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terça-feira, 1 de setembro de 2015

INFORMAÇÕES PARA INSTRUIR HABEAS CORPUS

Caros leitores. Consegui uma cópia deste documento importante, em que o juiz Narciso de Castro fornece mais informações para o Ministro Teori Zavascki sobre os presos do caso da máfia de tráfico de órgãos. Vale a pena ler. O conteúdo faz parte do novo livro.


Poços de Caldas, 13 de julho de 2015
Exmo. Senhor Ministro Relator
Colenda Turma, Eminentes Ministros,


Em atenção ao seu ofício nº 18749/2015, de 1 de julho de 2015, relativo ao HC n° 127754, impetrado a favor de CLÁUDIO ROGÉRIO CARNEIRO FERNANDES e JOÃO ALBERTO GOES BRANDÃO, passo a prestar as informações requisitadas.

A princípio, informo ter recebido o presente pedido de informações somente em 9 de julho de 2015.

I- PRELIMINARES:

Os ora pacientes lograram obter liminar de Vossa Excelência em Ag.reg. e não mais estão recolhidos ao Presídio. Porém este Magistrado roga, suplica a Vossas Excelências que leiam, com a atenção sempre dispensada, todo o vasto material que acompanha estas singelas linhas, pois o presente caso é daqueles a merecer atenção mais que redobrada, realmente excepcional, como afirmam os pacientes, mas não a ponto de ensejar a superação da Súmula n. 691 e da vasta jurisprudência desta Augusta Corte, que inadmitem o remédio heroico como supedâneo do recurso próprio, ou, no primeiro caso, deixa de conhecer habeas corpus impetrado contra decisão que indefere liminar.

Esta experiente e Excelsa Turma pode estar se perguntando se existem razões para tanto o E. TJMG, quanto o Colendo STJ, não admitirem, de plano, todas as fantásticas razões explanadas pela culta e aguerrida Defesa dos pacientes: absurda sentença, sentenciante avesso ao direito de recorrer em liberdade, ausência de periculum libertatis dada a data dos fatos, fundamentos vagos e improcedentes, constrangimento ilegal, fundamentação meramente abstrata, falta de fundamentação idônea e concreta, STJ leniente, abuso de poder, decisão teratológica, ilegalidade flagrante, prisão com forte cunho vexatório, fundamentação inventiva, estarrecedora argumentação, punição antecipada, ânsia midiática, fantasiosa, julgamento extra petita, desembargador incompetente, dentre outras adjetivações.

O Tribunal da Cidadania não “preferiu trilhar o caminho da estrita legalidade”, tão somente, ao não conhecer da impetração. De certo que já dispunha das informações que não chegaram a Vossa Excelência, que somente agora as terá, e poderá, voltar ao posicionamento que teve no dia 7/5/15, ao negar, naquela oportunidade, a liminar pleiteada, induzido a erro que foi. Portanto, Excelências, em três oportunidades a decisão de manter as prisões cautelares sobreviveram aos ataques dos impetrantes e, conforme se demonstrará, não há  nenhuma ilegalidade ou constrangimento ilegal, redobrada vênia, a ser corrigida, a decisão não é teratológica e nem existe abuso de poder. A prisão é nitidamente cautelar e não se trata de punição antecipada. Este Magistrado não se pauta por nenhuma “ânsia midiática” ou procura status algum, já tem 53 anos de idade, mais de 30 de serviço público e quase 20 anos de magistratura e era juiz titular na capital há  quase 6 anos antes de chegar a Poços de Caldas.

Não satisfeitos, os ora pacientes ainda mencionam supostos abusos de poder por parte do Magistrado que estariam sendo apurados pelo CNJ, por suposta quebra do dever de imparcialidade, fato desconhecido dele. Conforme documentação que ora se anexa, vários foram as exceções de suspeição arguidas e todas julgadas improcedentes. É certo que conseguiram que se abrisse um PAD contra o Magistrado, pelo fato de ter mandado publicar uma das sentenças da Máfia dos Transplantes de Órgãos- como os processos passaram a ser conhecidos, a partir da eclosão do chamado Caso Pavesi, de ampla repercussão nacional e internacional – em jornais locais, nos termos do art. 387, VI, do CPP.

De certo, que ambos os tribunais inferiores tiveram conhecimento dos reais fundamentos que levaram o Magistrado sentenciante a decretar as prisões na sentença, como lhe faculta o § único do art. 387, do CPP.

Não vou mencionar as provas do processo, como fizeram, indevidamente, os impetrantes, mais uma vez, pois o protocolo de morte encefálica não poderia prosseguir, uma vez que a vítima P.L.O havia ingerido bebida alcoólica (depressor do sistema nervoso central) e a arteriografia (exame complementar) nem mesmo foi feita, além de diversas outras ilegalidades, pois consta da sentença, juntada pelos próprios impetrantes.

Assim, não vou novamente discorrer sobre tais razões, mesmo porque constantes das cópias ora anexadas, das informações prestadas em outros habeas corpus, especialmente as do dia 13/4/15, onde se mencionam e se comprovam as reiterações criminosas, a ação da Organização Criminosa que se instalou na cidade de Poços de Caldas, ainda sob investigação. Morte de testemunhas, ameaça e espancamento de outra, intimidações durante as próprias audiências, contra o juiz, sua família, tortura psicológica da filha de 5 anos do juiz, abalroamento proposital do veículo do juiz, dentre outras que serão mencionadas em detalhes, conforme documentos que se anexa. Basta, no momento, a citação de pequenos trechos:

3- Não é verdade que os réus, ora pacientes, tenham mantido conduta ilibada na vida pública ou privada. Como se verá, ainda há atividade da Organização Criminosa, inclusive tendente a absolvê-los a qualquer custo, reiteração nas práticas criminosas,  tentativas de intimidação de juiz, jurados e testemunhas. Tal atividade resultou até no desaforamento do júri do Caso Pavesi para a Capital, como decidiu o E. TJMG, como é de conhecimento público;

Por tais motivos, seguindo o ensinamento do Des. Flávio Leite,  a prisão cautelar foi observada neste processo, contando ainda com as lições do Des. Antônio Armando, seguindo as condições peculiares aqui contidas, conforme os excertos ora colacionados. Como visto no item 2, supra, já são múltiplas as condenações  dos pacientes. Como citado no item 3, reiteraram nas práticas criminosas, inclusive de intimidações, o que justificou o decreto de prisão para garantir a ordem pública. Os fatos estão todos  mencionados na sentença e ora se juntam outros documentos comprobatórios, espancamento de viúva septuagenária após declarações para a Corregedoria de Polícia Civil, morte de testemunha após ser ouvida pelo MP, fatos já sob investigação,  inclusive a própria atuação da Organização Criminosa, que tem IP próprio, morte de paciente em Hospital de Manaus, com envolvimento  do réu Alvaro Ianhez, já citado, viagens suspeitas a países da África com alta incidência de tráfico de órgãos, no caso do réu JOÃO;

7-  Este magistrado e sua família vem sendo vítimas de perseguições por conta dos processos da chamada “Máfia dos Transplantes de Órgãos”, sendo que os graves fatos já são do conhecimento da Corregedoria do TJMG e da CDH, incluindo  os maus-tratos a um de meus filhos na escolinha que frequentava.  A chacota com a Justiça chegou a tal ponto que um Sargento da PM disse para minha mulher, por ocasião da lavratura de um REDS: “Com filho de polícia não faz isso, pois sabem o que acontece”. Aqui, como visto, a covardia não têm mesmo limites, falar de ética então é piada (vide documento 5 ora juntado pela Defesa), ainda que o assunto seja sério. Talvez se o CRM tivesse cumprido com as suas funções e cassado os diplomas dos condenados, as prisões e as demais medidas cautelares não precisassem ser decretadas;

Por tais razões, como dito, nada vou mencionar sobre as provas do processo, como fizeram os impetrantes, sobre os gravíssimos crimes perpetrados, inclusive contra criança de 10 anos de idade (P.V.P) e outro paciente, P.L.O (pois os condenados são médicos), que tiveram os órgãos retirados enquanto ainda estavam vivos. Nem sobre os outros sete casos descobertos por ocasião de uma auditoria do DENASUS no Hospital da Irmandade da Santa Casa de Poços de Caldas. Não vou mencionar nada sobre as péssimas condutas profissionais dos impetrantes, que não obstante as claras provas dos autos, foram incompreensivelmente absolvidos em seus processos éticos, pois não quiseram analisar tais provas, tal qual ocorreu nos Casos de Taubaté. Não vou fazê-lo, pois os casos de Poços de Caldas estão já suficientemente descritos nas sentenças, no Relatório da CPI DO TRÁFICO DE ÓRGÃOS e pareceres ministeriais ora anexados, bastando a sua leitura.

