Desembargadores comprados

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domingo, 26 de dezembro de 2010

Presidente da CPI do Trafico de orgao relata pressao contra o caso Paulinho

O caso Paulinho serviu de base para a instalaçao da CPI do Trafico de orgaos que foi instalada em Brasilia, no ano de 2004. A CPI chegou a conclusao que 9 medicos deveriam ser processados pela morte de Paulinho indiciando os mesmos, e encaminhando o relatorio para o Ministerio Publico Federal para as devidas providencias.

Em uma gravaçao realizada ha 10 anos por telefone, o presidente da CPI, o Deputado Federal Neucimar Fraga, revelou como foi a pressao praticada pelos medicos da CPI para que os acusados nao fossem indiciados. A tentativa de exclui-los nao foi aceita. Entao, pediram para que fosse alterado um trecho do relatorio onde incluiram o seguinte texto na pagina 129:
Esta CPI, no caso Paulo Pavesi, encaminha ao Ministério Público para que, após análise, se for o caso, proponha ação penal contra os médicos abaixo mencionados, por terem, em tese, realizado procedimento de transplante e captação de órgãos em desacordo com as normas da Lei nº 9.434/97: Álvaro Ianhez, Odilon Trefligio Netto, Celso Roberto Frassion Scaffi, Sérgio Poli Gaspar e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes, Dr. Gustavo Abreu e Dra Sandra Fiorentini, José Luiz Gomes da Silva e José Luiz Bonfitto.
Reparem acima que o relatorio cita os nomes dos medicos que foram excluidos das denuncias do Ministerio Publico Federal sem qualquer explicaçao.

Como ha um acordo entre a Mafia e o Ministerio Publico Federal, a simples inserçao deste pequeno texto que revela destes medicos, permitiu ao MPF ignorar o relatorio completamente. No relatorio, estao descritas todas as irregularidades praticadas pelos medicos, e comprovadas durante a CPI.

O acordo do Ministerio Publico com a Mafia, previa tambem que eu nao pudesse participar do processo de homicidio que no ato da CPI ja estava em andamento, pois seria registrado ali, em meu depoimento, informaçoes e questoes que deveriam ser esclarecidas. Como a justiça nao pode responder a estas questoes, o caminho encontrado foi proibir a minha participaçao como testemunha.

Em uma reportagem do jornal Correio Braziliense na epoca, revela que, por email, Procuradores Federais pediram para o presidente nao instalar a CPI.

O presidente menciona a interferencia de Angela Guadagnin, deputada federal pelo PT na epoca e que nao participou de nenhuma audiencia da CPI. Alias, a CPI era esvaziada, como se diz em Brasilia. Os participantes assinavam o livro de presença e saiam da sala, para dar a impressao que a CPI nao merecia ser acompanhada. Tenho outros videos que mostram deputados medicos assinando e saindo em seguida. Sobre a deputada federal Angela Guadagnin, que foi a protagonista da dança da impunidade durante o mensalao, é importante dizer algumas coisas.

Voce deve ter ouvido falar do caso de Taubate, em que 4 medicos devem ir a juri popular depois de 24 anos de um processo lento e cheio de influencias politicas, por terem praticado homicidio de doadores para fins de trafico de orgaos. O caso aconteceu nos anos 80 no hospital Santa Isabel de Clinicas em Taubaté. Atualmente Angela Guadagnin é medica pediatrica. Olhando seu curriculum publicado no site da camara dos deputados podemos ver o seguinte:
Estudos e Graus Universitários:
Medicina, Fac. de Medicina de Taubaté, SP, 1968-1974; Mestrado em Saúde Pública, USP, São Paulo, 1987-1988. I Curso de Antibioticoterapia, I Curso de Cirurgia de Urgência e I Curso sobre Choque, 1972, e I e II Cursos de Moléstias Infecciosas em Pediatria, 1973, Fac. de Medicina de Taubaté, SP; UTI, Pronto-Socorro de Adultos, Pronto-Socorro Infantil, Enfermaria de Clínica Médica e Hospital Santa Isabel, Fac. de Medicina de Taubaté, SP, 1974
Obviamente que nao posso afirmar que Angela faz parte da Mafia que vitimou meu filho, mas acho estranho que ela tenha solicitado a exclusao do caso Pavesi do relatorio da CPI, sem ao menos participar de uma so sessao, sem conhecer os fatos e sem um real proposito, exceto o de proporcionar a impunidade aos acusados.

Assistam o video. Ele estava sendo reservado para este momento, junto com outros que ainda serao publicados, a medida que o processo se desenrolar. Ainda tenho muitas coisas para mostrar. Nao é a toa que consegui asilo na Italia. Provas da existencia desta mafia, nao faltam.





quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Lenda urbana é a morte encefalica

A morte encefalica é um fato. Em um determinado momento o ser humano tem a morte encefalica. O problema esta em determinar este momento, ja que a morte nao é um evento e sim um processo. Um processo que pode levar alguns minutos ou alguns dias. A morte encefalica é ainda um misterio para a medicina.

