Desembargadores comprados

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domingo, 24 de abril de 2011

Uma mentira dita muitas vezes, torna-se verdade…

Hoje me deparei com um site interessante. Um site cujo titulo é "Ceticismo aberto". Como o nome ja diz, é um site/blog onde o objetivo é duvidar. Ora, todos temos o direito de duvidar. Alias, é assim que deve ser. Atualmente aquilo que nos parece tao amavel, pode no fundo esconder algo abominavel. 

Seria possivel que o congresso nacional tivesse um grande esquema de corrupçao envolvendo venda de votos para aprovaçao de projetos de interesse do presidente? Os ceticos diriam que nao. Mas existia como ficou provado. 

Destes envolvidos no esquema, seria possivel que ninguem fosse preso ou condenado? Os ceticos diriam que, se fosse verdade, provavelmente todos seriam presos e condenados. 

Clinicas de aborto existem? Para os ceticos talvez nao passe de uma lenda urbana. Mas as clinicas estao la e fazem milhoes de abortos por ano.

Mas como funciona o ceticismo? Simples.

Se nao saiu no jornal nao é verdade! 
Se foi publicado por alguma instituiçao, digamos, séria, vale como lei. Nao importa a epoca ou a instituiçao.

Para ser um bom cetico, é preciso acreditar acima de tudo no funcionamento perfeito das coisas. No Brasil, crianças de rua, muitas abaixo dos 10 anos, trabalham noite e dia, e o que ganham muitas vezes sustenta o vicio do crack contraido pelos pais. Isto é fato, mas para um cetico apenas uma lenda. O mundo é perfeito!

Foi assim que encontrei o "Ceticismo aberto". Recebi um alerta do google sobre o texto e fui ler. Ha uma longa historia ali que ja contei em algum post anterior. Um medico traficante fez publicar uma entrevista onde dizia que o FBI havia investigado trafico de orgaos no mundo e inclusive no Brasil, e que tudo nao passava de lenda urbana. Pedi uma copia do tal relatorio ao traficante e ele se negou a fornecer. Entao, enviei uma carta ao FBI que, para a minha surpresa respondeu!  Na carta o FBI agradecia o contato, mas negava que tivesse feito tal relatorio. A carta ainda enfatizava que o FBI nao tinha qualquer interesse pelo assunto, em especial no Brasil, e que ainda que tivessem, nao teriam autorizaçao para tal investigaçao. Portanto, o tal relatorio era uma mentira. 

Ao informar o traficante sobre a carta, seus advogados me enviaram finalmente a copia do tal relatorio. O relatorio - que nao foi produzido pelo FBI como dizia o traficante - é uma produçao americana da USIA. A USIA é uma agencia de contra-informaçao americana, ou seja, tem como objetivo negar qualquer desagio ligado aquele pais. Foi a USIA por exemplo que emitiu documentos afirmando que no Iraque havia armas quimicas, e que os presos de guerra nunca foram torturados. Fatos desmentidos por fotos, fatos e videos posteriormente.

O relatorio foi produzido na decada de 90, quando rumores sobre o roubo de orgaos de pessoas para atender uma demanda de uma classe abastada abalaram o sistema de transplantes de todo o mundo. Pela primeira vez, o mundo ouviu o que o ceticos jamais acreditariam: Sim, é possivel que quem tenha poder economico compre um orgao humano. Na maioria das vezes, quem paga nao se importa com a forma que o orgao foi obtido. 

Diante destes casos, medicos transplantistas resolveram fazer o que mais sabem: Mentir! Historia absurdas sobre roubo de orgaos começaram a circular por todos os lados. Carros com o vidro escuro que roubavam criancinhas para retirada de orgaos e depois as devolviam com um bilhete e alguns trocados para uma provavel internaçao hospitalar. Obviamente nunca nenhum destes casos foi comprovado. Nao porque nao existem, mas porque nao é assim que eles agem. 

Quem rouba uma criança para extraçao de orgaos, nao devolve a mesma toda em retalhos. Ha milhares e milhares de casos de crianças que desaparecem diariamente e que nunca serao encontradas. Isto é fato. Para os ceticos, o desaparecimento nao significa nada. Eles nunca moveram um dedo para acompanhar um caso desses. Afinal, o objetivo é rejeitar qualquer possibilidade que nao seja a que eles imaginam em seus mundos perfeitos. Diante destas afirmaçoes, eles perguntariam: Saiu no jornal?

No jornal nao saiu que os médicos que mataram meu filho tambem mataram outros 8 e que o processo que eles respondiam, nao foi divulgado e hoje estao devidamente protegidos em um tribunal do sul do estado de Minas Gerais.  Nove pessoas assassinadas, e nada nos jornais!!! Como pode??

Se falamos em mafia, pode. Ainda mais uma mafia que tem poderes politicos. Ou sera que alguem ainda acredita que os jornais publicam tudo o que sabem?

