Desembargadores comprados

Desembargadores comprados
Mostrando postagens com marcador Ministerio Publico Federal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ministerio Publico Federal. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Eu confio no Ministério Público ahahahahaahahahaahahahaha


Perguntas de Collor à Janot revelam a "honestidade" 
de quem comanda o Ministério Público do Brasil



Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores,

Quero hoje mostrar, para todo o Brasil, um outro lado da face oculta de Rodrigo Janot, Procurador-Geral da República. Um lado que precisa ser do conhecimento não só deste Parlamento, mas de toda a sociedade brasileira. É o lado sórdido, que acaba espelhando quem de fato ele é. Só assim, Sr. Presidente, poderão os brasileiros aquilatar com fidelidade a figura canhestra de Rodrigo Janot. Ele, que é o pretenso chefe do guardião da justiça brasileira, o Ministério Público, esta importante e tão propalada instituição responsável pela defesa da ordem jurídica e dos interesses sociais e individuais. Por isso, peço a atenção de todos, especialmente daqueles que, neste momento, nos assistem e nos ouvem.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, permitam-me ser o mais direto possível:

Sr. Janot, o senhor conhece uma empresa constituída em 20 de julho de 1995, sediada na Bélgica, em Saint-Gilles, Bruxelas, à rua Berckmans, nº 3, denominada “Multi-Media Component”?

Sr. Janot, o senhor sabia que esta empresa, uma importadora de componentes de informática, sonegou dos cofres públicos da Bélgica nada menos do que 149 milhões de francos belgas em impostos não recolhidos?

O senhor sabia, Sr. Janot, que o dono dessa empresa era o seu irmão Rogério Janot Monteiro de Barros?

Sr. Janot, o senhor, por acaso, acobertou os crimes internacionais do seu irmão, a começar pela fuga dele da Bélgica em 1995?

Sr. Janot, o senhor sabia que até o falecimento do seu irmão, em 21 de maio de 2010, ele era procurado em todo o mundo pela Interpol e que, por isso, não podia sair do Brasil?

O senhor sabia, Sr. Janot, que seu irmão constava da Ordem de Captura, conhecida na Interpol como “Difusão Vermelha”, por meio da Circular nº 4834/96, de 29/04/96, requerida pela Juíza de Instrução Calewaert de Bruxelas, inclusive com pedido de extradição ao Brasil caso ele fosse encontrado?

Sr. Janot, o senhor tinha conhecimento dos crimes de que seu irmão foi cúmplice na Bélgica, como falsificação de escrituras, fraude e infração à legislação tributária? Sr. Janot, o senhor já era procurador federal nesta época?

O senhor sabia que seu irmão, apesar de não ter nenhuma formação profissional específica, era um vendedor nato e que se gabava da competência jurídica de seu irmão mais novo, ou seja, o senhor mesmo?

Sr. Janot, o senhor chegou a orientar seu irmão nas atividades de ludibriar a lei e escafeder-se das malhas da justiça, seja ela nacional ou internacional?

O senhor ajudou, Sr. Janot, de alguma forma o seu irmão a se manter, aqui no Brasil, na clandestinidade internacional?

Por que ele, Sr. Janot, nunca foi procurado ou encontrado aqui no Brasil, mesmo com endereço certo e conhecido, para ao menos o Brasil negar o pedido de extradição?

Sr. Janot, depois dessa fuga para não responder na justiça belga pelos crimes cometidos, seu irmão voltou a viajar para o exterior?

Sr. Presidente, permita-me continuar sendo direto: Sr. Janot, o senhor ainda possui uma casa em Angra dos Reis, no Condomínio Praia do Engenho, Km 110, da Rodovia Rio-Santos?

Sr. Janot, o senhor continua homiziando nesta casa um contumaz e confesso estelionatário, sócio do seu irmão, como fez nos anos noventa, depois de exercer o cargo de procurador-chefe substituto no Distrito Federal?

Sr. Janot, o senhor continua recebendo renda de aluguel sem passar recibo?

Sr. Janot, o senhor continua sonegando imposto por não declarar os recursos recebidos desses alugueis?

O que foi feito dessa casa, afinal, Sr. Janot?

O senhor abandonou o imóvel? Transferiu? Alugou de novo? Vendeu? 

E mais, Sr. Janot:

o senhor sabia também que seu irmão fez fortuna por um período, entre 1990 e 1992, vendendo equipamentos de informática com “notas frias”?

O senhor lembra, Sr. Janot, que por seus conhecimentos nas Alterosas e sua influência, intermediando o negócio do seu irmão – diga-se, há anos estabelecido no Rio de Janeiro –, ele vendia a uma grande empreiteira mineira aquele antigo modelo de computador, o 386?

Pois bem, Sr. Janot, o senhor sabia que cada máquina era comercializada a 3.500 dólares, em lotes de 30 a 40 unidades?

E o senhor teve conhecimento, Sr. Janot, que seu irmão chegou a comprar um apartamento no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, à Av. Sernambetiba, nº 1250, aptº 201, com o lucro dessas vendas ilegais de computador?

Quem mora hoje nesse apartamento, Sr. Janot?

Seria a ex-esposa de seu irmão, sua cunhada?

Sr. Janot, o senhor também sabia que aqueles equipamentos, vendidos com notas frias, eram destinados aos canteiros de obra daquela grande empreiteira mineira?

Sr. Janot, essa empreiteira está de fato arrolada na Operação Lava-Jato, com dirigentes já presos, como ocorreu com as outras grandes empreiteiras?

Por acaso, Sr. Janot, o senhor aplica a seletividade também em relação às construtoras?

Afinal, Sr. Janot, o senhor ainda tem alguma ligação com essa empreiteira de Minas Gerais?

Diga a verdade, Sr. Janot, o senhor conhecia as atividades  criminosas de seu irmão ou o senhor foi apenas um procurador, digamos, complacente, furtando-se à vigilância pelos crimes fraternos?

Não fosse o Sr. Rogério seu irmão a cometer crimes fiscais e tributários, o senhor agiria da mesma forma, sem o rigor da lei – embora seletivo – que o senhor tanto prega? 

Sr. Janot, não posso deixar de lamentar o falecimento de seu irmão mais velho, Rogério, ocorrido em 2010. Sei que depois de um grave acidente – um atropelamento – na Barra da Tijuca ele foi levado aos Hospitais Lourenço Jorge e Miguel Couto no Rio de Janeiro. Sei também que, em virtude de uma infecção hospitalar, ele foi transferido para uma clínica na Tijuca, onde veio a falecer. Mas diga, Sr. Janot, é verdade que o senhor, ao pagar as despesas hospitalares, na casa das dezenas de milhares de reais, conseguiu baixar o preço utilizando-se de sua condição, em 2010, de subprocurador-geral da República e então diretor da Escola Superior do Ministério Público da União?

O senhor deu – como se diz no popular – uma “carteirada” no hospital, Sr. Janot?

De onde vieram esses recursos com os quais o senhor pagou uma conta altíssima, algo próximo a 100 mil reais?

O senhor tinha, de fato, toda essa renda disponível?

Certamente abateu as despesas no Imposto de Renda, não foi, Sr. Janot?

Aliás, Sr. Janot, por falar em renda,

é verdade que o senhor trabalha camufladamente há anos, ou décadas, para o escritório do ex-procurador-geral Aristides Junqueira?

É verdade que, mesmo impedido de advogar, o senhor – claro, sem nada assinar – obtém lucros auxiliando a banca do Dr. Aristides Junqueira?

Sr. Janot, isto é moralmente aceitável? É legítimo? É ético, Sr. Janot?

Não constitui crime um procurador-geral da República advogar paralelamente?

Desde quando o senhor pratica essa dupla atividade?

E como o senhor faz, Sr. Janot, com sua declaração de rendimento?

Como justifica perante o fisco essa renda, digamos, extra?

Finalizando, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, e continuando a ser direto:

Sr. Janot, o senhor teria coragem de ser acareado publicamente com algumas testemunhas desses fatos?

Diga-nos, diretamente, Sr. Janot: quem é o senhor de fato?

Um pretenso defensor da lei ou o senhor, na verdade, é um infrator da lei, da moral, da ética, seja no passado, seja no presente?

Em qual dos dois Janótes os brasileiros devem acreditar?

Sr. Janot, pelo sim, pelo não, no fundo de sua alma, o senhor não se sente desconfortável ao acomodar-se na cadeira de um Procurador-Geral da República que deveria honrar o seu mister? 

Era o que tinha a dizer, por enquanto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ministério Público investiga "doação de órgãos" para pesquisa em São Paulo

Para quem acompanha as notícias deve ter ficado arrepiado com o título desta reportagem publicada no R7.  Vamos a um trecho:

O MPE (Ministério Público Estadual) de São Paulo instaurou inquérito para apurar irregularidades nas doações de órgãos no SVOC (Serviço de Verificação de Óbitos da Capital). Ligado à USP (Universidade de São Paulo), o setor recebe em média 14 mil corpos por ano - cuja causa da morte precisa ser apurada.
A Promotoria diz que o documento para liberação dos cadáveres para enterro seria obrigatório e ainda induziria famílias ao erro ao tratar de "retenção" de órgãos, quando se fala de "doação". E não existiria nenhum controle sobre a destinação feita.
Muitos órgãos estão sendo simplesmente "destinados" à pesquisa e ao estudo com base, segundo o MPE, em um "informe aos familiares", assinado por parentes, sem a menção expressa a possíveis doações. O Ministério Público apurou ainda que o SVOC retira vários órgãos do mesmo corpo, mesmo sem ter relação com a necropsia. Aponta ainda que, diferentemente do que está descrito no documento, a retenção não é "eventual", mas ocorre "em inúmeros casos".
Ótimo! Vamos prender todo mundo? Não!!!

Isto não é nenhuma novidade. A venda de órgãos e cadáveres já foi discutida em 2004 na CPI, e o Ministério Público não tomou qualquer providência. O maior mercado da medicina hoje é vender partes humanas. É o crime perfeito. São médicos, portanto com antecedentes incontestáveis, políticos e entidades acima de qualquer suspeita.

Um pouco de história não faz mal.

Em junho de 2014 eu publiquei em meu blog (clique aqui para ler) a notícia de que, partindo de uma denúncia anônima, a polícia encontrou diversas partes humanas enterradas nos jardins de uma universidade, mais especificamente a universidade São Marcos no Ipiranga. 

6 meses depois, eu enviei alguns e-mails para promotoria para obter informações de como andava o inquérito, e me responderam que ainda estava em fase de investigação e não podiam falar nada. Pois bem, agora uma nova notícia dizendo que ainda está em fase de investigação. Ou seja, vai longe. 

Ninguém preso. Nenhuma ação policial mais rigorosa. Só investigação. Até tudo virar processo (se é que vai virar) terá passado uns 3 anos. O tempo que levará para ser julgado, mais outros 10 anos. Em outras palavras, o brasileiro está pagando caro para uma investigação que já está enterrada. 

Se encontrarem partes humanas no seu jardim, o que fariam com você? Prenderiam certo? 
E na universidade? Não prenderam ninguém? 

Então, se você resolver matar alguém um dia, enterre o corpo na universidade. É mais seguro e ninguém vai preso. Afinal são somente pedaços humanos sem valor nenhum (entendem as autoridades).

