Desembargadores comprados

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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Eutanasia: Eles querem que voce assine um compromisso com a morte

O assunto renderia um livro, mas nao estou disposto a escreve-lo. Seria milhares de palavras contra todo um esquema de publicidade e eu certamente perderia.

O CFM quer que voce faça um pacto com a morte. A decisao de um paciente nao poderia ser revogado por ninguem, exceto pelo proprio paciente. Se ele esta inconsciente como fazer? 

Eles querem que voce assuma o compromisso de optar pela morte, por escrito! Entao vamos imaginar algumas situaçoes?

Voce sofreu um acidente e esta em coma profundo. Existem chances de recuperaçao, mas nao esta ao alcance dos medicos, seja por custo do tratamento, seja por falta de capacidade dos que acompanham o caso. A vida neste caso esta limitada justamente ao sistema e nao as possibilidades reais. Se voce assinou o termo de eutanasia, sera abandonado. Nao sera possivel discutir as possibilidades de tratamento pois ja foram descartadas pelos medicos, e voce deu aval a fazerem o que bem entenderem.

Em outro caso, voce é vitima de um erro medico que lhe deixou completamente invalido, perdendo todos os  movimentos do corpo e tambem a fala. Voce nao consegue se comunicar, mas deixou um testamento dizendo que podem interromper todos os suportes a vida. Os medicos que cometeram o erro possuem enorme interesse em abafar o assunto. A sua morte seria de enorme valia para eles. O que fazer? 

Nao é possivel discutir a eutanasia quando nao se esta a beira da morte, porque estar a beira da morte tem variantes incontaveis. Estar a beira da morte nao significa que a conclusao sera a morte. Existem muitas opçoes atualmente para muitos pacientes que se encontram nesta situaçao. 

A medicina ja chegou a considerar morto pessoas com parada cardiaca. Hoje sabemos que isto nao significa nada. Existem pessoas que foram recuperados e vivem muito bem! A morte hoje esta relacionada ao encefalo e nao é possivel dizer que isto é certo. Muitas pessoas foram diagnosticadas como mortas e levantaram em seus velorios. Muitas outras nao tiveram esta sorte e podem terem sido enterradas ainda vivas. Isto é fato!

Até hoje a medicina nao consegue compreender a catalepsia.

Da forma como o CFM esta propondo, em breve, teremos de escolher até os 10 anos de idade se queremos ou nao receber vacinas, se desejamos ser examinados diante de uma febre e se aceitaremos antibioticos para combater infecçoes. Nao se pode avaliar com tanta antecedencia tais situaçoes. 

O certo é que isto permitira aos medicos assassinarem pacientes, sem haver o risco de serem processados porque voce aceitou quando ainda estava vivo. O unico objetivo é diminuir os custos do sistema de saude e obter orgaos para transplantes. Tais termos jamais serao aplicados em pacientes particulares antes do esgotamento de todas as possibilidades medicas disponiveis ou nem tao disponiveis. 

Nao aceite mais este contrato. Nao deixe que alguem sem qualquer vinculo com a sua vida, seja autorizado a mata-lo. Isto é irracional.

Sabemos que esta pratica acontecendo diariamente nos hospitais pelo Brasil. A eutanasia ja é praticada com frequencia. O que eles querem é que voce assine um compromisso com a morte.

Voce é inteligente. Pense nisso!!

‎"Não estamos preocupados com a questão jurídica. Se estivéssemos, falaríamos para o médico registrar no cartório e diríamos: 'Médicos, protejam-se'. O que queremos é saber a vontade do paciente", afirma o presidente do CFM.

Existem milhares de brasileiros que desejam apenas fazer um simples exame e nao conseguem! Sera que o CFM tambem vai atender a vontade destes pacientes? Por que o CFM so luta pelo paciente quando ele deseja morrer? Voces nao acham que tem algo de errado? Quantos nao querem apenas o direito de terem uma consulta com um especialista e ano conseguem? Quando o CFM manifestou-se a favor deste direito? Por favor, enxerguem o que esta em jogo!! Esta tao evidente.

Fim da vida e o CFM: a questao sempre é o dinheiro

A imprensa acaba de anunciar mais uma resoluçao da gestapo médica (tambem conhecida como CFM). Trata-se da possibilidade de um paciente determinar em vida como deseja morrer. Um paciente podera escolher por exemplo: Nao ser entubado, nao receber medicamentos, nao sofrer com cirurgias dolorosas, e até nao ser reanimado apos uma parada cardiaca.

Diz o CFM que:

“Na medicina, trabalhamos com variáveis, as coisas se modificam. O que estamos tentando resgatar é que as pessoas morram no tempo certo, mas de maneira digna”.

Neste caso, a medicina deixa de ser o diferencial da questao. Muitos morreriam no tempo certo se nao fossem atendidas com cuidados medicos. Uma pessoa que tem uma apendicite, se nao operada, morre. Este seria o tempo certo?

E os transplantes? Salvam pessoas da morte no tempo certo? Entao por que os fazemos?
Quem determina o tempo certo de cada paciente? Pelo que podemos ver, de agora em diante, sera o proprio paciente.

