Desembargadores comprados

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O marketing é tudo! Inclusive nos transplantes.

O mundo gira em torno do Marketing. Voce compra muitas vezes o que nao precisa graças ao marketing. E por isso, propagandas de cigarro na TV foram proibidas. Afinal, um marketing é capaz de criar milhares de novos fumantes todos os dias, e isso nao interessa a saude publica.

O poder do marketing é gigantesco! Voce esta nas maos dos marketeiros e nem percebe!

A politica descobriu o marketing muito cedo. Acabou o debate de argumentos. Hoje existe uma equipe de profissionais que fazem pesquisas para descobrir qual sera o ponto de abordagem ao eleitor. Uma terrorista do passado descobriu que o filho do Brasil se deu bem, e logo aposta em ser a mae do Brasil. O candidato da oposiçao que participou da criaçao de um importante grupo revolucionario armado no passado, que desejava implantar o comunismo, descobriu que o negocio é afastar-se deste meio como se a ele nao pertencesse.

A imprensa tem papel fundamental no marketing e tambem descobriu ha muitos anos o quao é fundamental a renda que o marketing traz. Os argumentos, os contraditorios, as verdades, tudo que desarma o marketing sao simplesmente "esquecidos".

E nos transplantes, nao poderia ser diferente, ja que se trata de algo lucrativo para o setor mercenario da medicina. Dizem os mercenarios, atraves do marketing, que é muito importante salvar vidas! Mas esquecem os mesmos que se lutassem por hospitais publicos melhor qualidade salvariam muito mais. Ao mesmo tempo, nao se arriscam a salvar uma vida de graça, ja que esta é a sua profissao. Querem salvar vidas, mas tambem querem dinheiro obviamente.


Hoje existem estudos patrocinados por transplantistas, cujo objetivo é apontar o motivo pela qual familiares se negam a doar orgaos. Depois de recolher estes dados, sao formulados diversos textos e explicaçoes, na maioria falsas, para convence-los a doar, que sao distribuidos à imprensa e obviamente publicados mediante pagamento. Sao textos que tentam convencer as pessoas que a doaçao de orgaos é um ato de amor ao proximo e que salvara milhares de vidas. Ao mesmo tempo, o "desperdicio" de orgaos doados nao recebe qualquer explicaçao, pois se trata de outra açao do marketing.

Dizem os marketeiros que a escassez de orgaos prejudica os transplantes levando a obito milhares de pessoas que aguardam desesperadas na fila "unica".  Assim, justificam a necessidade de doar orgaos. O mesmo marketing, ao mesmo tempo, afirma que o Brasil é recordista em transplantes! E esta confusao é saudavel para o esquema de trafico de orgaos. 

Obviamente que se faltassem orgaos como dizem, nao seria possivel bater qualquer recorde. O recorde vem com os transplantes realizados fora da fila, e a pagamento. Estes transplantes utilizam, vejam voces, justamente os orgaos "disperdiçados". 

Tudo é feito as claras com a conivencia e o consentimento do governo federal. Ja dizia o parlamento europeu que "Negar a existencia de trafico de orgaos é o mesmo que negar o assassinato de milhoes de judeus nas camaras de gas pelos nazistas". E graças ao bom marketing, no Brasil, ainda negam. E para isso o marketing tambem criou uma explicaçao: "Nao existe trafico de orgaos. O que existe é o trafico de pessoas!"

A unica coisa que o marketing deve seguir a risca é nao proporcionar qualquer esclarecimento sobre o assunto que aborda. Ao contrario, o negocio é confundir. Espalhar informaçoes das mais diversas e diferentes para que ninguem tenha o cuidado de confronta-las e descobrir o obvio: O trafico de orgaos existe, o governo brasileiro sabe e financia, e tem muitos medicos mercenarios ganhando os tubos com esta pratica.