Não se animem. Se fosse dar em algo, a imprensa não estaria noticiando.

domingo, 5 de junho de 2011

Por onde andam os perseguidores?

A vida é uma caixinha de surpresa nao é mesmo. Ha 11 anos atras, ao denunciar que um bando de medicos associados a um politico em Minas Gerais, matavam pacientes para fins de trafico de orgaos, em um esquema de colocar a mafia no bolso, jamais imaginei que seria eu o perseguido. Abaixo  uma copia de um dos 7 processos que respondi para que eu ficasse calado. No total, 12 autoridades entre acusadores e testemunhas, assinaram uma denuncia contra mim na justiça federal, cuja açao criminal (que pedia mais de 60 anos de reclusao), eu venci. Eu os chamei de vagabundos e eles nao gostaram. Mas do que isso! Exigi que explicassem como foram retirados os nomes de 2 medicos que assinaram o prontuario, e descreveram o assassinato em detalhes, em varias partes do mesmo. O trabalho do Ministerio Publico é dar respostas a sociedade. E eles estao calados até hoje. Dai, a origem do "vagabundos". Quem nao trabalha é vagabundo. E no caso deles sao vagabundos bem remunerados.


Depois de 11 anos, o que teria acontecido aos nobres procuradores federais acima?

Nao da para saber. Até onde posso ir, percebo que a maioria virou escritor ou ganhou cargos importantes. 

Um ou outro, no entanto, apareceu em alguma enroscada. E' o caso do procurador Raimundo Candido Junior que em 2007 fou suspenso por 45 dias por atuar contra o proprio MP em processos na justiça. 45 dias é uma bençao. Ferias remuneradas. Bem diferente dos 60 anos que queriam que eu restasse em carcere privado.

Cibele Benevides tambem caiu na rede. Encontrei uma nota de retrataçao e um texto escrito pelo marido da mesma pedindo justiça para esposa. O fato é que, segundo pude entender, ela reclamou de um fotografo que tirava fotos de crianças vestidas em roupas sensuais. Ela teria pedido explicaçoes. Ora, nao cabe a ela pedir explicaçoes e sim chamar a policia. Pedofilia, se é o caso, é crime, mas nao é a procuradora que deve atuar neste caso de flagrante. Ela deveria chamar a policia. O fotografo teria a chamado de "burra".

Em uma primeira versao, ela foi acusada de abuso de autoridade. Ela moveu um processo contra Alex Gurgel, que rapidamente retratou-se e publicou a tal nota de retrataçao. Se ele tivesse insistido talvez viesse para a Italia como eu tive de fazer. 

Considerando o documento acima, nao tenho duvidas, nem mesmo sem conhecer a historia, que ela abusou de sua condiçao de procuradora. Quem faz isso uma vez, faz duzias.

E por ultimo, para finalizar este texto, gostaria de mostrar um texto de um dos procuradores que me perseguiu. O titulo é bastante sugestivo:

A arte de ficar calado, de Felipe Peixoto Braga Netto

Saber ficar calado. É uma arte. Difícil, exige esforço e experiência. Não digo ficar calado sozinho, pois aí não há muita vantagem. Se sairmos a divagar, em voz alta, as perturbações que nos vão nos pensamentos, não demora estamos divagando num hospício. Também não falo sobre ficar calado em público. Já fui mais calado em público, hoje nem tanto. Sou até, às vezes, o menos calado. (…)
Na sentença deste processo contra mim, a juiza federal reconheceu o fato "estranho" de que os nomes dos medicos nao tenham sido denunciados e pediu explicaçoes para a procuradoria geral. Mas até hoje, eles adotaram a arte de ficarem calados. Depois de 11 anos, com a vida feita num carguinho qualquer do Ministerio Publico, dificilmente eles queriam explicar o que fizeram.

Democracia é assim. Uns mandam e outros obedecem, como fez o acusado no caso da procuradora. Quem nao obedece e insiste, muda de pais.

Eles contam com um escudo protetor. Um escudo de procurador.






Uma imagem vale mais que mil palavras

O Ministerio Publico Federal é assim, como esta imagem. Uma grande ilusao. Uma fraude absoluta.


Parece que se move, mas esta estagnado.

Em uma primeira impressao, parece que esta agindo. Mas esta completamente parado. Aos mais fracos, se mostram assim, coloridos, narcizistas, prepotentes, mas diante de uma propina, recolhem o brilho, se escondem em gabinetes e perseguem inocentes.

Nada do que voce ve é o que parece ser. Tudo uma grande enganaçao da sua propria mente. Voce pode querer acreditar que se movem, mas estao parados. Nosso cerebro, por mais saudavel que seja, nao consegue fixar a imagem. Acha que esta se movendo. Mas nao esta. E quando se move é para perseguir e nao para fazer valer a lei. E se voce disser que estao parados vao acusa-lo de insano, ainda que todos saibam que nenhum pixel nunca se moveu. 

Em resumo, sao traços, manchas, borroes, que fingem se mover e estao sempre no mesmo lugar. O Ministerio Publico Federal se alimenta de grandes somas de dinheiro publico e de propinas. Sao covardes e nao respondem a questionamentos. Processam e se negam a explicar os movimentos que fazem. 

Sao como a foto. Uma grande ilusao. A diferença é que a foto nao cheira a merda.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ha 11 anos atras, neste dia...

Iniciava a tortuta, e o assassinato premeditado de Paulo Veronesi Pavesi. Uma criança de 10 anos, sem qualquer possibilidade de defesa. Massivamente sedado, foi torturado e levado a morte. A tortura foi lenta. Desligavam aparelhos e religavam, suspenderam tratamentos essenciais, o espetaram para ver se sentia dores, jogaram agua a 0 graus em seus ouvidos. E tudo isso fizeram quando ele ainda estava vivo. Eles precisaram de 3 dias para concluir o assassinato. E nao conseguiram. No terceiro dia, os orgaos foram retirados quando ele ainda estava vivo, como comprova toda a documentaçao preenchida por eles, e que nenhuma autoridade brasileira até hoje dignou-se a questionar. 

Sim, isto nao aconteceu em um campo de concentraçao, em um cativeiro ou numa penitenciaria. Aconteceu dentro de um hospital publico.

Nao, nao foram marginais perigosos que o torturaram, e provocaram deliberadamente a sua morte. Foram medicos transplantistas.

Ha 11 anos, no dia 19 de abril, Paulinho foi levado para o hospital apos sofrer um acidente. Um acidente cuja gravidade foi classificada pelos propios medicos como MODERADA.

Naquele dia, todos os esforços terapeuticos foram inexplicavelmente suspensos, e todos os esforços para obter seus orgaos foram investidos. Até mesmo, como relata o Ministerio Publico, danificaram a arteria carotidea, que irriga o sistema nervoso central, propositadamente.

Ha 11 anos medicos, procuradores, politicos e especialmente os transplantistas lutam para que Paulinho seja esquecido de vez e que o mercado continue tao aquecido como nunca. Nunca na historia deste pais, se faturou tanto com a vida dos outros.

O Sistema Publico de Saude, que financiou o assassinato e até hoje mantem os assassinos em seu rol de empregados, pagos com o seu dinheiro, gasta milhoes para que casos como este nao venham a publico.

Neste dia triste para nos, vai o parabens especial ao Deputado Estadual de Minas Gerais CARLOS EDUARDO VENTURELLI MOSCONI. O grande mafioso dos transplantes que tem nas maos poderes inimaginaveis e relaçoes estreitas com quem deveria investiga-lo, mas nao o faz. Prefere abraça-lo. Graças a ele o processo saiu inexplicavelmente da esfera federal de Belo Horizonte e foi para o tribunal de Poços de Caldas, na esfera comum, ainda que o crime praticado pelo seus comparsas e socios, seja na esfera Federal. Graças a ele, o processo dorme ha 9 anos numa gaveta qualquer sem que seja possivel imaginar qual a justificativa para tanta demora. Graças a MOSCONI, outros 8 assassinatos ja sumiram dos tribunais, todos praticados pelo mesmo grupo, cujo maior beneficiario financeiro e politico é o proprio Deputado. Basta ver a ficha deste cidadao, as diversas vezes envolvidos com propinagem e corrupçao e perceber que NENHUMA VEZ ele foi sequer incomodado. O fato é que a parceria deste mafioso com o Ministerio da Saude ja é de longa data. 

Alias, o Brasil tem se especializado em qualificar vagabundos mafiosos como este. Quanto mais mafioso, mais tem valor no Brasil.

Caro Deputado. Voce pode usar toda a sua influencia e poder para se livrar de mais uma. Mas eu estou aqui em pé e com disposiçao para escrever todos os dias sobre o que fizeram ao meu filho.

Voce pode nas suas rodinhas de puxa sacos, como sempre faz, dizer que tudo isso é mentira. 
Mas o fato é que até hoje, voce e sua quadrilha nao conseguiram enfrentar as minhas denuncias. 
Nunca responderam a nenhuma delas. 

Partiram para o ataque e a destruiçao pessoal que é a ferramenta natural dos covardes.
Mas nao passam disso. Poderosos, Assassinos, mafiosos e covardes. 

Foi anunciado em 15 de Dezembro que o caso Paulinho iria a Juri Popular. Segundo as noticias, so faltava marcar a data. Porem, depois de  4 meses, sem explicaçao nenhuma, o julgamento ainda nao foi marcado. Acho que ainda nao acharam os jurados que tanto precisam. 

Inicio uma campanha!! Vamos comprar uma agenda para o tribunal de justiça de Minas Gerais. Acho que eles nao conseguem agendar um julgamento por falta de uma agenda de papel. Envie qualquer quantia ao tribunal, ou se puder, doe uma agenda! Mas nao se empolguem. O julgamento é uma farsa. Ja esta tudo combinado.

Parabens Mafiosos transplantistas!! Voces ficam com o poder, e eu com a verdade.
O poder, um dia acaba. A verdade é para sempre.

sábado, 9 de abril de 2011

Delegado do Caso Paulinho perde mais uma

O delegado Celio Jacinto dos Santos, da Policia Federal do Deputado Mosconi de Varginha, atualmente atuando em Brasilia, perdeu mais uma. Jacinto foi uma das autoridades a usar a justiça contra mim para tentar calar a minha boca. Para isso, contou com a ajuda de ilustrissimos procuradores federais e me processaram por injuria calunia e difamaçao, processo que venci. Neste processo, um era testemunha de outro e 9 procuradores assinaram a denuncia. Tudo isso porque os chamei de corrupto e outras qualificaçoes bastante adequadas para o fato em questao.

No caso abaixo, Jacinto sequer foi citado, mas queria 20 mil de indenizaçao. Incompetência, amadorismo, arrogância, trapalhadas, imoralidade e quejandas, foram algumas das palavras citadas em um texto escrito por outro membro da PF. Jacinto se ofendeu, processou e perdeu de novo. A noticia esta no site da Federaçao Nacional dos Policiais Federais

A Constituição de 1988 e outras normas nacionais e supranacionais garantem o exercício da crítica às instituições públicas brasileiras. O entendimento é do juiz Ruitemberg Nunes Pereira, do 2º Juizado Especial Cível de Brasília, que negou o pagamento de indenização no valor de R$ 20 mil ao delegado federal Célio Jacinto dos Santos, membro da diretoria executiva da Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF). Ele havia pedido reparação por dano moral à Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e ao diretor de Comunicação da entidade, Josias Fernandes Alves, após a publicação do artigo "Polícia de Juristas", na seção Tribuna Livre, do site da Fenapef.