Segundo os transplantistas, no entanto, a morte encefalica é facilmente diagnosticada e os doadores de orgaos podem ficar tranquilos. Isto sim é lenda urbana. Enquanto transplantistas passam esta falsa informaçao para atrair a confiança dos familiares dos mortos, noticias como esta publica no G1 continuam acontecendo. E entao começa a desaparecer documentos, atestados e provas. Este é so mais um caso que caira no esquecimento e mais uma vez, ninguem sera punido. Por sorte esta senhora nao era doadora de orgaos. Se fosse, seria mais uma vitima.

E vamos esperar os proximos. O diagnostico de morte encefalica é uma fraude. Estao retirando orgaos de pessoas vivas.

Família de Ipatinga descobre na funerária que idosa estava viva

Hospital municipal emitiu atestado de óbito.
Prefeitura diz que caso está sendo investigado.
Flávia Cristini
Do G1 MG 

Uma idosa de 88 anos dada como morta pelo Hospital Municipal de Ipatinga, no Vale do Rio Doce, quase foi enterrada viva. Maria das Dores da Conceição chegou a ser levada para a funerária e colocada no caixão, quando se mexeu, segundo a família. Nesta quinta-feira (23), Maria das Dores está internada e recebe cuidados na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do mesmo hospital.

A neta Noeme Silva Amâncio, de 31 anos, disse ao G1 que o óbito foi constatado pelos médicos nessa quarta-feira (22) e comunicado aos familiares. A assessoria de comunicação Social da Prefeitura de Ipatinga, que também responde pela Secretaria Municipal de Saúde, não soube informar a causa atestada como motivo da morte e disse que o documento ficou com a família. O atestado teria se perdido depois de entregue à funerária, segundo a neta. “Um funcionário da funerária disse que entregou o papel para a assistente social do hospital”, disse Noeme.

Na funerária, ao ser percebido que a senhora apresentava sinais vitais, ela foi levada de volta ao hospital. Noeme conta que foi uma das primeiras a chegar para acompanhar a avó, que voltaria a ser internada. “Ela estava de lado, dentro do caixão no carro da funerária, na porta do pronto- socorro do hospital. Ela estava respirando e mexendo mais do que antes”, disse. A neta informou que a avô está sendo bem atendida nesta quinta-feira (23).

Por meio de nota oficial, a Prefeitura de Ipatinga diz que solicitou à Polícia Civil a apuração do caso e que a direção do hospital está à disposição da família para os esclarecimentos necessários.

A nota diz que a idosa deu entrada no Hospital Municipal de Ipatinga na manhã de terça-feira (21). A paciente apresentava histórico médico de hipertensão arterial, doença vascular periférica obstrutiva e demência de Alzheimeir, além de ser acamada. Noeme confirmou que a avó é acamada e tem a doença degenerativa e que foi levada ao hospital pela primeira vez porque gemia e se queixava de muita dor.

Ainda segundo a assessoria da prefeitura, na tarde desta quarta-feira (22), a paciente não apresentou sinais vitais e recebeu o atestado de óbito às 16h50. Depois de passar pela funerária, ela foi levada novamente ao hospital, por volta de 20h30, onde recebeu de imediato atendimento médico, de acordo com a prefeitura.

De acordo com a assessoria da Polícia Civil, o caso já está sendo investigado.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mais um premio! Documentario H.O.T.

Os responsaveis pela  direçao e produçao  do documentario H.O.T. (Human Organ Traffic), Roberto Orazi e Riccardo Neri, sao vencedores de mais um premio do cinema que sera entregue no Palacio Quirinale, diretamente das maos do Presidente da Republica Italiana Giorgio Napolitano. Trata-se do premio Ilaria Alpi  conquistado em 2010. A entrega sera em 21 de janeiro de 2011, em ocasiao da cerimonia do "dia da informaçao".

Alem do premio Ilaria Alpi, o documentario ja venceu diversos outros premios como o Festival Internacional de Cinema de Roma, ediçao 2009. 

Como sempre, a imprensa brasileira nao publicara qualquer nota sobre o assunto. O negocio é incentivar a doaçao de orgaos!





Se voce encontrar pela internet, pessoas dizendo que trafico de orgaos é lenda urbana, nao de ouvidos. Existem muitos lucrando com este mercado e com a conivencia de autoridades. 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Bom natal as pessoas de bem



Justiça em recesso!

Nao é emocionante? A justiça esperou as vesperas do recesso para anunciar o juri popular. Em seguida entra em recesso. Assim, ganham mais tempo para que os acusados possam se mexer e reverter a situaçao. Neste momento esta acontecendo um verdadeiro balcao de negocios. 

