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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Para que serve uma ASSOCIAÇÃO de Médicos?

Caros leitores,

É interessante notar que os médicos participam das mais diversas associações que podemos imaginar. Só para ter uma idéia, vejamos.

Um médico está obrigatóriamente associado aos Conselhos de Medicina.

- Conselho Federal de Medicina
- Conselho Regional de Medicina.

Não satisfeitos eles fazem outras associações.

- Associação de Médicos do Brasil
- Associação de Médicos do Estado
- Associação de Médicos da Região onde vivem
- Associação de Médicos da cidade onde moram
- Associação de Médicos da especialidade x.
- Associação das associações dos médicos associados.
- Associação dos médicos transplantistas
- Associação dos médicos sem fronteiras
- Associação dos médicos com fronteiras

e por ai vai...

Qual a finalidade de tanta associação? A finalidade meus caros, é lesar você de alguma forma. Ganhar dinheiro e principalmente escapar de erros e crimes que cometem durante a vida profissional.

A definição de Máfia é uma organização criminosa em que o associado paga mensalidade para ser protegido. Protegido de quem? Ora, da própria máfia. Se não pagar a mensalidade a máfia arrebenta com você. As associações dos médicos é assim. Médicos pagam e são protegidos. Não importa o que eles fazem. As Associações pagam advogados, panfletam as ruas, fazem publicidade em jornais e tv, tudo de graça! Mas claro, se a mensalidade do médico estiver em dia. Caso contrário...


Um exemplo prático

O G1 acaba de publicar uma matéria interessante, que faço questão de reproduzir na íntegra:

Instituições médicas são condenadas por formação de cartel no Sul de MG

Hospitais particulares de Pouso Alegre, MG, teriam combinado preços.
Multas aplicadas pelo tribunal do Cade somam quase R$ 1 milhão.

Daniela Ayres
Do G1 Sul de Minas

A Associação Médica de Pouso Alegre (MG) e outras três instituições médicas da cidade foram condenadas na tarde desta quarta-feira (29) por formação de cartel. A decisão foi tomada durante reunião do tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que julgou denúncia apresentada por uma seguradora em 2004.

As três instituições particulares são acusadas de adotarem uma mesma tabela de preços para procedimentos médicos e exames laboratoriais, o que foi entendido pelo tribunal como uma violação da lei da concorrência. Já a associação é apontada no processo por influência à conduta uniforme, ou seja, apoio à cartelização.

De acordo com o Cade, o Hospital Renascentista deve receber uma multa de R$ 94.693,17. Para a Corpus Hospitalar, a multa prevista é de R$ 266.025. Já o Hospital e Clínicas Santa Paula deve receber multa de R$ 477.675,89. À Associação Médica de Pouso Alegre, a multa estipulada pelo tribunal ficou em R$ 106.410.

Acusação

Em 2004, a seguradora AGF Saúde S.A. e a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg) denunciaram ao Cade uma suposta combinação de preços entre as instituições, com apoio das associações médicas de Pouso Alegre e do Estado de Minas Gerais. À época, o Cade recebeu orientação do Ministério Público, da Procuradoria Federal Especializada (ProCade) e da extinta Secretaria de Direito Econômico (SDE) para condenar os acusados por formação de cartel.

Nesta quarta-feira, o tribunal do Cade aprovou por unanimidade a aplicação de multas por entender que houve combinação de preços e que essa prática lesou, não só a seguradora, mas também a lei da concorrência. Apenas a Associação Médica de Minas Gerais foi absolvida no caso. A condenação pelo Cade tem caráter definitivo. O G1 tentou contato com a Associação Médica de Pouso Alegre, mas não conseguiu falar com nenhum representante até esta publicação.

Viram??

A Associação médica de Pouso Alegre e a Associação de Médicos de Minas Gerais (aquela que foi em Poços "acalmar" a população), apoiaram o cartel! Para isso que elas servem!!!!

E você achou que eles se associavam para estudar melhores tratamentos,  melhores atendimentos, melhores medicamentos???

Ahahahaahahahaha.... Tolinho. Esta turma, quando se junta, não está pensando nos pacientes. Eles pensam no bolso do paciente.

 A matemática em imagens:

Médicos associados

Pacientes desprezados
Médicos ricos e protegidos
Pacientes mortos

A verdade, nada mais que a verdade, somente a verdade. Tenho dito.
Duvída? Então assista!