Se os grandes cientistas fossem ceticos, jamais acreditariam na possibilidade de gerar energia eletrica ou que a terra fosse de fato redonda. Os ceticos tem a capacidade de acreditar num mundo perfeito, ainda que nao se deem o trabalho de verificar as historias, apenas replicando como um papagaio.. O primeiro comentario feito para este texto no tal blog é justamente este, que usei inclusive como titulo:

Uma mentira dita muitas vezes, torna-se verdade.

Os textos que foram utilizados pelo blog Ceticismo aberto, sao antigos, da decada de 90, e tem sido reciclados de tempos em tempos. Apos o ano 2000, diversos casos vieram a tona, so no Brasil. Muitos desconhecem o caso de Thais Leviane Braga, cujos orgaos sumiram em um hospital em Belo Horizonte, coincidentemente, o mesmo onde funcionava a central de transplantes daquele estado. A familia ganhou na justiça uma indenizaçao de 500mil reais e o caso saiu das paginas dos jornais.

Em Recife, uma quadrilha foi descoberta. Eles enviavam brasileiros para Dubai onde tinham os orgaos retirados e implantados em pacientes ricos. Isso esta provado, e nao é lenda urbana. Mas os ceticos talvez nao acreditem.

A CPI do trafico de orgaos realizada em 2004 fez vir a tona o caso do meu filho e mais 8 pessoas assassinadas. Se a CPI nao tivesse divulgado estes 8 casos, ninguem, nem mesmo eu, teriamos conhecimento. E eles estao ai. Nao sao lendas. 

E o pior sao aqueles ceticos arrogantes. Um deles postou o seguinte comentario no tal blog:
Sr. Paulo Pavesi: o sr. poderia citar quais são esses casos que estão em tribunais brasileiros? O nome da vítima, ou a cidade, ou o tribunal em que tramita o processo? Leio jornais todos os dias há mais de 25 anos e nunca ouvi falar de um caso desse — a não ser através de boatos não confirmados.
O pobre rapaz le jornais diariamente ha 25 anos, e até hoje nao percebeu que é um grande desinformado. Nao entendo como alguem pode ser tao limitado assim.

Duvidar nao é o problema. O que me intriga é o fato de omitirem casos reais para transformar qualquer caso em boato e com isso dar aos assassinos um falso alibi para que continuem matando outras pessoas. A que preço?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Verdades e mitos sobre doaçao. A mentira continua!

No site da assossiaçao médica do Rio Grande do Sul foi publicado um texto sobre doaçao de orgaos. Obviamente, ha um trecho onde atacam os mitos da internet. 

Como sempre e solitario nesta luta, resolvi desqualificar o texto e o faço abaixo:

O milagre da multiplicaçao de orgaos: 
Um único doador pode salvar ou melhorar a qualidade de vida de mais de vinte pessoas.
Ha alguns anos atras, diziam que doar orgaos poderia salvar até 7 pessoas, o que nao é verdade. Durante a semana eu ja li que a doaçao poderia salvar ate 15 pessoas. Agora, a doaçao pode salvar ate 20!  Nao vai demorar muito, uma pessoa podera sozinha salvar mais de 100 doando os orgaos. A verdade é que na maioria dos casos o beneficio se estende ao maximo para 3 pessoas. Isso com muito esforço. Se considerarmos a doaçao de corneas, por exemplo, nao podemos dizer que alguem foi salvo, mas que teve a condiçao de enxergar melhorada (e nao curada em 100% como se diz).

Mitos e verdades, segundo a AMRIGS.
1. A família precisa arcar com os custos relacionados à doação. O doador ou sua família não têm custos nem ganho financeiro, sendo apenas entregue uma carta de agradecimento pelo gesto solidário e humano. O receptor também não precisa pagar pela cirurgia de transplante. 
Ao doar os orgaos do meu filho, apresentaram-me uma conta de 11.682 reais. Nesta conta incluia o diagnostico de morte encefalica, exames para o mesmo diagnostico (2 arteriografias) e uma verdadeira extorsao em materias e medicamentos, muitos, que sequer foram utilizados. A conta foi refeita pelo Ministerio da saude que concluiu que havia pelo menos 5 mil reais cobrados indevidamente. O hospital ignorou o Ministerio e entrou com o pedido de falencia da minha microempresa. Graças a ganancia destes medicos salvadores de vida, eu descobri que meu filho ainda estava vivo quando lhe tiraram os orgaos. Em relaçao a carta de agradecimento, ate hoje nunca recebemos, e nem desejamos receber. Seria o certificado de assassinato do meu filho, de apenas 10 anos para suprir um demanda particular de orgaos humanos.

2. A condição social e/ou financeira do receptor não importa quando se está numa lista de espera. O que realmente conta é a gravidade da doença, tempo de espera, tipo de sangue e outras informações médicas importantes. 
Bom, esta afirmaçao nao se sustenta. Basta lembrar que quando famosos como Drica Moraes, Norton Nascimento (os mais recentes), precisaram de transplantes foram agraciados em tempo recorde. Pessoas normais amargam na fila muitas vezes por varios anos, e em alguns casos morrem antes de fazer a cirurgia. A segunda evidencia é que basta verificar nas filas que nao encontrara ninguem de alto poder aquisitivo esperando a sua vez. Isto é fato nao é mito.