Os impetrantes também se esquecem que uma das “absurdas” sentenças já foi confirmada em 2a instância, conforme Acórdão que ora se  anexa, referente ao chamado Caso 1, vítima J.D.C, reconhecendo expressamente tanto o tráfico de órgãos, quanto a existência da Organização Criminosa mencionada e o recurso especial e extraordinário não foi aceito, pendente julgamento de agravo.

Posto isso, à guisa de preliminares, deixo a Vossas Excelências as questões puramente técnicas, processuais, que aliás, recomendam o não conhecimento da impetração e passo a expor apenas fatos, fatos supervenientes à data do crime, e fatos supervenientes inclusive à sentença de mérito (do Caso 5, vítima P.L.O), que demonstram a necessidade da manutenção da segregação cautelar, pois ainda não houve o trânsito em julgado.


II- DOS FATOS E DOS FUNDAMENTOS OU DA NECESSIDADE DA MANUTENÇÃO DA SEGREGAÇÃO CAUTELAR:


1) Logo após a CPI DO TRÁFICO DE ÓRGÃOS em Brasília, no ano de 2004, cópia do Relatório em anexo, a mãe de Paulo Airton Pavesi (pai da vítima de 10 anos, Paulo Veronesi Pavesi) apareceu morta, sozinha, na própria casa. Em 2008, após muitas ameaças, Paulo Airton teve que se exilar na Itália para não ser também morto. Isso após ser processado várias vezes e ter vários inquéritos instaurados contra ele em todo o Brasil, perder seu emprego e tudo que tinha. Após apresentar provas na Justiça italiana recebeu asilo humanitário e posteriormente, a cidadania italiana. Hoje reside em Londres. Seguem cópias de todo o relatado nesse item.

2) No ano de 2013, mês de fevereiro, foi prolatada a 1a sentença condenatória referente ao Caso 1 (vit. J.D.C). A sentença foi confirmada pela 3a CACRI do TJMG. No ano anterior, os réus do Caso Pavesi (Caso Zero) foram pronunciados. O E. TJMG manteve a decisão de pronúncia prolatada por este Magistrado e fixou medidas cautelares de ofício.Seguem as cópias de todo o relatado nesse item.

3) Neste ano de 2013 o IP sobre a morte do administrador da Santa Casa, Carlos Henrique Marcondes, o Carlão, foi reaberto por este Magistrado, a pedido de Promotora de Justiça de fora de Poços de Caldas. Nenhum promotor de justiça de Poços quis assumir os casos de transplantes. A Corregedoria de Polícia Civil passou a investigar, por suspeita de envolvimento de policiais, civis ou militares, e ouviu novamente várias pessoas, dentre suspeitos ou não. A viúva de Carlão, Angela Marcondes, septuagenária, mesmo com medo, declarou que o marido denunciaria o tráfico de órgãos e outros crimes que ocorriam no interior da Santa Casa e por isso foi morto. Foi ameaçada por duas vezes e espancada após falar com a Polícia: “Seu marido já chupou bala, você vai acabar chupando também”. A testemunha José Alexandrino Apolinário morreu em circunstâncias estranhas depois que prestou depoimento na Polícia. Tal pessoa citou o ex-deputado Mosconi e tinha medo de morrer. A mesma testemunha sempre citava o nome do condenado JOÃO ALBERTO GÓES BRANDÃO em suas acusações. Acabou morto assim que o TJMG negou a suspeição do magistrado sentenciante. No mês de novembro o veículo do sogro do Magistrado, em Uberaba, foi atingido por um motociclista, quando aguardava em um cruzamento. Nunca se envolveu em acidente de trânsito. Seguem cópias de todo o relatado nesse item.

4) No ano de 2014, em fevereiro, foi prolatada a sentença do Caso Zero (Pavesi- aditamento), com Manifestação de Aplauso por parte da CDH da Assembleia Legislativa do estado, se decretando a prisão preventiva de três condenados e no mês de agosto, a sentença de pronúncia do Caso 2 (vit. A.L.R). Ainda em fevereiro, a cunhada do Magistrado sofreu ataque em uma residência, junto com outros jovens na cidade de Londrina-PR e o assaltante disse “quero aquela morena de olhos claros”. A vítima conseguiu se refugiar no interior da casa e um dos reféns chamou a Polícia e o agressor acabou morto. Em março, o sogro do Magistrado, auditor da Receita Estadual, sofreu mais um “acidente” de trânsito na cidade de Uberaba, após “susto” provocado por outrem, causando perda total no veículo quase zero km. José Alexandrino, a testemunha que acabou morta, também mencionou que sofreu atentado, sendo atropelado quando estava de motocicleta por um veículo peugeot. Se trata de modus operandi da quadrilha, isso de provocar acidentes de trânsito. A se ver um suposto acidente fatal que vitimou o Juiz de Direito Carlos Patelli em Poços de Caldas, anos atrás, sendo que uma pessoa procurou o Magistrado em seu gabinete para alertá-lo.

O paciente JOÃO confessou ter possuído um veículo desta marca. No mês de março, alguém entrou na casa da mãe do Magistrado, octogenária, em Belo Horizonte, causando-lhe enorme susto e problemas de saúde. No mês de maio, um telefonema para o Gabinete do Juiz alertava para que o mesmo  “não fosse ao futebol”, não sendo possível identificar a ligação. Em julho foram publicadas duas reportagens na revista CartaCapital sobre os casos dos transplantes e ameaças ao juiz e sua família.Neste segundo semestre, ocorreram vários casos de torturas físicas e psicológicas contra a filha do Magistrado na escolinha/creche onde estudava, de forma covarde, como são todas as ações desta Organização Criminosa. No momento da redação de um BO, um PM mencionou à esposa do Magistrado: “Com filho de polícia não faz isso, pois sabem o que acontece”. Na mesma rua da creche (próximo à residência do juiz) moram um vereador, que supostamente faz parte da Organização e foi recentemente investigado pela morte de uma mulher, Caso Andreia, (também investigado o ex-PM Sérgio Lopes, suspeito da morte do administrador da Santa Casa), além de um dos condenados no Caso 5 (Jeferson André Saheki Skulski ,preso na sentença do Caso 5 e processado pelo MP por falso testemunho no processo do Caso Pavesi). O sentenciado Jeferson à época dos maus tratos com a filha do magistrado ficava na porta da referida creche. Ainda em julho, um colega Juiz de Direito passou nomes de pessoas possivelmente envolvidas com o tráfico de drogas sintéticas, ligadas aos políticos locais e pediu ao Magistrado que tomasse cuidado, pouco antes da data prevista para o Júri do Caso Pavesi, que acabou desaforado para B.Horizonte, incluindo seus familiares. Em agosto, um policial do serviço reservado da PM, CB Figueiredo, avisou ao Magistrado que “tomasse cuidado no trânsito”. No mês de setembro um adolescente passou a ameaçar a esposa do Magistrado próximo à Casa da Cultura, mesma rua da escolinha mencionada. Ainda em setembro, o CESI do TJMG retirou a escolta do Magistrado. Entre outubro e novembro, nova investida da residência da mãe do Magistrado, em Belo Horizonte, com pessoas batendo ostensivamente nas portas, o que causou muito medo nos moradores, a senhora octogenária e sua inquilina, que morava na parte superior da residência, que de tanto medo voltou para o interior do estado. Seguem cópias comprovando o mencionado nesse item.

