Desembargadores comprados

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terça-feira, 23 de junho de 2009

Gêmeos??


Imagine você entrar em um hospital para dar a luz de gêmeos e sair de lá com apenas um bebê, e a explicação de que tudo foi apenas um equívoco. Um mero engano. Isto acontece com certa frequência, mas não chegam às páginas dos jornais. Alguns acabam vazando como é o caso de Andressa Sales, em Ferraz de Vasconcelos.

Em um ultrassom realizado durante o pré-natal, foram identificados dois bebês. Mas ao dar a luz, surpresa! Era apenas um. Indignada, a mãe deseja saber onde foi parar o outro. O drama está apenas começando.

Mais uma vez a polícia que investigava o caso acaba de arquivar o caso, alegando que tudo foi um engano. Eu não sei como a polícia fará para desqualificar a imagem do ultrasson. Aliás, sei sim. Trocam-se as chapas, refazendo laudos, modificam prontuários e exames e bingo! Mais um bebê pronto para a adoção ilegal, e quem sabe tráfico de órgãos.

Veja este detalhe publicado pelo G1 (link acima):
"A polícia concluiu que Andressa Sales esperava apenas um bebê quando deu entrada no hospital. O parto foi em fevereiro. Um ultrassom feito na mesma unidade indicou a presença de dois fetos, horas antes da cirurgia. Mas apenas uma criança foi entregue a Andressa."
Horas antes da cirurgia, o exame indicou 2 fetos. Mas ao abrir, só encontraram um. Entenderam?

Talvez a mamãe destas crianças tenha engolido um espelho o que fez refletir a imagem de duas crianças. Neste momento, qualquer hipótese é válida para justificar o desaparecimento de mais uma criança. Enquanto isso, o governo está investindo milhões em propagandas contra o tráfico de seres humanos, que acontece ali, bem debaixo do nariz dos canalhas, e mesmo com tanta publicidade, os desaparecimentos só fazem crescer.

Alguém no Brasil, em são consciência, vai acusar um médico de ter roubado um bebê?

Você já viu alguém reclamando por ter perdido um filho durante um parto no Albert Einstein, ou no Sírio Libanês? Claro que não! Não se rouba cachorro com pedigree. Mas no SUS, isto acontece muito mais do que você imagina. Mas quem está preocupado? O governo está fazendo propaganda para acabar com isso. Estamos tranquilos.

Caso encerrado! O Ultrassom não vale mais nada. O que vale é a palavra dos médicos.


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mais uma vitória da vida contra os médicos

Mulher surpreende médicos ao levar vida normal com cérebro danificado

Enviado ao blog por e-mail (adafig@...)
Esta é uma história de amor a vida e ao próximo. De amor de uma mãe para uma filha. Mas os médicos dirão que é apenas um caso isolado. Se ela tivesse sido transformada em doadora, ai sim, para os médicos, seria uma história de amor.
Há algumas semanas, ao passar por uma ressonância magnética, a jornalista catarinense Silvia Zamboni, 40, deixou o médico desconcertado: ele não podia acreditar que o cérebro que observava no monitor, com lesões seríssimas em áreas extensas, era o de uma pessoa absolutamente normal.

foto: Marisa Cauduro/Folha Imagem

O esperado seria encontrar alguém com sérias dificuldades para falar, caminhar ou comer. Ou até em estado vegetativo.

Ele não estava errado. Cinco anos atrás, diante de imagens semelhantes, outros médicos nem acreditaram que ela sobreviveria ao acidente que sofrera. Seu carro havia se chocado contra uma árvore depois de ter sido fechado por um caminhão, numa noite chuvosa, no interior de Santa Catarina.

Além do traumatismo craniano, ela tinha costelas quebradas, que haviam perfurado um pulmão. Uma orelha foi praticamente decepada. O socorro só veio após duas horas.