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Nos somos os bandidos

No julgamento de Taubate esta ficando claro o que venho dizendo ha anos. Os bandidos somos nos. Os assassinos é que sao honestos. As testemunhas de acusaçao sao mentirosas, mas as de defesa sao honestas. 

A enfermeira que atuava no hospital Hosic na epoca, detalhou como um dos assassinos despachava o doador apos tirar-lhe os rins. Ele utilizava um bisturi para cortar uma arteria na altura do coraçao e o paciente imediatamente parava de se debater. 

A defesa tentou desqualificar o depoimento. Em primeiro plano, disse que o bisturi nao seria capaz de fazer aquilo, ja que a ferramenta usada para abrir o peito seria uma serra e nao o bisturi. Se o bisturi nao é capaz de causar isso, o medico estaria disposto a deixar que alguem tentasse cortar a sua arteria desta forma? Afinal, segundo ele, a pessoa nao iria conseguir nao é mesmo?

Depois outras testemunhas disseram que a enfermeira nem estava na sala. Ela inventou tudo. Mas por que alguem inventaria tudo isso?

Simples! Inveja. Todos naquela epoca que nao participaram dos transplantes, ficaram com inveja. Ficaram com dor de cotovelos ao verem cheques enviado aos transplantistas em troca dos orgaos fornecidos para Sao Paulo, para o medico Emil Sabagga que os implantava em seus pacientes particulares.

Inveja! a enfermeira sempre sonhou em ser famosa, e agora encontrou uma oportunidade! Inventou tudo para acusar 4 medicos que nunca fizeram nada de errado. Inveja! Kalume queria ser conhecido como o mestre dos transplantes e nao foi convidado. Entao denunciou todo mundo, forjou provas, e acabou com um sistema revolucioinario de transplantes de orgaos, com doadores quase cadaveres.

A afirmaçao da enfermeira poderia ser facilmente comprovado. Bastaria uma exumaçao do corpo. Mas os medicos acusados entraram com tantos recursos e tanta influencia politica que o julgamento so aconteceu 24 anos depois do assassinato. Exumar cadavares agora seria vasculhar um monte de terra a procura de nada. 

Ha torcida na internet para que Kalume morra apos ter sofrido uma ameaça de infarto, depois de seu depoimento. Denunciantes precisam morrer! Vida eterna aos medicos!

Pensando bem, nao faz sentido alguem matar um doador para a salvar a vida de outro! Como alguem que pretende salvar uma vida mataria uma pessoa? Poderiamos até dizer que seria por dinheiro. Mas uma cirurgia de implante de figado, por exemplo, paga muito pouco. Algo em torno de 150mil reais. Nao acredito que um medico salvador de vidas, mate uma pessoa e salve outra so por 150mil reais! Seria um absurdo pensar nisso.

Mas eles sao inocentes! Os bandidos somos nos. 

Eles estudaram para salvar vidas! Veja por exemplo o 4o acusado (que ao contrario do que a imprensa diz, faleceu neste ano e nao no ano passado, vitima de um cancer no pancreas). Ele tambem estudou muito para poder salvar vidas, mas mesmo respondendo pelo homicidio de 4 doadores de orgaos em Taubate, foi preso em 2001 vendendo cadaveres para faculdades de medicina, enquanto ocupava o distinto cargo de Diretor do IML de Franco da Rocha. 

Ora!!! Inveja! Quem nao gostaria de estar participando de um esquema revolucionario de venda de cadaveres? Quantos alunos deixaram de estudar porque o esquema foi denunciado? So houve prejuizo! Alem disso, os cadaveres estavam morto oras! Por que nao utiliza-los? Ou melhor, vende-los!

Sao todos medicos honestos. Nos somos os bandidos e contadores de historias que possuem laudos e exames irrefutaveis. 

Nos desejamos destruir o sistema de transplantes que beneficia milhares de pessoas. Nao gostamos de ver as pessoas felizes. Veja o meu exemplo. Eu doei o meu filho so para depois denunciar um bando de assassinos. Por inveja! Eu sempre quis ser o homem de roupa branca que arranca orgaos de crianças vivas. Mas como nao fui capaz de fazer isso, a minha inveja fez com que eu denunciasse todo mundo.

A honestidade da medicina brasileira esta nos jornais de hoje. 