Para se ter uma ideia, no Brasil ja foram realizados mais de 5 milhoes de abortos, e esta pratica é tao criminosa quanto o trafico de orgaos. Em recente reportagem do Fantastico, foi possivel verificar a existencia de verdadeiras mafias, algumas delas que contam ate com a proteçao policial na porta do consultorio, atuando livremente pelo pais. Nos consultorios e em muitos hospitais, todos sabem da realizaçao do aborto, como sao feitos, preços e tudo mais que envolve o procedimento. O Conselho Federal de Medicina, ao receber um denuncia, adverte o medico para nao continuar com a pratica, e mais nada.

O que tem por tras da pratica do aborto na verdade, é uma quantidade enorme de médicos, que um dia, juraram salvar vidas. Se para o aborto sao criadas verdadeiras mafias, nao podemos acreditar que para trafico de orgaos tambem?

Atualmente o marketing esta pressionando para a legalizaçao do aborto, ou seja, é preciso legalizar aquilo que esta sendo feito ilegalmente, e que todos sabem que esta sendo feito ja ha alguns anos, para que medicos nao sejam criminalizados. E tanto para o aborto como para o trafico de orgaos, o argumento que faz com que a sociedade feche os olhos para isso é o mesmo: Um dia voce pode precisar disto!

Nao seria melhor que o marketing fosse usado para previnir gravidez indesejada ou o risco de ir para uma fila de transplantes?

Seria! Mas e os medicos? Como ganhariam seus milhoes?



domingo, 11 de julho de 2010

Orgaos de Anencéfalos nao servem para transplantes

A foto é de Marcela de Jesus Ferreira. Ela viveu 1 ano e 8 meses de vida. Mas a vida dela poderia ter sido mais curta graças ao voraz mercado de transplantes que nao perde tempo em conseguir doadores. 

Graça a uma resoluçao do Conselho Federal de Medicina, era possivel a utilizaçao de orgaos de anencefalos para transplantes. Sem mesmo uma analise previa da servidao destes orgaos, medicos especialistas tinham como meta obter os orgaos destas crianças. Porem, a natureza sabia como sempre, permitiu concluir que os transplantes de orgaos desta natureza sao ineficazes. Com isso, o Conselho Federal de Medicina decidiu revogar a resoluçao. A decisao foi tomada na reuniao plenaria do Conselho realizada em junho e foi expressa na forma da nova resoluçao 1.949/2010.

Volta a decidir pela vida dos anencefalos quem de fato tem poder para isso: a natureza. 

Como argumento no passado para obter tais orgaos, foi mencionado que a mae teria o direito de interromper uma gravidez cujo o "fruto" praticamente estaria morto. Marcela acima provou que sao muitos os anencefalos que sobrevivem um grande tempo ao problema. O conselho federal de medicina teria o direito de discutir a qualidade de vida destas crianças, mas decidir por retirar os orgaos, jamais. Mas num pais cujo comercio de orgaos esta a todo vapor com o apoio de autoridades e entidades como Ministerio Publico e Conselho Nacional de Justiça, fica facil impor tais determinaçoes.

Ainda vale ressaltar que o argumento de que a mae muitas vezes nao deseja levar uma gravidez como esta adiante, era completamente enganador pois a gravidez de um doador anencefalo deveria - para tais fins - completar os 9 meses. 

Agora a ultima palavra:
Para o 1º vice-presidente do CFM, Carlos Vital, com essa decisão o CFM adequa seu conjunto de normas às experiências obtidas e a parâmetros de caráter técnico-científico mais rigorosos, mais coerentes com os aspectos éticos e jurídicos.
Entenderam? Para criar a resoluçao que permitia o uso de anencefalos para transplantes, nao foi considerado nenhum estudo cientifico que validasse esta possibilidade. Apenas levaram em conta a fila de transplante, e o lucro obtido com tais cirurgias. Vale repetir. Depois das experiencias frustradas, o CFM diz que esta adequando "seu conjunto de normas às experiencias obtidas e a parametros de carater tecnico-cientifico mais rigorosos, mais coerentes com os aspectos éticos e juridicos"

Resumindo as palavras do CFM é o seguinte: Deu merda! vamos voltar a respeitar a lei e a ética (escassa ja nesta altura do campeonato). Vamos procurar outras fontes!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Médicos estão acima da lei?