O texto foi publicado em maio de 2010 e critica a Coordenadoria de Altos Estudos da Segurança Pública da Academia Nacional de Polícia (ANP), da qual o delegado faz parte, responsável pelo Curso de Especialização em Ciência Policial e Investigação Criminal. De acordo com o autor, ao exigir dos candidatos a graduação de Ciências Jurídicas, a organização do curso privilegia os delegados da Polícia Federal, todos formados em Direito.

O delegado alegou que o artigo ofendeu seus direitos de personalidade e que a linguagem utilizada foi inadequada. Além da indenização, o delegado pedia a retirada do artigo do site.

O juiz fundamentou sua decisão nos direitos fundamentais de liberdade de expressão e de manifestação de pensamento, previstos na Constituição, e no artigo 13 do Pacto de São José da Costa Rica, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que consagrou esses direitos e a vedação de censura prévia.

De acordo com Pereira, o artigo teve o "nítido propósito de criticar um estado de coisas, que na percepção dos requeridos contrariariam a ordem jurídica nacional, notadamente no que tange à impessoalidade, como um dos princípios fundamentais da administração pública, em relação ao certame questionado". O juiz considerou ainda que a crítica "teve caráter objetivo, ainda que eventualmente tenha desagradado ao autor (o que, a propósito, só acontece com as críticas às atuações administrativas num País de democracia jovem como o Brasil)".

"Trata-se de manifestação, reconhecidamente crítica, que se insere perfeitamente no núcleo de proteção do direito fundamental à liberdade de expressão e de pensamento, ainda que em determinados momentos tenha assumido um tom mais áspero, ao invocar palavras como incompetência, amadorismo, arrogância, trapalhadas, imoralidade e quejandas. Nitidamente, percebe-se que a manifestação teve o firme propósito de criticar a prática administrativa, pelos fundamentos aduzidos, e não o de, como preconiza o Pacto de São José da Costa Rica, fazer apologia ao ódio nacional, racial ou religioso que constitua incitamento à discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência", destacou o juiz.



terça-feira, 29 de março de 2011

O marketing transplantista é violento. E precisa ser!

Voce tem um blog? Entao pode comprovar o que eu disse.

Faça um teste!

Escreva um texto sobre uma doença qualquer que nao esteja relacionada a transplantes. Espere algumas horas e veja o que acontece. Se voce ja fez isso, deve ter percebido que nao aconteceu nada. Provavelmente muitos tiveram acesso ao seu blog, alguns comentarios, mas nada alem disso.

Agora escreva um texto e use as palavras DOACAO DE ORGAOS, morte encefalica, mesmo que seja para denunciar esta mafia que esta por tras disso. Espere alguns minutos e tera uma surpresa!

O Ministerio da Saude lhe inviara automaticamente um texto, ao detectar que voce postou sobre o assunto. O texto é este abaixo:

Olá, blogueiro (a),

Salvar vidas por meio da palavra. Isso é possível.

Participe da Campanha Nacional de Doação de Órgãos. Divulgue a importância do ato de doar. Para ser doador de órgãos, basta conversar com sua família e deixar clara a sua vontade. Não é preciso deixar nada por escrito, em nenhum documento.

Acesse http://doe.vc/mq e saiba mais.

Para obter material de divulgação, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br

Atenciosamente,

Ministério da Saúde
Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/minsaude 


Se eles enviassem a verdade dos fatos, a mensagem seria assim:

Caro blogueiro. 

De fato temos problemas em varios pontos do pais na constataçao de morte encefalica. Muitas vezes as pessoas sao diagnosticadas como mortas, mas estao vivas. Mesmo assim, nestes casos, os orgaos sao retirados pois ja existem pacientes esperando por eles. Por outro lado, existem grupos de medicos que estao assassinando pacientes em leitos de UTI publicas das quais sequer temos controle. Precisamos liberar leitos!! E usar os orgaos nos transforma em ANJOS SALVADORES DE VIDA, ainda que na verdade estejamos a ceifa-las. 

Para nao prejudicar a imagem do sistema de transplantes, o Ministerio da Saude tem o cuidado de abafar todos os casos, exceto aqueles como o de Paulo Veronesi Pavesi, cujas evidencias e provas sao indiscutiveis. Ainda nestes casos, ignoramos o assunto e passamos a perseguir a familia até que fossem se asilar na Italia. A imprensa é nossa! Gastamos milhares em publicidade e basta ameaça-los de cortar a verba caso pensem em publicar estas historias.

Atualmente muitos tribunais de justiça estao promovendo o projeto "Doar é legal". Nos liberamos uma graninha e eles se ocupam de falar bem dos transplantes. Por isso casos como o de Taubaté e Poços de Caldas, ficam mofando decadas sem chegar a lugar nenhum enquanto os mafiosos e assassinos trabalham normalmente pelo, quem diria!!!!, proprio SUS.

Se o Ministerio Publico Federal esta do nosso lado, quem estara contra?

Por isso, blogueiro, é melhor voce falar bem desta merda que estamos fazendo, pois voce podera ser o proximo a procurar asilo!!

Atenciosamente, 
Ministerio da Mafia dos transplantes Saude

sábado, 29 de janeiro de 2011

A imprensa nao fala, mas eu vou dizer.

A imprensa nao fala das vitimas do trafico de orgaos. Se voce ler, por exemplo, sobre o caso da advogada Mercia Nakashima, vera que a imprensa da detalhes da vitima e dos familiares dela. Mas nos casos de trafico de orgaos, as vitimas sao anonimas. Por que?

A resposta é simples. Quanto menos informaçao publicarem, mais rapidamente os casos serao esquecidos e a mafia continuara fazendo outras vitimas. Afinal, a fila - literalmente - nao pode parar. Voce ja deve ter lido algo sobre o caso de Taubaté, quando doadores foram assassinados para que os orgaos fossem enviados para o medico Emil Sabbaga que os implatava em seus clientes particulares.

Sendo assim, acho que é hora de voce ser informado um pouco mais sobre uma das vitimas desta mafia. Trata-se de mais uma criança. Apesar de ser um caso que esta ha mais de 20 anos na justiça, voce certamente nao sabe sequer o nome dele. Entao, pegue uma caneta e anote ai:

GODOFREDO JOSE MONTEIRO SOSSIO

Godo, é o nome carinhoso que sua mae utiliza para se referir a ele, nasceu em 1974. Foi assassinado pela mafia em 1991. Vejamos o que aconteceu naquele dia 31 de março de 1991, dia em que Godo foi encontrado.

Segundo o laudo de exame de corpo de delito, Godofredo foi encontrado enconstado ao pé de uma arvore ali existente, por vizinhos que solicitaram a policia militar para socorrer a vitima, que chegando no pronto socorro da Santa Casa local, ja estava sem vida. O sangue de Godofredo foi levado para analises e a causa morte foi INDETERMINADA. Assinaram o laudo os médicos Antonio Aurelio Monteiro de Carvalho e Jose Roberto Mafetano.

Aqui, o caso começa a se complicar. Nenhum boletim de ocorrencia foi registrado e o caso nao foi investigado. Sequer foram ouvidas pessoas que estiveram com a vitima no dia dos fatos. Na epoca, os medicos disseram a familia que Godofredo teve como causa da morte uma overdose de cocaina. Durante o velorio, um rapaz transtornado apareceu dizendo que nao havia matado Godofredo. A mae, sem entender, questionou o motivo de nao terem chamado a policia e lhe disseram que se isso tivesse sido feito, haveria represalias. Soube tambem que naquele dia, Godofredo havia participado de uma festa onde supostamente teria consumido cocaina. Porem, os laudos negam isso (clique na imagem abaixo para ler). No entanto, as ameaças de represalias fizeram com que a mae de Godo se auto exilasse em outro pais, sem ao menos saber o motivo de tudo isso. Desta forma conseguiram, mais uma vez, evitar que os interessados em esclarecer a morte ficassem muito longe dos fatos.


Ainda durante o velorio, a mae tocou o corpo do filho e apalpando-o percebeu que os orgaos internos haviam sido retirados. Poderia ser um engano? Poderia! Mas a falta de explicaçoes para a morte e o fato de que um dos medicos que assinaram o laudo estava sendo processado por assassinato de doadores para fins de trafico de orgaos, permite a familia ter todo o direito de suspeitar. E mais! A familia tem o direito constitucional de ter a morte esclarecida. Enquanto o atual governo quer desenterrar corpos de torturados politicos, a familia de Godofredo espera por uma simples explicaçao ha mais de 20 anos.

E foi isso que a mae de Godo fez. Em 2010, cansada de tentar encontrar uma explicaçao, entrou na justiça exigindo explicaçoes. 

A familia ficando longe por tanto tempo, foi facil para a justiçar mandar o caso as favas! O pedido da mae de Godo por justiça foi sumariamente arquivado sem que qualquer providencia fosse tomada. Mas isso nao é o que mais impressiona. O que mais impressiona é que o representante do Ministerio Publico é nada mais, nada menos que filho de um dos medicos que assinou o laudo em 1991.



O promotor em questao deveria declarar-se suspeito, mas fez questao de atuar no caso. E convenhamos! Se voce investigasse um caso cujo laudo cheio de suspeitas, tivesse sido feito pelo seu pai, voce levaria o caso adiante?

Assim fica muito dificil investigar trafico de orgaos nao é mesmo?

Quando a mafia se mistura ao poder publico, a verdade torna-se praticamente inalcançavel. Por isso estamos aqui. Para lembrar a todos que estamos vivos e dispostos a levar isto adiante, ainda que tenhamos de deixar o Brasil para poder continuar a lutar. Estamos mais vivos do que nunca. E eles continuam matando como nunca antes neste pais.

Este é so mais um caso. Existem muitos. Aos poucos eles virao a tona e os mentirosos, corruptos, coniventes e marginais serao desmascarados um a um. Nunca é tarde para a verdade.


sábado, 4 de dezembro de 2010

A Ortotanasia é liberada no Brasil com o apoio da CNBB


A justiça federal acaba de cassar a liminar que proibia a ortotanasia. Médicos estao mais uma vez com a faca e o paciente nas maos.

Falando em portugues claro, a ortotanasia significa parar qualquer tratamento que prolongue a vida de pacientes em estado terminal. O paciente ou seus familiares (caso o mesmo seja incapaz) devem estar de acordo com os medicos para que o procedimento va avante.