A falta de oxigenação por conta da parada cardíaca havia deixado lesões graves e irreversíveis no cérebro. Os médicos que a atenderam diziam que a morte era questão de horas.
Uma semana após completar 35 anos, em março de 2004, Silvia estava em coma profundo, no grau 3 da escala de Glasgow -o mais baixo-, que mede o nível de consciência após uma lesão cerebral. As estatísticas estavam contra ela -os médicos estimaram em 1% a chance de sobrevivência.
Papel da mãe

Apesar da resistência dos profissionais, sua mãe, Marilda, resolveu levá-la a um centro maior, em Florianópolis. "Para que, se ela está quase morta?", ouviu de um deles. No outro hospital, escutou o mesmo prognóstico: caso a filha sobrevivesse, as chances de ficar em estado vegetativo eram enormes. Mas Marilda acreditava que ainda "havia esperança".

Fazia três anos que mãe e filha não se viam, apesar de morarem na mesma cidade. O reencontro se deu na UTI.

Nas visitas diárias ao hospital, sua mãe promoveu um bombardeio de estímulos. Fazia massagens em seu corpo com remédios homeopáticos, levou cremes e perfumes com os cheiros que ela conhecia, colou nas paredes fotos de todas as fases de sua vida e a logomarca da sua empresa, falava muito ao seu ouvido, sem parar de chamá-la pelo nome.

Quando não estava lá, deixava fones com músicas e mensagens gravadas. "Escutava sons, mas não sabia o que significavam", diz Silvia, sobre o período em que esteve inconsciente. "Eu me lembro da voz da minha mãe me dando força." E de algumas frases soltas: "Não reage"; "não vai dar tempo".

Durante quase dois meses, nada mudou. A mãe chegou a ouvir se não seria melhor "deixar a natureza seguir seu curso". Mas perto de completar o segundo mês em coma, Silvia começou a dar os primeiros sinais de recuperação, com alguns movimentos involuntários dos membros e a capacidade de manter a respiração e a pressão por alguns momentos, sem o auxílio de aparelhos. O coma ficou menos profundo.

Quatro meses depois do acidente, os médicos avaliaram que já não havia nada mais a fazer no hospital. A vida havia se confirmado, diziam, mas Marilda teria um bebê para sempre. Silvia estava absolutamente dependente e sem a menor consciência de quem era. Em casa, foi atendida por profissionais como fonoaudióloga, enfermeiros e fisioterapeuta.

História reescrita

Com o apoio da equipe e da mãe, foi reaprendendo tudo, desde as ações mais básicas: andar, pronunciar palavras e, o mais difícil, abrir a boca e engolir. Depois, ainda precisou reaprender a ler, escrever e até reconhecer a função dos objetos mais simples, como o telefone.

Ao longo dos meses, foi passando por todas as etapas de seu desenvolvimento e reescrevendo a própria história. Teve uma fase de birras para comer e de medos para dormir. "Eu estava exatamente como uma criança", diz. "Quando tiraram a sonda nasogástrica [pela qual era alimentada], passei a cheirar tudo, como um cachorro."

Sem se lembrar de nada de sua vida antes do acidente, voltou a se interessar pelos assuntos que a motivavam e revelou os mesmos talentos de antes.

Motivada pela mãe, estudou piano, apesar de não se lembrar de que quando criança tinha aprendido a tocar. Quis cozinhar e vender tortas, exatamente como tinha feito na adolescência. Ao mesmo tempo, ia resgatando suas memórias.

Apesar de seu cérebro carregar as cicatrizes das lesões, hoje ela leva uma vida normal. Mora sozinha, namora, estuda, faz suas compras -só não voltou a trabalhar, ainda.

"É uma prova da plasticidade cerebral, em que os neurônios que sobreviveram encontram novos caminhos para se comunicar", diz o médico intensivista Thales Schott, que acompanhou sua recuperação.

Na visão dele, os cuidados da mãe, que morreu após um AVC no ano passado, foram fundamentais. "Foi isso que resgatou a vida de Silvia", diz.