Eu ja escrevi o post que prometi explicando o por que deste juri popular. Ele esta aqui como rascunho e portanto nao esta disponivel. Mas o fiz porque mesmo em rascunho, a data original de quando foi escrito esta preservada. 

A proposito,  a condenaçao do oftalmologista que retirou as corneas sem autorizaçao nao tem valor nenhum. O crime esta prescrito. Foi apenas um jogo de "marketing" onde a justiça afirma ter feito a sua parte, depois de 10 anos de completa paralisia sem qualquer justificativa plausivel. Ou tenho que acreditar que demoraram 10 anos para decidir a competencia da esfera que deveria julgar?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A omissao inexplicavel da imprensa

Fui, mais uma vez, contatado por dois grandes jornais. Me perguntaram o que eu achava e respondi enviando um documento com todos os detalhes, composto por mais de 250 paginas. Ali tem copias de documentos que estao no processo e a explicaçao detalhada de todos os crimes cometidos.

A noticia do juri popular, sem citar uma so linha do que eu informei, veiculou em pequeno espaço por menos de 24 horas. Logo depois voltou para o limbo de onde veio. Ha provas da ajuda do ministerio publico em falsificar documentos e ajudar acobertar diversas informaçoes.

Ninguem teve a coragem de questionar o Ministerio Publico sobre o que denuncio, e se limitam a publicar pequenas notas de um texto padrao.

No proximo post, voce que esta acompanhando este blog, vai descobrir porque o caso esta indo agora para juri popular, e o que esta por tras disso. Enquanto isso, leia os links abaixos onde estao as principais partes da minha denuncia que o governo Brasil e as autoridades se negam a explicar e responder.


A história de Paulinho narrada em 2002 pela CartaCapital - A matéria mais completa e honesta já publicada sobre o caso. 

Remoção de órgãos de Paulinho com anestesia geral - O Anestesista classificou Paulinho como vivo antes de administrar Etrane (anestesia inalatória). Ele mentiu para a polícia federal, para o ministério público federal, mas foi desmentido publicamente durante a CPI. Ele me processou por chama-lo de mentiroso e fui condenado a indenizá-lo, uma vez que o processo correu em Poços de Caldas, berço da máfia.

Avaliação neurológica comprova: O estado de saúde não era grave. - Documentos que constam nos autos, comprovam que Paulinho foi levado ao hospital e sua primeira avaliação neurológica não era grave como dizem os médicos para se defenderem.

Exames fraudados com ajuda de procuradores federais e ministério da saúde. - Em um esquema montado dentro do gabinete do Ministro José Serra, Carlos Mosconi - o chefe da máfia - era informado a cada passo sobre os documentos obrigatórios que não foram entregues à auditoria. Mosconi repassava a informação para os assassinos que forjavam os papéis. Depois, estes documentos eram levados ao Ministério da Saúde e entregues ao procurador José Jairo Gomes. Este último encaminhava os mesmos ao delegado da polícia federal Célio Jacinto do Santos, que anexava ao inquérito como sendo documentos "originais". Veja alguns destes documentos. Nenhum médico responde ou respondeu por falsificação de documentos.

Sem Morte Encefálica. - Foi assim que o médico e assassino Celso Roberto Frasson Scafi descreveu o estado de saúde de Paulinho, minutos antes de lhe retirar o rim. Scafi escreveu de próprio punho que Paulinho estava SEM MORTE ENCEFÁLICA, porém, como é sócio de Carlos Mosconi, seu nome foi excluído do rol de acusados. Scafi estava indiciado pela polícia federal pelo crime de retirada ilegal de órgãos, e foi inserido em uma equipe da UNICAMP (ainda quando estava indiciado) para continuar realizando transplantes em Campinas, pelo Ministério da Saúde.

Asilo Humanitário - Você não verá isto na imprensa brasileira. O caso Paulinho está proibido de ser divulgado, exceto se for para inocentar (ainda mais) os assassinos.

Um dos acusados tem prisao civil decretada

Um dos acusados no caso Paulinho, Jose Luis Bonfitto, esta com a prisao civil decretada deste o dia 06/12/2010, mas ao que tudo indica ainda nao foi cumprida. Trata-se de uma açao de execuçao de alimentos na justiça de Itapira-SP. A prisao ja tem o periodo maximo estipulado (30 dias).

Bonfitto é um dos médicos que poderia relatar com detalhes a participaçao dos outros que estao fora do processo, mas preferiu calar-se. Ele participou da emergencia e afirmou que Paulinho nao poderia ser doador de orgaos apos a execuçao do primeiro exame de angiografia, pois havia circulaçao sanguinea no cerebro. Entre enfrentar a mafia e a justiça, ele preferiu enfrentar a justiça.