5)  No mês de março de 2015, algum tempo antes da prolatação da sentença do Caso 5 (vit. P.L.A), um veículo pálio wekeend, placas de São João da Boa Vista, ficou dando pequenas batidas na traseira do veículo conduzido pela mulher do Magistrado, que estava acompanhada de sua irmã Júlia. Poucos dias depois, aproveitando das férias do PM que faz a segurança do Magistrado, um indivíduo de nome Anderson Rodrigues Horta Milo Simões, CPF n. 069992856-75, que se diz proprietário do Restaurante El Toro, na Rua Rio de Janeiro, em Poços de Caldas, estava estacionado na esquina da rua citada com Rua Rio Grande do Sul, e quando o veículo do Magistrado fazia a conversão, o abalroou, de propósito, ao dar ré no seu veículo Fiat Fiorino, placas HAA-3053, de Andradas, cidade de origem do ex-deputado Carlos Mosconi. Mosconi é acusado pelo pai da vítima Pavesi de ser o chefe da Organização Criminosa, conforme carta rogatória juntada aos autos e atualmente o ex-deputado está sendo investigado pelo MP. A fim de que não fosse lavrada a ocorrência disse que seu veículo não estava com a documentação em dia, pediu pelo amor de Deus e assinou termo que assumia toda a responsabilidade pelo “acidente”. O veículo está em nome de Ribeiro e Ribeiro Veículos Ltda, de Andradas. A família do Magistrado é monitora no seu ir e vir e o telefone celular é grampeado ilegalmente. Durante a CPI do Tráfico tanto os deputados quanto o Sr. Paulo Pavesi foram grampeados ilegalmente, sendo esta uma das marcas registradas desta Orcrim e as conversas entre eles foi gravada. A sentença foi prolatada no dia 23/3/15, com o decreto de prisão de três dos condenados, absolvição de outro, reconhecimento de uma prescrição e outro condenado recebeu apenas medidas cautelares. Em maio, um PM ameaçou multar e rebocar o veículo da mulher do Magistrado, sem razão aparente.Este mesmo PM “vigia” o dia a dia do magistrado e de seus familiares, seu nome é José Carlos Gonçalves Lopes. No mês de junho, houve a troca do Comandante da 18a Região da Polícia Militar e o novo comandante, em seu discurso disse que não aceitaria ameaças às autoridades da região, sendo que este Magistrado nunca teve contato anterior algum com ele. Seguem cópias do mencionado nesse item.

¨6) Quem afirmou a existência da Organização Criminosa, em primeiro lugar foi o MPE (cópias em anexo), tanto que existe um IP somente para investigar tal organização. Posteriormente, o TJMG declarou tal fato, bem como da prática do tráfico de órgãos, em acórdão por ocasião do julgamento da apelação referente ao Caso 1, com a Procuradoria de Justiça confirmando a mesma coisa, inclusive sobre o tráfico de órgãos em Poços de Caldas. Portanto, não foi o Magistrado quem o fez, em fantasiosa ou “absurda” sentença. As alegações dos impetrantes, de que o Magistrado é parcial, vêm sendo desmentidas em vários acórdãos em exceções de suspeição já julgados e mesmo no acórdão mencionado (Caso 1), onde foi alegada em uma das preliminares. Tais fatos podem ser constatados por Vossas Excelências nas cópias ora anexadas das decisões citadas.

7) A viúva do Carlão, Angela Marcondes, contou a este Magistrado no mês de agosto de 2014, vários casos ocorridos há alguns anos, envolvendo os médicos da Santa Casa: o médico Rovilsinho, filho do também médico Rovilson Flora, viu quando o médico Vitinho Cardillo, filho do também médico Vitor Cardillo, até hoje na Santa Casa, matar um paciente de endoscopia e por isso, foi morto em S. Paulo com um tiro na cabeça, em improvável “assalto” em que nada foi levado; uma pessoa que fazia tráfico de medicamentos para a Santa Casa (sabendo-se que a família do ex-deputado Mosconi possui empresa de medicamentos, inclusive foi condenado por sonegação fiscal em SP), apareceu morto, queimado dentro de seu carro, com o cinto de segurança afivelado; morte do Rei Momo; bicheiro que presenteia juiz com um carro; sexo oral dentro das dependências do hospital; Carlão não concordava com os transplantes e sabia do tráfico; o caso do Juiz Patelli e que as córneas do menino Pavesi “renderam” U$ 25.000 (vinte e cinco mil dólares).

8) Vários dos réus fizeram viagens suspeitas a países pobres onde há tráfico de órgãos. O réu Alvaro Ianhez é suspeito em novas ações no Hospital Santa Júlia, em Manaus e em Unaí, cidades para onde foi, após ser praticamente expulso de Poços de Caldas, conforme documentos que ora se anexa. Veja o que já fiz constar em uma das informações em habeas corpus, já mencionado:

14- As razões invocadas na sentença da prisão cautelar para conveniência da instrução criminal de outros processos e inquéritos em andamento, não estão “confusamente dispostas, vagas, impertinentes” ou “indemonstradas” nos autos, data vênia. Ficou evidente a conexão dos processos e outros feitos, sendo ainda uma recomendação expressa da CPI que analisou vários dos casos e outros pelo país. Aliás, como constou nas informações no HC n. 265527/MG impetrado pelo réu do Caso Pavesi, Alvaro Ianhez, este teria praticado crime no hospital Santa Julia em Manaus e depois de novamente se mudar para Unaí, em pouco tempo a sua clínica já respondia a Inquérito Civil MPMG 0704.11.000066-5, instaurado em 18/2/2013, Clínica de Nefrologia D'Heronville), portanto, a Organização Criminosa vem reiterando nas práticas ilícitas. Não se esqueça que o braço direito de Ianhez é o ora paciente JOÃO ALBERTO, que trabalhava em Angola, África, local onde se suspeita haver tráfico de órgãos e pessoas. JOÃO é suspeito da morte de Carlão da Santa Casa, atendeu tal vítima no local, como então SD PM Prado e depois na própria Santa Casa com outro envolvido na quadrilha, o famigerado Felix Gamarra, o “bom para UTI”. Também é suspeito da morte recente de outra testemunha o José Alexandrino, como mencionado no item seguinte;

15- Como já demonstrado neste e em outros processos, foi o MP quem afirmou a existência da Organização Criminosa, da qual fazem parte os ora pacientes. Tanto que representou pela instauração de um IP, específico para tanto, como mencionado na sentença. Também o pai da criança Pavesi afirma a existência de tal organização apontando como um de seus maiores chefes o ex-deputado Carlos Mosconi. O mencionado Alvaro Ianhez, trazido para Poços de Caldas por Mosconi, colega de seu irmão, era o chefe da equipe de transplantes, integrada pelos ora pacientes, além de coordenador da entidade MG-SUL Transplantes, central ilegal e clandestina e gerenciavam listas próprias de receptores ao arrepio da lei, ajudado pela entidade PRORIM (da qual IANHEZ era também diretor, cujo estatuto foi escrito por Sérgio Roberto Lopes, advogado da Irmandade da Santa Casa, ex-irmão, mandado por Mosconi, ex-PM, ex-vereador, suspeito da morte de Carlos Henrique Marcondes, ex-administrador da Santa Casa). Já o paciente JOÃO é suspeito da morte da testemunha José Alexandrino, que ao ser ouvido pelo MP manifestou o seu receio em ser morto e morreu pouco tempo depois, ainda que estivesse em boas condições de saúde, como há provas. Portanto, não se trata nenhum “estigma fantasioso” como querem fazer crer os mais incautos. O fato da preventiva ter sido decretada na sentença e de ofício é fato previsto na legislação processual em vigor.
Deveria ter sido sim decretada há mais tempo, mas articulações políticas impediram o bom andamento dos inquéritos e processos, além de outros fatores que não cabe aqui mencionar no momento. Vê-se da necessidade da prisão dos ora pacientes, bem como do corréu JEFERSON, pelas razões ora invocadas e também na sentença de mérito, sendo que JEFERSON é membro importante na Organização, sem ele não seria possível se FORJAR as mortes encefálicas, como ocorreu diversas vezes. Tanto é verdade que outro corréu foi condenado (PAULO CÉSAR) e quanto a ele entendi suficientes apenas as cautelares;

16- Incidentes vários ocorreram sim, inclusive de intimidação de testemunha na própria audiência, como relatado na sentença do Caso Pavesi (2014) e demais já mencionados. Inclusive, existem ameaças recentes ao pai da vítima Pavesi, que foi obrigado a pedir asilo humanitário na Itália e ao que parece, reside hoje em Londres. Foi ameaçado pela internet, tanto que se recusa a voltar ao país por medo de ser morto. Todos os fatos são do conhecimento do MP, que não tomou outras medidas, certamente pela dificuldade de funcionar de B. Horizonte, e pelo excesso de atribuições do CAO CRIM. Foram vários os fatos novos a ensejar os decretos cautelares e estão todos suficientemente descritos. Se toda a quadrilha ou organização criminosa estivesse presa, tais fatos não aconteceriam e mesmo o juiz ou sua família não seriam molestados;
Colaciono, nesta oportunidade, cópias de informações e algumas decisões de HC n. 1.0000.12.105140-3/000, 1.0000.12.117681-2/0000, 1.0000.13.014315-9/000, 265527/MG, 1.0000.13.025958-3/000, 1.0000.13.014315-9/000, 1.0000.009068-9/000, 1.0000.14.009356-8/000, 1.0000.14.101280-7/000.