Medicos e hospitais fazem campanhas de transplantes para salvar a vida dos pacientes, preocupados com a saude dos mesmos, e gastam parte do seu tempo e dinheiro nestas campanhas. Ao mesmo tempo, estranhamente, foram encontrados lençois utilizados em hospitais do Rio e de Sao Paulo em lojas na Bahia. Trata-se de um material altamente contaminado, sujo com manchas de sangue e remedios e que pode levar risco a saude de muitos baianos. 


Vender material que deveria ser incinerado é o cumulo da ganancia de alguns profissionais da saude, mas eles garantem que estao preocupados com a saude! 

Pensando bem, quem nao gostaria de estar vendendo estes materiais na Bahia e ganhando uma fortuna heim? Afinal, sabemos que colocar um hospital ou medico no banco dos reus pode levar até 24 anos para um julgamento. 

So pode ser inveja!


domingo, 11 de julho de 2010

Orgaos de Anencéfalos nao servem para transplantes

A foto é de Marcela de Jesus Ferreira. Ela viveu 1 ano e 8 meses de vida. Mas a vida dela poderia ter sido mais curta graças ao voraz mercado de transplantes que nao perde tempo em conseguir doadores. 

Graça a uma resoluçao do Conselho Federal de Medicina, era possivel a utilizaçao de orgaos de anencefalos para transplantes. Sem mesmo uma analise previa da servidao destes orgaos, medicos especialistas tinham como meta obter os orgaos destas crianças. Porem, a natureza sabia como sempre, permitiu concluir que os transplantes de orgaos desta natureza sao ineficazes. Com isso, o Conselho Federal de Medicina decidiu revogar a resoluçao. A decisao foi tomada na reuniao plenaria do Conselho realizada em junho e foi expressa na forma da nova resoluçao 1.949/2010.

Volta a decidir pela vida dos anencefalos quem de fato tem poder para isso: a natureza. 

Como argumento no passado para obter tais orgaos, foi mencionado que a mae teria o direito de interromper uma gravidez cujo o "fruto" praticamente estaria morto. Marcela acima provou que sao muitos os anencefalos que sobrevivem um grande tempo ao problema. O conselho federal de medicina teria o direito de discutir a qualidade de vida destas crianças, mas decidir por retirar os orgaos, jamais. Mas num pais cujo comercio de orgaos esta a todo vapor com o apoio de autoridades e entidades como Ministerio Publico e Conselho Nacional de Justiça, fica facil impor tais determinaçoes.

Ainda vale ressaltar que o argumento de que a mae muitas vezes nao deseja levar uma gravidez como esta adiante, era completamente enganador pois a gravidez de um doador anencefalo deveria - para tais fins - completar os 9 meses. 

Agora a ultima palavra:
Para o 1º vice-presidente do CFM, Carlos Vital, com essa decisão o CFM adequa seu conjunto de normas às experiências obtidas e a parâmetros de caráter técnico-científico mais rigorosos, mais coerentes com os aspectos éticos e jurídicos.
Entenderam? Para criar a resoluçao que permitia o uso de anencefalos para transplantes, nao foi considerado nenhum estudo cientifico que validasse esta possibilidade. Apenas levaram em conta a fila de transplante, e o lucro obtido com tais cirurgias. Vale repetir. Depois das experiencias frustradas, o CFM diz que esta adequando "seu conjunto de normas às experiencias obtidas e a parametros de carater tecnico-cientifico mais rigorosos, mais coerentes com os aspectos éticos e juridicos"

Resumindo as palavras do CFM é o seguinte: Deu merda! vamos voltar a respeitar a lei e a ética (escassa ja nesta altura do campeonato). Vamos procurar outras fontes!

sábado, 8 de maio de 2010

Morte encefalica: So apos 72 horas



BINGO!

O Jornal O DIA on line publicou reportagem sobre o aposentado Domingos Conceição de Souza, 47 anos, baleado pelo vigilante de um banco após uma discussão na manhã de quinta-feira, em São Paulo. Convenhamos, assassinatos sao comuns no Brasil de Lula, e dos pre candidatos Jose Serra e Dilma. Mas este vale a pena publicar devido a um detalhe tecnico: Morte encefalica.

Segundo a reportagem, os médicos iniciaram hoje a retirada da sedação de Souza. A morte encefálica, no entanto, só pode ser confirmada após 72 horas, tempo necessário para a eliminação completa das medicações do organismo. Na segunda-feira, o aposentado será submetido a uma nova bateria de exames.