Do blog Dois em Cena



Qual a lógica?

Dizem que no Brasil não existe tráfico de órgãos. Médicos são profissionais de gabarito e conduta ilibada. No Brasil existem duas categorias que não se pode mexer. Médicos é uma delas. O corporativismo é gritante. E a outra é a dos advogados.

Frequentemente um ou outro membro destas categorias estão nos noticiários em uma publicidade, digamos, nada agradável. Mas assim como são expostos, também são protegidos. Alguns não conseguem manter a proteção porque a opinião pública é forte demais e o corporativismo se vê obrigado a abrir mão. Foi o caso de Eugenio Chipkevitch, condenado a 124 anos de prisão. Se a imprensa não tivesse batido forte, seria absolvido sem maiores problemas e os acusadores passariam a ser os verdadeiros bandidos.

Há alguns anos, um renomado médico carioca foi preso após ser denunciado por fazer inúmeros abortos. Os noticiários mostraram o caso, mas logo em seguida, toda a mídia se calou. Ele era renomado e o aborto no Brasil só é ilegal no papel. A sociedade tolera este tipo de crime, afinal, e justamente esta sociedade que precisa fazer aborto.

No mesmo Rio de Janeiro, outro médico foi flagrado pela câmara de um hospital no momento em que passava por uma jovem na escada do hospital que estava em trabalho de parto. Nas imagens podemos ver que o médico passa por cima da jovem com um certo sentimento de nojo, enquanto ela implorava ajuda. No dia seguinte, foi condecorado por políticos cariocas do Rio. O caso e o nome do médico sumiram, bem como o vídeo que estava postado no YouTube. Provavelmente, o abortista e o omisso estão livres, trabalhando naturalmente, fazendo aborto e saltando degraus de mulheres em parto. O corporativismo permite isso.

Para finalizar, mais um caso. Vou descrever aqui o que vem pela frente. Um grupo de pacientes sairão em apoio ao médico. As instituições CRM e CFM farão notas em apoio ao médico garantindo que ele não seria capaz de uma coisa dessas. E se não houver vídeos mostrando o abuso, e se as acusações se mantiverem apenas em testemunhos, o médico será inocentado rapidamente e seu nome será limpo como neve.

Ao mesmo tempo, a sociedade aceita abortista e traficantes de órgãos sem nenhum problema, pois como disse, são os consumidores diretos destes marginais. No Brasil, todos querem acabar com os narcotraficantes, mas ninguem quer deixar de fumar maconha e cheirar cocaina. É assim a sociedade brasileira. A sociedade não aceita abusos sexuais, mas abortista e traficantes de órgãos são sempre glorificados.

Querem uma política limpa, mas Sarney, Calheiros, Collor e Lula se reelejem sem maiores dificuldades. Isto deveria ser tema de estudo. Por que o brasileiro se subjulga tão fácil e vende a preço de bananas princípios fundamentais tão caros?

Agora, vamos ao show!! Amplo direito de defesa, os melhores advogados, todos os tipos de recursos, enfim. Vai depender mesmo é da forma como a mídia atuar.

Vale a pena ter um preview do que está por vir:



LILIAN CHRISTOFOLETTI
da Folha de S.Paulo

A fotógrafa Monika Bartkevitch, 43, afirmou ontem ter sido agarrada e beijada pelo médico Roger Abdelmassih, 65, quando estava em tratamento há nove anos. Ela é a primeira mulher a contar sua história sem exigir anonimato.

Segundo Monika, o episódio contribuiu para o fim do seu casamento. "Estou falando não apenas por mim, mas por todas as mulheres que passaram por isso, para que se sintam encorajadas a denunciar", diz.