Pois bem. Em muitos casos eu entendo que a ortotanasia seria uma via justa para aqueles que sofrem sem esperanças nenhuma de cura, e se, e principalmente se, o proprio paciente desejasse tal pratica. Porem, algumas consideraçoes que a justiça federal ignorou, devem ser colocadas em cena. 
1. Sabe-se que no Brasil a estrutura da saude publica é caotica. E nao venham me dizer que o SUS é muito bom porque nao é. Se fosse, politicos e celebridades nao se tratariam no Albert Einstein. Um dos maiores problemas é a falta de leito de UTIs e por isso, a necessidade de esvazia-los rapidamente. Alguns pacientes que poderiam ter grandes chances de recuperaçao, serao convencidos pelos médicos a abandonar a vida, simplesmente para liberar um leito.
2. O corporativismo médico no Brasil e a relaçao justiça x conselho federal de medicina é uma verdadeira mafia de bandidos. Ha casos como o de Taubaté por exemplo, em que o CFM desmente laudos feitos por especialistas em morte encefalica do prorpio CFM para validar homicidios para fins de trafico de orgaos. Fatos estes registrados na CPI do Trafico de Orgaos. E a justiça nunca prendeu nenhum dos acusados, nem por meia hora. Alias, a justiça, depois de 20 anos ainda nao conseguiu sequer julga-los. Neste quadro, qualquer um que pratique a eutanasia, que é  matar um paciente, podera dizer que se trata de ortotanasia e ninguem poderia questionar tal fato devido ao corporativismo. Nao ha hoje no Brasil qualquer comissao isenta que poderia julgar uma denuncia deste tipo. 
3. O apelo desesperado por doadores de orgaos demonstra que ha uma inclinaçao em se produzir mortes, de forma prematura, para que orgaos sejam aproveitados. Mas o que ganha o médico matando um para salvar outro, pergunta os menos informados. E eu respondo! Uma cirurgia de transplante de figado pode render a equipe medica algo em torno de 200 mil reais, pagos pelo SUS. Isso faz com que um moribundo passa a valer muita grana se vier a obito.
Analisando a forma como foi julgada a coisa, ja da para perceber a voracidade dos abutres da medicina nesta questao, que contou com a ajuda de procuradores para cassar a liminar. Vejamos o que foi publicado no Estadao.

O procurador dos Direitos do Cidadão do Distrito Federal, Wellington Oliveira, entendeu que a ortotanásia não está prevista na legislação brasileira e a resolução estimularia os médicos a praticar homicídio. Ingressou com ação civil pública, alegando que somente uma lei poderia permitir tal prática. No ano seguinte, obteve liminar na Justiça Federal em Brasília suspendendo a resolução. Em agosto deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) revisou a ação. A procuradora Luciana Loureiro, que sucedeu Oliveira no processo, afirmou que a ação confundiu ortotanásia com eutanásia. Com base no novo parecer do MPF e outras manifestações favoráveis à ortotanásia, Luchi Demo julgou a ação improcedente. Em sua sentença, o magistrado relata que, após refletir muito sobre o tema, chegou à convicção de que a resolução do CFM não é inconstitucional.
Membros da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) também comemoraram a decisão, conta Rachel Moritz, Presidente do Comitê de Terminalidade da Vida e Cuidados Paliativos da entidade. "Essa discussão chegou à medicina intensiva há mais tempo, pois lidamos muito com alta tecnologia", explica. "Todos os médicos, quando entendem o conceito de deixar morrer no tempo certo, concordam com a ortotanásia."

Muito bem! Um procurador federal alerta para o perigo de que medicos cometam homicidios pois a resoluçao emitida pelo CFM estimula claramente a eutanasia. O procurador é substituido e outra procuradora da um parecer contrario ao do colega e ainda informa que ouve confusao? Ou seja, o procurador que propos a açao é uma besta e nao sabe o que esta dizendo?

Depois, percebe-se que medicos "comemoram" a decisao que é em favor da morte prematura. A presidente do Comite de Terminalidade da Vida e Cuidados Paliativos, sem ter argumentos inteligentes para justificar a comemoraçao diz: "Essa discussão chegou à medicina intensiva há mais tempo, pois lidamos muito com alta tecnologia".

O que ela quis dizer com isso? Alta tecnologia para matar alguem? Ora, no presidio Bangu 3 estao os maiores especialistas que sem qualquer tecnologia fazem o serviço em alguns segundos. 

O Wikileak desta historia é que médicos estarao tranquilos para abreviar a vida de pacientes, com o apoio do Ministerio Publico Federal, da Justiça Federal e com a garantia de que se qualquer coisa der errado, como por exemplo um familia desconfiar, nao tera respaldo legal em acusa-los. E mais. Esta mafia em prol da morte, da liberaçao de leitos de UTIs e do trafico de orgaos estao, a cada dia, avançando mais. Desta feita conseguiram até o apoio da CNBB, que embora tenha entrado nessa, deixa alguma preocupaçao no ar:
A Igreja Católica, que em outras ocasiões havia se manifestado favorável à prática, considera uma boa notícia a revogação da liminar. "A Igreja considera imorais tanto a eutanásia como a distanásia. Nos dois casos, a vida humana é desrespeitada", afirma d. Antonio Augusto Dias Duarte, membro da Comissão de Bioética da Comissão Pastoral Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). "De qualquer forma, o texto da resolução do CFM poderia ser mais explícito", pondera d. Antonio. "Como trata da vida das pessoas com doenças incuráveis, deveria deixar claro que a eutanásia é um mal."
Como podemos ver, foi um assunto decidido em quatro paredes, com o dominio total do corporatismo medico e com a bandidagem do Ministerio Publico Federal. Neste caso, o Procurador Federal Wellington Oliveira, fez aquilo que toda a sociedade de bem espera: questionou e mostrou os perigos da tal resoluçao nazista. Como sempre, o bem e a verdade nunca vencem no Brasil.

A proposito, a Procuradora Federal Luciana Loureiro Oliveira é daquelas que procuram até hoje os corpos dos mortos no Araguaia. Ela nao se conforma com as mortes ocorridas na epoca da ditadura, mas se for para matar pacientes, ela nao ve qualquer problema.

O outro lado da historia



Ortotanásia viola direito fundamental à vida

A mudança de postura do Ministério Público Federal ao passar a defender o procedimento da ortotanásia é no mínimo um retrocesso. Depois de conseguir na justiça a suspensão da regulamentação do procedimento em 2007, sob a alegação de que sob a alegação de que o Conselho Federal de Medicina “não tem poder regulamentar para estabelecer como conduta ética uma conduta que é tipificada como crime”, a atual procuradora da ação, Luciana Loureiro Oliveira, voltou atrás com respaldo no direito de ter a própria opinião. Com a decisão, o Ministério abre espaço para que os médicos decidam se devem ou não realizar o procedimento.

A ortotanásia é a interrupção de procedimentos médicos para pacientes terminais que não tenham mais perspectiva de cura, tendo em vista, a vontade do paciente ou dos familiares. Nestes casos, os médicos devem prestar assistência para aliviar o sofrimento do paciente.  A prática é descrita na resolução 1.805/2006 regulamentada e autorizada pelo Conselho Federal de Medicina, segundo a qual “na fase terminal de enfermidades graves e incuráveis é permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente, garantindo-lhe os cuidados necessários para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, na perspectiva de uma assistência integral, respeitada a vontade do paciente ou de seu representante legal”. No entanto, é sabido que o Código Penal brasileiro em vigor considera tanto a ortotanásia como crime. A prática é crime de homicídio doloso na modalidade omissiva, conforme interpretação do Código Penal, art. 13, § 2º  .

A ortotanásia é um atentado contra a vida que está se legitimando. O novo Código de Ética Médica, em vigor desde abril deste ano e, segundo o qual, “nas situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico evitará a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários e propiciará aos pacientes sob sua atenção todos os cuidados paliativos apropriados”, demonstra a ação manipuladora do Conselho, que embora não cite explicitamente a ortotanásia no texto, reconhece a prática nas entrelinhas. Além disso, é contraditório já que esse mesmo código diz no art. 32, que é vedado ao médico “deixar de utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento a seu alcance em favor do paciente”.

O Senado Federal aprovou a lei 6715/09 que exclui da ilicitude a ortotanásia, o projeto que altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), estabelece que a exclusão de ilicitude será anulada em caso de omissão de tratamento ao paciente. O projeto foi encaminhado para a Câmara Federal e teve prazo de vista encerrado em junho deste ano, segue para o Plenário. A sociedade brasileira deve se mobilizar para barrar a ortotanásia, uma prática criminal que está se legitimando no país. O Ministério Público esta se acorvadando ao deixar de cumprir o seu papel em favor da defesa dos direitos sociais. A ortotanásia é um atentado contra o direito fundamental à vida, garantido no art. 5º, da Constituição Federal.

O texto "Ortotanasia viola direito fundamental a vida" foi escrito por Pedro Lessi que é formado em Direito pela Universidade Católica de Santos, especialista em Direito de Família, Civil, Processual Civil, Tributário, Imobiliário, Empresarial, pela Columbus, University de Ohio, EUA.. Lecionou na PUC-SP. Fundou o Lessi e Advogados Associados; o IDELOS – Instituto Brasileiro de Defesa dos Lojistas de Shopping; a ANDEFAC – Associação em Defesa das Famílias Carentes, Anadei- Associação Nacional de Defesa das Igrejas,o  Unigery- Instituto Nacional em Defesa do Nigeriano,  e outros que tem como objetivo a defesa dos mais necessitados e contra a descriminação.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ele nao desiste: Quer faturar com transplantes


Carlos Eduardo Venturelli Mosconi, o chefe operacional e mentor da mafia que assassinou meu filho e outras 8 pessoas nao desiste. Segundo o jornal on line do grupo Grafix (clique aqui para ler), Mosconi e alguns deputados da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (presidida por Mosconi) querem a criação de uma fundação, com autonomia orçamentária e administrativa, para coordenar às políticas de transplantes do Estado. Eu nao posso duvidar das boas intençoes da tal comissao. Ja nas intençoes de Mosconi, acreditar seria muita bondade da minha parte.

A nova instituição teria como objetivo principal reduzir o número de pacientes na fila. Ele possui o sonho de todo mafioso: Um cargo de deputado estadual, e muita, muita influencia junto as autoridades mineiras que garantem a sua impunidade. Mosconi tem dedos desde a area de defensoria publica até o mais alto escalao da policia federal e ministerio publico. Ninguem tem coragem de investiga-lo. Toda vez que surge um escanda-lo com o seu nome, ele sempre sai ileso. O ultimo foi com graficas em Minas Gerais, que nao deu em nada.

Entenderam: AUTONOMIA ORCAMENTARIA E ADMINISTRATIVA! Ele controla o dinheiro, como vai gastar, onde, e com quem, e com total autonomia. Isso para "reduzir" o numero de pacientes na fila. O Brasil se gaba de ter o maior sistema publico de transplantes centralizado. Mas Mosconi que um pedaço so para ele. 

Ele parece estar preocupado com a saude dos mineiros. Mas a saude nao esta so em realizar transplantes. Tem muitas crianças desnutridas, sem vacinaçao, sem alimentaçao adequada, sem remedios, sem leitos de hospitais, sem uti neonatais, sem a minima dignidade no atendimento publico. Por que esta preocupaçao com transplantes??? 

Para relembrar um pouco da historia recente, em 2003, Mosconi estava sem mandato e assumiu a presidencia da FHEMIG. Fundaçao dos hospitais de Minas Gerais. Sua primeira medida foi assumir toda a rede de transplante do estado. Nao demorou muito e estourou o escandalo de exames falsos na fila de espera. Um esquema foi criado para invalidar exames de pessoas que estavam em primeiro lugar na fila, permitindo que outros passassem a frente. 