3. Quem arca com os custos dos procedimentos relacionados aos transplantes é o Sistema Único de Saúde (SUS), que também se responsabiliza pelo fornecimento, durante toda a vida, das medicações necessárias para evitar a rejeição do órgão transplantado. 
Sao noticiados com frequencia a falta de medicamentos contra a rejeiçao, que ao contrario do que afirma o texto, sao fornecidos pelas secretarias de saude dos estados e municipios. O proprio Norton Nascimento denunciou certa vez a dificuldade que tinha em obter tais medicamentos. O sistema é desorganizado e o controle praticamente nao existe. Nada que uma boa gorjeta nao resolva. Quanto ao fato de que o Ministerio da saude paga tudo, é a pura realidade. Inclusive paga os orgaos que sao removidos para abastecer as filas privadas que existem nas grandes capitais. Nos transplantes particulares, a retirada dos orgaos que deveria ir para a fila publica, é voce quem paga atraves dos impostos.

4. Um idoso ou uma pessoa que já tenha tido alguma doença não podem ser doador. Todas as pessoas podem ser consideradas potenciais doadores, independentemente da idade ou do histórico médico. O que determinará a possibilidade de transplante e quais os órgãos e tecidos que podem ser transplantados é a condição de saúde no momento da morte e uma revisão do histórico médico do paciente. Os recentes avanços da medicina na área de transplantes garantem que mais pessoas possam ser doadoras e que haja mais receptores. 
Hoje nao existe mais preocupaçao com a qualidade do transplante. A meta é fazer o maior numero possivel para que recebam por estas cirurgias, que nao sao baratas. Para isso, chegaram a conclusao que todo e qualquer orgao que nao ofereça doença contagiosa, pode ser aproveitado. Com isso, nota-se um grande aumento de transplantes que nao estao dando certo, e tambem, um numero maior de rejeiçao. Tudo pelo dinheiro, e nao pela saude como pregam.

5. Religião é impedimento para doação. Todas as religiões pregam os princípios de solidariedade e amor ao próximo, que são as principais características do ato de doar.·A grande maioria das religiões é francamente favorável à doação, enquanto outras deixam a critério de seus seguidores a decisão de serem ou não doadores. Até mesmo as religiões que são contrárias a transfusão de sangue não interferem na decisão de doação. 
Veja este link clicando aqui. Nestes textos podemos ver como o lobby dos transplantes foi aproximando-se das religioes e as convencendo a apoia-los. As religioes eram contra o transplante de orgaos. Aos poucos, foram cedendo e hoje incentivam seus fiéis a doarem. Recentemente o papa alertou para a possibilidade de que medicos estariam retirando orgaos de pessoas vivas, mas isso foi ignorado.

6. A doação deixa o corpo deformado. Os órgãos e tecidos doados são removidos por meio de uma operação cirúrgica. Portanto, a doação não desfigura o corpo, que pode ser velado normalmente, podendo ser inclusive cremado. 
A deformaçao do corpo é o que menos importa neste procedimento. Depois da retirada, o corpo sera velado, sepultado ou cremado. A estetica nao deve ser uma preocupaçao de um cadaver. Logo, este argumento é apenas publicitario.

7. Uma pessoa-que se manifesta doadora pode ser sequestrada e ter seus órgãos roubados. O transplante de órgãos exige cuidados médicos especiais, exames laboratoriais e ação rápida. Um coração ou um pulmão, por exemplo, devem ser transplantados, no máximo, entre quatro a seis horas. Além disso, a cirurgia de remoção de órgão deve ser realizada em centro cirúrgico, com toda assepsia necessária. Isso inviabiliza o mito de pessoas desaparecidas que ressurgem sem um rim. A história de sequestros de pessoas para venda de órgãos, divulgada pela internet, é fantasiosa e não se baseia na realidade dos transplantes de órgãos no País. 
Nao é verdade que uma pessoa que se manifeste doadora pode ser sequestrada por isso. O sequestro para esta finalidade acontece com qualquer pessoa, seja ela doadora ou nao. Nao é inteligente imaginar que o sequestrador busque pessoas favoraveis a doaçao. A intençao é obter orgaos e pouco importa o desejo do sequestrado. O fato de um orgao precisar ser implantado rapido nao significa impossibilidade da cirurgia. Nao depende do momento em que foi sequestrado e sim do momento em que lhe retirarem os orgaos. Portanto, num centro cirurgico e sedado, uma pessoa pode ter os orgaos retirados na hora da cirurgia sem qualquer prejuizo dos orgaos. Sim, é verdade que ha a necessidade de um centro com o minimo de assepsia. Atualmente é possivel alugar salas modernas e equipadas em clinicas particulares para a realizaçao de diversos procedimentos cirurgicos. Este nao é um problema para os traficantes de orgaos. Um transplantista famoso, desafiou a imprensa a achar uma pessoa que tivesse os rins roubados. Obviamente nunca o encontraremos. As pessoas tem os rins retirados ainda com vida e depois do obito o corpo desaparece. Nenhum sequestrador no mundo, devolveria uma pessoa faltando um pedaço para que ela pudesse denuncia-lo no futuro. 