Ainda há grandes lacunas de sua vida de que não lembra. "Hoje sou mais seletiva", afirma. Lembrar envolve um grande esforço mental, que ela não faz para acontecimentos que lhe causem tristeza.

Há quem volte de experiências como essa dizendo que escolheu a vida. "Acho que minha mãe escolheu por mim, e eu correspondi." Hoje ela não faz planos para o futuro. "Ainda tenho muito o que recuperar."
ALGUM HOSPITAL ESTÁ DISPOSTO A CUIDAR DE PACIENTES COMATOSOS, COMO CUIDOU A MÃE DESTA PACIENTE? NÃO! É MUITO MAIS FÁCIL DEIXÁ-LA MORRER PARA TRANSFORMÁ-LA EM DOADORA DE ÓRGÃOS.

VOCÊS PENSAM QUE A HISTÓRIA DELA É ÚNICA? NÃO É! SÃO MILHARES DE CASOS QUE ACONTECEM PELO MUNDO E QUE A IMPRENSA NÃO DIVULGA, POIS NOTÍCIAS COMO ESTA PROVAM QUE QUANDO OS MÉDICOS AFIRMAM QUE UMA PESSOA EM COMA, MAIS ESPECIFICAMENTE EM GLASGOW 3, NÃO VAI SOBREVIVER, ESTÃO COMPLETAMENTE ENGANADOS, E SABEM DISSO.

A MEDICINA ATUAL SE TRANSFORMOU EM UMA FÁBRICA DE DOADORES DE ÓRGÃOS. PACIENTES EM COMA ESTÃO SENDO ABANDONADOS À MORTE PARA O LUCRO FÁCIL DOS TRANSPLANTISTAS.

E ELES - MÉDICOS - SABEM DISSO.


quarta-feira, 27 de maio de 2009

Doar é um ato de amor. E rende muita grana!


Todos os anos, uma avalanche de argumentos são lançados para angariar doadores de órgãos. O mais comum é usar a frase "Doar é um ato de amor". Ou ainda "Doe vida". Este último ironicamente é destinado à família do doador cadáver. Acho que eles nunca pensaram o impacto desta frase para quem está perdendo, por exemplo, um filho.

O transplante de órgãos tem provocado situações conflitantes e incompreensíveis que muitas vezes – senão todas – passam despercebidas aos olhares daqueles que, por sorte, não tiveram que enfrentar nenhum dos dois lados.

O que quero dizer?

Imaginemos a seguinte situação:

De um lado, temos um paciente que precisa de um fígado com urgência para viver e que possui uma expectativa de 24 horas de vida. Os médicos incentivam a família a ter esperança, buscar forças de onde nunca imaginaram ter e a lutar pela vida, pois ela é possível. Em torno deste paciente há uma equipe médica de plantão 24 horas e enfermeiras prestativas e atentas aos sinais vitais do paciente, torcendo para que um órgão venha salvar-lhe a vida.

Do outro lado, há um paciente em coma provavelmente vítima de um traumatismo craniano com uma equipe médica reduzida ao seu lado uma vez que, consideram os esforços inúteis para salvá-lo. Seus sinais vitais são controlados por um aparelho, que certamente apitará se o pior acontecer, e medicamentos para a sua hidratação começam a ser utilizados, visando à doação de órgãos.

Fora da UTI há uma fila de pacientes esperando que ele morra para poderem ocupar a sua vaga. Os médicos incentivam a família do comatoso a abandonar as esperanças e desistir da luta pela vida, embora na história da medicina existam muitos casos de comatosos que conseguiram se recuperar.

Uma equipe de “voluntários” se apresenta para falar à família sobre a morte e a possibilidade de salvar outras pessoas. Pede tudo a ela num momento em que não lhe resta mais nada.

Entre a necessidade de um sobreviver e outro não resistir, está uma farta quantia em dinheiro que o SUS paga por cirurgia de implante de um fígado, uma ofensa se comparado com o que paga ao médico que cuida do comatoso.