Descobriu-se que pelo menos 800 exames foram fraudados e um laboratorio foi terceirizado para esta finalidade. Como sempre, o laboratorio nao tinha credenciamento para a realizaçao dos exames. Mas.....

Como sempre, em Minas Gerais, o caso foi abafado e ninguem foi punido. A Mafia naquele estado tem um estrutura muito poderosa incluindo Ministerio Publico Federal, Policia Federal e Justiça. 

Em 2004 foi instalada a CPI do Trafico de Orgaos. Mosconi pediu o desligamento da Fundaçao pois estava para ser chamado a depor. Mais uma vez, Mosconi evitou seu depoimento na comissao usando suas ligaçoes politicas que nao sao fracas. Tenho tudo registrado em notas taquigraficas e em audios. Algumas audiencias realizadas para livrar Mosconi foram realizadas a portas fechadas mas sei quem participou.

O crime de trafico de orgaos é sem duvida nenhuma o mais rentavel e seguro do estado de Minas Gerais. Conta  com uma estrutura e um nivel de impunidade jamais vistos em nenhum lugar do pais.

Enfim, nada disso importa. O que importa é que o estado brasileiro protege esta mafioso. Por mais que eu escreva sobre isso, nada vai mudar. Para mim, o importante é que eu trouxe a historia para a Europa, sem nenhuma influencia politica, sem conhecer ninguem e mais uma vez me deram razao. A CPI tambem me deu razao, mas Mosconi nao deixou o relatorio seguir em frente.

No Brasil é impossivel lutar contra esta mafia. Sao poderosos, covardes (matam crianças), e utilizam de recursos muito extremos para calar aqueles que tem algo a dizer. Que diga Carlos Henrique Marcondes, ex-administrador da Santa Casa assassinado com dois tiros depois de grampear o centro cirurgico, historia esta que tambem foi abafada.

A meu favor ainda esta o fato de que ate agora a policia federal, o ministerio publico federal, o tribuanl de justiça e enfim, o estado Brasileiro se negam a responder perguntas fundamentais para o esclarecimento do assassinato do meu filho e de outras 8 pessoas, e ainda nao deram uma resposta sobre o assassinato do caso do Administrador do Hospital. Nem mesmo depois de tais respostas serem requisitadas pela OEA.

Podem me atacar o quanto quiserem, inclusive usando a policia e a justiça que sao contraladas por Mosconi no sul de Minas, como ja usou diversas e diversas vezes em causa propria contra mim. Tudo isso pouco me importa. Pode servir de show para os seus baba ovos, mas... e as respostas? Quando vao dar?


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Voce sabe qual é a importancia do Ministerio Publico?

Ha mais ou menos 10 anos atras comecei a entender a importancia do Ministerio Publico e com isso, comecei a entender tambem quais os caminhos que um criminoso pode percorrer para escapar de um processo. Tudo é muito simples, embora seja necessario muito dinheiro. Ha um outro caminho que nao custa nada, muito comum para politicos capazes de influenciar nomeaçoes e cargos.

O Ministerio Publico é o responsavel por apresentar denuncias contra criminosos a justiça. As denuncias sao feitas, ou deveriam ser, com base em inqueritos policiais. Porem, o resultado de um inquerito pode ser utilizado pelo Ministerio Publico, ou simplesmente ignorado. Ha casos em que, inexplicavelmente, o inquerito aponta para um lado, e o Ministerio Publico aponta para outro. A policia pode apontar, por exemplo, com participantes de um crime 4 pessoas e o Ministerio Publico denunciar outras quatro completamente diferentes.

Assista este video e leia o texto abaixo.


Segundo o nobre jurista, ex delegado da policia federal de Varginha Celio Jacinto dos Santos, que atualmente ocupa o cargo de Coordenador de Altos Estudos em Segurança Pública da ANP e 2º suplente da Diretoria Executiva da Associação (morando em Brasilia), o direito é dinamico!

E este é o modus operante do atual Ministerio Publico Brasileiro. Dinamismo! Quando denunciei isso ha 10 anos atras começaram a chegar processos de todos os lados. O Ministerio Publico Federal queria que eu fosse condenado a 60 anos de prisao, por chama-los de vagabundos, corruptos, alem de outras qualidades. Eu ganhei os processos. Portanto, a justiça me deu razao.

Como funciona?

O unico controle externo do Ministerio Publico é o Conselho Nacional do Ministerio Publico. O Procurador Geral da Republica é tambem o presidente deste conselho. Em outras palavras, o controle externo é feito por quem é controlado. Logo, nao ha controle.

O Ministerio Publico tem tambem na constituiçao, um artigo que diz que suas determinaçoes sao autonomas e nao podem ser contestadas. Isso significa dizer que, se a policia aponta quatro nomes como criminosos e o Ministerio Publico denuncia outros nomes, como citei anteriormente, ninguem pode contestar! O direito, ensinou o nobre jurista, é dinamico.

Em resumo, basta comprar um promotor ou um procurador. Ele nao denuncia os criminosos a justiça, ou retarda a denuncia, ou ainda cria uma denuncia completamente absurda na qual dificilmente havera condenaçao. Tudo isso sem que ninguem possa contestar. A justiça, que deveria buscar a verdade, concentra seu trabalho nas palavras do Ministerio Publico. E o resultado ja conhecemos.

Isto é esfregado diariamente na cara dos brasileiros que nao podem fazer nada. Sao milhares de processos que nao dao em nada. Lemos nos jornais operaçoes e mais operaçoes que no final, sao todos absolvidos. E por que? A denuncia é primaria, cheia de erros propositais e nao ha nada que se possa fazer.

Com a constituiçao de 1988, o Ministerio Publico assumiu o papel de denunciante, retirando o cidadao comum da jogada. O cidadao tornou-se apenas vitima e nao mais parte no processo. Voce pode ate apresentar um "assistente de acusaçao", mas a palavra ainda é do Ministerio Publico. No Brasil, se um crime comum ganhar os jornais a condenaçao é quase certa.

O video acima demonstra na pratica tudo o que tenho falado nos ultimos 10 anos. Trata-se de um procurador geral e de uma promotora que faziam exatamente o que venho denunciando ha 10 anos. Basta procurar neste blog e encontrara as denuncias. Foram por estas denuncias que fui processado e absolvido.

O video tambem derruba outra maxima dos sociologos de plantao. Segundo alguns sociologos, o grande numero de policiais corruptos seria menor se eles tivessem uma renda maior. Um promotor ou procurador de justiça tem um salario mensal em torno de 20mil reais. Esses rendimentos sao maiores se considerarmos os beneficios, que nao sao poucos. A carga de trabalho é menor comparada a um trabalhador comum. Ao contrario do que afirmam os sociologos, quanto maior o salario, maior o poder, maior a audacia e maior a corrupçao.

Seria o mesmo que dizer que um gerente de banco deve ser milionario para nao roubar o seu empregador. Nao ha nenhum sentido nisso. A honestidade nao esta ligada ao salario de uma pessoa. Existem pessoas que ganham salario minimo e sao exemplos de honestidade. 

No caso do Ministerio Publico, os altos rendimentos servem para calar os bons. Eles sabem que se denunciar o que esta acontecendo, perderao um cargo e consequentemente um belo salario por algo que nao dara em nada.

A estrutura é perfeita!

Mas voce deve estar perguntando: Se é assim, porque foram pegos entao?
Por que na verdade, quem foi pego foi o governador Arruda. E ele so foi pego porque alguem deixou de receber a sua parte. Quando caiu o mentor, caiu a estrutura. Seria assim no caso do assassinato do meu filho. Se pegassem o mentor cairiam todos. Mas o mentor neste caso tem mais poderes que o pequenino Arruda.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Vagabundagem nao tem limite

Em primeiro lugar devo dizer que a Sra Elizeta Ramos é uma rara brasileira que nao compactua com a sacanagem, com a indiferença, com a injustiça e com a vagabundagem. Elizeta renunciou ao cargo de Responsavel pela distribuiçao de processos do MPF no Superior Tribunal de Justiça, no ultimo dia 25 de outubro. 

Elizeta revelou a existencia de manipulação na distribuição de pareceres do Ministério Público Federal para exercício de controle político. Em outras palavras, os processos iam para as maos do juiz escolhido pelo acusado, com a ajuda de procuradores federais. Isto tambem significa que se politicos desejam que seus processos caiam na mao de um determinado juiz, é porque este determinado juiz, tambem esta comprado!

De acordo com a subprocuradora, a distribuição manual de processos permitia a manipulação para controle político dos casos. Elizeta também afirmou que houve uma banalização no uso de pareceres-padrão, sendo aplicados, inclusive, para casos inéditos. Para combater as duas práticas, ela implementou a distribuição de processos de forma eletrônica e suspendeu os pareceres-padrão. Gurgel afirmou que o sistema de pareceres-padrão ainda não foi retomado. Elizeta Ramos também afirmou que, na terça-feira (9/10), o Conselho Superior fez uma nova lista para que um coordenador de distribuição seja escolhido. 


A justiça brasileira é um pantano quando deveria possuir a transparencia das aguas do Caribe. Pagando bem voce consegue o que quer e como quer. A justiça é um mercado de bananas, ou melhor, um balcao de negocios de uma republiqueta de bananas.

Parabens Elizeta Ramos, mas infelizmente isso nao vai mudar. Os honestos sao poucos. Os vagabundos sao incontaveis.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A implacavel justiça brasileira e a democracia

Tiririca, o palhaço ignorante conhecido em todo o Brasil vai dançar. Francisco Everardo Oliveira Silva possui a possibilidade de atingir 900 mil votos. Ele nao conhece leis, politica, o programa e as diretrizes do partido e nao faz ideia do que faz um deputado federal. Mas, apesar de tudo, ele tem o mesmo direito que qualquer cidadao brasileiro de ser candidato. Gostem os brasileiros ou nao.

O problema é que Tiririca em entrevista concedida à revista "Veja", afirmou que declarou ao TSE não possuir nenhum bem, pois teria colocado todo o seu patrimônio em nome de terceiros, depois de responder a processos trabalhistas de sua ex-mulher. 

Nao demorou muito para que o promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes pedisse a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Tiririca, assim como cópias de processos contra ele que tramitam em segredo de Justiça no Ceará. Nao discuto que Tiririca deveria ter a candidatura cassada. Obviamente que sim!

Mas convenhamos. Qual foi mesmo a atitude do Ministerio Publico quando veio a tona os laranjas de Renan Calheiros? Alias, o que aconteceu mesmo com Renan Calheiros? Qual foi a atitude do Ministerio Publico diante das denuncias envolvendo os Sarneys? Quantas pessoas ja foram presas no ultimo escandalo da casa civil? 

Hummmm... Que coragem do ministerio publico e da justiça brasileira!!!! Vao detonar o Tiririca. De candidato talvez acabe como presidiario. Mas.... e os outros?

Democracia é tudo!! A covardia da Justiça e do Ministerio Publico é lamentavel!!

sábado, 31 de julho de 2010

Os novos "astros" juridicos do Brasil

O caso Paulinho, como era de se esperar, foi um trampolim para a carreira de algumas "autoridades". Na época das investigaçoes deste caso, procuradores federais e delegados federais usaram todos os poderes que tinham provenientes de seus cargos (e nao eram poucos), para ajudar os assassinos e destruir minha familia. Valeu até inserir documentos adulterados como o proprio Porcurador Federal Jose Jairo Gomes descreveu em uma açao de improbidade administrativa contra envolvidos com o caso. O estranho é que os documentos foram inseridos pelo proprio Jose Jairo Gomes, e a açao de improbidade nao deu em nada porque a denuncia era cheia de vicios e erros primarios.