Monika ainda não depôs na polícia --pretende fazê-lo na próxima semana. Até ontem, 35 mulheres procuraram o Ministério Público do Estado de São Paulo dizendo-se vítimas de abusos praticados por Abdelmassih, dono da maior clínica de fertilidade do país. O médico nega todas as acusações. Leia abaixo a entrevista:

FOLHA - Por que você foi à clínica?
MONIKA BARTKEVITCH - Eu estava casada havia oito anos e o meu marido era vasectomizado. Ele tinha dois filhos de um outro casamento. Eu tinha um filho também de outra união. Queríamos uma filha e, na fertilização, poderíamos escolher o sexo. Fomos à clínica de Abdelmassih e fechamos um pacote de três inseminações. Já no primeiro dia, achei muito estranho o jeito do dr. Roger me abordar, de se despedir, e isso na frente do meu ex-marido.

FOLHA - O que aconteceu?
MONIKA - No segundo dia, fui sozinha fazer alguns exames. Na saída, o dr. Roger me deu um selinho na boca. Fiquei passada, não sabia o que fazer. Em casa, contei ao meu marido, que não acreditou. Ele disse: "A gente tem muito dinheiro lá [na clínica] e tem um objetivo, que é ter uma filha. Você é descolada, saberá se virar bem". Fui à clínica pela terceira vez. Quando o dr. Roger veio me cumprimentar, estiquei a mão. Disse que não tinha gostado da atitude dele, que estava na clínica para uma coisa sagrada, que é ter um filho. Ele me pediu desculpas, disse que eu era uma pessoa envolvente.

FOLHA - Não houve mais nada?
MONIKA - No dia em que eu fui retirar os óvulos, acordei com o dr. Roger ao meu lado, parado, com a cara em cima da minha, me olhando. Estava voltando da sedação, levei um susto e gritei. Ele se assustou, pediu calma e beijou a minha mão. Chamou um funcionário e me ofereceu um suco de maracujá. Depois, contei isso para o meu marido, que não viu nada de anormal. Três dias depois, voltei para a inseminação. Estava num quarto, de avental. O dr. Roger entrou, me pegou no colo na frente de uma enfermeira e me levou ao centro cirúrgico.

FOLHA - No colo?
MONIKA - Ele me carregou como se eu fosse um bebê. Uma funcionária ofereceu uma maca, mas ele recusou dizendo que eu era especial. Depois da inseminação, de novo, na frente das enfermeiras, ele me pegou no colo e me levou até o quarto. Pediu à enfermeira que saísse. Daí, ficou completamente alterado. Disse que era louco por mim, lambia a minha cara inteira. Eu gritava, mas ele tapava a minha boca. Ficou tentando me beijar, passava a mão por todo o meu corpo. Ele jogou o corpo para cima de mim. Eu dava socos, empurrões, gritava. Comecei a lutar, acho que isso durou uns 15 minutos, não sei, pareceu uma eternidade.

FOLHA - Como terminou?
MONIKA - Continuei gritando e ele se afastou. Briguei com a enfermeira que entrou no quarto, porque ela era mulher e sabia o que havia acontecido. Quando meu marido entrou no quarto, também não conseguia olhar para a cara dele. Porque já tinha contado o que havia acontecido, desde o começo dizia que o médico me tratava de forma estranha, que havia me beijado, e ele não acreditou. Quando saí de lá, o dr. Roger quis falar comigo, pediu que eu voltasse em três dias para saber se tinha dado certo a inseminação. Entrei em depressão, fiquei três dias fechada no meu quarto. Quando voltei à clínica, vi que não tinha engravidado. Eu estava no chão. Meu casamento acabou menos de dois meses depois.

FOLHA - Você tentou denunciar o médico à época?
MONIKA - Procurei uma equipe de TV, queria usar um microfone escondido, queria denunciá-lo, mas não deu certo. Depois, essa história me machucou muito. Separei-me do meu marido e ainda tinha de enfrentar familiares e amigos que perguntavam se eu havia dado abertura. Isso quase me deixou louca. Eu me perguntava, será que fiz algo errado? Mas agora, com todas essas mulheres falando, vi que não estava só.

FOLHA - Por que seu marido não acreditou em você?
MONIKA - Ele é do meio médico, não quis denunciar, não quis acreditar, não quis se comprometer, me deixou completamente sozinha.

