Desembargadores comprados

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domingo, 26 de agosto de 2007

James Bond no Ministério Público

Quem não conhece a sigla 007 e o personagem James Bond, terá a oportunidade - lendo este texto - de conhecê-lo. Trata-se de mais um assassino confesso protegido pelo Ministério Público. Nestes caso, não só está sendo protegido, como recebe salários em dia.
Quem conhece o Ministério Público como eu conheço, já sabe que é uma organização voltada aos holofotes, de uso político e composto na maioria por advogados frustrados e de mediocridade intelectual explícita e notória. Diante desta pessoal incapacidade profissional, acharam uma boquinha para fazer a vida prestando concurso público e ocupam cargos que jamais teriam caráter para ocupá-los.
Nos últimos anos, o Ministério Público tem premiado alguns promotores e procuradores com o título 007. Na história de James Bond, o código 007 é autorização para matar. Deve haver outros código como o 006 - permissão para serem omissos, ou 005 - permissão para serem covardes.
Podemos citar um exemplo bastante conhecido. O promotor Igor Ferreira da Silva matou sua esposa com dois tiros. Patrícia Aggio Longo estava grávida de 7 meses, portanto um duplo homicídio. Igor Ferreira cometeu o crime em 1998 e em 2001 foi julgado e condenado. No período entre 1998 e 2001, o procurador continuava recebendo normalmente o salário, como se nada tivesse acontecido. Márcio Thomaz Bastos era o advogado de Igor que fugiu após ter a sentença condenatória de 16 anos e 4 meses. Como prova de total de impunidade, Igor Ferreira da Silva só foi exonerado do Ministério Público no ano passado (2006). O mundo já encontrou Saddan Russein, mas Igor ainda não foi encontrado. Você acredita?
Este é o verdadeiro 007!
Nesta semana foi noticiado que o caso de outro promotor pode levar o Ministério Público - mais uma vez - aos bancos do réus. Agora na OEA (Organização dos Estados Americanos). Thales Ferri Schoedl matou com 7 tiros sem qualquer chance de defesa Diego Mendes Modanez, 20 anos, e feriu Felipe Siqueira Cunha de Souza, 21 anos alegando em ambos os casos "legítima defesa".
Defesa? Os jovens atingidos sequer portavam armas. E o motivo alegado pelo promotor é de causar contrangimento à qualquer pessoa que possua o mínimo de caráter. Segundo o Thales "Bond", os rapazes importuram sua namorada, e por isso levaram chumbo. Assim como o caso de Igor Ferreira "Bond", o promotor Thales "Bond" continua recebendo normalmente e mensalmente R$ 10 mil pelos serviços prestados à sociedade: Matar pessoas!
Thales ainda faz parte do quadro de promotores do MP e não pode ser importunado. O caso está sendo lentamente encaminhado enquanto o pai de Diego não tem a quem mais recorrer pois neste tipo de crime, é o Ministério Público quem tem o poder de denunciar. Se o Ministério Público não possui caráter, coragem e isenção para expulsar os "Bond's", quem terá?
Esta semana, voltei a falar com a OEA e estamos caminhando. O MP pode ser réu em pelo menos 2 processos em tribunais internacionais.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

No Brasil funciona?

Eu me pergunto há alguns anos: No Brasil, alguma coisa funciona sem que haja desvios?

