livre", como é o Brasil.

Exigir que os meus direitos sejam reconhecidos e tirar de circulação, por consequência, marginais que usam aventais branco para matar crianças com o intuito de comércio ilegal de órgãos humanos.

Lembre-se procuradora, após o meu filho, mais 8 pessoas foram assassinadas por este grupo, no mesmo local.

Quantas mais vítimas o Ministério Público Federal deseja que sejam assassinadas para tomar uma providência contra este tipo de crime?

Paulo Pavesi

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Como o MPF atua para acobertar o tráfico de órgãos

O Ministério Público Federal tem atuado com bastante afinco para acobertar denúncias de tráfico de órgãos. Eu vou mostrar como eles fazem. Na verdade sem seria necessário pois basta telefonar ao Procurador Geral da República e perguntar sobre o relatório final da CPI do Tráfico de Órgãos e terá a resposta.

Em novembro de 2006 enviei uma denúncia para o procurador geral. Eles nunca me enviaram qualquer comunicado, sequer dizendo: "Jogamos no lixo!". Eles não precisam disso, pois estamos vivendo numa ditadura e sendo assim, você tem à quem reclamar. Ajoelhe e chore.

Segundo soube, a denúncia foi encaminhada para o Gabinete da Procuradora ELA WIECKO VOLKMER DE CASTILHO. Ao telefonar para lá, no mês de maio de 2007, e perguntar sobre o relatório, fui informado de que o mesmo estava no Gabinete do Procurador Geral. Na verdade eu telefonei no Gabinete do Procurador Geral e os assessores garantiram que a denúncia estava com ela ou Ela. Insiste mais um pouco e me disseram que não sabia do que se tratava e que precisariam de um tempo para procurar o documento.

Mais um tempo? A denúncia se refere à fatos ocorridos em 2000. Depois disso, inúmeros pedidos foram feitos ao MPF para que analisassem as denúncias e até hoje nunca enviaram nenhuma resposta. Querem mais tempo?

Disse então que não precisariam se incomodar, afinal, é tanta denúncia neste país de impunidade que não deve ter procurador suficiente para atender a demanda da população, ainda que o denunciante faça como eu fiz, e entregue tudo mastigado.

Para se ter uma idéia melhor de como atua o MPF, lembro à você leitor que fui processado pelos Procuradores Federais de Belo Horizonte, que trocaram nomes dos médicos que mataram meu , filho para fins de tráfico de órgãos, protegendo então os verdadeiros assassinos.

Na denúncia que fizeram contra mim, 9 procuradores assinaram como podemos ver no quadro abaixo. Os procuradores que acusei, eram testemunhas deles mesmos.


Contra os médicos, apenas três procuradores assinaram. Para o denunciante, todo o rigor da lei. Para os assassinos, todos o benefício do código penal.
O delegado da Polícia Federal de São Paulo Antônio Manuel Costa, foi responsável pelo inquérito aberto contra mim. Ao levar as denúncias à ele, o mesmo pediu a presença do Ministério Público Federal em meu depoimento, conforme o documento abaixo:

No dia do meu depoimento, nenhum procurador compareceu, e o pedido foi reiterado por mais vezes. Nunca o MPF quis ouvir as denúncias.
Talvez eles precisem de mais tempo, até que o crime esteja prescrito. Nesse contexto, é muito fácil afirmar que no Brasil, não há tráfico de órgãos.
Acredite. Eu torço para que nenhum de vocês precisem do Ministério Público Federal como eu precisei para punir os assassinos do meu filho. Aliás, espero que não precisem do Ministério Público Federal para nada.