Desembargadores comprados

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Mostrando postagens com marcador Campanha de doação de órgãos. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Nos somos os bandidos

No julgamento de Taubate esta ficando claro o que venho dizendo ha anos. Os bandidos somos nos. Os assassinos é que sao honestos. As testemunhas de acusaçao sao mentirosas, mas as de defesa sao honestas. 

A enfermeira que atuava no hospital Hosic na epoca, detalhou como um dos assassinos despachava o doador apos tirar-lhe os rins. Ele utilizava um bisturi para cortar uma arteria na altura do coraçao e o paciente imediatamente parava de se debater. 

A defesa tentou desqualificar o depoimento. Em primeiro plano, disse que o bisturi nao seria capaz de fazer aquilo, ja que a ferramenta usada para abrir o peito seria uma serra e nao o bisturi. Se o bisturi nao é capaz de causar isso, o medico estaria disposto a deixar que alguem tentasse cortar a sua arteria desta forma? Afinal, segundo ele, a pessoa nao iria conseguir nao é mesmo?

Depois outras testemunhas disseram que a enfermeira nem estava na sala. Ela inventou tudo. Mas por que alguem inventaria tudo isso?

Simples! Inveja. Todos naquela epoca que nao participaram dos transplantes, ficaram com inveja. Ficaram com dor de cotovelos ao verem cheques enviado aos transplantistas em troca dos orgaos fornecidos para Sao Paulo, para o medico Emil Sabagga que os implantava em seus pacientes particulares.

Inveja! a enfermeira sempre sonhou em ser famosa, e agora encontrou uma oportunidade! Inventou tudo para acusar 4 medicos que nunca fizeram nada de errado. Inveja! Kalume queria ser conhecido como o mestre dos transplantes e nao foi convidado. Entao denunciou todo mundo, forjou provas, e acabou com um sistema revolucioinario de transplantes de orgaos, com doadores quase cadaveres.

A afirmaçao da enfermeira poderia ser facilmente comprovado. Bastaria uma exumaçao do corpo. Mas os medicos acusados entraram com tantos recursos e tanta influencia politica que o julgamento so aconteceu 24 anos depois do assassinato. Exumar cadavares agora seria vasculhar um monte de terra a procura de nada. 

Ha torcida na internet para que Kalume morra apos ter sofrido uma ameaça de infarto, depois de seu depoimento. Denunciantes precisam morrer! Vida eterna aos medicos!

Pensando bem, nao faz sentido alguem matar um doador para a salvar a vida de outro! Como alguem que pretende salvar uma vida mataria uma pessoa? Poderiamos até dizer que seria por dinheiro. Mas uma cirurgia de implante de figado, por exemplo, paga muito pouco. Algo em torno de 150mil reais. Nao acredito que um medico salvador de vidas, mate uma pessoa e salve outra so por 150mil reais! Seria um absurdo pensar nisso.

Mas eles sao inocentes! Os bandidos somos nos. 

Eles estudaram para salvar vidas! Veja por exemplo o 4o acusado (que ao contrario do que a imprensa diz, faleceu neste ano e nao no ano passado, vitima de um cancer no pancreas). Ele tambem estudou muito para poder salvar vidas, mas mesmo respondendo pelo homicidio de 4 doadores de orgaos em Taubate, foi preso em 2001 vendendo cadaveres para faculdades de medicina, enquanto ocupava o distinto cargo de Diretor do IML de Franco da Rocha. 

Ora!!! Inveja! Quem nao gostaria de estar participando de um esquema revolucionario de venda de cadaveres? Quantos alunos deixaram de estudar porque o esquema foi denunciado? So houve prejuizo! Alem disso, os cadaveres estavam morto oras! Por que nao utiliza-los? Ou melhor, vende-los!

Sao todos medicos honestos. Nos somos os bandidos e contadores de historias que possuem laudos e exames irrefutaveis. 

Nos desejamos destruir o sistema de transplantes que beneficia milhares de pessoas. Nao gostamos de ver as pessoas felizes. Veja o meu exemplo. Eu doei o meu filho so para depois denunciar um bando de assassinos. Por inveja! Eu sempre quis ser o homem de roupa branca que arranca orgaos de crianças vivas. Mas como nao fui capaz de fazer isso, a minha inveja fez com que eu denunciasse todo mundo.

A honestidade da medicina brasileira esta nos jornais de hoje. 