Mas ha limites? Nao! Qualquer um pode dizer em um documento o que quer que seja feito. 

Por que esta resoluçao?

Bom, ai começa uma longa historia, que vale a pena resgatar. Num passado nao tao distante, a medicina conseguiu ampliar o tempo de vida de pacientes terminais graças a equipamentos sofisticados. Karen Ann Quinlan, 21 anos, entrou em coma em 15 de abril de 1975. Os pais entraram na justiça para que os aparelhos que a mantinha viva, fossem desligados, o que supostamente provocaria a sua morte. A justiça reconheceu os direitos dos pais e os equipamentos foram desligados. Apos desligarem todos os equipamentos, Karen sobreviveu por mais 9 anos até morrer de pneumonia.

Ahhh... mas ela ficou em coma por mais 9 anos? Isto é vida?

Nao! Nao é vida! Mas este nao é o foco da questao. Cito este caso para ilustrar algo que é ignorado. Depois do caso de Karen, a medicina percebeu que em muitos casos, nao basta suspender os aparelhos. Para que o paciente morra, é preciso "colaborar". O caso mais recente na Italia, alem de suspenderem os aparelhos, tambem cortaram a alimentaçao. A paciente morreu literalmente de fome! Neste caso nao se trata de deixar a natureza agir e sim assassinar uma pessoa.

Esta resoluçao do CFM vai proporcionar isto. Nao sera possivel dizer que um paciente morreu por nao receber um determinado tratamento, ou se recebeu ajuda para morrer!

Por que  o titulo fala em dinheiro?

Porque muitos pacientes terminais hoje, estao na rede publica de saude. E isto tem um custo, alem de ocupar um grande numero de profissionais, entre medicos, e enfermeiras. Faltam leitos. Faltam remedios. Falta muito. A morte destes pacientes em tempo breve seria na verdade uma bençao para o sistema.

Muitos pacientes a beira da morte a espera de um transplante, poderiam tambem optar pela morte, mas nao o fazem porque o sistema despeja uma quantidade enorme de dinheiro entre os profissionais que trabalham nesta area. Ja nos casos terminais, nao ha lucro. Por isso nao interessa. Se os transplantes nao tivessem a rentabilidade que tem, os pacientes seriam vistos com outros olhos.

Mas o que dizem as leis? O CFM responde:

"Não estamos preocupados com a questão jurídica. Se estivéssemos, falaríamos para o médico registrar no cartório e diríamos: 'Médicos, protejam-se'. O que queremos é saber a vontade do paciente", afirma o presidente do CFM.


Sera que eles tambem estao preocupados com as questoes juridicas no que diz respeito a trafico de orgaos? Ou o que importa é a vontade do paciente?

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

INHALE - o filme




Acabo de assitir ao filme INHALE. Trata-se de mais uma produçao sobre trafico de orgaos. Otimo filme que demonstra o desespero de uma familia para conseguir um transplante de pulmao, e as verdades sobre a fila de espera, que em todo o mundo, é facilmente burlada para quem tem dinhero.

Ha dois pontos interessantes. Embora seja uma fiction, o filme sugere a participaçao de grupos de medicos assistenciais no esquema de distribuiçao ilegal de orgaos. E nao so isso. Mostra tambem que alem da distribuiçao, este grupo é capaz de produzir doadores... digamos... matando.

Segundo o filme, este seria um ambiente bastante interessante para estes medicos assistenciais que, com a "missao" de ajudar os necessitados, colhe dados biologicos de crianças pobres criando com isso um enorme banco de dados de doadores. 

A historia se passa no Mexico onde ha um alto nivel de criminalidade. Um banco de dados bem abastecido é o suficiente para criar um grande esquema de distribuiçao de orgaos. O filme deixa bem claro que no universo dos transplantes, so esta na fila quem nao pode pagar.

O ponto mais importante ao meu ver, é a mensagem da Organs Watch no final do filme que faço questao de reproduzir abaixo:
A Organs Watch estima que a cada ano pelo menos 15.000 pessoas sao assassinadas para fins de trafico de orgaos pelo crime organizado. Estas cirurgias ilicitas sao realizadas sob os olhares dos governos locais e nacionais, ministerios da saude e associaçoes medicas. Como resultado o trafico de orgao é um "segredo" publico que passa despercebido e impune.
Um filme que mostra a realidade de quem precisa de um orgao, mas sobretudo os bastidores de um esquema que jura salvar vidas por amor ao proximo.

O filme foi disponibilizado ilegalmente em varios endereços, e parece ter o intuito de espalhar a noticia, uma vez que atualmente diversos sites estao sendo processados por publicaçoes deste tipo (filmes on line). 

De qualquer forma, vale a pena assistir.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A vendida (ou comprada) justiça brasileira

A mais alta corte do pais (e por ai podemos imaginar como sao as baixas) esta em guerra. Alguns Juizes atuam como advogados de defesa, passam por cima das provas e criam teorias conspiracionais para absolver os reus do maior escandalo de corrupçao do pais, ja revelado.