SIM! A morte encefalica so pode ser diagnosticada apos a eliminaçao de todos os sedativos do organismo, fato que so acontece no minimo, apos 72 da ultima administraçao.

Voltamos entao ao caso Paulinho. 



Paulinho foi submetido a uma cirurgia para retirada de um pequeno hematoma na regiao frontal, no dia 19 de abril de 2000, as 18:00. Completamente sedado, foi levado para a UTI apos a cirurgia em que foram comprovados diversos erros. Ja na UTI, recebeu DORMONID até as 06:00 da manha do dia 20 de abril de 2000. As 11:00 da manha do dia 20 de abril, foi submetido ao primeiro exame clinico (proibido por lei uma vez que se encontrava sedado). As 13 horas, chamaram a central clandestina de transplantes, que no mesmo dias, as 18:00 horas, realizou a primeira arteriografia.

Naquele momento, jamais poderia ter sido realizado qualquer exame neste sentido pois a dosagem de sedativos correspondia a mais de 90 mg de DORMONID alem de outros barbituricos. Tanto é que a arteriografia comprovou que Paulinho estava vivo!

Em 2002, a revista CartaCapital consultou a gestapo (CFM) que indicou o neurologista Solimar Pinheiro da Silva para esclarecer as dúvidas. Sobre a questão do Dormonid, o Dr. Pinheiro da Silva respondeu que, "No caso específico, me parece um prazo extremamente seguro. O Dormonid tem efeito fugaz".

O tempo da ultima dosagem de dormonid em Paulinho foi as 06:00 da manha, e os diagnosticos para a morte começaram as 11:00 e terminaram as 18:00. Ou seja, a avaliaçao para comprovar que Paulinho poderia ser um doador de orgaos começaram apenas 5 horas apos a ultima dosagem, o que pode ser comprovado atraves de documentos constantes no processo de homicidio que respondem alguns dos assassinos. 

Voltando a reportagem, vimos claramente a posiçao corporativista do neurologista Solimar Pinheiro da Silva, que sem qualquer base tecnica avaliou uma situaçao grave como se fosse brincadeira de medico. A mesma revista CartaCapital, na mesma reportagem, comprovou que Solimar estava completamente enganado:

Especialistas consultados por CartaCapital discordam de Solimar Pinheiro.
"O protocolo não estabelece um período mínimo entre a administração de drogas como o Dormonid e a realização dos exames, portanto, se aplicado com rigor, sim veta o diagnóstico de morte encefálica no caso de pacientes que tenham sido medicados com elas." 
Quem afirma isso é Luiz Alcídes Manreza, professor da USP, diretor do serviço de neurologia de emergência do Hospital das Clínicas de São Paulo e membro das câmaras técnicas de morte encefálica do CFM a do Conselho Regional de Medicina Manreza foi o relator do documento em questão, o protocolo de morte encefálica do CFM.
"Não conheço nenhum protocolo de morte encefálica no mundo que exija um período inferior a 24 horas entre a administração de drogas depressoras do sistema nervoso central e os procedimentos para diagnóstico de morte encefálica", diz Manreza.
O chefe da UTI do Hospítal de Clínicas de Niterói, Paulo Cesar Pereira de Souza, concorda com Manreza.
"Eu nem pensaria em iniciar o protocolo de morte encefálica antes de 24 horas após a suspensão de aplicação de qualquer droga depressora do sistema nervoso central, incluindo o Dormonid", assegura Souza.
Mesmo duvidosa, a aplicação do protocolo em Paulinho no Hospital Pedro Sanches não detectou a morte do menino, já que a angiografia mostrou fluxo sanguíneo no cérebro. Mesmo vivo, Paulinho foi transferido para a Santa Casa em razão da instituição estar habilitada para remover seus órgãos.
"Não vejo como justificar a transferência de um paciente vivo com o único objetivo de levá-lo para uma instituição autorizada a realizar a remoção de seus órgãos para transplante", diz Lais Fieschi Ferreira coordenadora da, UTI do Hospital São Luiz em São Paulo. 
A medicina sabe que o efeito de medicamentos deste porte em crianças é muito maior. Se no aposentado baleado precisam esperar 72 horas para que os mesmos deixem o organismo, imaginem em uma criança.