Outro lado

O advogado do médico Roger Abdelmassih, Adriano Vanni, afirmou ontem considerar "fantasiosa" a história contada pela fotógrafa Monika Bartkevitch à Folha.

"Acho muito estranho uma mulher passar por tudo isso e não ter denunciado à época. Ela disse que isso aconteceu há nove anos? Então, por que não procurou a polícia? Por que não procurou o CRM [Conselho Regional de Medicina]? Bom, ela conta que o marido não a deixou denunciar, mas ela se livrou do marido, que era o obstáculo para qualquer denúncia, dois meses depois. O que a impediu, então, de denunciar o médico?", questiona o advogado Vanni.

O advogado diz que Abdelmassih nunca carregou pacientes no colo nem as molestou. Para ele, é um absurdo lançar suspeitas como essas sobre um profissional sério e muito respeitado. "O dr. Roger nunca fica sozinho com a paciente, esse não é um procedimento adotado na clínica. Ele está sempre acompanhado por uma enfermeira. Repito, o que ela contou é fantasioso", afirmou.

O advogado reclama não ter acesso à íntegra dos depoimentos nem aos nomes das mulheres que acusaram Abdelmassih à polícia e ao Ministério Público. "Sem saber quem o acusa, ou do que ele é acusado, é impossível fazer a defesa. A gente nem sabe se essas mulheres são efetivamente ex-pacientes dele. Após termos acesso integral ao inquérito policial, o dr. Roger poderá esclarecer, uma a uma, todas as acusações. Ele vai provar a sua inocência."

Nesta semana, Vanni pediu novamente à Justiça acesso ao inquérito que tramita na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo. O advogado afirma que não sabe a "verdadeira motivação" das mulheres que denunciaram Abdelmassih.

"É importante lembrar que, há um ano e meio, o dr. Roger foi vítima de uma campanha difamatória via internet. Já pedimos a abertura de uma investigação na Polícia Civil para apurar isso. Qual era o objetivo? Nós ainda não sabemos", afirma Vanni. Ele se refere a um blog que trazia denúncias contra Abdelmassih postadas com nomes falsos e que foi tirado da rede a pedido do médico.

Na primeira e única entrevista que concedeu à Folha sobre o assunto, há cerca de dois meses, Abdelmassih afirmou ser vítima de uma armação da concorrência. O especialista, que é referência na área de reprodução assistida, fez em sua clínica um terço de todos os bebês de proveta do país.

Em nota da assessoria, Abdelmassih disse negar com veemência todas as acusações e informou que até o momento não foi ouvido no inquérito policial.

Ainda segundo a assessoria, a clínica de Abdelmassih funciona normalmente e completa, neste ano, 20 anos de atividade, tendo atendido mais de 20 mil casais em busca de filhos.

Campanha difamatória. Sim, agora trata-se de uma campanha difamatória contra um médico que faz mulheres dar a luz sem ter esta possibilidade natural. Um homem tão bom, tão justo, tão seério. Por que afinal tantas pessoas resolveram denunciá-lo?

Talvez as mulheres tenham aberto uma clínica concorrente e queiram derrubá-lo numa briga comercial, ou quem sabe estão a procura de notoriedade?

Se você não leu com atenção, destaco o seguinte parágrafo da entrevista com a fotógrafa:

FOLHA - Por que seu marido não acreditou em você?
MONIKA - Ele é do meio médico, não quis denunciar, não quis acreditar, não quis se comprometer, me deixou completamente sozinha.

Entenderam? Meio médico! Não quis denunciar o colega. Pode abusar da mulher dele se for médico. Não quis se "comprometer". Isso significa em alto e bom tom corporativismo

O que o advogado não pensou é que estas mulheres sofreram e ainda sofrem todos os dias um sentimento terrível de terem sido abusadas e se sentirem impotentes diante disso. Por sorte, elas aos poucos estão fazendo valer os seus direitos e denunciando. Ainda que demore 100 anos, denunciar é preciso. Sempre.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Aborto, Eutanásia e Tráfico de Órgãos

 


Aborto e Eutanásia são praticados em série por médicos no Brasil. É fato e não lenda urbana.