Apos ser chantageado, sem que houvesse qualquer consequencia para o chantageador, o ministro Gilmar Mendes, que segundo um colega esta cercado de capangas, é um dos indicadores do nivel do Supremo. Lula nem precisaria muito esforço para colocar Mendes em uma situaçao ruim. Basta explicar como conseguiram - apesar de tantas provas, evidencias e testemunhas, livrar Palocci no caso da quebra de sigilo bancario de um humilde caseiro. 

A vez é de Lewandovisk beijar a mao da corrupçao, que por ironia, deveria estar julgando. As evidencias sao tantas que é dificil tentar encontrar um argumento que explique o voto do ministro. Joao Paulo Cunha, que ele absolveu, chegou a mentir sobre o destino que daria ao dinheiro: "Para pagar tv a cabo". Ora, se Lewandovisk esta tao seguro de seu voto, deveria ao menos explicar porque o mensaleiro mentiu, nao é mesmo? Se tudo era licito e legal, nao haveria motivos para mentir. 

Mas o que se ve neste julgamento é o reflexo do que acontece nas cortes inferiores. O merito da questao deixa de ser importante. O juiz abraça uma causa, sabe-se la em nome do que, e atropela provas para absolver quem esta acabando com a sociedade. Sao ladroes que saem abençoados, traficantes que obtem certificado de boa conduta, e assassinos que fazem carreatas dizendo ser "salvadores de vida". Um tribunal no Brasil consegue produzir tudo isto sem qualquer incomodo. 

Mais alguns meses, a "alta" corte do pais sera finalmente preenchida com pessoas de notavel saber juridico, ainda que nao tenham sequer vencido um concurso no ramo, justamente por aqueles que hoje estao nos bancos dos reus. 

Falta pouco para o Brasil finalmente ser dominado. Apos a tomada da justiça, sera a imprensa, que vem dificultando muito o trabalho deste grupo. 

O Ministerio Publico que vem sendo elogiado pela denuncia do mensalao, é pior do que a propria corte. Basta lembrar que ao contrario do que disse o Procurador Geral da Republica na epoca em que apresentou a denuncia, Jose Dirceu nao é o chefe desta quadrilha. O nome deste chefe é Lula. 

O que ninguem pergunta é por que o Ministerio Publico nao denunciou o presidente?


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Debate em Cerveteri

Estes sao trechos do debate, referentes a introduçao de cada participante. 

domingo, 19 de agosto de 2012

A justiça brasileira é mesmo uma piada

Nao poderia deixar de registrar estas linhas. O Supremo Tribunal Federal, a mais alta "corte" de justiça brasileira, esta - atraves de alguns ministros - insinuando que os reus do mensalao devem procurar a OEA. 

Sim amigos. Nem mesmo a justiça confia em suas decisoes. Acho que esta bem claro nao é mesmo?

Outra etapa cumprida!

Acabo de chegar do debate que aconteceu no Eco Festival Etruria 2012, mais especificamente de uma pequena cidade chamada Cerveteri, que fica ha poucos quilometros de Roma.  O festival foi criado ha alguns anos como forma de protesto contra as barbaridades que acontecem pelo mundo a fora. Este anos os organizadores decidiram entrar em um assunto que esta preocupando o mundo: A pedofilia e o trafico de orgaos.

Participaram do debate o advogado Paolo Franceschetti, a jornalista do Corriere della Sera e autora do livro “Traffico d’organi. Nuovi cannibali, vecchie miserie”, Franca Porciani e eu, Paulo Pavesi. O mediador foi o apresentador de radio Davide Gramiccioli, que ha algum tempo me entrevistou ao vivo pela Radio IES de Roma.

O debate foi ao ar livre e contou com a participaçao de aproximandamente 50 pessoas na plateia, entre interessados no asunto, jornalistas e participantes do evento maior que era o festival Eco Etruria. No final fizeram perguntas e solicitaram mais informaçoes sobre o assunto. Ao contrario do brasileiro, o italiano tem certa preocupaçao com o transplante de orgaos.  Talvez porque a imprensa aqui seja mais integra. No Brasil a imprensa esta desmoralizada. O que se publica é levado a serio. No Brasil, aquilo que nao pode ser de conhecimento publico nao se publica, ou é taxado de lenda urbana.

Eu ainda nao recebi a gravaçao do debate, mas assim que receber, publicarei aqui.

O caso Paulinho pode ser adaptada para uma peça teatral italiana. Estamos planejando e ja ha bons frutos.
O sinal vermelho esta aceso em relaçao ao transplante de orgaos. 

Um ponto muito marcante foi quando falei sobre as realidades brasileiras. Tais como o fato do governo Brasileiro dizer que Cesare Battisti nao teve direito democratico de defesa. Todos aqui conhecem muito bem Cesare Battisti e a realidade dos fatos. Ao ouvirem que fui impedido pelo Ministerio Publico Federal de participar como testemunha de acusaçao no processo do meu filho, foi possivel ouvir os protestos que vinham da plateia.

Ao longo da semana publicarei mais informaçoes.