8. Se os médicos souberem que um paciente quer ser doador, não vão se esforçar para salvá-Io. A equipe médica que atende uma pessoa na emergência não é a mesma que promove a retirada de órgãos para transplante. A primeira tem como prioridade salvar vidas, não tendo conhecimento sobre a decisão da pessoa de ser doadora ou não; a segunda só atua depois de anunciada a morte e com o consentimento da família. Não é verdade que os médicos do setor de emergência podem não se esforçar para salvar a vida de uma pessoa, da qual se conhece o desejo de ser doadora.
Infelizmente esta é a pura realidade. No atendimento de emergencia, se sabem que voce é doador de orgaos, os esforços serao minimizados. Ha uma grande pressao do lobby dos transplantes para que estes centros produzam orgaos. E isto significa abreviar vidas. Diariamente estudam formas de ajudar a aumentar a doaçao. Hoje ha uma luta para aprovaçao da eutanasia e do aborto. Pouco tempo faz, era possivel retirar orgaos de anencefalos. Os limites eticos estao sendo lentamente superados pelo lobby. Atualmente se fala em retirar orgaos sem a realizaçao do diagnostico de morte encefalica, baseando-se apenas na parada cardio respiratoria que esta longe de ser a morte definitiva. Nao é verdade que a equipe de emergencia nao sabe da intençao do paciente em doar orgaos. Afinal, é justamente este equipe de emergencia que alerta as centrais para possivel paciente em morte encefalica, quando entao sao colocados em campos profissionais que procuram pela familia para acertar a doaçao. Ou voce imagina que as centrais adivinham quem esta morrendo?

O lobby dos transplantes é poderosissimo, forte e tem influencias em todas as esferas. Mas a verdade ainda é mais forte de que isso.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A imprensa e os transplantes: Verdades e Mitos

O Jornal on line JC de Pernambuco, a exemplo de tantos outros veiculos de comunicaçao, criou uma pagina ou um blog ou sei la do que pode ser chamado VIDAS CRUZADAS. Publicado pelo UOL, o site/blog/pagina ou seja la o que for, traz 3 opçoes na primeira pagina. Sao elas:
  • Atitude que salva
  • Mitos e verdades
  • Rede de transplantes
Muito bem! Democracia é importante por isso. Cada um pode falar a besteira que desejar, sem precisar mostrar nenhum papel, usando um cargo importante. Sim, no Brasil, uma pessoa que tem um titulo (qualquer que seja) tem o direito de falar o que quiser sem ser questionado. Lula da Silva diz que isso se chama BIOGRAFIA. Pessoas que possuem biografia, podem tudo. Quem nao tem, como eu, pede asilo, ainda que prove o que diga.

Mais uma vez, vou demonstrar como a imprensa hoje é usada, sem checar informaçoes e sem questionar, para reproduzir o que lhe mandam. Nao podemos esquecer que tem um saco de gente criando ONG para combater o aquecimento global e ele nem existe. Mas é lindo dizer que faz algo em beneficio da humanidade nao é?

Nao é possivel identificar quem escreve os textos nesta pagina. O texto Mitos e verdades começa como todos os outros textos escritos por transplantistas. Enaltece o crescimento do numero de doadores como algo maravilhoso, quando na verdade esta explicitamente dizendo que o numero de pacientes a espera de um
orgao é cada vez maior e nao para de crescer. Isso é bom? Depois fala em Recorde. Todos os anos, este setor anuncia ter batido o recorde de alguma coisa. Seja de doaçao, seja de transplantes. Sao vencedores!!

Mas em seguida vem o golpe final:
Porém o quantitativo de vidas salvas poderia ser bem maior se não fossem o medo e a desinformação.
Puxa!! Com tanta publicidade em jornal, tv, radio, blogs, email, ainda tem gente desinformada? Ou sera que aqueles que nao doam, nao doam justamente por estarem informados?

O autor do texto parece nao gostar de mim, pois ele começa com uma frase que me faz mal:
Apesar do procedimento do transplante ser seguro, a negação em doar órgãos é ainda constante.
Procedimento seguro? Seguro para quem? Ha casos que nao sao divulgados, como por exemplo um que tive acesso na epoca da CPI do Trafico de Orgaos (que tambem nao foi divulgada) onde uma jovem doou um rim para a sua irma e o transplante nao da certo. Agora as duas estao na fila de espera aumentando o drama da familia. Olhando por outro lado, para o doador cadaver, qual a segurança que podemos oferecer a um morto? 

