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sábado, 9 de outubro de 2010

Como Jose Serra facilitou a impunidade no caso Paulinho


Como demonstrei em texto anterior e com videos (clique aqui se desejar ver), Jose Serra, atraves de assessores mantinha Mosconi informado de todas as irregularidades que estavam sendo apuradas. Para que? Para que Mosconi "alterasse" os documentos que os incriminavam. Todo este procedimento foi documentado e agora vou demonstrar aqui.


Em 22 de março de 2001, um dia antes do meu depoimento no Ministerio Publico Federal em Brasilia, Mosconi, Alvaro Ianhez (medico responsavel pelo ocorrido), e o advogado SÉRGIO LOPES estavam em Brasilia no Ministerio da Saude. Eles desejavam anexar documentos adulterados, justamente aqueles que os assessores do Ministro Jose Serra informaram pessoalmente a Mosconi. La, produziram o seguinte documento:


O documento nao deixa duvidas. A "Santa Casa" solicitava a inserçao de alguns documentos na auditoria. O encontro foi confirmado na epoca por Benedito Nicotero (assessor especial de Jose Serra), mas nega te-los recebido em seu gabinete.

Benedito Nicotero, por sua vez, imediatamente, no mesmo dia, encaminha os documentos ao Ministerio Publico Federal mesmo sabendo se tratar de documentos adulterados. Mas nao especifica que tais documentos eram na verdade um novo pronturario adulterado.


Nicotero confirma neste oficio ter recebido tais documentos do advogado da Santa Casa, mas ao relatar o seu conteudo ao Procurador Federal Jose Jairo Gomes, refere-se como sendo "atinentes ao funcionamento dos transplantes em Poços de Caldas, para conhecimento e providencias que entender pertinentes". Nicotero nao cita a existencia de um prontuario. Mas em outro documento descreve em  detalhes o conteudo:



O prontuario que no inicio possuia apenas 12 paginas, passava entao a ter 25, repleta de documentos falsos e adulterados. Mas isto nao incomodou o Procurador Federal Jose Jairo Gomes. Por sua vez, Gomes encaminha todos os documentos ao Delegado da Policia Federal Celio Jacinto dos Santos que os insere ao inquerito - principal objetivo de Mosconi.


O Procurador Federal Jose Jairo Gomes tambem nao revela que o conteudo seria um novo prontuario de Paulinho. Tudo discretamente sem qualquer incomodo. 

Ha anos tenho tentado juntar estas provas no processo de homicidio, mas eles nao permitem. O processo corre sem testemunhas de acusaçoes e recheado de testemunhas de defesa. O processo estava na esfera federal e depois de 7 anos, um juiz federal considerou que a esfera federal nao esta apta a julgar o assunto remtendo o processo a cidade de Poços de Caldas, onde politicamente a mafia domina. Os meritos da causa nao sao discutidos. As questoes tecnicas sao ignoradas. O poder politico é muito maior do qualquer lei existente no Brasil. 

O Procurador Federal Jose Jairo Gomes e o Delegado da Policia Federal me processaram por calunia, injuria e difamaçao. E perderam. Na sentença a Juiza que a proferiu reconhece que as denuncias sao pertinentes e envia um pedido ao Procurador Geral de Republica questionando porque alguns medicos sequer foram denunciados. Até hoje nao ha respostas.

Jose Jairo e Celio Jacinto receberam um upgrade em suas carreiras. 

Jose Jairo Gomes tornou-se Procurador Geral Eleitoral pelo estado de Minas Gerais. Gomes passou a escrever livros sobre o tema (eleitoral) e passou a ser considerado um "astro" juridico. Citado em varias materias sobre o assunto, Jose Jairo figura como um grande jurista.

Celio Jacinto dos Santos, por sua vez, deixou seu posto de delegado da Policia Federal da grande cidade de varginha e ganhou um posto em Brasilia onde atua como "Coordenador de Altos Estudos em Segurança Pública da ANP e 2º suplente da Diretoria Executiva da Associação". Tambem publica livros e tambem tornou-se um grande jurista.