A este quadro, os médicos transplantistas chamam de “amor”.

Um amor estranho que sequer é correspondido, pois embora não exista nenhuma lei que proíba a família do receptor conhecer a família do doador e vice-versa, os médicos desaconselham este encontro. Após findar todo o processo, a atenção é desviada para o transplantado que agora precisa de cuidados médicos especiais no combate à rejeição. A família do doador é definitivamente esquecida por não ser mais útil e, ao voltar para a casa – sem qualquer apoio psicológico - encontra um enorme vazio.

Este é o momento em que começam a questionar-se se realmente fizeram tudo o que estava ao seu alcance, dentro e fora da medicina pelo seu ente querido. Porém, é tarde demais.

Lindo não acha? Para os transplantistas pelo menos.

O mais novo argumento que vem sendo distribuído em blogs e em programas de televisão é:
"A chance de ir para uma fila de transplante, é muito maior do que a chance de se tornar um doador"
Uma espécie de cultura do medo. Se você não doar, poderá ficar doente! O argumento é vazio, mas soa como uma bomba. A chance de adquirir um câncer, é muito maior do que a chance de precisar de um transplante. A possibilidade da morte, existe para qualquer um que esteja vivo, e em qualquer circunstância. Uma pessoa pode passar anos na fila e outra que não tinha qualquer problema de saúde ser atingido por caminhão.

São situações em que todos corremos riscos. Leia esta reportagem se desejar clicando aqui. Ela fala dos valores gastos pelo SUS no estado de São Paulo com os acidentes de trânsito. Este trecho é bastante interessante:
O número de mortes registradas pela Secretaria de Estado de Saúde chegou a 8.698, o que dá uma média de uma morte por hora. Mais da metade das vítimas (52%) eram pedestres com mais de 60 anos. As informações foram divulgadas ontem no seminário internacional de segurança no trânsito organizado pelo Conselho Estadual para a Diminuição de Acidentes de Trânsito e Transporte (Cedatt).
Entenderam? Uma média de uma morte por hora só no estado de São Paulo. 52% eram idosos que escaparam da fila de transplante e morreram por uma fatalidade. Muito bem, agora responda. Quantas pessoas morrem na fila de transplante por hora? A estatística em São Paulo não existe, e nem existirá. Seria ultrajante divulgar estes números e compará-los por exemplo com o número de mortes por câncer, ou com o número de mortos pela violência com o uso de arma de fogo.

Quantas propagandas você já viu o SUS realizar para que os acidentes de trânsito diminuam ou que a violência termine? Mas a responsabilidade pelas pessoas que estão na fila, eles definiram, é sua. Se você não doar, elas morrerão não por causa da doença que têm, mas porque você não doou seus órgãos. E só para constar, a doação dos seus órgãos hoje, depende basicamente da sua morte, se é que você ainda não pensou nisso.

Incentivando você a se tornar doador, não dá a sensação que querem que você morra?

Não importa o que aconteça com você. Tem que ser doador. Precisa salvar outras vidas. Precisa, em outras palavras, morrer.

Fala com a sua família que deseja ser doador. Manifeste-se por escrito. Preencha o formulário. Deixe um lembrete na mesa da sala. Plastifique sua carteirinha. Conte para todo mundo que você é doador.

Ou se preferir, faça exames preventivos para que não seja levado para a fila como a maioria dos pacientes estão sendo levados. Por falta de prevenção. Antes de falar para alguém que você é doador, diga a esta pessoa que ela deve se preocupar com a saúde e evitar algumas coisas que podem levá-la para a fila.

Faça o trabalho limpo que os transplantistas sujos não querem fazer.

Morrer de acidente é uma fatalidade. Não dá para prever. Ir para a fila de transplante, na grande maioria dos casos, é ignorância, no sentido real da palavra. Há meios de evitar. Você pode viver muito se fizer exames preventivos. Mas se preferir, entregue-se a campanha transplantista e use seu tempo dizendo para o mundo que o seu corpo não te pertence.