Nao doar orgaos, no meio transplantista, é um ato de egoismo e de ignorancia. A pagina utiliza um outro jovem para reforçar esta tese:
Para o estudante Danilo Souza, 19 anos, o temor é justificado por algumas produções cinematográficas de suspense e terror que mostram cenas de retirada de órgãos. Ele conta que o filme Turistas, um longa de suspense de 2006 sobre seis jovens que passam as férias no Brasil e acabam reféns de uma quadrilha que retirava os órgãos para tráfico, o deixou impressionado. O jovem atualmente diz não ser doador de órgãos."Hoje em dia no Brasil tem muito sequestro e roubo. Tenho medo que alguém me sequestre para tirar o órgão", revela.
Hummm.. um filme prejudica a doaçao? Agora o texto insere depoimentos de peso para validar a tese:
Para a gestora estadual da Central de Transplantes de Pernambuco, Zilda Cavalcanti, histórias de sequestro para a retirada de órgãos são lendas urbanas. "A realidade hoje de transplantes no Brasil só acontece em hospitais que são credenciados para transplante, por equipes médicas credenciadas pelo Ministério da Saúde. Então, eu não consigo conceber um transplante realizado de forma clandestina num grande hospital", diz. Segundo o presidente da Associação
Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Ben-Hur Ferraz, esses filmes acabam atrapalhando o processo da doação. "São mitos que a gente tem que tirar da cabeça", completa.
Neste ponto devo defender o site. Caro Danilo Souza. Os sequestros para roubo de orgaos existem sim, mas as vitimas sao moradores de ruas. Crianças cujos pais abandonaram e vivem nas ruas. O numero de pessoas sequestradas e que nunca sao encontradas é gigantesco, mas no Brasil nao ha qualquer estudo serio sobre o assunto e os dados sao "chutados". Mas os relatos de familiares de pessoas desaparecidas sao realmente assustadores. Por tais relatos, estima-se que pelo menos 120mil crianças desapareçam todos os anos. Grande parte delas retornam a casa sem qualquer problema. Porém, uma pequena parte jamais sera encontrada. Nem mesmo o seu corpo. E nao ha ninguem para reclama-los. Este é o alvo.

Zilda Cavalcanti que tenho o enorme prazer de nao conhecer, repete um sermao que ha anos vem sendo repetido. Fala de uma lei, como se a lei pudesse transformar o universo. Existem leis que proibem o homicidio, e no entanto morrem milhares e milhares de pessoas vitimas de homicidio todos os anos. Portanto, o fato de existir um legislaçao, nao muda nada. Ja o presidente da ABTO, eu dispenso comentarios. O caso de Taubate em 1987 tinha como receptor dos orgaos obtidos atraves de assassinatos de doadores (todos comprovados inclusive por peritos do Conselho Federal de Medicina), o presidente da ABTO na época. O irmao do assassino do meu filho, quando o mataram, era conselheiro da ABTO. O ex-presidente da ABTO, é testemunha de defesa do assassino do meu filho. A ABTO tentou (e conseguiu) abafar o caso Paulinho Pavesi usando todos os meios para isso. Inclusive os sujos.

Danilo, voce precisa temer as UTIs. Aquelas bem aparelhadas onde dizem haver todo o suporte necessario para salvar vidas. Ali na UTI, estao todos os seus dados clinicos, muito uteis para uma possivel doaçao de orgaos. Basta que o medico o selecione. Sua familia sera avisada que voce "morreu", e sera induzida a assinar a doaçao. Apos este pequeno detalhe, voce estara pronto para ser desligado e doar os orgaos, muitas vezes ainda com vida. Isto é fato e nao lenda urbana. E vou demonstrar aqui. O texto termina com os mesmos argumentos de sempre. Todos falsos. 
Os órgãos só são retirados dos doadores cadáveres mediante autorização da família após a comprovação da morte encefálica (ME) por dois médicos não participantes de equipes de captação e transplantes. O corpo do doador tem prioridade para a realização da necropsia no Instituto Médico Legal do Recife (IML) - quando chega lá, o órgão e o tecido doados já foram retirados.
Muito bem leitor. Agora vamos a verdade?

Coloco a disposiçao de quem quer que seja, o relatorio de auditoria realizado pelo Ministerio da Saude no caso do meu filho Paulo Veronesi Pavesi. Trata-se do relatorio numero 33/2000 realizado em dezembro daquele ano. Basta me solicitar e enviarei por email. Participaram da auditoria Julio Abreu Neto (médico), Flavio Azenha (médico), Edward Ladislau Neto (médico), Raquel Von Sucro (médica), Maria Verity Arraes (Enfermeira), Maria Helena de Souza Gurgel (contadora). Sim, uma contadora foi necessaria para apurar as estorsoes. O crime praticado nao é pequeno meus caros. A referida auditoria faz parte do processo de homicidio de Paulinho, bem como a CPI do Trafico de Orgaos.

Descontruindo os verdadeiros mitos.