Este Magistrado, ainda sofreu e vem sofrendo com toda sorte de representações e ações por parte dos réus, a maioria, felizmente, já arquivada por falta de mínimas condições para prosseguir, conforme cópias em anexo. Tais ações, junto com as exceções mencionadas, servem tão somente para tentar desestabilizar o Magistrado, como bem asseverou um Procurador de Justiça, além de fazer com que perca tempo para responder a tais procedimentos correicionais ou não.

Por todo o exposto, aguarda este Magistrado que as prisões dos pacientes sejam restabelecidas, pois vem agindo em Organização, inclusive recentemente, pouco antes de conseguirem o alvará, ainda dentro do Presídio forjaram as suas transferências do Presídio local para a Penitenciária de Três Corações com artifícios e ilegalidades, conforme documentos que ora se anexa. Um dos presidiários, o paciente JOÃO pediu “salve” na rádio da cidade, para o “João da Dez”, tentando ainda enganar os agentes prisionais com truques como receber doces, sendo supostamente diabético, tudo na intenção de livrar-se solto a qualquer custo. Ameaçou o Magistrado, Corregedor do Presídio, com palavras e gestos. Testemunhas foram ameaçadas e constrangidas em audiências, mais de uma vez. Em Poços de Caldas não existe a possibilidade de colocação de tornozeleiras eletrônicas. Soltos colocam a vida do Magistrado e de seus familiares em risco, além de outras pessoas relacionadas aos casos conexos. Há notícias de que ameaçaram pessoas, inclusive de perda de emprego. As notícias de fuga iminente são reais e um deles já passou 30 dias foragido, em caso conexo. Já demonstraram grande poder econômico e político, tanto que o Júri do Caso Pavesi teve que ser desaforado para a capital do estado.
Era o que havia a informar, no momento, ficando à disposição para o que mais for necessário.

Respeitosamente,
NARCISO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTR0
Juiz de Direito da 1a Vara Criminal e VEP de Poços de Caldas

Ao Exmo. Senhor Ministro TEORI ZAVASCKI
DD. Relator do HC n. 127754- STF
 Brasília/DF



Ufaaa!!! Terminei de editar. Ainda bem que não são bandidos. Imaginem se fossem. Dá um roteiro de filme de horror não é mesmo? Marginais perigosos e com poderes. Quem poderá detê-los?

domingo, 30 de agosto de 2015

Mais atual impossível

Vídeo produzido em 2001. A história continua a mesma. Santoro, na capa do vídeo é o sub-procurador da república, amigo da máfia.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Eu confio no Ministério Público ahahahahaahahahaahahahaha


Perguntas de Collor à Janot revelam a "honestidade" 
de quem comanda o Ministério Público do Brasil



Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores,

Quero hoje mostrar, para todo o Brasil, um outro lado da face oculta de Rodrigo Janot, Procurador-Geral da República. Um lado que precisa ser do conhecimento não só deste Parlamento, mas de toda a sociedade brasileira. É o lado sórdido, que acaba espelhando quem de fato ele é. Só assim, Sr. Presidente, poderão os brasileiros aquilatar com fidelidade a figura canhestra de Rodrigo Janot. Ele, que é o pretenso chefe do guardião da justiça brasileira, o Ministério Público, esta importante e tão propalada instituição responsável pela defesa da ordem jurídica e dos interesses sociais e individuais. Por isso, peço a atenção de todos, especialmente daqueles que, neste momento, nos assistem e nos ouvem.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, permitam-me ser o mais direto possível:

Sr. Janot, o senhor conhece uma empresa constituída em 20 de julho de 1995, sediada na Bélgica, em Saint-Gilles, Bruxelas, à rua Berckmans, nº 3, denominada “Multi-Media Component”?

Sr. Janot, o senhor sabia que esta empresa, uma importadora de componentes de informática, sonegou dos cofres públicos da Bélgica nada menos do que 149 milhões de francos belgas em impostos não recolhidos?

O senhor sabia, Sr. Janot, que o dono dessa empresa era o seu irmão Rogério Janot Monteiro de Barros?

Sr. Janot, o senhor, por acaso, acobertou os crimes internacionais do seu irmão, a começar pela fuga dele da Bélgica em 1995?

Sr. Janot, o senhor sabia que até o falecimento do seu irmão, em 21 de maio de 2010, ele era procurado em todo o mundo pela Interpol e que, por isso, não podia sair do Brasil?

O senhor sabia, Sr. Janot, que seu irmão constava da Ordem de Captura, conhecida na Interpol como “Difusão Vermelha”, por meio da Circular nº 4834/96, de 29/04/96, requerida pela Juíza de Instrução Calewaert de Bruxelas, inclusive com pedido de extradição ao Brasil caso ele fosse encontrado?

Sr. Janot, o senhor tinha conhecimento dos crimes de que seu irmão foi cúmplice na Bélgica, como falsificação de escrituras, fraude e infração à legislação tributária? Sr. Janot, o senhor já era procurador federal nesta época?

O senhor sabia que seu irmão, apesar de não ter nenhuma formação profissional específica, era um vendedor nato e que se gabava da competência jurídica de seu irmão mais novo, ou seja, o senhor mesmo?

Sr. Janot, o senhor chegou a orientar seu irmão nas atividades de ludibriar a lei e escafeder-se das malhas da justiça, seja ela nacional ou internacional?

O senhor ajudou, Sr. Janot, de alguma forma o seu irmão a se manter, aqui no Brasil, na clandestinidade internacional?

Por que ele, Sr. Janot, nunca foi procurado ou encontrado aqui no Brasil, mesmo com endereço certo e conhecido, para ao menos o Brasil negar o pedido de extradição?

Sr. Janot, depois dessa fuga para não responder na justiça belga pelos crimes cometidos, seu irmão voltou a viajar para o exterior?

Sr. Presidente, permita-me continuar sendo direto: Sr. Janot, o senhor ainda possui uma casa em Angra dos Reis, no Condomínio Praia do Engenho, Km 110, da Rodovia Rio-Santos?

Sr. Janot, o senhor continua homiziando nesta casa um contumaz e confesso estelionatário, sócio do seu irmão, como fez nos anos noventa, depois de exercer o cargo de procurador-chefe substituto no Distrito Federal?

Sr. Janot, o senhor continua recebendo renda de aluguel sem passar recibo?

Sr. Janot, o senhor continua sonegando imposto por não declarar os recursos recebidos desses alugueis?

O que foi feito dessa casa, afinal, Sr. Janot?

O senhor abandonou o imóvel? Transferiu? Alugou de novo? Vendeu? 

E mais, Sr. Janot:

o senhor sabia também que seu irmão fez fortuna por um período, entre 1990 e 1992, vendendo equipamentos de informática com “notas frias”?

O senhor lembra, Sr. Janot, que por seus conhecimentos nas Alterosas e sua influência, intermediando o negócio do seu irmão – diga-se, há anos estabelecido no Rio de Janeiro –, ele vendia a uma grande empreiteira mineira aquele antigo modelo de computador, o 386?

Pois bem, Sr. Janot, o senhor sabia que cada máquina era comercializada a 3.500 dólares, em lotes de 30 a 40 unidades?

E o senhor teve conhecimento, Sr. Janot, que seu irmão chegou a comprar um apartamento no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, à Av. Sernambetiba, nº 1250, aptº 201, com o lucro dessas vendas ilegais de computador?

Quem mora hoje nesse apartamento, Sr. Janot?

Seria a ex-esposa de seu irmão, sua cunhada?

Sr. Janot, o senhor também sabia que aqueles equipamentos, vendidos com notas frias, eram destinados aos canteiros de obra daquela grande empreiteira mineira?

Sr. Janot, essa empreiteira está de fato arrolada na Operação Lava-Jato, com dirigentes já presos, como ocorreu com as outras grandes empreiteiras?

Por acaso, Sr. Janot, o senhor aplica a seletividade também em relação às construtoras?

Afinal, Sr. Janot, o senhor ainda tem alguma ligação com essa empreiteira de Minas Gerais?

Diga a verdade, Sr. Janot, o senhor conhecia as atividades  criminosas de seu irmão ou o senhor foi apenas um procurador, digamos, complacente, furtando-se à vigilância pelos crimes fraternos?

Não fosse o Sr. Rogério seu irmão a cometer crimes fiscais e tributários, o senhor agiria da mesma forma, sem o rigor da lei – embora seletivo – que o senhor tanto prega? 