Falo de todos os tipos de desvios. Um exemplo simples foi os jogos Pan americanos. Funcionou? Claro! Foi excelente! Porém, o orçamento inicial foi ignorado e muito mais do que havia sido previsto, foi gasto realmente. Em resumo, nada que o brasileio ponha a mão, funciona conforme planejado.
Alguns brasileiros preferem acreditar que tudo aqui funciona. Que somos educados, solidários, felizes e realizados. Arnalbo Jabor recentemente teve a coragem de desmentir tudo isso através de um texto que circulou pela internet, ou que talvez tenha sido publicado em algum blog. Coragem, porque hoje em dia, qualquer pessoa que faça críticas ao Brasil, é considerado "Elite", "pequeno burguês" ou "adversário político". Eu critico dia e noite esta porcaria de país, não sou burguês, não pertenço a nenhuma elite e nem sou adversário político pois não sou filiado a partido nenhum.
Numa conversa com amigos, perguntei à eles o que no Brasil funcionava. Um deles prontamente respondeu: O poupa tempo!
Eu nunca fui a um poupa tempo. Meus documentos foram emitidos todos nos anos 80 quando eu tinha 14 ou 15 anos de idade. Estão todos comigo até hoje. Mas hoje, para retirar o passaporte eu fui obrigado a emitir uma segunda via do registro de identidade. Uma piada! O governo federal não reconhece como legal um documento que ele mesmo emitiu há mais de 20 anos. O que o governo brasileiro escreve, nem ele mesmo acredita!
Cheguei bem cedo ao poupa tempo e de fato eu fui logo atendido. Pediram cópia de todos os documentos, o que já achei um absurdo pois, eu estava apenas solicitando a emissão de uma 2a via. Após enfrentar uma fila de uns 20 minutos consegui tirar cópias dos documentos solicitados. Voltei então para a fila de 2a via do documento de identidade. Recebi uma senha da polícia civil. Ao perguntar quanto tempo demorava, fui então informado que para esta senha a previsão de ser atendido era de 50 minutos.
Tudo bem! 50 minutos não me parece tanto tempo assim. Afinal, logo depois eu poderia retirar o documento e voltar para o trabalho!
Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha
Eu estava certo! Nada neste país funciona.
Depois dos 50 minutos, eu teria que retirar um protocolo e aguardar pelo menos 24 horas para a emissão de uma nova carteira.
Em 24 de março de 1983, eu me dirigi a um posto da polícia da cidade de São Bernardo do Campo onde levei uma cópia da certidão de nascimento e uma foto 3x4. Sai de lá com um protocolo em mãos e a promessa de retirar o documento no dia seguinte.
Para que então serve o poupa tempo??
Mas não parou por ai. Eu perguntei para a atendente se não havia a possibilidade de retirar o documento no mesmo dia. Foi então que ela me disse:
"O senhor pode falar com a supervisora que talvez ela possa resolver o seu problema".
Isto me soou "oferece uma propinazinha que sai"!
Há 24 anos atrás, quando eu tirei a primeira via do documento de identidade, eu não paguei nada. Hoje eu teria de pagar pouco mais R$ 21,00.
ESTE É O BRASIL
Há 24 anos atrás o governo brasileiro emitiu um documento de identidade gratuitamente, onde ficou com as minhas informações "cadastradas" de alguma forma. 24 anos depois, ao tentar retirar o passaporte, descobri que o mesmo Brasil não reconhece mais este documento como "válido". No entanto, se alguém me roubar este documento inválido, e em seguida matar uma pessoa deixando aquele documento no local , eu serei responsabilizado pelo assassinato e como já aconteceu neste país, serei preso!
O documento não é válido para que você exerça seus direitos como por exemplo tirar um passaporte. Mas se você precisa exercer os seus deveres, ele é plenamente válido.
Nos cartórios brasileiros, já não mais autenticam cópias de documentos antigos, alegando que ele não é autêntico. Em outras palavras, todo mundo é suspeito de ter adulterados seus documentos pessoais sem que ninguém prove a adulteração alegada.
Você brasileiro, é obrigado solicitar uma nova emissão de um documento seu, para inflar os cofres públicos, cujo dinheiro depois acabará em uma reforma da pista de um aeroporto qualquer que jamais será realizada como deveria, levando outros tantos brasileiros à morte.
A corrupção, a vagabundagem, a safadeza é o destino do dinheiro que você soa muito para ganhar.
Pensando bem, entendo porque me disseram que o poupa tempo funciona. Para um país como o Brasil, pode-se considerar o poupa tempo como um serviço público de primeiríssima qualidade.
O que importa mesmo é que este tempo todo perdido em burocracia e invalidações irracionais deste país, vale a pena! Tudo que estou fazendo é para me tornar um cidadão Italiano e no futuro definitivamente me naturalizar naquele país. Dar às minhas filhas a oportunidade de crescerem em um país cujos valores não estão somente imprensos em notas de reais que viajam em cuecas.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Você já recebeu ajuda espontânea de um Procurador?

Na última edição dos jogos Pan-americanos, alguns atletas cubanos desertaram e pretendiam em princípio, conseguir no Brasil asilo político. É estranho que de um país tão maravilhoso como é Cuba, as pessoas tentem fugir e acabam sendo "capturadas" como se fossem animais. Em um passado não tão distante, Fidel executou alguns cubanos que tentaram desertar em canoas improvisadas. Neste caso específico (Pan), o Brasil tratou de despachar os desertores o mais rápido possível para a vingança Fidelinea.

Até ai, o problema é de Cuba e dos cubanos que embora numerosos, não tenham coragem de criar uma resistência ao regime. De forma espontânea, delegados da polícia federal e um procurador da república apareceram para oferecer ajuda aos "desertores", provavelmente atraídos pelos holofotes da imprensa.

Precisamos aprender a lição. Se você sofre com o descaso de autoridades, a saída é comprar um holofote. Em geral, uma destas espécies - o procurador -, não costuma mostrar a cara. Está então comprovado que este tipo de autoridade é doida por uma iluminaçãozinha.

Assim foi também com o acidente da TAM. Bastou um avião passar direto pela pista curta e ensaboada para um procurador aparecer e dar entrevistas dizendo que pediria a interdição da pista por motivos óbvios. Ora! Por que não fez isso antes? A resposta é que até o acidente, não havia ali qualquer holofote ligado. E cá entre nós, as luzes laterais da pista de congonhas não iluminam muita coisa.

Este espécime de autoridade vive escondido em algum lugar onde não temos acesso e só se revelam quando há uma luz, um microfone ou um símbolo de uma emissora de tv qualquer. Geralmente o símbolo da Rede Globo é o preferido. Há em algumas situações onde os policiais federais só fazem uma prisão quando um holofote e uma câmera os acompanham.

Como nunca pensamos nisso antes?

Agora compreendo bem a função da imprensa. É atrair autoridades federais! Se a imprensa acende os holofotes, pode esperar que logo logo uma autoridade aparece. É verdade que nunca fazem o que é preciso, mas da uma certa promoçãozinha.

Existe no entanto uma modalidade de autoridade que teme o holofote. São aqueles que compõem as corregedorias. Quer espantar um corregedor, basta acender um holofote.

Lembre-se:

Se precisar de uma autoridade, acenda os holofotes!