Eu já cansei de receber intimidações por e-mail: "Você ainda vai precisar de um transplante". Talvez precise. Talvez tenha câncer. Talvez morra em um acidente de carro. Talvez morra com um tiro na testa. Todas as possibilidades existem. Mas doar órgãos não vai me salvar de nenhuma delas.

O transplante ainda é a maior fonte de renda da medicina moderna. É a forma mais simples de ganhar dinheiro sem ter a responsabilidade de que a intervenção dê certo. Se der ótimo. Se não der, problema seu.

Se estão tão preocupados em salvar vidas, deveriam tentar poupar os 52% dos idosos que morreram com saúde atropelados por um caminhão (foto). Mas isso ninguém se importa. O importante é que você precisa ser doador.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ministério Público e o caráter dos canalhas


O texto na íntegra você pode ler aqui, se desejar. É de autoria de Filipe Coutinho - Revista Consultor Jurídico, 19 de maio de 2009. 

Trata-se da impunidade e da falta de controle do Conselho Nacional do Ministério Público. Órgão criado no governo Lula para não fazer nada e gastar alguns milhões do contribuinte. Prática natural do governo petista.

Esta parte do texto já diz tudo:

Relatório do Conselho Nacional do Ministério Público mostra que apenas 4% das ações julgadas no ano passado contra membros do MP nas corregedorias regionais resultaram em algum tipo de punição. Das 1.052 ações disciplinares julgadas pelas corregedorias, 39 acabaram em punições para os procuradores. 

Em 2008, 304 processos foram encaminhados à corregedoria nacional. O CNMP, apesar de ser responsável pelo controle administrativo do MP, não cita no relatório anual quantos casos levados ao órgão resultaram em arquivamento, punição ou estão em aberto. O Conselho tampouco tem os números de 2009
Entenderam? 

O CNMP que é responsável pelo controle administrativo, não sabe os números de 2009. Total falta de controle. E é proposital. O presidente do CNMP que deveria controlar o Ministério Público é o próprio Procurador Geral da República. Ou seja, ele é o presidente do instituto que fiscaliza ele mesmo. Por isso, apenas 4% dos casos resultaram em punição.

A canalhice não precisa ser dita. Está nos números. Basta fazer uma continhas. E se você ainda não está indignado, é melhor ler isso:
Pena máxima 

Nos quatros anos desde a criação do CNMP, a pena mais severa aplicada foi a “disponibilidade com subsídios proporcionais”. O conselho condenou o ex-procurador-geral de Justiça do Amazonas Vicente Cruz Oliveira pelo desvio de R$ 1,2 milhão das contas do MP amzonense e por diversas irregularidades administrativas. Cruz foi também denunciado na Justiça por tentativa de assassinato do então procurador-geral do Amazonas Mauro Campbell, hoje ministro do Superior Tribunal de Justiça. 

Na prática, Vicente Cruz foi punido com uma espécie de aposentadoria forçada. Ele está afastado do cargo e recebe mensalmente salário proporcional ao tempo de serviço. A “disponibilidade” é a pena máxima aplicável pelo Conselho, por ser da esfera administrativa. Somente a Justiça pode demitir um membro do MP. 

Ser procurador do Ministério Público é o sonho de todos os advogados frustrados. Uma boquinha que rende 22 mil reais por mês, para trabalhar meio período. Hoje a instituição é um balcão de negócios políticos. No MP você pode fazer qualquer negócio.

O procedimento é simples. O Ministério Público faz uma denúncia infantil, cheia de erros básicos para que os processos não acabem em condenação. É por isso que a impune vem tomando conta do judiciário. Os processos possuem tantos erros que não conseguem chegar a um veredito punitivo. Afunda. Tudo acertado previamente. 