O delegado de Policia Federal Celio Jacinto dos Santos chegou a descrever em uma entrevista a Revista CartaCapital a existencia de um rodizio entre clinicas particulares que implantavam corneas provenientes de retiradas ilegais, mas nao teve coragem de denunciar nenhuma destas clinicas nem os seus responsaveis por trafico de orgaos. Coragem, talvez nao seja a palavra correta. Talvez tenha sobrado vantagens para ambos. Vantagens que permitiu aos dois progressoes profissionais astronomicas.

Foi entao que passei a acusar ambos de prevaricaçao, corrupçao, sacanagem, vagabundagem e outras coisas do genero. Todas as acusaçoes devidamente fundamentas e comprovadas. Tanto que ambos me processaram e perderam. Na sentença a juiza federal que me julgou, cobrou a denuncia dos acusados que eu apontei e até onde sei, o Ministerio Publico nao se manifestou. Ou seja, perdeu e omitiu-se novamente comprovando que tudo o que havia denunciado era nada mais que a pura verdade.

Apos o acordo beneficiando todos os envolvidos, Jose Jairo Gomes tornou-se Procurador Geral Eleitoral pelo estado de Minas Gerais. Nada mais obvio, uma vez que os assassinos estao ligados a politicos. Gomes passou a escrever livros sobre o tema (eleitoral) e passou a ser considerado um "astro" juridico. Citado em varias materias sobre o assunto, Jose Jairo figura como um grande jurista.

Celio Jacinto dos Santos, por sua vez, deixou seu posto de delegado da policia federal da grande cidade varginha e ganhou um posto na Policia Federal de Brasilia onde atua como "Coordenador de Altos Estudos em Segurança Pública da ANP e 2º suplente da Diretoria Executiva da Associação". Talvez seja esta a explicaçao para a atual segurança publica brasileira. Tao bem coordenada, nao poderia ser mais eficiente. Seguindo a estrada de Jose Jairo Gamos, Celio Jacinto dos Santos passou a escrever livros e ser considerado um "astro" juridico.

Neste ceu estrelado de pessoas tao sabias, resta um menino de 10 anos, enterrado e esquecido por todos. Alem de salvar algumas vidas imprestaveis com os seus orgaos traficados, Paulinho ainda permitiu o crescimento profissional de autoridades. Jacinto e Gomes deveriam escrever um livro com o titulo "O crime compensa". Seria mais apropriado. 

Durante a CPI do Trafico de Orgaos, em 03/08/2004, as 10hrs44min, o delegado Celio Jacinto ja na introduçao de seu depoimento explicava: 
Nobres Deputados, é com grande satisfação que aqui compareço para poder auxiliar no trabalho desta CPI. Nos esclarecimentos que se tornarem necessários, estarei à disposição. Mas, preliminarmente, quero fazer uma narração geral da nossa atuação e da Delegacia da Polícia Federal em Varginha a respeito dos transplantes, dos casos versando transplantes lá na região. A Delegacia da Polícia Federal em Varginha abrange todo o sul de Minas. São 128 Municípios, cerca de 2 milhões e 200 mil habitantes. Contamos com a Delegacia com uma estrutura mínima para atender todos os fatos relacionados à área federal no sul de Minas. Na Delegacia da Polícia Federal em Varginha, cuidamos e estamos cuidando de 16 casos relacionados a transplantes. Desses 16, 11 casos se referem a trabalho desenvolvido por mim, e outros cinco, pelo delegado Pujol, colega lá de Varginha. Desses 11, nove casos já foram encerrados, já foram relatados e encaminhados à Justiça, com alguns indiciamentos de alguns envolvidos, e outros dois tramitam na Delegacia, onde estão sendo ultimadas algumas diligências. Como mencionei, o Dr. Pujol também tem cinco casos, cujos fatos são similares aos que eu já investiguei e estou investigando, no que se refere a possíveis homicídios relacionados aos procedimentos adotados na captação e no diagnóstico de morte encefálica de alguns pacientes na Santa Casa de Misericórdia, em Poços de Caldas. Com esse relato geral, estou à disposição do senhor para o esclarecimento que o senhor porventura reputar necessário e de maneira mais direcionada, não esquecendo que o volume de serviço que nós desenvolvemos lá é muito grande, a gama de informações é muito grande. Há muitos dados que já aconteceram, por exemplo, em 2001, e a gente não tem condições de precisar certas informações. Mas, naquilo o que pudermos auxiliar, estamos à disposição dos senhores. 
Entenderam? muito trabalho! Talvez, segundo ele, nao pudesse recordar de algumas coisas, mais especificamente ocorridas em 2001 referentes ao caso Paulinho. Mesmo recebendo a convocaçao antecipada, ele sequer se deu o trabalho de ler os relatorios ou preparou-se para o depoimento. Convenhamos, um caso que acaba em CPI, o minimo que se esperava era um pouco de preparaçao. Este é o magnanimo coordenador de Altos Estudos em Segurança Pública da ANP.

Mas ainda cabe neste texto citar uma passagem escrita por Vânia Márcia Damasceno Nogueira Mestranda em Direito pela Universidade de Itaúna/MG . Pós-graduada em Direito Público pelo Centro Universitário de Goiás . Graduada pela UFMG. Membro do Comitê de Ética animal da FUNED/MG. Associada á ONG de proteção ambiental e animal . Defensora Federal (vaniamarciadpu@pop.com.br). Vania escreveu:
Esclarece José Jairo Gomes que o primeiro clã ou família reagia contra o causador da ofensa a um de seus membros como se tivesse atacado toda a tribo, era o período da vingança coletiva. A medida que dizimava todo o grupo, causando um mal maior, a reação à agressão passou a ser individual. A responsabilidade passa a tomar um rumo progressivo à individualização.
Como bem esclareceu Jose Jairo Gomes, ao acusa-lo com provas de prevaricador e corrupto, fui processado. E na acusaçao de Jose Jairo Gomes, ou melhor, do Ministerio Publico Federal, o cla ou a tribo demonstraram-se todos ofendidos a ponto de todos assinarem a denuncia contra mim. Contra os assassinos do meu filho, apenas 3 assinaram. Contra mim, praticamente todo o parquet. Foi a tal vingança coletiva.


Eu venci tal processo, mas as acusaçoes que fiz com provas, jamais foram investigadas. Em outras palavras, a justiça federal julgou que eu tinha razao, mas o direito de ve-las investigadas eu nao tive. Jose Jairo Gomes e Celio Jacinto dos Santos até hoje, nao responderam quesitos fundamentais formalizados junto a Procuradoria Geral da Republica, que arquivou todas as denuncias alegando que o caso estava encerrado.

As autoridades em questao se encontram no topo de suas carreiras. Eu, me encontro asilado na Italia. Com esta democracia toda, quem se atrevera a denunciar trafico de orgaos? So mesmo uma retribuiçao a altura para compensar o esforços destes "astros" juridicos nao é mesmo?





terça-feira, 13 de julho de 2010

Justiça seja feita

Caso Eliza Samudio.

Em relaçao a frase "Deus é brasileiro", tenho la minhas duvidas. Mas convenhamos. Pilatos nasceu no Brasil.

Justiça seja feita. A juiza deu entrevista para justificar seus atos e demonstra que nao foi a unica omissa.
“Recebi da delegacia o registro de ocorrência com um pedido de medidas protetivas. Verifiquei no mesmo dia e vi que não era da minha competência porque a Lei Maria da Penha exige que a mulher tenha uma relação íntima de afeto duradoura. No mesmo dia encaminhei para o juízo competente que seria a vara criminal. Só cumpri o que está estabelecido na Lei Maria da Penha. Estou sendo criticada por ter apenas cumprido a lei”, disse a juíza.
O pedido foi encaminhado no mesmo dia para a Vara Criminal, que encaminhou os autos para a 1ª Central de Inquéritos. O promotor tomou ciência e também não requereu nenhuma medida protetiva em favor de Eliza. O Ministério Público informou que recebeu uma solicitação de parecer sobre o caso da 1ª Vara Criminal da capital, em novembro do ano passado. Mas negou que nela houvesse um pedido de análise para uma possível proteção a Eliza Samudio.
Agora ninguem tem qualquer responsabilidade. Todo mundo quer ir para o ceu, mas ninguem quer morrer. Em outras palavras, aquele que aceita as regalias do cargo que ocupa, deveria tambem aceitar as responsabilidades. No Brasil, basta lavar as maos e empurrar para frente. Eles nao precisam prestar contas a ninguem, principalmente o Ministerio Publico que hoje é uma organizaçao criminosa e autoritaria.
O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Zveiter, apoiou a decisão da juíza Ana Paula de Freitas, ressaltando que ela agiu de acordo com a lei.
Claro. A mae do Bruno tambem acha que ele é inocente. Logo, o que o presidente do TJ disse, nao muda nada.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Procuradora condenada: 8 anos


Ah se fosse sempre assim!!

Mas ainda nao acabou. Vamos esperar porque teremos surpresas.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ministerio Publico atolado na lama. Ou melhor, na merda.

Ha 8 anos atras comecei a denunciar a existencia de corrupçao dentro do Ministerio Publico Federal. Alertei na epoca que a corrupçao impune se alastra. Eu errei feio. O Ministerio Publico sempre foi um balcao de negocios onde se pode comprar um procurador facil, facil. Se no quintal tem dinheiro enterrado, imaginem nos paraisos fiscais.

Paisinho de merda onde tudo esta vendido. Onde o povo aceita tudo isso sem tomar qualquer atitude para acabar com esta bandalheira.



PF encontra R$ 280 mil enterrados no quintal de promotora envolvida no mensalão do DEM


A Polícia Federal encontrou cerca de R$ 280 mil enterrados no quintal da promotora Deborah Guerner, acusada de ter recebido propina do mensalão do DEM. O dinheiro foi encontrado durante operação da PF que cumpriu 10 mandados de busca e apreensão na segunda-feira.

Junto com o dinheiro no quintal da promotora, foram encontrados discos rígidos e CD's. A Polícia Federal ainda não tem prazo para terminar a perícia. Também foi apreendido R$ 1 milhão na casa de um empresário.

A operação da PF foi feita a pedido do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região para levantar documentos sobre os contratos de limpeza urbana do Governo do Distrito Federal, mais uma frente de apuração do escândalo do mensalão do DEM.

Os alvos da PF foram Deborah Guerner e empresas com contratos do lixo com o governo, e que envolveriam o chefe do Ministério Público do DF, Leonardo Bandarra. Eles negam participação no esquema.

Segundo o delator do mensalão, Durval Barbosa, Bandarra recebeu mais de R$ 1,6 milhão de propina, além de mesada, para interferir no Ministério Público e impedir investigações sobre os contratos do lixo.

De acordo com Barbosa, a promotora seria a intermediária da negociação. Um das conversas, segundo depoimento de Barbosa, foi feita na sauna da casa da promotora.

