Desembargadores comprados

Desembargadores comprados

sábado, 23 de dezembro de 2017

Novos rumos

A todos que acompanham este blog, gostaria de dizer que o caso Pavesi está definitivamente encerrado. Os desembargadores foram comprados e o processo encontra-se parado na justiça mineira esperando a prescrição.

Este é meu último ano em Londres. Acho que é hora de deixar o país e procurar um lugar novo para viver. 

O caso Pavesi está encerrado, mas não termina aqui. Em breve vocês terão novidades.

Abraço a todos e meus desejos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Bandidos sempre serão bandidos









A perseguição ao juiz de Poços de Caldas.

A matéria foi publicada em agosto deste ano e pode ser lida na íntegra CLICANDO AQUI. Mas destaco o trecho relacionado ao Juíz Narciso Alavarenga Monteiro de Castro.

Juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro. Um dos
mais honestos do TJMG, ameaçado pela máfia de tráfico de órgãos


Vida sem sossego ao combater o crime organizado

Em duas décadas atuando como juiz, Narciso Alvarenga Monteiro de Castro já recebeu inúmeras ameaças. O que não sabia era que a rotina dele e da família seria totalmente alterada após desengavetar o processo da suposta atuação de uma máfia de transplantes de órgãos em Poços de Caldas, no Sul de Minas. 

Profissionais influentes da cidade estavam na mira da Justiça. Havia indícios da retirada de órgãos de pacientes mortos sem autorização prévia. Os crimes chocaram a população.

Ao retomar o caso, Castro começou a sofrer intimidações e viveu escoltado de 2011 a 2015. “Quem trabalha em algum momento para combater o crime organizado, como eu fiz, nunca mais tem sossego. Não dá para desligar nunca. Eles fazem questão de se mostrar presentes para que eu nunca mais me esqueça que estão por perto”, relata.

Abandono

O juiz não fala mais sobre o processo, que já está encerrado. Mas se lembra bem como a rotina da família mudou. Policiais armados acompanhavam Castro o tempo todo. Ele parou de sair e abandonou as atividades que mais gostava, como jogar futebol e visitar amigos e familiares.

Família

Além de dois filhos menores, a família tinha um bebê na época. “A escolta era só para mim. Quando eu saía para trabalhar, minha esposa e meus filhos ficavam sob risco em casa”, conta.
“Recebemos ameaças todos os dias. Umas mais graves, outras menos. Mas o objetivo delas é sempre o mesmo: que você deixe o processo em que está trabalhando. Tomo cuidados, mas sigo meu trabalho de forma tranquila” (juiz Narciso Alvarenga)
Bandidos deixavam bilhetes debaixo da porta da residência e até abordavam a mulher do juiz, batendo no vidro do carro dela. “Passavam recados. Até em uma viagem ao exterior tivemos situações de alerta”. Com tanta pressão, ele desenvolveu estresse pós-traumático e foi obrigado a buscar tratamento. “Ninguém sai da mesma forma quando passa por isso”.

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Muito bem! A pessoa que ameaçou o juiz e ainda o ameaça veladamente é CARLOS MOSCONI. O mesmo que mandou executar o administrador do Hospital da Santa Casa em Poços de Caldas, cujas investigações apontam para Mosconi, e mesmo assim foram arquivadas. O Ministério Público reconhece que Carlão (como era conhecido) foi assassinado pela máfia do tráfico de órgãos, e mesmo assim pediu o arquivamento.

Atualmente sou eu que tenho ameaçado juízes. Mas ao contrário dos casos reportados pelo Hoje em Dia, as minhas ameaças são para que eles trabalhem. O processo do meu filho está parado na 1a Câmara Criminal de Poços de Caldas, onde atuou Narciso. Depois que ele saiu, Mosconi escolheu o juiz que está na ativa, e este juiz está simplesmente impedindo o andamento do processo. Se eu fosse ele, não deixaria prescrever.

Mosconi é um sujeito sujo e perigoso, com poder economico e político. Ele precisa ser executado antes que mais pessoas tenham as vidas destruídas por ele. Infelizmente, o tribunal de justiça de Minas Gerais, é comandado por Mosconi (ex-assessor especial de Aécio Neves).

Atualmente Mosconi é secretário de saúde de Poços de Caldas onde vem cometendo diversos crimes. O último, foi a contratação fraudulenta de um serviço de saúde, sem licitação.