Por isso, não se espante com os números do CNMP. O que eles fazem lá dentro hoje, já faziam há muito tempo aqui fora. Só que nós não sabiamos. Agora sabemos. Podemos constatar isso neste mesmo texto:

“Problema gástrico-intestinal” 

Alguns casos julgados pelo Conselho Nacional são emblemáticos. Em 2008, o CNMP anulou a decisão do Conselho Superior do MP mineiro que impugnou dois promotores em estágio probatório. A dupla, depois de apenas 4 meses de casa, montou um esquema para burlar o plantão do feriado de fim de ano. Um deles, alegando “problema gástrico-intestinal”, não trabalhou nos dia 27, 28 e 29 de dezembro de 2006. Ele então trabalhou dobrado nos dias 3, 4 e 5 de janeiro, no lugar da colega que o havia substituído durante a má fase intestinal. Nos autos do processo não foram apresentados qualquer comprovante médico da indisposição. 

Como os promotores ainda estavam em estágio probatório, o Conselho decidiu impugná-los da carreira. O CNMP, no entanto, entendeu que o MP de Minas agiu errado. “Para a responsabilização de qualquer membro, vitaliciado ou não, torna imprescindível a instauração de processo administrativo disciplinar”, diz um trecho do voto do relator, Fernando Quadros da Silva. “Entretanto, o órgão correcional do MP mineiro não adotou o procedimento administrativo adequado”, completou. 

Para o relator, a corregedoria não poderia instaurar procedimento de impugnação, somente processo administrativo disciplinar. Por causa dessa diferença técnica, o Plenário do CNMP livrou os promotores do afastamento. 
Entenderam? O MP de Minas, onde a canalhice transborda, "agiu errado", enganou-se, cometeu uma pequena falha. Simples. O suficiente para que a acusação juridicamente perdesse o teor. O MP afirma ter feito seu papel, e ninguém foi punido. Por isso, ninguém pode chamá-los de omissos. Ele fizeram. Errado propositalmente, mas fizeram. 

Entenderam?

Talvez o CNMP me acuse mais uma vez de insanidade. Os fatos estão ai. São públicos. 
Melhor insano do que canalha.
 

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Doar é legal! Quando as coisas se misturam


O jornal Zero Hora publicou uma notícia que revela o que tenho denunciado há 8 anos. Se desejar ler na íntegra, clique aqui. O trecho que me chamou a atenção foi este:
"(...) a comunidade jurídica formada por juízes, advogados, promotores, procuradores, defensores e servidores da Justiça, juntamente com a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), promoverá, de 25/05 a 29/05, no Foro Central de Porto Alegre, por onde passam diariamente cerca de 13 mil pessoas, a campanha denominada Doar é Legal (...)"
Parece um texto inocente, mas não é e explico porquê.

Depois da morte do Paulinho, algumas coisas mudaram. A primeira foi a queda da lei de doação presumida, cujo relator foi o chefe da quadrilha que o matou. Segundo, foi a possibilidade de uma pessoa doar um órgão em vida para outra sem qualquer vínculo de parentesco, bastando para isso apenas uma autorização judicial, que deveria ser fiscalizada pelo Ministério Público.

É aqui que a coisa pega. 

Juízes, advogados, promotores, procuradores, defensores e servidores da Justiça, não tem que fazer campanha de doação, pois fazem parte do processo de fiscalização. Como cidadão comum, eles têm o direito de fazer a campanha que quiser. Como autoridades e colaboradores da lei, não. 

A ABTO teve nos últimos anos, a revelação de que pelo menos 3 presidentes tiveram envolvimento em graves irregularidades nos transplantes. Todos os fatos foram exaustivamente narrados durante a CPI do Tráfico de Órgãos. Uso de órgãos provenientes de pacientes assassinados, desvio de órgãos da fila pública para a fila privada e, obviamente, tráfico de órgãos, foram algumas das acusações apresentadas por testemunhas. 