MITO:
ZILDA CAVALCANTI disse: A realidade hoje de transplantes no Brasil só acontece em hospitais que são credenciados para transplante, por equipes médicas credenciadas pelo Ministério da Saúde. Então, eu não consigo conceber um transplante realizado de forma clandestina num grande hospital
A VERDADE descoberta na auditoria:

Quanto à CNCDO Regional para o Sul de Minas (central de transplantes) - O Dr. Álvaro Ianhez apresenta-se como responsável pela Coordenação Regional de Transplantes - MG SUL Transplantes, localizada à R. Francisco Escobar, no 201, 3o andar - sala PRÓ-RIM, Poços de Caldas/MG.

  1. Não apresentou à equipe documentos comprobatórios da autorização da SES/MG para o funcionamento da central, funcionando sem autorização formal e sem os devidos credenciamentos junto à Coordenação Estadual de Transplantes e junto ao Sistema Nacional de Transplantes - Nível Central - (SAS/MS), contrariando o estabelecido na PT/SAS/MS 294/99 quanto ao cadastramento.
  2. Não houve, segundo Dr. Álvaro, a captação do CNCDO Regional pela Coordenação Estadual de Transplante - contrariando a PT/SAS/MS 294/99. Segundo relatório apresentado pelo Dr. Álvaro, em anexo, foram realizadas pela "CNCDO" regional, captações e transplantes, desde 1991. Segundo as informações de Dr. Álvaro Ianhez, a CNCDO de Poços de Caldas é responsável pela cobertura assistencial de 2,7 milhões de habitantes, em captação e transplantes de órgãos.
  3. Utiliza formulários e impressos com timbre da SES/MG. Nota-se que os impressos utilizados, as rotinas estabelecidas e os critérios adotados para a formalização dos processos inerentes às atividades tiveram origem no nível local.

  4. Dr. Álvaro Ianhez, não tem vínculo empregatício com a SES/MG, é o responsável técnico pela equipe que realiza retirada de órgãos e também pela equipe cirúrgica que realiza transplantes - cadastrada junto a SAS/MS.
  5. Os documentos referentes à morte encefálica são arquivados fora do prontuário dos pacientes doadores contrariando a RES/CFM/1480/97.

  6. Não foi possível identificar quem foi formalmente, o notificante do provável doador à CNCDO Regional no caso da denúncia referente ao doador Paulo Veronesi Pavesi, contrariando o disposto na RES/CFM/1480/97 art. 9 Ainda segundo Dr. Álvaro, a CNCDO Regional alimenta o Banco de Dados Nacional através da Coordenação Estadual de Transplante.
  7. Não apresentou cópia do termo formal de cooperação intermunicipal/estadual apesar de fornecer partes ou tecidos para Unidades localizadas em outros municípios/estados, conforme foi verificado pela equipe na avaliação dos prontuários.
  8. Não observou a sistemática obrigatória de comunicação/encaminhamento dos órgãos excedentes (no caso córneas) para Central de Minas Gerais, tendo as enviado para a entidade PARTICULAR (Instituto Penido Burnier) em Campinas (SP), no caso de Paulo Veronesi Pavesi.
  9. O aluguel da área física onde funciona a "CNCDO" é mantida pela Santa Casa. Segundo as informações encaminhadas pela Coordenação MG Transplantes, a proposta do Estado é regionalização das CNCDOS no Sul de Minas, com sede em Pouso Alegre, no norte em Montes Claros, no Triângulo em Uberlândia, e Leste/Nordeste em Coronel Fabriciano. As regionais já autorizadas pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, mas também ainda não credenciadas junto ao Ministério da Saúde são duas: Metropolitana (Belo Horizonte) e Zona da Mata (Juiz de Fora) - ainda segundos as informações - em fase de instalação.
  10. A lista única não é regionalizada por contar com 04 receptores de São Paulo (1 da Capital, 1 de Espírito Santo do Pinhal, 1 de São José do Rio Pardo e 1 de Mogi Guaçu)
  11. A listagem não obedece a norma de cronologia de inscrição e sim de início de diálise, não se sabendo a razão dos lapsos temporais (início da Diálise em 20/10/1988 e matrícula apenas em 06/01/2000 como exemplo)

  12. Houve realização de exames de histocompatibilidade desnecessários (3 em 8 - 37,5%), em razão da falta de condições para o transplante destes pacientes.

  13. Um paciente foi preterido - José Oliveira mas nada foi informado. 

  14. Houve incoerência de informações em 2 casos (Informação de avisado numa listagem e não localizado em outra)
  15. Houve insuficiência de informações em 2 casos (informação de avisado e nada sobre ter comparecido ou não em outra)
  16. Nota-se que na listagem a paciente Ana Maria das Dores foi matriculada em 20/01/92 tendo iniciado a diálise apenas depois de dois anos e meio desta data (início em 01/08/94)
  17. Não há vinculação com a Coordenadoria MG Transplante, havendo evidências de que a lista é "local".
Viram como é facil criar um mito? Basta voce usar poucas linhas de um jornalzinho qualquer, e pegar alguns depoimentos de pessoas "importantes". Algumas linhas a mais e um relatorio serio que a imprensa nega-se a sequer olhar, derrubam estes mitos. Desafio a Doutora acima a provar que a auditoria estava errada. Tenho todos os documentos comigo.