Bandarra e Deborah Guerner também são investigados pelo Conselho Nacional do Ministério Público, órgão responsável pela fiscalização do Ministério Público. Os conselheiros viram indícios "graves" de participação dos dois no mensalão do DEM.

sábado, 12 de junho de 2010

O quadrilheiro José Serra


O problema da internet é distribuir informaçoes de mais, muitas vezes espalhadas, e sem controlar o resultado. Ou seja, uma noticia é noticia enquanto vender. Depois ela se perde entre milhares de outras que terao sempre o mesmo fim. No Brasil isso é ainda mais comum ja que um escandalo cobre o outro que é coberto por outro e assim sucessivamente. Nunca se sabe o desfecho. Ou melhor, sabemos sim.

A corrupçao se beneficia desta imprensa de memoria curta e que se preocupa mais com o faturamento do que com a informaçao que deveria prestar. O que vem abaixo é um exemplo disso e explica muito bem porque tive que pedir asilo na Italia. Trata-se do quadrilheio, araponga e mafioso José Serra. Sim, ele mesmo. Aquele que se traveste de homem limpo e honesto, mas que na verdade é um grande covarde mafioso.

Este texto é muito extenso porque a verdade nao tem limites. Poderia forrar de detalhes, mas mostrarei o necessario para quem tiver paciencia de ler.

Devo esclarecer que nao apoio nenhum candidato, afinal sao todos da mesma laia. Todos provenientes de uma esquerda oportunista e corrupta, onde os fins justificam os meios. Portanto este nao é um texto politico e sim um texto onde um pai relata como José Serra financiou um grupo de traficantes de orgaos que assassinou meu filho e outras 8 pessoas sem que nenhum onus pesasse contra qualquer um. Trata-se de um texto escrito por alguem que deseja ver a tal democracia funcionando de verdade. A mesma que diz que a lei deveria ser igual para todos.

Vamos começar de uma reportagem publicada na Revista Veja, na ediçao de 7 de abril de 2004. Ou sera que devemos confiar na Veja so quando a denuncia é contra o PT? Se voce prefere ver denuncias so contra o PT, nao se preocupe, pois o texto se refere a WALDOMIRO DINIZ. Apos ler o texto, responda as questoes se for capaz que estao no rodape desta pagina.

Vamos a veja:

O subprocurador-geral da República, José Roberto Figueiredo Santoro, 50 anos, é um homem de múltiplos interesses. É apaixonado por cinema, música clássica e é fluente em quatro idiomas. O subprocurador é sobrinho do físico Alberto Santoro, um dos descobridores da menor partícula da matéria, o top quark, e do músico Cláudio Santoro, autor de catorze sinfonias e um dos grandes maestros brasileiros. Na semana passada, ele apareceu em uma fita cassete, divulgada pelo Jornal Nacional, tentando convencer o bicheiro Carlos Cachoeira a lhe entregar um vídeo no qual um ex-assessor do ministro José Dirceu, Waldomiro Diniz, é flagrado pedindo propina. Na gravação, feita às 3 horas da madrugada no gabinete de Santoro, ouve-se o subprocurador explicar ao bicheiro que se eles forem vistos juntos tão tarde da noite seu chefe na procuradoria, Cláudio Fonteles, indicado pelo PT para o cargo, poderia desconfiar de seu excesso de zelo. "Daqui a pouco o procurador-geral vai dizer assim: 'Porra, você tá perseguindo o governo que me nomeou procurador-geral, Santoro, que sacanagem é essa? Você tá querendo ferrar o assessor do Zé Dirceu, que que você tem a ver com isso?' " (veja os principais trechos da gravação).

Na contagem aritmética simples das abóboras políticas do microcosmo de Brasília, a divulgação da fita em que o subprocurador é grampeado foi um alívio para José Dirceu. Na visão do governo, o conteúdo da gravação deixa claro que houve manipulação política da outra fita, a de vídeo, em que Waldomiro pede ao bicheiro Carlos Cachoeira contribuição para campanhas políticas, além de uma propina. O episódio retratado na fita de vídeo ocorreu há dois anos, portanto, antes de Waldomiro se instalar no Palácio do Planalto. Fora do Palácio do Planalto a visão é outra. O surgimento da nova fita não melhora em nada a situação de quem quer que seja. Ela só ajuda a piorar a situação de um número ainda maior de pessoas. Os últimos acontecimentos em Brasília são terríveis para a imagem do Ministério Público, que até então estava fora do escândalo.  

A guerra das fitas sugere que não existe propriamente um Ministério Público, mas ministérios privados, cujos membros teriam lealdade a interesses partidários, e não compromisso exclusivo com o interesse público. Nessa linha de raciocínio, por seu zelo em meter-se na apuração de um escândalo que acabaria estourando no colo de José Dirceu, ex-homem forte do Planalto, Santoro estaria querendo apenas "ferrar" o governo, e não apurar um crime. Santoro pertenceria então ao ministério privado dos tucanos, os oposicionistas do PSDB. Outros procuradores, como o famoso Luiz Francisco de Souza, que se notabilizaram pelo excesso de zelo em apurar desvios do governo passado, o dos tucanos, e até agora não mostraram nenhum empenho em levantar escândalos de petistas, formariam no outro time. Esses últimos seriam, então, procuradores do ministério privado do PT. Péssimo negócio para os brasileiros.

O governo pode ter razões políticas para comemorar a divulgação do grampo em Santoro, mas os brasileiros só têm a lamentar o que parece ser o uso político de uma instituição que deveria, por sua própria natureza, ser integrada por "intocáveis". Trata-se de uma gangrena institucional, que acaba solapando os princípios republicanos e transformando cidadãos em súditos. Do Ministério da Justiça, saiu a idéia de criar o instituto do controle externo para o Ministério Público, e não só para o Poder Judiciário, e voltou-se a discutir a chamada Lei de Mordaça, que impede procuradores de fornecer quaisquer informações a respeito de investigações em andamento. São idéias que precisam ser amadurecidas e debatidas num clima de serenidade, para evitar açodamentos. Na semana passada, na euforia da comemoração, o ministro da Justiça cometeu a leviandade de dizer que Santoro promovera uma "conspiração" contra o governo. Ora, que conspiração? Se o ministro José Dirceu e todo o governo do PT garantem que não têm nenhuma relação com os apliques de Waldomiro, por que raios a apuração dos crimes cometidos pelo ex-assessor colocaria o governo em risco?

Com mais de vinte anos de trabalho, e há três como subprocurador-geral, penúltimo degrau da carreira, Santoro é um dos membros mais dinâmicos e talentosos do Ministério Público – e um dos mais enigmáticos. Quase nunca aparece em público, não dá entrevistas, só recebe jornalistas para conversas reservadas e não gosta de fotos. Sua discrição é útil para seu hábito de perambular pelos bastidores de investigações com as quais não tem nenhuma ligação funcional. Sendo um dos 62 subprocuradores da República, Santoro só pode atuar em processos que tramitam no Superior Tribunal de Justiça. Além disso, mas apenas se for designado pelo chefe, pode trabalhar em casos em andamento no Supremo Tribunal Federal e Tribunal Superior Eleitoral. Na interpretação estrita de suas atribuições, Santoro não poderia participar da apuração do caso Waldomiro. Não poderia tomar a iniciativa de colher depoimento, tarefa que deveria ser executada por procurador comum, de primeira instância. Relevando o fato básico de que Santoro estava apurando um crime, o procurador-geral Cláudio Fonteles preferiu ater-se às tecnicalidades que descrevem as funções dos subprocuradores. Fonteles classificou a ação de Santoro de "flagrantemente ilegal".

Santoro esteve a cargo ou acompanhou com interesse muitos dos casos rumorosos dos últimos tempos, mas nunca apareceu sob holofotes. Em alguns desses casos, houve ganhos políticos diretos ou indiretos para o ex-ministro José Serra. O episódio de maior repercussão ocorreu em março de 2002, quando a polícia invadiu o escritório da empresa Lunus, de Roseana Sarney, em São Luís, flagrando a dinheirama de 1,3 milhão de reais num cofre. A foto do dinheiro exposto sobre uma mesa chocou o país. A ocupação da Lunus foi concebida e planejada em Palmas, capital do Tocantins, onde trabalhava o procurador do caso, Mário Lúcio de Avelar. Na época, Santoro visitou Palmas com freqüência. Dos 28 dias do mês de fevereiro, passou doze na cidade, sempre com a justificativa de acompanhar desvio de dinheiro do sistema de saúde. Há uma sincronia suíça entre suas viagens a Palmas e o andamento do caso Lunus. Santoro estava em Palmas no dia 22 de fevereiro, quando foi apresentado à Justiça o pedido de busca e apreensão na Lunus. Santoro estava em Palmas no dia 1º de março, quando a polícia ocupou a Lunus. "Ele foi o cérebro da operação", denunciou o senador José Sarney. O caso Lunus cortou as chances de Roseana Sarney se candidatar à Presidência da República, em um momento em que ela aparecia em primeiro lugar nas pesquisas.

Na semana passada, com a figura de Santoro na crista da onda levantada pela divulgação das fitas, Sarney voltou a se interessar pelo assunto. Soube que Santoro esteve em São Luís nos dias anteriores à invasão da Lunus, em viagem até agora desconhecida. De um amigo, Sarney recebeu um boleto do hotel Abbeville, em São Luís, no qual se lê que Santoro esteve na capital do Maranhão entre os dias 17 e 18 de fevereiro de 2002, participando de uma "convenção", segundo informou no boleto do hotel. Na lista oficial das viagens de Santoro, não há essa ida a São Luís. No dia seguinte, 19 de fevereiro, Santoro estava de volta a Palmas. "Eu já havia alertado sobre isso há tempos", diz Sarney. "O comportamento do Santoro é uma traição a uma instituição séria como o Ministério Público."

Em 2001, quando ainda disputava a indicação presidencial pelo PSDB com Serra, o hoje senador Tasso Jereissati passou por maus bocados. Em dezembro daquele ano, descobriu que estavam investigando sua vida e percebeu o súbito aparecimento de notinhas maldosas nos jornais. Era uma armação dos próprios tucanos? Na dúvida, Jereissati foi ao Palácio da Alvorada reclamar com o presidente Fernando Henrique. No jantar, ele quase saiu aos sopapos com o então ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, a quem acusou de agir com "safadeza e molecagem" por colocar agentes federais em seu encalço. Na semana passada, Jereissati voltou ao assunto e, tal como Sarney, descobriu uma novidade: o ex-superintendente da Polícia Federal no Ceará, Wilson Nascimento, confirmou-lhe que, em 2001, quem estava no seu calcanhar era o delegado Paulo de Tarso Teixeira, da PF. "O delegado estava buscando indícios de envolvimento do Tasso com lavagem de dinheiro", conta Nascimento. A investigação foi encerrada sem que se descobrisse nenhuma novidade, mas não parou aí.