Conforme podemos ver, sao varios os depoimentos de medicos e especialistas que comprovam as minhas acusaçoes. Ainda com todas estas provas, inexplicavelmente, o Ministerio Publico Federal protegeu o cerebro desta mafia, Carlos Mosconi e seus socios, processando os medicos da emergencia que nao estavam presente no momento em que os orgaos foram retirados de Paulinho quando ele ainda estava vivo.

E mais. Este é tambem o motivo pela qual o Ministerio Publico Federal e o Governo Brasileiro vem se negando a responder a estas acusaçoes. As autoridades referidas fizeram tudo o que era possivel para que este caso fosse abafado, impedindo inclusive que a imprensa divulgasse maiores informaçoes.

O Ministerio Publico Federal, representado pelos procuradores JOSE JAIRO GOMES e ADAILTON RAMOS DO NASCIMENTO impetraram processos criminais contra mim, por injuria, calunia e difamaçao, cujas penas poderiam chegar a 60 anos de prisao. Perderam!

Se o Brasil fosse de fato uma democracia, estes procuradores deveriam dar as explicaçoes e respostas que peço a 10 anos, mas nao é assim que funcionam. Eles, ironicamente, esquecem que um dos principios da existencia do Ministerio Publico é fornecer respostas a sociedade. Mas eles se tornaram pessoas poderosas, com instrumentos ameaçadores e sem qualquer controle do estado. Eles se negam a responder as acusaçoes e usam todo o poder que tem para que a historia caia no esquecimento. Em um bom portugues, isso se chama covardia e canalhacie.

JOSE JAIRO GOMES se tornou Procurador Geral Eleitoral de Minas Gerais e escritor. Vende seus livrinhos juridicos como se fossem biblias e goza de prestigio no estado de Minas Gerais e no meio juridico. Se voce quer ajudar o Procurador a responder as denuncias, compre o seu livrinho. Quem sabe com um dinheirinho no bolso ele nao tenha um pouco de consciencia?

sexta-feira, 26 de março de 2010

O que é certo e o que é errado?

O Brasil vive um momento singular, jamais visto antes na historia do pais. O certo e o errado trocaram de lado, mas o brasileiro ainda nao se deu conta, e se um dia perceber esta troca, de fato, sera tarde demais. O presidente Lula diz ser democratico enquanto apoia todas as ditaduras existentes pelo mundo. Ele usa o titulo "democratico" enquanto age como um "ditador". 

O bandido esta certo, a vitima é a culpada. Graças a transparencia do atual governo, todos somos proibidos de saber como o presidente usa o cartao de credito que os brasileiros pagam. Alguem quebra o sigilo de um caseiro, e ele deve explicar de onde veio o dinheiro. Nao se pode fazer propaganda eleitoral usando a maquina do governo, que é julgada pelo TRE (exatamente por alguem muito proximo ao partido do presidente). 

E isso tudo ainda chamam de democracia, e por ela se ajoelham. Esta gravado no cerebro de cada brasileiro que a democracia é importante, e portanto, basta dizer que tudo isso é democracia. O brasileiro é hoje um fanatico fiel do reino universal da democracia. Nao importa o que esteja acontecendo, todos querem a democracia. Nao importa o que esta sendo feito, todos acreditam que isto é democracia, e continuarao lutando por ela. 

Para ilustrar bem este tema, vou mostrar um fato ocorrido ha pouco tempo. Trata-se de Diaulas da Costa Ribeiro (foto), promotor de justiça que atua no Distrito Federal. Diaulas criou a "promotoria" PRO VIDA, mas ao contrario do nome, ele é a favor do aborto e da eutanasia. De PRO VIDA, so mesmo o nome. Diaulas ocupava uma cadeira no Conselho Nacional do Ministerio Publico. Um orgao criado para analisar promotores e procuradores que agem ao arrepio da lei, mas que, conforme este texto comprova, é apenas mais um orgao criado para fazer o contrario do que diz fazer. O CNMP nada mais é que uma blindagem aos seus membros. 



Em 2007 denunciei o procurador geral da republica por omissao e conivencia com os assassinos do meu filho. Em 2004 o relatorio final da CPI do Trafico de Orgaos indiciou 9 medicos que participaram do assassinato de Paulinho. O Procurador Geral da Republica Antonio Fernando de Souza escondeu os indiciamentos ate o ultimo dia do seu mandato e nada fez. O Ministerio Publico dizia ter enviado o processo a Sao Paulo, quando os medicos eram de Minas Gerais e em Sao Paulo, tal processo jamais foi encontrado.