MITO:
ZILDA CAVALCANTI disse: Os órgãos só são retirados dos doadores cadáveres mediante autorização da família após a comprovação da morte encefálica (ME) por dois médicos não participantes de equipes de captação e transplantes. O corpo do doador tem prioridade para a realização da necropsia no Instituto Médico Legal do Recife (IML) - quando chega lá, o órgão e o tecido doados já foram retirados.
A VERDADE descoberta na auditoria:

  1. A notificação teria sido feita por funcionária da enfermagem - Elisa - e não p um médico assistente do caso.
  2. O aviso teria ocorrido às 13:00h de 20/04/2000, momento em que o coordenador já comparecia ao hospital, já havendo inclusive, conforme relatório, a concordância da família.
  3. OBSERVAÇÃO: Neste momento não havia sido realizado qualquer exame clínico que atestasse a morte encefálica do doador. Não há, no prontuário, qualquer anotação de comunicação médica do fato.

  4. O impresso com a identificação e dados do doador, efetuada pelo Dr. Álvaro Ianhez, apresenta erros nos exames complementares anotados e encontra-se sem a assinatura do mesmo.
  5. O primeiro exame clínico de morte encefálica está registrado do dia 20/04/2000, nada constando do horário do segundo exame clínico. O doador foi encaminhado para exame complementar e invasivo de diagnóstico de morte encefálica às 18:35 (anotação de enfermagem) ou 18:30 ("ficha de anestesia"), contrariando o intervalo mínimo de 6 horas entre os dois exames clínicos de morte encefálica, disposto no artigo 5o da resolução 1.480/97 do Conselho Federal de Medicina.No termo de autorização de retirada de órgãos é citada a lei 8.489 de 18 de novembro de 1992 e que foi revogada pela Lei 9.434 de 04/02/97.
  6. O termo de autorização de retirada de órgãos encontra-se rasurada, entre outros, na data de autorização.
  7. O termo de autorização de retirada de órgãos encontra-se assinado apenas pelo pai do paciente.
  8. No caso de Paulo Pavesi também não foi realizada a necropsia, conforme atestado de óbito e declaração da Diretora Clínica da Santa Casa de Misericórdia.
Muito bem. As partes citadas sao apenas alguns detalhes de uma auditoria de 19 paginas. Em resumo, nao havia credenciamento para retirada de corneas, a central era clandestina, a doaçao foi solicitada sem que houvesse comprovaçao da morte que posteriormente ficou comprovado que nao existiu, o mesmo medico que diagnosticava a morte era o chefe da equipe de transplante e o chefe da central de transplantes clandestina. Alguns exames estao ate hoje desaparecidos e tudo o que a Doutora ZILDA CAVALCANTI diz sem apresentar qualquer comprovaçao, esta aqui inversamente comprovado.

E para manter a doaçao de orgaos como algo serio e seguro, relatorios como estes sao simplesmente abafados para que pessoas como o presidente da ABTO e a doutura Zilda, continuem falando besteiras por ai sem qualquer prejuizo, sequer moral, enquanto os assassinos do meu filho trabalham neste sistema transparente e continuam sendo pagos pelo governo ainda que respondam a um processo de homicidio totalmente viciado.

Se voce nao é doador de orgaos, continue nao sendo. A sua vida vale muito mais do que qualquer palavra de alguns médicos.

sábado, 15 de agosto de 2009

Lenda urbana ou verdade: Rapto em shopping


VERDADES E MENTIRAS SOBRE TRÁFICO DE ÓRGÃOS


Há muito tempo vem sendo distribuído pela internet uma história onde uma criança teria sido raptada em um shopping para fins de tráfico de órgãos. Segundo a história, a criança apareceria depois com uma larga cicatriz e sem um de seus rins.

Obviamente que esta história é falsa, e foi criada por quem deseja que a verdade não seja revelada. Certa vez, vi um comunicado de uma central de transplantes do sul do país alertando as pessoas para que não acreditassem em tudo o que se lê na internet. Eu assino em baixo. Principlamente quando o assunto é a transparência dos transplantes brasileiros. É mesmo de se duvidar.

Nenhum traficante de órgãos seria idiota o suficiente para raptar crianças ou mandar raptar crianças em um shopping center, por várias razões.