Sr. Janot, não posso deixar de lamentar o falecimento de seu irmão mais velho, Rogério, ocorrido em 2010. Sei que depois de um grave acidente – um atropelamento – na Barra da Tijuca ele foi levado aos Hospitais Lourenço Jorge e Miguel Couto no Rio de Janeiro. Sei também que, em virtude de uma infecção hospitalar, ele foi transferido para uma clínica na Tijuca, onde veio a falecer. Mas diga, Sr. Janot, é verdade que o senhor, ao pagar as despesas hospitalares, na casa das dezenas de milhares de reais, conseguiu baixar o preço utilizando-se de sua condição, em 2010, de subprocurador-geral da República e então diretor da Escola Superior do Ministério Público da União?

O senhor deu – como se diz no popular – uma “carteirada” no hospital, Sr. Janot?

De onde vieram esses recursos com os quais o senhor pagou uma conta altíssima, algo próximo a 100 mil reais?

O senhor tinha, de fato, toda essa renda disponível?

Certamente abateu as despesas no Imposto de Renda, não foi, Sr. Janot?

Aliás, Sr. Janot, por falar em renda,

é verdade que o senhor trabalha camufladamente há anos, ou décadas, para o escritório do ex-procurador-geral Aristides Junqueira?

É verdade que, mesmo impedido de advogar, o senhor – claro, sem nada assinar – obtém lucros auxiliando a banca do Dr. Aristides Junqueira?

Sr. Janot, isto é moralmente aceitável? É legítimo? É ético, Sr. Janot?

Não constitui crime um procurador-geral da República advogar paralelamente?

Desde quando o senhor pratica essa dupla atividade?

E como o senhor faz, Sr. Janot, com sua declaração de rendimento?

Como justifica perante o fisco essa renda, digamos, extra?

Finalizando, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, e continuando a ser direto:

Sr. Janot, o senhor teria coragem de ser acareado publicamente com algumas testemunhas desses fatos?

Diga-nos, diretamente, Sr. Janot: quem é o senhor de fato?

Um pretenso defensor da lei ou o senhor, na verdade, é um infrator da lei, da moral, da ética, seja no passado, seja no presente?

Em qual dos dois Janótes os brasileiros devem acreditar?

Sr. Janot, pelo sim, pelo não, no fundo de sua alma, o senhor não se sente desconfortável ao acomodar-se na cadeira de um Procurador-Geral da República que deveria honrar o seu mister? 

Era o que tinha a dizer, por enquanto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

007 - Médicos com licença para matar

Aconteceu - como sempre - em Minas Gerais. Mais uma vez, um médico, usando a sua profissão e seu conhecimento técnico, decidiu matar uma pessoa. Esta pessoa nada mais era que a ex-mulher deste médico. O crime aconteceu porque ele não aceitava que ela o deixou por outro.

Alfredo Carlos Dias Mattos Junior, executou sua ex-mulher de forma fria e calculada. Primeiro ele a dopou. Depois, dentro do hospital, injetou alcool em sua veia causando a morte.

O crime aconteceu em 28 de abril de 1999. O doutor assassino continuou trabalhando normalmente e nunca foi detido. O Conselho Regional de Medicina não cassou seu registro e o absolveu de todas as acusações na esfera ética. Como sempre, injetar alcool na veia de um paciente causando a morte, não fere o código de ético deste mafioso conselho. 

Os médicos, em especial os de Minas Gerais, são abençoados com o 007 (licença para matar). Eles não se submetem as leis, os conselhos decidem sempre contra a justiça, e a impunidade é ampla, geral e irrestrita. Podem tudo! Matar ex-mulher, crianças, idosos - não há limites. 

O TJMG abre as pernas para qualquer um que use estetoscópio. Pagando bem, que mal tem? 
Uma coisa não posso negar. Estas prostitutas da justiça mineira são caras. Só aceitam clientes de luxo. O jornalista Marco Carone, sem condenação nenhuma quase morreu na cadeia. Já os doutores de Poços de Caldas, recebiam mimos e proteção diretamente da administração prisional. Gosto não se discute não é mesmo? 

Alfredo, foi preso porque publicou em rede social, propaganda sobre uma palestra em que ele falava sobre pena de morte, e a MOROSIDADE DA JUSTIÇA. 

O cara é um gozador! Além de todos os benefícios, ele ainda humilha a justiça que tanto o protegeu.


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Já comprou o seu desembargador hoje?

Basta pagar! E tudo se resolve com o argumento de insuficiência de provas. Aceitam cheques, cartão e qualquer tipo de agrado. São prostitutas de toga.




Por falar nisso, quanto será que estão recebendo para manter o caso Pavesi na gaveta dos ovos de ouro?

Será que aceitam órgãos humanos como pagamento?

O que é mais grave? Matar ou dar uma cotovelada?

Vejam este vídeo abaixo. Trata-se de um triste episódio ocorrido em São Roque, em Agosto de 2014.



Após o episódio, Anderson Lúcio de Oliveira foi preso e permanecer preso até o dia do julgamento, ocorrido ontem. A vítima, Fernanda Regina Cezar sofreu gravíssimo trauma e quase perdeu a vida. Por sorte, conseguiu se restabelecer e pôde acompanhar o julgamento.

O curioso nesta história é fazer uma comparação com o caso do meu filho e de mais 8 vítimas. Os assassinos ficaram presos no máximo por 3 meses, já o autor da cotovelada, ficou preso até o julgamento. 

Anderson não teve a permissão para aguardar o julgamento em liberdade, e após ser condenado a uma pena de 5 anos (pena máxima), voltou diretamente para o presídio, onde cumprirá o restante da pena em regime fechado. 

No caso dos assassinos de Poços de Caldas, pelos crimes cometidos, o tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu reduzir as penas para 5 anos (pena mínima) e em regime semi aberto.



CONCLUSÃO:

Se ele tivesse matado a vítima e vendido os órgãos, estaria em casa com a família, longe de ter que cumprir qualquer medida, inclusive o uso de tornozeleiras. 

Como ele deu um cotovelada e a vítima sobreviveu, vai mofar na cadeia por 5 anos, sem direito a nenhum passeio pela cidade de Três Corações com hotel e tudo paga pela justiça. 

Há um ponto em comum. Tanto os assassinos de Poços de Caldas, quanto Anderson, foram ovacionados por pessoas que desejavam a impunidade.

A justiça brasileira é isso ai. Quem tem dinheiro paga e vai pra casa. Quem não tem, mofa na cadeia. E viva desembargadores, promotores e demais vagabundos que estão enriquecendo negociando liberdades!!!

Viva Brasil!!!!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Preocupado com o julgamento

Este (de chapeuzinho verde) é um dos assassinos do meu filho. Veja como ele está muito preocupado com o julgamento que o TJMG não deixa ser realizado.


Enquanto eu estou aqui, escrevendo este texto e lutando há 15 anos por justiça, ele está assistindo a uma partida de futebol com a família.

Vejam o coitadinho chorando.


Eu estava certo, mais uma vez!!!

OS MÉDICOS FORAM SOLTOS!!

GoodFather - Máfia é Máfia
Como sempre, tudo de acordo com o que manda a máfia. A máfia que manda na máfia. Todos unidos contra a punição de marmanjos assassinos pela morte de uma criança de 10 anos e outros pacientes.

Espero que devolvam também os passaportes, permitam que voltem à trabalhar pelo SUS, e se possível, ofereçam uma viagem para compensar o stress de estarem presos por tanto tempo (90 dias). 

A propósito, não seria legal que eles voltassem para Poços em um carro do corpo de bombeiros?? Banda de música, flores caindo dos terraços, uma multidão chorando de alegria??

Vamos lá máfia! Os assassinos merecem. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ministério Público investiga "doação de órgãos" para pesquisa em São Paulo

Para quem acompanha as notícias deve ter ficado arrepiado com o título desta reportagem publicada no R7.  Vamos a um trecho:

O MPE (Ministério Público Estadual) de São Paulo instaurou inquérito para apurar irregularidades nas doações de órgãos no SVOC (Serviço de Verificação de Óbitos da Capital). Ligado à USP (Universidade de São Paulo), o setor recebe em média 14 mil corpos por ano - cuja causa da morte precisa ser apurada.
A Promotoria diz que o documento para liberação dos cadáveres para enterro seria obrigatório e ainda induziria famílias ao erro ao tratar de "retenção" de órgãos, quando se fala de "doação". E não existiria nenhum controle sobre a destinação feita.
Muitos órgãos estão sendo simplesmente "destinados" à pesquisa e ao estudo com base, segundo o MPE, em um "informe aos familiares", assinado por parentes, sem a menção expressa a possíveis doações. O Ministério Público apurou ainda que o SVOC retira vários órgãos do mesmo corpo, mesmo sem ter relação com a necropsia. Aponta ainda que, diferentemente do que está descrito no documento, a retenção não é "eventual", mas ocorre "em inúmeros casos".
Ótimo! Vamos prender todo mundo? Não!!!