Carlos Mosconi, o velho e gordo, chefe da máfia de tráfico de órgãos ao lado do prefeito Sérgio de Poços de Caldas.
Sergio se elegeu prefeito com o compromisso de entregar à Mosconi a Secretraria de Saúde do Município.



AMAGIS e o tráfico de órgãos

Em 2015, enquanto médicos eram condenados por tráfico de órgãos, e pelo assassinato do meu filho Paulo Veronesi Pavesi, em Minas Gerais, a AMAGIS - Associação do Magistrados Mineiros, comemorou seus 60 anos de existência. A AMAGIS é uma organização criminosa criada para negociar sentenças judiciais. Toda a sorte de magistrados vagabundos e vendedores de sentenças, fazem parte desta associação.

Mas eles também sabem ser cruéis.

A festa dos 60 anos que ocorreu em Alfenas, teve como patrocinador o traficante de órgãos e assassino de Carlos Henrique Marcondes (administrador da Santa Casa de Poços de Caldas, onde o tráfico acontecia), CARLOS MOSCONI. Mosconi financiou a festa em Alfenas, para demonstrar que a justiça mineira está em seu bolso.

Para animar a festa, Mosconi fez questão de que fosse contratada uma banda específica. A banda leva o nome do meu filho.


Durante o evento, em meio ao som da banda Paulinho Veronezi, também foi feita a tentativa da anulação da sentença do filho de Mosconi, condenado a limpar cemitérios, numa ação de sonegação de impostos. A empresa sonegadora era controlada pelo filho de Mosconi, mas pertence à Mosconi. Esta empresa, além de sonegar impostos, participava ativamente de licitações fraudulentas. Após vencer as licitações, sequer entregavam os materias adquiridos pelas prefeituras, ou ainda, entregava materiais de baixa qualidade - tudo comprovado por auditorias.


A obesa loira cujo filho é defeituoso, ao centro da foto retratada durante o evento, é a desembargadora Karin Emmerich, que anulou as sentenças dos assassinos do meu filho e de mais outras 12 vítimas, após receber 500 mil reais de Carlos Mosconi, intermediados por Aécio Neves. O voto principal foi do desembargador Flavio Batista Leite. Um magistrado que entrou por cota no TJMG. Não meus amigos. Não é cota racial (embora ele até pudesse ter o direito), mas estou falando de cota de bandidos - vagas reservadas a desembargadores que aceitam se vender por qualquer moeda. Flavio tentou paralisar o processo por diversas vezes, soltou os assassinos da cadeia, e ainda concedeu habeas corpus para um dos médicos que estava foragido - Sérgio Poli Gaspar. As autoridades alegaram que não sabiam do paradeiro do assassino foragido, mas conseguiram informa-lo de que era preciso se entregar pois a liberdade já estava garantida. 

Karin estava lá para prestigiar a sujeira da justiça.

Eles não estavam satisfeitos apenas em livrá-los da cadeia. Eles queriam mesmo era humilhar a minha família, festejando o assassinato do meu filho, usando para isso uma banda com o nome dele.

A AMAGIS é um tribunal de justiça paralelo. É ali que as sentenças são negociadas. A Associação tem acesso a todos os andamentos processuais, inclusive os sigilosos - como se fosse um tribunal de justiça. O faturamento da Associação é astronômico, pois a AMAGIS recebe um percentual de cada transação realizada por seu intermédio. Os negócios ocorrem como num mercado de peixe. O interessado em comprar a sentença, comunica o presidente da associação que passa a negociar diretamente com o juiz do caso. Uma vez aceita a proposta, o valor é pago e a sentença concretizada.

O CNJ - Conselho Nacional de Justiça, tem conhecimento destas práticas. Porém, dentro do CNJ, há representantes da AMAGIS que negociam ali também o silêncio deste Conselho. Recentemente eu enviei uma denúncia sobre a compra da anulação da sentença a que me refiro, e o CNJ me respondeu - por email - que se tratava de um problema meu, e que se eu quisesse, deveria contratar um advogado e entrar com uma ação na justiça. O CNJ tem obrigação institucional de apurar os fatos, mas eles também se beneficiam financeiramente destas negociações.

Estamos diante de uma justiça que protege assassinos de crianças, e zombam da família da vítima, em festas patrocinadas pelos assassinos. 

É esta a justiça brasileira. E é por isso que o Brasil jamais será um país decente.

Ps. Sobre a frase filho defeituoso, podem me condenar. Se não respeita meu filho, eu não tenho de respeitar o dela.