Para muitos que nao sabem, o Procurador Geral da Republica tambem é o presidente do Conselho Nacional do Ministerio Publico. Ele coordena o orgao que deveria apurar abusos de procuradores. Entenderam? Isso é democracia.

Durante o julgamento da minha denuncia no CNMP, obviamente arquivada, Diaulas se absteve. Decidiu nao dar nenhum parecer. Ignorou o assunto. O coordenador do movimento "PRO VIDA", preferiu ignorar a morte de Paulinho. E ja tinha feito isso antes. 

O garoto Marquinhos, morador de Brasilia, teve os orgaos roubados no hospital de base de Brasilia apos ter morte encefalica. O caso foi levado a Diaulas que sumariamente o arquivou. O caso entao foi levado para a CPI do Trafico de Orgaos onde ficou claro que os orgaos foram desviados. Mas o caso foi completamente abafado.

Em 25 de março de 2010, (clique aqui para ler) Diaulas participou de uma discussao na Camara dos deputados sobre o assunto EUTANASIA. Ao contrario do que voce possa estar imaginando, Diaulas participou como médico que é. E mais. Como representante do Conselho Federal de Medicina. O mesmo conselho federal que tambem arquivou o caso Paulinho.

Diaulas, durante a discussao sobre o tema, disse:
40% dos pacientes internados em unidades de Terapia Intensiva (UTI) estão “mortos”, uma vez que sua condição médica é considerada irrecuperável. É o caso, por exemplo, de diagnósticos confirmados de morte encefálica. “Isso é um absurdo. Não são pacientes terminais, são pacientes terminados”
Ele poderia aproveitar para propor o fim das UTIs, ou pelo menos a reduçao de 40% dos leitos ja que estao sendo ocupados por pessoas mortas. O coordenador da PRO VIDA, que torce e luta pela morte (dos outros) aprendeu como funciona o sistema. Basta usar o nome do bem, para fazer aquilo que lhe convem. Eu nao sei quem pagava aquelas horas em que Diaulas debatia na camara como representante do conselho federal de medicina, mas posso garantir que o salario de promotor foi religiosamente pago pelo contribuinte, para justamente defender a morte.

Sua ultima luta esta em conquistar o direito de pessoas com paralisia cerebral terem sexo. Ele tambem acredita que a prostituiçao deveria ser regularizada e discriminalizada. 

Por que Diaulas absteve-se no caso Paulinho?

A resposta demora mas aparece. Diaulas é medico e nas horas vagas, representante do Conselho Federal de Medicina, além de ser o coordenador da PRO VIDA que entre outras coisas, apoia o uso de orgaos de anencefalos para transplantes. Na denuncia que apresentei ao Conselho Nacional do Ministerio Publico, existem algumas questoes publicadas que as autoridades se negam a responder. Questoes como por exemplo: 
"Apos o uso de 90mgl de Dormonid em Paulo Veronesi Pavesi, seria permitido a realizaçao do diagnostico de morte encefalica nele?"
A resposta esta na resoluçao 1.480/97 que VETA a possibilidade de se diagnosticar a morte em alguem sedado com benzodiazepinicos (dormonid neste caso). Diaulas sabe disso e por isso preferiu calar-se. Como medico foi omisso, como promotor de justiça foi criminoso, e como ser humano, desprezivel.

Apesar das autoridades nao responderem esta pergunta da denuncia, o neurologista Luiz Alcides Manreza, ja respondeu como representante da camara tecnica para a morte encefalica e sua reposta é bastante clara.
"O protocolo não estabelece um período mínimo entre a administração de drogas como o Dormonid e a realização dos exames, portanto, se aplicado com rigor, sim veta o diagnóstico de morte encefálica no caso de pacientes que tenham sido medicados com elas. Não conheço nenhum protocolo de morte encefálica no mundo que exija um período inferior a 24 horas entre a administração de drogas depressoras do sistema nervoso central e os procedimentos para diagnóstico de morte encefálica" 
Luiz Alcídes Manreza, professor da USP, diretor do serviço de neurologia de emergência do Hospital das Clínicas de São Paulo e membro das câmaras técnicas de morte encefálica do CFM a do Conselho Regional de Medicina Manreza foi o relator do protocolo de morte encefálica (resoluçao 1.480/97) do Conselho Federal de Medicina.