Isto não é nenhuma novidade. A venda de órgãos e cadáveres já foi discutida em 2004 na CPI, e o Ministério Público não tomou qualquer providência. O maior mercado da medicina hoje é vender partes humanas. É o crime perfeito. São médicos, portanto com antecedentes incontestáveis, políticos e entidades acima de qualquer suspeita.

Um pouco de história não faz mal.

Em junho de 2014 eu publiquei em meu blog (clique aqui para ler) a notícia de que, partindo de uma denúncia anônima, a polícia encontrou diversas partes humanas enterradas nos jardins de uma universidade, mais especificamente a universidade São Marcos no Ipiranga. 

6 meses depois, eu enviei alguns e-mails para promotoria para obter informações de como andava o inquérito, e me responderam que ainda estava em fase de investigação e não podiam falar nada. Pois bem, agora uma nova notícia dizendo que ainda está em fase de investigação. Ou seja, vai longe. 

Ninguém preso. Nenhuma ação policial mais rigorosa. Só investigação. Até tudo virar processo (se é que vai virar) terá passado uns 3 anos. O tempo que levará para ser julgado, mais outros 10 anos. Em outras palavras, o brasileiro está pagando caro para uma investigação que já está enterrada. 

Se encontrarem partes humanas no seu jardim, o que fariam com você? Prenderiam certo? 
E na universidade? Não prenderam ninguém? 

Então, se você resolver matar alguém um dia, enterre o corpo na universidade. É mais seguro e ninguém vai preso. Afinal são somente pedaços humanos sem valor nenhum (entendem as autoridades).

Não se animem. Se fosse dar em algo, a imprensa não estaria noticiando.

Mostrando quem manda

Depois dos meus vídeos, dos textos e de tudo mais, denunciando estes marginais do poder, o TJMG me surpreendeu. Como todos que acompanham o blog sabem, eu denunciei a transferencia de presos ilegalmente com a ajuda de uma ex-advogada dos assassinos, e a pressão do desembargador toninho das moças sobre o juiz Narciso de Castro.

Num país sério, as autoridades abririam investigação sobre as denúncias, já que tenho documentos, e tudo seria apurado como se deve. Mas é Brasil não é mesmo? E o que aconteceu?

Os denunciados foram agraciados com medalhas de mérito pela defensoria pública de Minas Gerais. A festa foi publicada com destaque na página do Tribunal de Jagunços Justiça de Minas Gerais e pode ser lido clicando aqui.

Pois bem! Vamos a máfia.

Eu pensei em escrever um longo texto, mas é desnecessário. Basta ver as imagens.

Os mafiosos foram agraciados com a medalha de mérito da defensoria pública de Minas Gerais no último dia 26/06/2015. Acho que foi pela perseguição ao juiz e pela proteção aos assassinos.

Toninho das moças. O mais alto da foto.
A noite foi longa. Na foto abaixo, da esquerda para direita, o governador de Minas Gerais Fernando Pimentel. Na última posição, à direita, Andrea Abritta, que transferiu os médicos na calada da noite.

Andrea Abritta, vestido preto

Muito bem pessoal! O TJMG e a defensoria pública estão apenas mostrando quem manda. Medalhinhas para os mafiosos e benção para o Mosconi.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Os psicopatas deixam rastros e assinam os crimes que comentem

O psicopata não consegue limpar sua sujeira, seus rastros. Sua ambição é tão gigante que ele é incapaz de se preocupar com os detalhes. 

O psicopata é difícil de ser identificado prontamente pois geralmente não demonstra todos os sintomas descritos (DSM) de uma vez só. Pode ser uma pessoa comum que convive diariamente com as demais. Quando cometem algum tipo de ato inaceitável ou violento, frequentemente as pessoas ao seu redor ficam surpresas e têm dificuldade em acreditar nesses relatos.

Elas podem ser desde um(a) falso(a) colega oportunista que vive se fazendo de vítima, até trapaceiros(as), parasitas sociais, políticos, empresários(as) e religiosos(as). Esse psicopata raramente vai para a cadeia, mas quando esses indivíduos - por algum motivo ilícito - vão para a prisão, são tidos como presos "exemplares" pelo seu bom comportamento: são muito bem vistos(as), comportados(as), não arranjam confusões e dissimulam uma aparência de inocentes coitadinhos(as), a ponto que outros presos e seguranças não consigam acreditar que aquela pessoa tão calma pôde cometer alguma atrocidade. Exatamente por isso, enganam tão facilmente a todos, fazendo com que diminuam o tempo de pena na cadeia. 

Mesmo que não demonstrem socialmente, a característica principal da psicopatia é um forte traço narcisista enraizado na personalidade. São pessoas intimamente megalomaníacas (se acham superiores às outras pessoas), imprevisíveis, sem escrúpulos, excessivamente egoístas e egocêntricas. São charmosas e manipuladoras e podem dizer isso com o maior orgulho. Essa característica narcisista é mais acentuada do que os próprios portadores do transtorno de personalidade narcisista. Embora estes últimos com frequência demonstrem, de primeira, a todos o seu narcisismo, os psicopatas, a princípio nunca demonstram; entretanto, suas atitudes são típicas de alguém cujo "amor-próprio" é elevado. Podem ser pessoas excessivamente opiniáticas, autossuficientes ou vaidosas. Por isso, a principal característica de quem carrega o distúrbio consigo é ter os seus próprios interesses sempre em primeiro lugar, o tempo todo.

Pelo fato de gostarem da sensação de poder, serem muito persuasivos e não medirem esforços para atingir seus objetivos, as pessoas psicopatas ascendem muito rápido em suas profissões; por isso é comum que esses indivíduos ocupem importantes cargos ligados a mídia, televisão, música ou política.

O texto acima são fragmentos colhidos no Wikipedia.

Todo psicopata faz questão de marcar seu território ou ainda, deixar um sinal em seus crimes. De alguma forma, o psicopata precisa faz questão de deixar sua assinatura. Um exemplo real é Jack - O Estripador. Responsável pelo assassinato de prostitutas na área de Whitechapel, durante o ano de 1888, em Londres, Jack nunca teve sua identidade revelada. Entretanto, se tornou um dos assassinos seriais mais famosos da história. Suas vítimas tinham os órgãos internos removidos de maneira praticamente cirúrgica, e esta era a sua marca.

Em Poços de Caldas, o psicopata resolveu deixar sua marca de uma forma mais explícita, já que a impunidade o protege. Em 2013, a Santa Casa de Misericórdia (que de misericórdia não tem nada), reformou o CTI Adulto, palco de inúmeras atrocidades. O vice-governador Alberto Pinto Coelho fez questão de visitar o novo centro. Tal palco não podia receber outro nome: 

ALA CARLOS EDUARDO VENTURELLI MOSCONI. Há um passo do paraíso.

Se faltava assinatura, está ai.
Impunidade é pouco. O negócio é botar o nome para esfregar na cara de todo mundo.

O 3o. mundo é lindo. Se na Venezuela tem o bolivarianismo, em Minas temos o Mosconismo. Mas o Aécinho está preocupado só com o 1o.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Antonio de Padova Marchi Junior. O procurador dos dízimos

Na tarde do dia 21 de abril de 2000, após realizar exames para a constatação da morte cerebral com o resultado de que meu filho ainda estava vivo, médicos resolveram transferí-lo para outro hospital com a desculpa de que lá haveria melhores recursos para o tal diagnóstico. Paulinho foi levado em uma ambulância (que chamaram de UTI movel), cujo respirador não estava funcionando. Um respirador manual foi improvisado.

Desembarcaram por volta das 13:00 na Santa Casa e Paulinho foi levado imediatamente para o centro cirúrgico. Nenhum outro exame foi realizado. Ele ainda estava vivo conforme os documentos preenchidos pelos médicos.

Celso Roberto Frasson Scafi inicia a cirurgia para a remoção dos órgãos. O anestesista Sérgio Poli Gaspar submete meu filho a anestesia geral, utilizando Etrane. Depois aplica uma ampola de Pavulon que praticamente paralisa todos os musculos do corpo.