No entanto, TODOS OS PROCEDIMENTOS, SEM EXCEÇÃO, FORAM ARQUIVADOS sem qualquer explicação plausível. Pessoas que estavam em primeiro lugar da fila precisaram entrar na justiça para obter o direito de ser transplantado porque eram sempre excluídas para que os órgãos fossem desviados.

O texto do Jornal Zero Hora, é de um Juiz federal chamado Carlos Eduardo Richinitti. Fazer propaganda para doação de órgãos é uma obrigação constitucional do Ministério da Saúde, e não do judiciário. Ao judiciário cabe zelar pela transparência da fila de espera e pela punição dos envolvidos em ilegalidades.

Mas no Brasil do vale tudo, o judiciário pode o que quiser. Os traficantes também. Juntos, podem muito mais. 

Quem vai denunciar problemas relacionados aos transplantes se o judiciário está ao lado daqueles que estão fazendo o possível e o impossível para que as ilegalidades sejam enterradas junto com os doadores?

A maior gravidade está no seguinte fato. Uma pessoa que vai comprar um rim, por exemplo, precisa se dirigir a um tribunal para solicitar a autorização. O Ministério Público deve fazer parte deste processo, fiscalizando se necessário, a possibilidade de estar havendo um comércio ali, já que as duas partes não possuem nenhum grau de parentesco. Anúncios nos jornais revelam inúmeras ofertas de órgãos, depois que está possibilidade foi aprovada. Mas se juizes, promotores e procuradores estão sentindo pena daqueles que estão na fila, e são amigos dos transplantistas, eles irão vetar alguma irregularidade?

Pois é isto que está acontecendo. Uma pessoa de terno e gravata vai ao tribunal com outra pessoa vestindo havaianas. Lá, eles revelam que o das havaianas está comovido com o estado de saúde daquele de terno e gravata e, por amor, quer salvá-lo, doando um rim. Cabe ao tribunal decidir, e o Ministério Público fiscalizar se há ou não irregularidade.

Com este batalhão unido, num país como o Brasil onde a propina é a moeda real, você denunciaria uma quadrilha de tráfico de órgãos? 

Por que você acha que estou asilado na Itália?


terça-feira, 19 de maio de 2009

Chamem o Varella


Eu assisti o vídeo através do blog DOIS EM CENA e resolvi postá-lo novamente. Vale a pena mostrar como anda a saúde no Brasil. Assista o vídeo e depois leia os comentários.


Chamem o Varella. Ele disse que salvar vidas é muito importante. Mas parece que depende de quem será salvo. Aquela criança morta na pia, seria salva com um mínimo de recurso. Mas os recursos foram todos destinados para os transplantes. São milhões gastos em publicidade alertando para a doação de órgãos enquanto são desperdiçados mais de 80% das doações. 

Na fila dos transplantes, o paciente recebe remédios, carteirinha, camiseta e pode fazer hemodiálise de graça! No pronto socorro, ele recebe uma pia para morrer.

Eu não entendo qual o conceito de saúde que é hoje aplicado no Brasil. Mas conheço vagabundos aproveitadores de longe. 

Aquela criança não teve o direito sequer a uma sala limpa e uma cama para ser atendido. Morreu na pia. Enquanto isso, o governo federal desloca aviões para transportar órgãos, porque algumas vidas precisam ser salvas. 

VOCÊS QUEREM SALVAR VIDAS OU FATURAR COM OS TRANSPLANTES, SEUS CANALHAS. É IMPORTANTE SALVAR VIDAS OU NÃO?

O Ministro da Saúde poderia usar o dinheiro gasto com Gel e preservativo para comprar alguns leitos hospitalares, e quem sabe fornecer um copo de água potável para quem está morrendo. 

Chamem o Varella. 

Avisem que o trabalho que ele está fazendo no Fantástico ajudou a aumentar a doação. Os transplantes não podem parar. Se sobrar um espaço, poderiam falar daqueles que estão morrendo na pia, mas não vão fazer isso né? 