Em 20 de julho de 2005, Hebe Camargo, Adriane Galisteu, Jorge Cajuru e Cacá Rosset estavam na TV. Eu nao lembro qual era o nome do programa, mas certamente era no SBT. No dia seguinte, nasceu a minha filha Cléo, por isso me recordo com segurança desta data. Em um determinado momento, surgiu o assunto eutanásia. Na verdade, o programa foi gravado em abril de 2005 e poderia ter sido editado, mas não foi. Para ler detalhes clique aqui.

Jorge Cajuru disse estar emocionado com a história "linda" que Hebe tinha para contar. E Hebe contou. Ela narrou - obviamente sem dar nome aos bois - que um médico, percebendo a situação da mãe de Hebe, ofereceu uma injeção para lhe dar uma morte agradável. Sem frescura, uma injeção letal. Uma eutanásia.

Hebe disse que o médico aplicou a injeção e sua mae foi apagando lentamente para nunca mais acordar. Sem frescura, ela foi assassinada pelo médico e com a permissão de Hebe, que assistiu tudo.

Assim como o aborto, segundo os defensores destes temas, as pessoas tem o direito de decidirem sobre suas próprias vidas. E um horrível engano. Num aborto a mãe decide sobre a vida do feto e não sobre a vida dela. Aliás, ela poderia ter evitado a gravidez se não desejava ter um filho. Poderia ter decidido sobre a vida dela.

Na eutanásia, a situaçao não é diferente. A familia afirma que deseja que o ente querido não sofra, mas no fundo eles estão cansados de cuidar de um idoso ou de um comatoso. A decisão novamente é sobre a vida do outro.

Hebe narrou um homicídio praticado contra a sua mãe da qual ela fez parte como expectadora, poupando o nome do médico. Se a história foi tão bela, seria interessante sabermos quem era o doutor morte desta história.

Num país sério esta revelação teria causado uma grande discussão nacional. No Brasil, tornou-se uma historia linda onde o Ministério Público (que tem o poder de apurar estes fatos), não teve qualquer interesse em descobrir quem era o médico.

Hebe não é a única. Isso acontece diariamente nos hospitais. Médicos se oferecem com frequência para "aliviar a dor e a agonia" daqueles que "precisam".


Na mesma esteira, estão os abortos - nem tão clandestinos assim. São feitos à luz do dia em clínicas conhecidas e ditas "especializadas". Os abortistas cobram caro por um aborto bem feito e dizem: "Se acha caro, faça com um destes açougueiros". Isso mesmo. Existem médicos de luxo e os açougueiros. Ambos fazem abortos, mas você pode escolher. Por isso há um movimento para que o aborto deixe de ser crime e não para que ele possa ser feito. Feito ele ja é. É preciso agora deixar impunes os abortistas e remunerá-los pelo SUS, e se possível, dar a sensação de "boa ação" ao procedimento, como se fosse um transplante.

Depois de escrever isso, por que tenho que acreditar que na área de transplantes, são todos honestos e éticos com cadáveres e potenciais doadores, se nao respeitam idosos, comatosos e fetos?

Num país como o Brasil onde o governo faz o que quer sem que ninguém os detenham, onde tudo é negociável, onde se pode comprar tudo e todos incluindo sentenças judiciais, e onde o corporativismo médico é descarado, devo acreditar que os transplantes - que são altamente lucrativos - são feitos com ética e transparência?

Quem são os médicos transplantistas? A raça pura? A raça ariana?
Como se dizia ser o Partido dos trabalhadores?

terça-feira, 26 de junho de 2007

A lógica Nazista do Ministro da Saúde

O Ministro da Saúde José Gomes Temporão disse à reportagem do G1, que fetos com menos de 12 semanas de vida, não sentem dor. Por isso, ele apóia o aborto para estes casos.