Matéria sobre a morte de pacientes em série em SC.
Caso da serial killer Virginia Soares

O pavulon também é utilizado na injeção letal dos países que adotam a pena de morte. Em seguida, o anestesista documenta que Paulinho encontra-se em ASA V (paciente moribundo com perspectiva de óbito em 24 horas com ou sem cirurgia), ou seja, confirma que ele estava vivo. Celso Scafi documenta que Paulinho estava sem morte encefálica e em seguida registra a retirada dos rins em bloco. Tudo isto sob a supervisão de Álvaro Ianhez. Cláudio Rógerio Carneiro Fernandes trabalha com Celso Scafi para a remoção dos órgãos.


Não há maior crueldade no mundo do que anestesiar um paciente vivo e remover seus órgãos. Maior crueldade seria, se o paciente fosse uma criança de 10 anos. E era. 

As córneas foram removidas por um médico que sequer tinha autorização como determina a lei. Aliás, nem mesmo o hospital poderia realizar este procedimento, que as investigações reveleram que era praxe.

Sérgio Poli Gaspar.
Menos de 24 horas preso
Deste bando de assassinos, apenas um está preso. Cláudio Rogério. Os demais aguardam em liberdade. Sérgio Poli teve sua prisão decretada, foi avisado por funcionários do TJMG e fugiu. Escondeu-se como sempre faz um covarde. Recebeu habeas corpus quando ainda estava foragido. Apresentou-se para ser solto. Saiu da cadeia aplaudido e sorrindo para as câmeras, com ar de impunidade.

Os presos, coitadinhos, Cláudio Rogério, Jefferson Skulski (radiologista que ajudou a fraudar a morte de várias pessoas) e João Goes Brandão estavam incomodados no sistema carcerário. Sem tv, sem frigobar, sem conforto, decidiram que era preciso fazer alguma coisa. 

O Juiz Narciso de Castro, corregedor do presídio e presidente dos processos em que os réus foram condenados programou suas férias para o início de junho. Como a máfia está instalada dentro do TJMG, a notícia chegou logo aos advogados de defesa. 

O defensor dos hérois da medicina

Toda a documentação foi preparada e em 29 de maio de 2015, ás 22:00 de uma sexta-feira, os sofredores (aqueles que retiraram órgãos de pessoas vivas) foram transferidos com toda a segurança para um presídio em 3 corações, onde estão sendo tratados como hóspedes e não como presos.

A façanha foi programada pelo Procurador de Justiça Antônio de Padova Marchi Junior, Subsecretário do Sistema Prisional, e sua assessora especial Andrea Abritta (ex-advogada dos médicos). Tudo foi feito na calada da noite, na ausência do juiz, para beneficiar os réus. 

Antonio de Padova Marchi Junior.
Parece pastor evangélico, mas é procurador de justiça.
Andrea Abritta. Ex advogada dos médicos na área privada
Assinou transferência dos presos usando cargo público.

O retorno dos presos à Poços de Caldas foi solicitado, mas Padova se nega a devolvê-los. Eles merecem proteção e conforto! Padova é o escudo protetor de assassinos em série, e sua assessora utiliza o cargo público que detém para atender interesses de seus clientes. Segundo Padova, os réus só retornam para Poços de Caldas se forem direto para casa. E acreditem, eles estão preparando isso.

Eu não sei qual a quota de Padova nesta brincadeira. Ele certamente está bem calçado, já que fez uma transferência arbitrária em benefício da máfia. Mas ele sabe que pode contar com os comparsas. Esta turma não dorme.

Padova é o escudeiro da máfia da semana!

Apesar das provas, o Procurador e sua fiel assessora, estão usando o poder público para proteger a máfia. No Brasil, isto é possível!

Se eu fosse o juiz de Poços de Caldas, transferiria todos os presos para 3 corações. usando o mesmo argumento de Padova. Assim ele poderia ter os seus próprios presos para chamar de seu. A lista de vagabundos é extensa.

Ahhhh... esqueci de dizer. Eles querem calar a minha boca e derrubar o blog. Por que será?

domingo, 28 de junho de 2015

Além de vagabundo, é mentiroso

O deusembargador Antônio Sérvulo dos Santos, que está me perseguindo, vulgo Toninho das moças, tem dito por ai que não tem nenhum relação com o chefe da máfia de tráfico de órgãos, Carlos Mosconi,

Mas a história nos mostra outras conexões.

Mosconi é o bam bam bam do PSDB em Minas Gerais. Dizer que não conhece Mosconi já é por si só, uma grande mentira. Mas de pessoas como o "das moças" não poderia esperar nada diferente.

Na foto, Mosconi encontra-se com Tereza Navarro, amiga de primeira linha e companheira política de Mosconi. Sebastião Navarro, pai de Tereza, era o prefeito de Poços de Caldas na última gestão anterior a atual.

A parceria política é forte e tem como objetivo fortalecer os interesses políticos dos coronéis Poçoscaldenses. Por isso, são influentes no TJMG.

Nesta foto, podemos ver Tereza Navarro e o papai, no comitê de campanha de Carlos Mosconi.

Todos reunidos pelo bem da sociedade não é mesmo? Todos juntos pela população poçoscaldense.


Mosconi, Tereza e Sebastião Navarro, num bate papo descontraído sobre.... qualquer coisa.


Tudo em casa! E abaixo, Tereza Navarro comemora com Toninho das Moças o novo cargo de Deusembargador Corregedor (uhauhau) de Minas Gerais. A turma reunida! 


Vejam que felicidade! Toninho das Moças está representando contra o juiz Narciso de Castro, derrubando meu blog e me processando. Como eu disse, tudo em casa. E eu pensava que era só vagabundo, mas é mentiroso também. 

É do Brasil!!!!!!!!!!!
É da Máfia!!!!!!!!!!!

sábado, 27 de junho de 2015

Amanhã você vai conhecer o Procurador Antonio de Padova

Este procurador é o responsável pela transferência ilegal dos presos do caso da Máfia de Órgãos. A assessora deste promotor é Andrea Abritta, ex-advogada dos médicos, e que agora está dando uma ajuda para a categoria. Padova não quer devolver os presos. Eles estão sob proteção desde sujeito. 

Amanhã maiores detalhes.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Vídeo para Aécio Neves - Estamos quase lá.

O vídeo em que convido Aécio Neves à me visitar está quase pronto. Estou me dedicando bastante neste vídeo pois preciso convencê-lo a pegar uma avião da FAB e vir com a comitiva. Aliás, seria bom que viesse também Aloisio Nunes Ferreira. Ele era o Ministro da Justiça quando meu filho foi assassinado. Mosconi chegou a enviar cartas para o Ministro pedindo para tomar providências contra mim. Não é incrível? Mundo pequeno este.

Por enquanto, eu vou deixar um pouco mais de evidências sobre o esquema TJMG x Tráfico de Órgãos.

Todos que conhecem o caso, sabem que trata-se de tráfico de órgãos. Pessoas foram assassinadas em um hospital público para servirem de peças de reposição mediante a pagamento. O TJMG tem protegido esta turma ligada à Aécio Neves. Veja então mais uma evidência.

O TJMG publicou em sua página, no menu IMPRENSA, os casos de repercussão. Na coluna da direita é possível ler Caso Pavesi, Caso Elisa e Transplante de Órgãos. Muito bem! Reparem que o tribunal classifica o escândalo com "Transplante de Órgãos" e não "Tráfico de Órgãos". Lembram do mensalão. A ação penal 470, era tratada pelo próprio tribunal como Mensalão. Mas no TJMG as coisas são diferentes. Não podem falar a verdade pois o titio Aécio, parceiro de Mosconi pode ficar bravo.

Não terminou! Ainda tem mais. Ao clicar em "Transplante de Órgãos", você terá acesso aos casos, conforme esta imagem. Estas são as vítimas da gang serial killers do sul de Minas. 8 Pessoas assassinadas, que tiveram seus órgãos removidos sem comprovação de morte encefálica, portanto, ainda vivos. Nem ritual de magia negra deve ser tão cruel. 

Se você clicar nos nomes, poderá ter acesso à algumas informações sobre o caso. Mas 3 casos são verdadeiramente curiosos. AMC, AP e MB.

Ao clicar nestes casos, nós teremos informações que demonstram como a máfia de assassinos de tráfico de órgãos, têm sido protegida durante estes 15 anos. 

Vamos começar?



Este é o caso M.B. Como podemos ver, após 15 anos, ele encontra-se em FASE DE INQUÉRITO. Ou seja, em investigação. Este processo está simplesmente abandonado pelas instituições "democráticas" brasileiras. Elas repousam na gaveta dos ovos de ouro, aquela que arrecada propina para não ser aberta. 