Tornaram-se autoridades respeitaveis e acima de quaisquer suspeitas. Verdadeiros "Astros Juridicos". Tao fortes que por mais provas que este blog apresente, jamais ira alcança-los.

Nao existe a verdade sob um ponto de vista. A verdade existe. E basta.

A pergunta que se deve fazer é:

Por que nao foram direto a Policia Federal entregar os documentos?
Por que usaram o gabinete do Ministro Jose Serra e seus assessores para faze-lo?

Infelizmente, espero estas respostas ha 11 anos, mas elas nao existem. Porque se forem respondidas estarao confirmando o que fizeram e que é crime - falsificaçao e adulteraçao de documentos e trafico de influencia.


terça-feira, 5 de maio de 2009

Exames fraudados


Durante as investigações sobre o caso Paulinho (10 anos), descobrimos que estavam faltando diversos documentos importantes no prontuário médico. A medida em que as investigações avançavam, maiores eram as irregularidades encontradas. Para abafar o caso, o Ministério da Saúde (José Serra), criou uma força tarefa. Carlos Mosconi, o chefe da máfia, participou efetivamente das auditorias e era informado pessoalmente pelos assessores de Serra sobre as irregularidades. Mosconi, por sua vez, contatava o hospital e médicos envolvidos solicitando que os documentos fossem criados ou adulterados para dar corpo a versão criada pela máfia e que pudesse ser facilmente terminada com a impunidade.

Um ofício do assessor de José Serra confirma que Mosconi foi informado pessoalmente das irregularidades. Portanto, não se trata de uma mera expeculação.

O primeiro prontuário apresentado para auditoria tinha 12 páginas. No final da auditoria, o prontuário possuia mais de 26. No entanto, criar uma história mentirosa requer organização e inteligência, coisas que os envolvidos padecem.

Abaixo, alguns dos documentos falsificados e as explicações.

Exame de Gasometria Venosa - FALSO


Repare na data assinalada em rosa. O exame foi solicitado e emitido em 22/04/2000. Tudo bem se Paulinho não tivesse sido sepultado as 8:00 da manhã daquele dia.




Anticorpo para vírus hepatite C - FALSO


O exame foi solicitado e emitido em 20/04/2000. O documento recebe o timbre do Hospital da Santa Casa, porém, Paulinho estava no dia assinalado no Hospital Pedro Sanches. Portanto, é impossível que tenha realizado tal exame.




Hemograma - FALSO


O exame foi solicitado e emitido em 22/04/2000. Como já disse, Paulinho já estava sepultado neste dia.


Bilirrubina - FALSO


O exame foi solicitado e emitido em 20/04/2000. Como no outro caso, o documento recebe o timbre do Hospital da Santa Casa, porém, Paulinho estava no dia assinalado no Hospital Pedro Sanches. Portanto, é impossível que tenha realizado tal exame.


Mas as fraudes não estavam limitadas aos exames. Documentos importantes relativos à doação de órgãos, segundo a lei, devem ficar armazenados por 20 anos. No entanto foram criados às pressas. O documento de retirada de órgãos foi preenchido por uma secretária que enviou rapidamente ao Ministério da Saúde. Tão rapidamente que o médico esqueceu de assinar. O documento foi copiado e assinado pelo médico e enviado para compor o 3o. prontuário. Abaixo, cópia das duas versões.



Documentos utilizados na cirurgia, também foram adulterados. No documento abaixo, na ficha de anestesia da primeira cirurgia, percebe-se claramente que o verdadeiro procedimento foi rasurado e sobre ele escrito a palavra "Arteriografia". Na pressa, os fraudadores não tiveram o cuidado de remover as pistas. A Dra. Sônia M. A. Cardoso, não foi indiciada e nem responde processo embora a ficha seja de sua responsabilidade.


Informações sobre os receptores também foram preenchidas a toque de caixa. E como em vários outros documentos, a falta de capacidade até para cometer crimes é notória. Abaixo a primeira versão sem as assinaturas e em seguida devidamente assinadas. O Ministério Público Federal reconheceu a fraude mas negou-se a denunciar os envolvidos.