No início de 2002, quando Jereissati já desistira de concorrer à Presidência, Santoro fez uma visita a Fortaleza, onde se encontrou com o procurador José Gerin. Queria saber se a investigação de lavagem de dinheiro sobre Jereissati, feita no ano anterior, encontrara algo contra Ciro Gomes. "Santoro passou uns três dias aqui", conta Gerin, que ainda trabalha em Fortaleza. "Ele estava atrás de alguma coisa sobre um doleiro. Surgiu uma especulação de que esse doleiro tinha alguma coisa com o Ciro Gomes." No início de 2002, Jereissati já estava fora da disputa presidencial e Ciro Gomes era mais candidato que nunca. Claro que, na época, Serra tinha interesse político em enfraquecer Ciro Gomes, assim como antes quis afastar Jereissati da disputa presidencial, mas nada disso autoriza acusá-lo de estar por trás das dissimuladas andanças de Santoro. Jereissati, no entanto, ao saber desses novos detalhes, não se conteve. "Estou estarrecido", disse. "Achava que essas coisas vinham de grupos que apoiavam esta ou aquela candidatura. Hoje, não tenho certeza. Espero que minhas suspeitas sobre a origem de toda essa perseguição não estejam corretas." Na quinta-feira passada, Serra ligou para Jereissati para lhe dizer que desconhecia essa história.

No fim de 2001, um dos mais conhecidos lobistas de Brasília, Alexandre Paes dos Santos, deixou vazar que teria provas de que dois funcionários do Ministério da Saúde, então capitaneado por Serra, estavam achacando o presidente de um laboratório farmacêutico com o objetivo de fazer caixa para a campanha presidencial do tucano. Ao saber do assunto, Serra convocou Santoro ao seu gabinete e pediu providências. Em vez de investigar os dois suspeitos, Santoro mirou no lobista, mas o fez da forma habitual – disfarçadamente. No caso, recorreu a um dos seus auxiliares mais fiéis, o procurador Marcelo Ceará Serra Azul. "Ele me passou o caso, sim", confirma Serra Azul. De posse de um mandado judicial, Serra Azul invadiu o escritório do lobista e recolheu pencas de documentos, entre eles a célebre agenda que continha informações escaldantes – até códigos dos pagamentos de propinas a parlamentares. A agenda chegou a passear pelo Ministério da Saúde, pousando de mão em mão. "Eu precisava identificar todos os nomes de funcionários citados na agenda", diz Serra Azul, ao admitir que levou a agenda ao ministério. "Como eu iria fazer isso sem a ajuda do governo?", explica. Talvez ele pudesse pedir a lista de todos os funcionários do ministério para cruzar com os dados da agenda, não? "Demoraria séculos", responde.  

José Serra diz que conheceu Santoro por indicação de Geraldo Brindeiro, procurador-geral no governo de FHC. "Nunca foi meu amigo. Temos relações cordiais. Só isso", diz Serra. O ex-ministro afirma que jamais viu a agenda, nem soube que ela esteve circulando pelo ministério. "Se soubesse mandaria imediatamente devolver sem olhar", diz. O fato é que, com a exótica investigação, na qual se invadiu o escritório do denunciante e levaram-se as supostas provas ao denunciado, nunca mais se falou sobre a tal extorsão dos funcionários da Saúde. É lamentável que a saúde política do país fique flutuando ao sabor de fitas nas quais um subprocurador enxerga o potencial de "ferrar" o ministro-chefe da Casa Civil e pelas quais o próprio governo se sente ameaçado a ponto de ver em seu tráfego uma "conspiração".

Volto aqui.  Onde e com quem eu me meti.

O texto esquecido nao deixa duvida que José Roberto Figueredo Santoro era comandado por José Serra que o usava para espionar adversarios politicos ao arrepio da lei. Santoro, como o texto explica, nao tinha competencia para atuar nestes casos, mas a pedido de José Serra, atuou. E na clandestinidade.

O texto demonstra também que José Serra sabia da existencia do lobista Alexandre Paes dos Santos (o famoso APS) que em atos compartilhados com funcionarios do Ministro Serra, achacavam empresarios da industria farmaceutica para angariar fundos para a campanha do mafioso José Serra. Quando José Serra chama Santoro e determina que se desvende o mistério, percebe-se que Santoro volta suas atençoes para o lobista, ignorando os aliados de Serra. E vou demonstrar como tal pratica era habitual de José Serra. 

Qual a relaçao disto tudo com o caso do assassinato do meu filho?

Em 2001, mesmo periodo em que Jose Serra usava capachos para tirar dinheiro de empresarios, denunciei a existencia de uma mafia de trafico de orgaos, que inexplicavelmente retirava orgaos de pacientes sem comprovaçao de morte encefalica, sem possuir autorizaçao para tal e os enviavam para clinicas particulares, recebendo dinheiro em troca. Alem disso, esta quadrilha sequer possuia um CNPJ, mas mesmo assim, o Ministro Jose Serra e sua trupe garantiam o pagamento religioso aos assassinos e traficantes de orgaos. A mafia, criada e gerenciada por Carlos Mosconi (PSDB-MG) foi alem. Eliminaram a tiros o administrador da Santa Casa de Misericordia (onde Paulinho foi assassinado), sem que o Ministerio Publico Federal (de Santoro) e a policia federal, tivessem qualquer interesse em desvendar o caso que ainda hoje resta como "morte a ser esclarecida".

Pois bem. Apos a minha denuncia, advinha quem José Serra convocou para o caso? Bingo! José Roberto Santoro. O Sub-procurador geral da republica que passou a comandar as investigaçoes, ou o abafamento das mesmas.  Santoro me chamou em Brasilia na sexta-feira de carnaval de 2001 para dizer que o caso era mesmo de homicidio e que eu deveria deixar a cidade pois haveria prisoes de alguns medicos poderosos e que isso poderia causar algum problema para mim. Eu me neguei a deixar a cidade. As prisoes nunca aconteceram.

José Roberto Santoro é amigo pessoal tambem de Carlos Mosconi e passou, assim como José Serra, a informar Mosconi sobre tudo o que estava sendo descoberto. Tais informaçoes foram usadas para o beneficio da mafia. Laudos que estavam desaparecidos foram confeccionados as pressas, contendo erros infantis. Tais documentos foram levados a Brasilia e com a ajuda do procurador José Jairo Gomes e o do delegado da Policia Federal Celio Jacinto dos Santos, foram inseridos no inquérito a pretexto de serem documentos referentes a central de transplantes. Na verdade, tratava-se de prontuarios falsos. 

Para ilustrar um pouco mais a mafia que enfrentei, volto ao caso Alexandre Paes dos Santos citado na matéria. Entre os nomes dos corruptos contidos na agenda do lobista, estava o de Carlos Mosconi. 
Revista ÉPOCA OnLine Edição 180 29/10/2001 - Mosconi também fez o favor de abrir as portas do Ministério da Saúde a outro cliente da APS na área médica, a importadora de remédios Meizler. “No começo do ano, intermediei uma audiência entre representantes da Meizler e o diretor de Políticas Estratégicas do Ministério da Saúde, Platão Fischer”, confirmou o deputado. Os executivos da Meizler estavam trabalhando para reverter a eliminação da empresa numa concorrência pública para fornecimento de hemoderivados, como a albumina, usada para repor proteínas no sangue. Era um negócio de R$ 42 milhões. A licitação foi cancelada em março. Os dois médicos-deputados receberam a mesma pontuação na agenda do lobista: 50K para cada um. “Não sei o que significa esse negócio de K”, disse Mosconi.
Em 2002 o Ministerio Publico Federal denunciou os assassinos do meu filho a justiça por homicidio doloso triplamente qualificado. Mas os nomes foram trocados. Medicos que participaram efetivamente do crime como o socio de Mosconi, Celso Roberto Frasson Scafi, simplesmente desapareceram, embora estivessem indiciados pela policia federal. Foi quando eu liguei para Jose Roberto Santoro questionando o motivo. Santoro foi seco: 
- O caso esta encerrado e é isso o que voce vai ter. Nada mais. 
- Sim, mas tenho provas de que o socio de Mosconi participou do assassinato! Voce tambem as tem!
- O caso esta encerrado. Se voce insistir vamos processar voce.
Em total harmonia com Jose Serra e Mosconi (foto), as portas do Ministerio Publico foram fechadas para mim. O Ministerio da Saude passou a ignorar tambem as minhas denuncias. No processo de homicidio, minha familia foi proibida de depor. Nenhum autoridade teve coragem de levar o caso adiante. As pressoes contra mim começaram.

Em setembro de 2002, recebi uma intimaçao para comparecer a uma delegacia. A acusaçao era de calunia, injuria e difamaçao e vinha do Ministerio Publico Federal e da Policia Federal. Assinavam a denuncia 8 procuradores federais, e as "vitimas" eram os procuradores Jose Jairo Gomes e Adailton Ramos do Nascimento. Da policia federal, a vitima era Celio Jacinto dos Santos. Eles tambem eram testemunhas um do outro no mesmo processo. O processo, somando as penas, poderia me colocar atras das grades por mais de 60 anos. Mas eu venci. E ainda assim o caso foi completamente abafado. Ha provas no processo de que os chamei de vagabundos, corruptos e filhos da puta. Como fui absolvido, ja que qualquer pai diria isso aos mafiosos que mataram seu filho e protegeram os assassinos, posso repeti-los aqui com base em sentença judicial.

Jose Jairo Gomes conseguiu o cargo de Procurador Geral Eleitoral e hoje escreve livros. Dizem que é uma das maiores autoridades na area de justiça eleitoral. 

O delegado Celio Jacinto dos Santos tambem virou escritor e hoje ocupa um posto importante da policia federal em Brasilia. Ha alguns anos atras, um advogado denunciou que alguns delegados de policia federal fraudaram o concurso em que foram admitidos. Um destes delegados era Celio Jacinto dos Santos. 

Até hoje, nenhum dos envolvidos, mesmo com as dezenas de crimes praticados, entre eles, faturas falsas que o SUS pagava religiosamente por internaçoes que nunca existiram e homicidios, foram incomodados. Ao contrario. Passaram a contar com o apoio do governo que lhes concedeu emprego e salarios dignos, além de completa e total impunidade.

Mosconi envolveu-se em varios outros escandalos, todos abafados. Entre eles, uma outra ONG criada por ele e que recebia verbas do governo de Minas Gerais apos falsificar a data de nascimento da tal instituiçao. Mosconi foi acessor especial de Aécio Neves e hoje é o braço direito do governador, além de ser o tesoureiro do PSDB de Minas Gerais.

Responda se for capaz:

O que aconteceu com Santoro ao ser pego usando a sala do Procurador-Geral da Republica para fazer ligaçoes com Carlinhos Cachoeira?

O que aconteceu a Carlinhos Cachoeira?

O que aconteceu a Waldomiro Diniz?

O que aconteceu a Roseana Sarney e a dinheirama?

O que aconteceu a Mosconi, Alexandre Paes dos Santos e os funcionarios de Serra que achacavam empresarios para arrecar dinheiro para a campanha de Jose Serra?

O que aconteceu com os assassinos do meu filho?

E José Serra? O que aconteceu com ele?

Acima de tudo esta o pais. O Brasil precisa se livrar destas situaçoes. A lei precisa ser cumprida. Os verdadeiros bandidos e marginais como os citados na reportagem da Veja, deveriam estar na cadeia e nao se candidatando a Presidencia da Republica. O Ministerio Publico Federal deveria ser uma instituiçao forte e nao um antro politico de propinagem.

Se quer mudar isso, José Serra esta longe de ser a soluçao.