Por lei, normalmente um inquérito deve durar 30 dias, prorrogáveis se houver necessidade. São 15 anos ou se preferir 5.475 dias. Vejamos o outro caso.


Na mesma situação! 15 anos e ainda está em FASE DE INQUÉRITO. Estamos pagando o salário de promotores, investigadores, polícia, juizes e desembargadores para esperar 15 anos sem que consigam concluir um inquérito. 

Se você contrata alguém para realizar um serviço em 1 hora e esta pessoa o realiza em 1 ano, o que você pensa sobre ele? Vagabundo não é mesmo? E tem desembargador ofendido que eu o chamei de vagabundo. 

Mas o interessante mesmo é este outro processo. Veja.


O caso A.P. tramitou na Justiça Federal e não tem informações sobre ele. Ninguém sabe!! Não é curioso? Então conheça melhor esta história. O processo do meu filho estava na justiça federal e ficou 6 anos parado, porque a defesa alegou que a justiça federal não era competente para julgar o caso. Depois de 6 anos eles decidiram anular tudo o que havia e iniciar do zero na justiça estadual, mais especificamente em Poços de Caldas. Tribunal onde Mosconi mandava. Aliás, tribunal em que atuou Antonio Servulo dos Santos (o agora famoso Toninho das moças). 

Perai! Se há uma decisão dizendo que um caso da máfia do tráfico de órgãos não poderia ser julgado na esfera federal, porque o caso AP foi julgado lá? 

Qual foi a decisão?
Por que não podemos saber?

O Tribunal de Jagunços de Minas Gerais responde aos meus e-mails com mensagens genéricas do tipo: "Encaminhamos seu e-mail para o departamento adequado, e bla bla bla". São covardes e não prestam para responder sequer um e-mail.

Mas para transferir presos na calada da noite, com habeas corpus para diretor de presídio, eles movem montanhas. Tudo acontece rapidamente quando o beneficio é da máfia. 

O que o dinheiro não faz não é mesmo?

Só para finalizar, nestes 15 anos fui processado criminalmente mais de 7 vezes e absolvido em todos. O TJMG me julgou 7 vezes por ter denunciado a máfia, e não consegue concluir um processo em 15 anos. Sequer encerrar um inquérito. 

As evidências estão ai. Se você acha que tráfico de órgãos não existe, que não existe máfia, tente me explicar as razões para inquéritos e processos durarem 15 anos. Tente me explicar como podem me processar quando reclamo apenas de um direito. 

Fui obrigado a pedir asilo para não ser assassinado. E o resultado é este ai. Eles publicam em site, com naturalidade. Eles não se preocupam mais em esconder o assunto. Tudo é feito a luz do dia, exceto a transferência de presos.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Restos mortais no lixo?

Voce tambem é daqueles que acha que depois da morte o corpo deve ser usado para qualquer coisa?

Muito bem! Admiro sua atitude. Seria muito bom que todos pensassem assim e principalmente respeitassem os doadores, seja de orgaos, sangue e até cadaveres, doados para universidades.

Na pratica, nao é bem assim. Familiares de doadores de orgaos sao desprezados apos os transplantes. Nao recebem nenhuma ajuda psicologica e muitas vezes nao conseguem sequer alguem para desabafar. Sao esquecidos completamente. Sao importantes naqueles 15 minutos em que sao abordados para serem convencidos de que é preciso salvar outras vidas.

A Folha de S.Paulo, mostrou hoje que nem so os doadores de orgaos sao despreziveis.

Universidades de medicina precisam de corpos para estudos. Muitas familias nao se importam em doar tais corpos, acreditando estar ajudando na formaçao de novos profissionais. O que nao esperam é depois saber que os mesmos corpos, sem qualquer respeito sao jogados em valas sem identificaçao como se fossem sacos de merda.


O que a reportagem nao disse, mas vou dizer agora, é o obvio:

Como uma universidade enterra cadaveres no quintal sem nenhuma documentaçao? Pela legislaçao, todo e qualquer cadaver precisa ser documentado e informado as autoridades competentes sobre sua sepultura. E por que uma Universidade nao cumpriria estes protocolos?

A resposta é simples. Os cadaveres foram obtidos ilegalmente, de procedencia duvidosa, e muitas vezes comprados a margem da lei. As denuncias de vendas de cadaveres sao inumeras e como sempre, nunca ninguem é processado, julgado ou condenado por isso. Parece que na medicina os fins justificam os meios, sempre!

A Universidade em questao, deveria neste momento, exibir dados que identificassem os corpos e principalmente os seus familiares. Mas isto, a imprensa sequer preocupou-se em perguntar. 

Nao resta duvida que estes cadaveres possuem procedencia ilegal. 
Mas quem se importa?

A materia ja foi rapidamente retirada das primeiras paginas dos jornais on-line.
A mafia nao brinca em serviço nao é mesmo?

Voce deve estar perguntando, que mafia? E eu explico.
Para tanto, vamos voltar no tempo e ler esta reportagem da Folha de S.Paulo cujjo link é este que esta aqui. A reportagem é de 05/12/2001 e faço questao de reproduzir a materia neste blog.


Polícia investiga venda de cadáver à universidade de SP por R$ 5 mil
da Folha Online
O Centro Universitário São Camilo comprou um cadáver do IML (Instituto Médico Legal) de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, segundo a Delegacia Seccional da cidade. A universidade teria pago R$ 5 mil pelo corpo.
O médico-legista Antônio Aurélio Monteiro, ex-diretor do IML de Franco da Rocha, foi indiciado pela Polícia Civil no dia 9 de novembro por desvio ilegal de órgãos e cadáveres de pelo menos 13 pessoas.
Ele é acusado também de emitir e assinar ofícios, sem nenhum valor jurídico, para tentar legalizar a subtração de corpos do IML.
A polícia já apreendeu cinco cadáveres em duas faculdades _uma em São João da Boa Vista (interior de SP) e outra em Itajubá (MG). Após a exumação dos corpos, a polícia descobriu que o legista retirou total ou parcialmente órgãos dos corpos.
O ex-diretor do IML afirmou que estabeleceu convênios com faculdades para exames anatomopatológicos nos órgãos.
Ele nega todas as acusações.


Muito bem! Vamos as explicaçoes. Foram muitas as reportagens sobre o assunto. Atualmente parece que desapareceram da rede.

A Universidade Sao Camilo, ficou comprovado, comprava cadaveres ilegalmente para seus estudantes de medicina. O medico legista Antonio Aurelio de Carvalho Monteiro, era o diretor do IML de Franco da Rocha, nomeado pelo governador de Sao Paulo Geraldo Alckmin. Até entao, a nomeaçao seria uma coisa banal nao é mesmo?

Seria nao fosse o fato de que Antonio Aurelio ja respondia pelo homicidio de doadores de orgaos em Taubate. Sim! Ele era um dos 4 medicos acusados de terem assassinados doadores para vender seus rins. O caso de Taubate foi julgado no ano passado e 3 medicos foram condenados a 17 anos de prisao. Menos Antonio Aurelio que faleceu poucos meses antes do julgamento, vitima de cancer no pancreas. Vale ainda ressaltar que os medicos condenados estao trabalhando normalmente, com o apoio do CFM e nao estao presos!

O governador Alckmin, nomeu Antonio Aurelio sabendo que o mesmo ja tinha antecedentes de venda de orgaos e homicidio. E me parece que ele nao foi nomeado diretor em vao. O IML de Franco da Rocha comercializava partes humanas ilegalmente sem qualquer preocupaçao e faturava alto!! Um cadaver podia custar entre 5 mil a 15 mil.

A Universidade Sao Marcos, onde foram encontrados os cadavares enterrados no seu jardim, tambem era cliente de Antonio Aurelio! Dai a reposta para que tais restos tenham sido encontrados ali. Mas o que tambem esta claro é que estes cadavares nao pertencem ao periodo de 2001 (epoca da reportagem). Isto significa dizer que o comercio continuou por longos 12 anos, sem qualquer problema! E pior... O comercio continua!

Em 2001, a Folha de S.Paulo nao relacionou Antonio Aurelio com o caso de Taubate. Estranho?

O nome do medico chegou a ser substituido. Divulgaram o nome de Antônio Aurélio de Carvalho Moreira sendo que o medico chamava-se Antonio Aurelio de Carvalho Monteiro. Desta forma, ao procurar pelo Google por exemplo, o caso de Taubate nao aparecia nos resultados de pesquisa pelo nome.

Esta é a mafia de qual tenho falado. E ela pertence a um partido politico. Esta claro?!