Uma pergunta básica: A criança tornou-se doadora?

Lembrem-se seu canalhas que meu filho morreu porque os hospitais por onde ele passou sequer possuiam alvará da vigilância sanitária e ninguém foi punido por isso. Aproveitando a falta de capacidade em recuperá-lo, destinaram a vida dele para "salvar vidas" da fila de transplantes. 

Vocês que cuidam da saúde do Brasil são um bando de canalhas e vagabundos. Investem milhões em propagandas de doação de órgãos para "salvar vidas" enquanto deixam uma criança morrer na pia. Vocês estão ganhando uma fortuna com os transplantes. Fazem de tudo para que ele seja viável, mas não são capazes de cuidar do básico. Não interessa não é mesmo?

Este discursinho de que é preciso salvar vidas, é balela. Histórinha para boi dormir. Vocês são um bando de canalhas traficantes de órgãos que estão acabando com este país.

Pouco importa certo?
O importante é que os transplantes não podem parar!
Chamem o Varella. Façam programinhas de TV para mostrar que são "salvadores de vida", enquanto centenas de outras crianças perdem a vida nos PSs.

Enviem dinheiro para esta quadrilha. Eles não se bastam nunca. Quem sabe quando estiverem com muito, muito, muito dinheiro, darão importância real a vida dos outros. 

Cadê a Rede Globo? Não vai falar disso? Não vai mostrar este lado da saúde no Brasil, onde crianças estão mais propensas a se transformarem em doadores do que serem salvas.

Parem de gastar onde não deve e salvem pelo menos as crianças.
CANALHAS COVARDES

Paciente que precisa ser salvo graças a um transplante. Altos lucros e investimentos. Toda estrutura, recursos e tecnologia disponíveis.

Pacientes que não precisam de transplante. Não dá lucro. Não vale a pena salvar. Sem recursos, sem maca, sem atendimento, sem vida.

TODO CIDADÃO É IGUAL PERANTE A LEI. OS QUE PRECISAM DE TRANSPLANTES SÃO MAIS RENTÁVEIS, PORTANTO, MAIS  IGUAIS.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Não é Fantástico?

Após as reportagens de Draúzio Varella no programa Fantástico da Rede Globo, fez elevar o número de doação de órgãos. Os transplantistas estão felizes da vida. Doar órgãos é um ato de amor. Desta forma é bastante fácil elevar não só o número das doações de órgãos como também o número de votos de uma possível reeleição do presidente Lula. 

Basta falar apenas do lado que interessa e esconder a realidade dos fatos. Um cenário bonitinho, um médico artista carismático e todos acéfalos correm para as filas de doação de órgãos. É lindo! 

A democracia que deveria preservar a verdade dos fatos, não existe mais. Existe o grupo que tem um interesse e movimenta a imprensa a conquistar seus objetivos.

Doar órgãos é importante, mas mais importante é punir quem mata crianças para traficar órgãos, e estas histórias, você não vai ver no Fantástico. O lobby é grande e o dinheiro que corre através de publicidade é maior ainda. 

Continue Varella! O Brasil precisa doar órgãos e principalmente, não ter conhecimento do que de fato acontece. A fila não pode parar, e os lucros obtidos com o assassinato de doadores, cuja ABTO se presta a defender em processo judicial através de seus membros, também não.

O Fantático também não vai falar do caso do roubo de córneas no Hospital do Tatuapé em São Paulo? 

Não vai falar que há um brasileiro asilado por ter denunciado um esquema de tráfico de órgãos financiados pelo governo Lula?

Não vai falar do caso José Heron, morto dentro do mesmo hospital do Tatuapé cujo corpo foi completamente esvaziado (incluindo ossos) sem autorização da família? 

Não vai falar que o corpo de José Heron foi exumado e que não deixaram realizar autópsia?

Ahhh.. Assim, as doações devem continuar crescendo mesmo.