Em 2009 Diaulas da Costa Ribeiro foi indicado para a reconduçao ao posto de conselheiro no CNMP, mas teve seu nome rejeitado pelo senado, por apenas dois votos de diferença. O resultado sequer chegou a ser anunciado porque o senador Demostenes Torres, em tom exaltado, pediu que o plenário suspendesse as votações. Após algum tumulto, com protestos de vários senadores, o presidente decidiu anular a votação do nome de Diaulas, convocando novo escrutínio imediatamente. Na segunda votação, o nome do promotor do MPDFT foi novamente rejeitado, com 38 votos a favor, 21 contrários e três abstenções.

Fica aqui o apelo para que o médico, promotor, e coordenador da promotoria "PRO VIDA" responda as questoes denunciadas em nome da VIDA.

Aprenderam agora como usar o errado em nome do certo? Como voce pode vender a ditadura dizendo que é uma democracia? Entenderam agora como é possivel lutar pela morte dizendo ser favoravel a vida?


quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

CFM mente em audiência pública

Em 8 de maio de 2002, a Revista CartaCapital publicou uma reportagem sobre o caso Paulinho, assassinado em Poços de Caldas, para fins de tráfico de órgãos. Em uma reportagem realizada após muita pesquisa e levantamento de informações, a revista colocou em xeque o Conselho Federal de Medicina, ao perguntar ao neurologista sobre a aplicação do protocolo para o diagnóstico de morte encefálica, em pacientes que receberam doses de Dormonid.

Dr. Luis Alcides Manreza, relator do protocolo e membro da câmara técnica sobre morte encefálica do Conselho Federal de Medicina, relatou que "O protocolo não estabelece um período mínimo entre a administração de drogas como o Dormonid e a realização dos exames, portanto, se aplicado com rigor, sim veta o diagnóstico de morte encefálica no caso de pacientes que tenham sido medicados com elas."

No entanto, ao consultar o Conselho Federal de Medicina, o neurologista Solimar Pinheiro da Silva afirmou que, "No caso específico, me parece um prazo extremamente seguro. O Dormonid tem efeito fugaz". Solimar Pinheiro da Silva, foi também o autor do parecer que absolvia o médico Cláudio Rogério Carneiro Fernandes - que participou de todo o processo de retirada e implante dos rins do Paulinho, publicado em 19 de Agosto de 2002.

A distribuição pela internet ocorreu no site do Conselho Regional de Medicina de São Paulo na gestão do presidente Clóvis Francisco Constantino. Claúdio Rogério Carneiro Fernandes relata em seu pedido, o seguinte fato:
"Pertenço à equipe de transplantes renais da Santa Casa de Poços de Caldas. Em abril de 2000, participei de uma retirada de rins de um doador cadáver com diagnóstico de morte encefálica realizada conforme as orientações da Resolução nº 1.480/97 e autorização de doação assinada pela família. Atualmente, estou arrolado em um inquérito policial, pois a família alega que o diagnóstico de morte encefálica realizado pelo neurocirurgião assistente e o outro médico que acompanhava este caso (médico do CTI) foi realizado em vigência de drogas depressoras do SNC (no caso Dormonid, realizado por estes médicos 8 horas antes de iniciar o protocolo sendo neste tempo suspenso este medicamento e não mais realizado em nenhum momento durante o protocolo). Informo, ainda, que este protocolo só terminou 26 horas após seu início com a confirmação inequívoca de morte encefálica através da realização de uma arteriografia cerebral de 4 vasos."
O médico estava indiciado pela retirada e implante ilegal de órgãos. Solimar afirma no parecer de número 2231/02, com base apenas nos relatos do médico, sem que qualquer documentação lhe fosse apresentada que, "No caso em tela, é meu entendimento que 8 (oito) horas é tempo por demais suficiente para que nenhum efeito sedativo seja creditado ao Midazolam, apesar de o consulente não ter fornecido a idade, a dosagem da medicação e a situação da função renal do paciente. Entendo, ainda, que o fato de o paciente ter feito uso de Midazolam há 8 horas não pode ser considerado fator de exclusão do protocolo de morte encefálica."