Elias David Neto, por exemplo, usou o blog de Drauzio Varela para desafiar a imprensa a localizar uma só história envolvendo o desaparecimento de crianças para fins de tráfico de órgãos. Disse o médico que:
"Nunca houve em nenhuma delegacia do país relato, notificação ou registro de alguém que tivesse sido raptado e devolvido depois sem um órgão. Fala-se muito em tráfico de órgãos. Isso não existe como não existe a possibilidade de furar o sistema de lista única. Desafio um jornalista investigativo a demonstrar que pode furá-la. Desafio-o também a tornar público o resultado de sua investigação, qualquer que seja ele".
Ele está certo! Em nenhuma delegacia brasileira, nunca foi encontrado qualquer registro de crianças que tenham desaparecido e tenham sido devolvidas com uma enorme cicatriz e sem um de seus órgãos. É fato. Como é fato também que todos os anos desaparecem no Brasil 120 mil crianças e que 30% delas, nunca mais serão vistas. Talvez o médico esteja procurando o boletim de ocorrência errado.

Devolver uma criança sem um de seus órgãos seria entregar a prova do crime. O mais fácil seria fazê-la desaparecer. Sendo mais objetivo, matá-la. E neste caso, as delegacias estão recheadas de queixas. A grande maioria dos casos sequer são investigados. Entram para o quadro acima de crianças desaparecidas que passam a contar com o trabalho maravilhoso de pessoas como Wal Ferrão (Portal Kids), já que as autoridades querem distâncias destes casos.

Não se engane ao ler este tipo de notícia.

Ao contrário do que querem que você pense, este crime é mais comum do que você pode imaginar. Mas não é feito com crianças em shoppings. O tráfico de órgãos capta suas vítimas entre as crianças de periferias pobres, muitos da região nordeste do país, cujos pais trabalham o dia todo e a deixam em casa ou até mesmo na rua. São famílias sem recursos que não podem levar o caso adiante, e não são respeitadas em delegacias. Muitas destas famílias são desestruturadas. Não possuem condições de educar seus filhos com dignidade e muitos acabam praticamente vivendo nas ruas.

O médico também desafia a imprensa a investigar e provar que a fila pode ser furada. Nem precisaria. Em 2005 o TCU provou. Em 2004, a CPI DO TRÁFICO DE ÓRGÃOS - a mesma onde Elias David Neto foi acusado de oferecer rins fora da fila - também provou. O problema é que a segunda parte do desafio foi impedida. A imprensa não pôde noticiar o que se descobriu durante a cpi e até hoje não informa que o relatório está numa gaveta do Ministério Público Federal sem qualquer ação devida tomada.

Assim fica fácil desafiar...

Reproduzo aqui um texto do Blog Mães do Brasil sobre crianças desaparecidas. Vale a pena ler porque demonstra como estes casos são tratados. O texto foi escrito em 26 de março de 2006, portanto bastante recente. Clique aqui para acessar o site.

O tráfico de órgãos é um tema que tem alarmado a população, gerado dúvidas e causado um tremendo desconforto nas autoridades. Desconforto que sem dúvida não é maior do que o das mães das meninas seqüestradas. Em janeiro, o único delegado que até então tinha investigado com imparcialidade, seriedade e competência o caso das meninas, foi afastado do comando da investigação e da DCAV, onde fazia um excelente trabalho de serviço à população. O Portal Kids recebeu em janeiro uma denúncia de que que o Dr. Leonardo Tumiati seria afastado do comando da investigação justamente por ter descoberto indícios do crime, envolvendo pessoas influentes da sociedade. A existência desses indícios não era novidade para o Portal Kids. Há dois anos recebemos denúncia apontando local e suspeito de estar envolvido neste crime bárbaro. A denúncia foi repassada às autoridades competentes que até hoje não nos deram um retorno a respeito do fato. Mantivemos sigilo da denúncia até para as mães das meninas, justamente para não causar alarme. Quando a notícia vazou na mídia, ao ser perguntada sobre a existência desses indícios, não tinha como negar.

Enquanto a polícia não apresentar o resultado desta investigação, seria leviano de minha parte afirmar que não existe tráfico de órgãos. Particularmente, acho que seria mais proveitoso se as autoridades policiais se dedicassem a apuração da denúncia com o mesmo empenho com que têm se dedicado a negar o tráfico de órgãos. Não existe melhor maneira de tranqüilizar a população do que realizar uma investigação de qualidade. Sobre os boatos que estão espalhados pela cidade,de crianças que estariam sendo seqüestradas e aparecendo abertas, qualificamos de boatos. Isso porque muita gente escreve para o Portal Kids para denunciar mas não fornecem provas e trabalhamos com provas. Claro que não queremos provar o tráfico de órgãos - tomara Deus que não passe mesmo de uma lenda urbana, mas é preciso seriedade e empenho na apuração de denúncia tão grave. A meta das Mães do Brasil, em reunião do movimento na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) sempre foi a investigação de qualidade para o caso de seus filhos.
Entenderam? Delegado foi afastado quando sugeriu haver indícios de tráfico de órgãos, e principalmente em esbarrar em pessoas renomadas. A denúncia foi repassada às "autoridades" competentes, mas nunca deram retorno dos fatos.

Se desejar, me envie um e-mail contanto a lenda que leu ou ouviu e publicarei aqui sob a etiqueta "Verdades e mentiras sobre tráfico de órgãos".