A legislação brasileira determina que em caso de morte violenta, é necessária a criação de um boletim de ocorrência para investigar as causas do acidente e a realização de necrópsia. Paulinho não foi submetido a necrópsia por motivos óbvios. Foram retirados mais órgãos do que os que foram declarados. No atestado de óbito, encontramos assinalado a existência de um boletim de ocorrência sobre a queda. No entanto, tal boletim nunca foi localizado. O laudo desta necrópsia nunca apareceu e o médicos legistas confirmam que ele nunca foi feito.



As AIH's significam Autorização para Internação Hospitalar. Como Paulinho foi tratado de forma diferente pois estava sendo assassinado, as AIHs também não existiam. Elas foram preenchidas as pressas para ajudar a auditoria. Falsificar documentos público é crime. Mas Regina Cioffi, a responsável pelas falsificações não foi incomodada. Ela foi afastada algum tempo das funções mas retornou em seguida sem nenhum arranhão.


Se você viu estes documentos e acreditava que transplante é coisa séria, deveria pensar melhor antes de avaliar a hipótese de se tornar um doador. Apesar de todos esses documentos, NINGUEM foi punido, exceto eu que denunciei e moro hoje na Itália pois a perseguição para que eu me cale é enorme.

Fique vivo! Não se deixe levar pela propaganda transplantista. Se eles são capazes de falsificar documentos para acobertar o assassinato de uma criança de 10 anos, imagine o que não seriam capazes de fazer com você.

Este blog desafia qualquer autoridade a provar o contrário, sem obviamente, criar, fraudar ou adulterar novos documentos. As imagens contidas neste blog foram extraídas do processo de homicídio onde os médicos estão sendo absolvidos graças a influência política do chefe desta Máfia Carlos Mosconi.

Para saber detalhes do caso Paulinho leia:


A história de Paulinho narrada em 2002 pela CartaCapital - A matéria mais completa e honesta já publicada sobre o caso.

Remoção de órgãos de Paulinho com anestesia geral - O Anestesista classificou Paulinho como vivo antes de administrar Etrane (anestesia inalatória). Ele mentiu para a polícia federal, para o ministério público federal, mas foi desmentido publicamente durante a CPI. Ele me processou por chama-lo de mentiroso e fui condenado a indenizá-lo, uma vez que o processo correu em Poços de Caldas, berço da máfia.

Avaliação neurológica comprova: O estado de saúde não era grave. - Documentos que constam nos autos, comprovam que Paulinho foi levado ao hospital e sua primeira avaliação neurológica não era grave como dizem os médicos para se defenderem.

Exames fraudados com ajuda de procuradores federais e ministério da saúde. - Em um esquema montado dentro do gabinete do Ministro José Serra, Carlos Mosconi - o chefe da máfia - era informado a cada passo sobre os documentos obrigatórios que não foram entregues à auditoria. Mosconi repassava a informação para os assassinos que forjavam os papéis. Depois, estes documentos eram levados ao Ministério da Saúde e entregues ao procurador José Jairo Gomes. Este último encaminhava os mesmos ao delegado da polícia federal Célio Jacinto do Santos, que anexava ao inquérito como sendo documentos "originais". Veja alguns destes documentos. Nenhum médico responde ou respondeu por falsificação de documentos.

Sem Morte Encefálica. - Foi assim que o médico e assassino Celso Roberto Frasson Scafi descreveu o estado de saúde de Paulinho, minutos antes de lhe retirar o rim. Scafi escreveu de próprio punho que Paulinho estava SEM MORTE ENCEFÁLICA, porém, como é sócio de Carlos Mosconi, seu nome foi excluído do rol de acusados. Scafi estava indiciado pela polícia federal pelo crime de retirada ilegal de órgãos, e foi inserido em uma equipe da UNICAMP (ainda quando estava indiciado) para continuar realizando transplantes em Campinas, pelo Ministério da Saúde.

Asilo Humanitário - Você não verá isto na imprensa brasileira. O caso Paulinho está proibido de ser divulgado, exceto se for para inocentar (ainda mais) os assassinos.