O Ministro da Saúde afirmou que “Até ali, em torno da 12ª semana, não há (no feto) consciência, sofrimento, dor. Vários especialistas dizem isso, e é essa a posição que eu defendo”, afirmou. “Aborto é questão de saúde pública. A legislação precisa ser mudada”.

Ainda segundo o Ministro da Saúde, “Existem questões éticas, filosóficas e religiosas envolvidas. Mas o governo tem de se preocupar com o concreto e fazer alguma coisa em relação à dor e ao sofrimento dessas mulheres”.

Ele disse que devemos nos preocupar com o "concreto" e esquecer as "questões éticas", compreenderam?

Afinal, para que serve a ética para quem quer destruir um feto?

Em resumo para que todos entendam a opinião deste imbecil:

Assassinato sem dor não é crime!

Se a pessoa que ocupa uma vaga como esta de Ministro da Saúde pensa assim, significa que podemos ter respostas para outras discussões tão calorosas quanto o aborto.

Por exemplo a Eutanásia: Se o paciente não sente dor, qual o problema matá-lo? Afinal, assassinato sem dor não é crime. Um paciente em coma está inconsciente, não sente dor e nem sofrimento. Logo, podemos pela lógica do Ministro matá-lo!

Outro exemplo em relação a ocupação de UTI's. O governo de Humberto Costa tentou dar o poder aos médicos de desligarem pacientes supostamente sem chances de recuperação - EM HOSPITAIS PÚBLICOS - para liberação de vagas em UTI's. Matar para abrir espaço! Pela lógica do atual Ministro da Saúde, isto seria completamente sensato: paciente em coma, inconsciente, não sente dor e nem sofrimento... bingo!

Este Ministro da Saúde talvez não saiba, que uma política correta e sem corrupção, pode estender à todas as mulheres a opção de não engravidar! Talvez este Ministro da Saúde não tenha informações sobre o que em países de primeiro mundo é conhecido como controle de natalidade.

O Ministro da Saúde, este imbecil por natureza, defendo o controle da natalidade matando fetos que não sintam dores, em nome de mulheres que "sofrem" com a gravidez. Mas não sofreram na hora de praticar o sexo!

Estas mulheres que o imbecil Ministro da Saúde defende e que apóiam a idéia do assassinato de fetos como controle da natalidade, se fossem menos ignorantes (no sentido literal da palavra) teriam exigido meios anti-conceptivos gratuítos que só não chegam a elas devido a corrupção no Ministério deste mesmo imbecil. Mas preferiram relaxar e gozar - dentro do estilo petista de viver. Fizeram sem avaliar as consequências, e as responsabilidades, e agora querem extirpar o "mal" pela raiz.

Para resolver o problema da falta de política preventiva, trucidamos um feto, e jogamos muita terra para cobrir esta criatura suja, resultado de uma relação sexual sem gosto. Em outras palavras, uma bebê em plena formação e de saúde invejável.

Mas este imbecil que atende pelo nome de José Gomes Temporão tem atuado com muita coerência. Em junho de 2006, através da portaria de No. 542, o então Secretário de Assistência à Saúde - José Gomes Temporão - autorizou Álvaro Ianhez a voltar a fazer transplantes.

Álvaro Ianhez mantinha uma central clandestina em Poços de Caldas onde 9 pacientes tiveram seus órgãos arrancados sem a comprovação da morte encefálica, para fins de Tráfico de Órgãos. Este médico foi o que matou Paulo Veronesi Pavesi, meu filho, que recebeu anestesia geral antes de ter os rins retirados quando ainda estava vivo.

Agora sim faz sentido. Paulinho foi anestesiado. Inconsciente, sem dor, sem sofrimento dentro da lógica do Ministro da Saúde, pode matar. Nada mais justo - olhando pelo "concreto" - nomear alguém que responde por homicídio de doadores de órgãos para voltar a fazer transplantes - esquecendo as "questões éticas".

É compreensível que as mulheres sejam donas de seus próprios corpos. Mas é inaceitável que elas decidam o fim da vida dos seus fetos.