A informação superficial e irresponsável deste neurologista, foi desmentida através de um estudo sobre o uso deste medicamento em pacientes com suspeita de morte encefálica, cujo resultado foi publicado inclusive na internet no endereço seguinte:


O estudo conclui que até 3 dias após ter parado a infusão do midazolam, quando é impossível confirmar os fatores que são consistentes com a morte cerebral irreversível, tal como a falta do fluxo cerebral do sangue, a monitoração da concentração destas substâncias devem ser realizadas em todos os pacientes em quem a suspeita existe antes da avaliação da morte de cérebro. É particularmente imperativo a monitoração da concentração do glucuronide do 1-hydroxymidazolam seja realizada nos pacientes com função renal pobre.

Pela gravidade e enorme quantidade de provas, a câmara dos deputados em Brasília solicitou a abertura de uma CPI para apurar o tráfico de órgãos no Brasil. O caso ganhou espaço em diversos jornais, e foi bastante comentado inclusive pelo próprio Conselho Federal de Medicina que como vimos, emitiu pareceres e respondeu à CartaCapital sobre o assunto específico.

No entanto, para surpresa da família, acaba de chegar às mãos da família de Paulinho, as notas taquigráficas e cópia do áudio da reunião realizada em 20/05/2003 da Comissão Especial para Tratar de Bioética, na Assembléia Legislativa do estado de Rio Grande do Sul, cujo o assunto era Seminário de Bioética, onde o seguinte diálogo é observado:
O SR. ANTÔNIO MESQUITA GALVÃO – Represento a ESTEF – Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana –, aqui de Porto Alegre, sou teólogo e possuo doutorado em Teologia Moral. A Teologia Moral, hoje, também quer fazer parte desta mesa de debates acerca da bioética. Minha pergunta é dirigida ao Dr. Celso, e creio até que se trata de uma questão genérica. Pergunto se o Dr. Celso tem conhecimento – e poderia até, quem sabe, nos relatar alguma coisa – sobre o caso Paulo Pavesi, de Poços de Caldas, Minas Gerais.
O SR. CELSO GALLI COIMBRA – O caso Paulo Pavesi não é um caso de erro declaratório, mas um caso de tráfico de órgãos, tanto quanto pude acompanhá-lo. Aqui, estamos discutindo um procedimento declaratório equivocado, que provoca a morte do paciente quando pretende diagnosticar a morte. Não sei se estou-lhe respondendo.
O SR. ANTÔNIO MESQUITA GALVÃO – Sim, mas, então, eu gostaria de transferir a pergunta para o Conselho Federal de Medicina.
O SR. SOLIMAR PINHEIRO DA SILVA Pessoalmente, eu desconheço o caso.
O SR. PRESIDENTE GIOVANI CHERINI – Também aqui presente o Relator da nossa Comissão de Bioética, o médico e Deputado Pedro Westphalen. Devolvo a palavra ao Dr. Celso.
O SR. CELSO GALLI COIMBRA – O caso do menino Pavesi está pendente de esclarecimentos com a seguinte situação técnico jurídica: a equipe de transplantadores de Poços de Caldas foi denunciada pelo Ministério Público Federal por homicídio doloso qualificado para a retirada de órgãos.
*** fim da transcrição
Curiosamente o neurologista Solimar Pinheiro da Silva, após ser entrevistado sobre o caso, e emitir parecer em benefício à um dos acusados, afirma que DESCONHECE O CASO?

Mas esta leviandade do Conselho Federal de Medicina, se confirma com outro ato, ainda mais perigoso à sociedade. Através de uma decisão unânime, o Conselho Federal de Medicina decidiu em junho de 2006, absolver o principal acusado de TODAS AS ACUSAÇÕES referentes ao Caso Paulinho, ainda que o mesmo esteja respondendo na justiça federal pelo crime de homicídio doloso do Paulinho.

E mais uma vez, coincidentemente, quem assina a absolvição é o médico Clóvis Francisco Constantino, responsável pela divulgação do parecer de Solimar Pinheiro da Silva em 2002.

O perigo desta decisão está no fato de que tal absolvição, permitiu ao médico ÁLVARO IANHEZ (Chefe da equipe de transplantes que assassinou Paulinho e outros 8 doadores de órgãos), a voltar realizar transplantes, desta vez com o apoio do Ministério da Saúde do governo Lula através da portaria no. 542 de 18 de Julho de 2006 , no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo.

Este fato consta na denúncia que foi apresentada à Organização dos Estados Americanos (OEA), em janeiro de 2007.

O problema do Brasil não é a falta de caráter. É a memória curta.