Medicos e hospitais fazem campanhas de transplantes para salvar a vida dos pacientes, preocupados com a saude dos mesmos, e gastam parte do seu tempo e dinheiro nestas campanhas. Ao mesmo tempo, estranhamente, foram encontrados lençois utilizados em hospitais do Rio e de Sao Paulo em lojas na Bahia. Trata-se de um material altamente contaminado, sujo com manchas de sangue e remedios e que pode levar risco a saude de muitos baianos. 


Vender material que deveria ser incinerado é o cumulo da ganancia de alguns profissionais da saude, mas eles garantem que estao preocupados com a saude! 

Pensando bem, quem nao gostaria de estar vendendo estes materiais na Bahia e ganhando uma fortuna heim? Afinal, sabemos que colocar um hospital ou medico no banco dos reus pode levar até 24 anos para um julgamento. 

So pode ser inveja!


terça-feira, 29 de março de 2011

O marketing transplantista é violento. E precisa ser!

Voce tem um blog? Entao pode comprovar o que eu disse.

Faça um teste!

Escreva um texto sobre uma doença qualquer que nao esteja relacionada a transplantes. Espere algumas horas e veja o que acontece. Se voce ja fez isso, deve ter percebido que nao aconteceu nada. Provavelmente muitos tiveram acesso ao seu blog, alguns comentarios, mas nada alem disso.

Agora escreva um texto e use as palavras DOACAO DE ORGAOS, morte encefalica, mesmo que seja para denunciar esta mafia que esta por tras disso. Espere alguns minutos e tera uma surpresa!

O Ministerio da Saude lhe inviara automaticamente um texto, ao detectar que voce postou sobre o assunto. O texto é este abaixo:

Olá, blogueiro (a),

Salvar vidas por meio da palavra. Isso é possível.

Participe da Campanha Nacional de Doação de Órgãos. Divulgue a importância do ato de doar. Para ser doador de órgãos, basta conversar com sua família e deixar clara a sua vontade. Não é preciso deixar nada por escrito, em nenhum documento.

Acesse http://doe.vc/mq e saiba mais.

Para obter material de divulgação, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br

Atenciosamente,

Ministério da Saúde
Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/minsaude 


Se eles enviassem a verdade dos fatos, a mensagem seria assim:

Caro blogueiro. 

De fato temos problemas em varios pontos do pais na constataçao de morte encefalica. Muitas vezes as pessoas sao diagnosticadas como mortas, mas estao vivas. Mesmo assim, nestes casos, os orgaos sao retirados pois ja existem pacientes esperando por eles. Por outro lado, existem grupos de medicos que estao assassinando pacientes em leitos de UTI publicas das quais sequer temos controle. Precisamos liberar leitos!! E usar os orgaos nos transforma em ANJOS SALVADORES DE VIDA, ainda que na verdade estejamos a ceifa-las. 

Para nao prejudicar a imagem do sistema de transplantes, o Ministerio da Saude tem o cuidado de abafar todos os casos, exceto aqueles como o de Paulo Veronesi Pavesi, cujas evidencias e provas sao indiscutiveis. Ainda nestes casos, ignoramos o assunto e passamos a perseguir a familia até que fossem se asilar na Italia. A imprensa é nossa! Gastamos milhares em publicidade e basta ameaça-los de cortar a verba caso pensem em publicar estas historias.

Atualmente muitos tribunais de justiça estao promovendo o projeto "Doar é legal". Nos liberamos uma graninha e eles se ocupam de falar bem dos transplantes. Por isso casos como o de Taubaté e Poços de Caldas, ficam mofando decadas sem chegar a lugar nenhum enquanto os mafiosos e assassinos trabalham normalmente pelo, quem diria!!!!, proprio SUS.

Se o Ministerio Publico Federal esta do nosso lado, quem estara contra?

Por isso, blogueiro, é melhor voce falar bem desta merda que estamos fazendo, pois voce podera ser o proximo a procurar asilo!!

Atenciosamente, 
Ministerio da Mafia dos transplantes Saude

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Agora é a vez do Conselho Nacional de Justiça


Ajude este bloguezinho. Se voce conhece algum conselheiro do CNJ, ou mesmo qualquer cidadao ligado a este conselho, faça este texto chegar ate la. Infelizmente o CNJ tem um site que nao permite que voce envie uma mensagem sequer ao presidente, nem ao copeiro da casa. Quem sabe se voce enviar eles nao conseguirao ler. Ok, nao vai mudar nada, mas pelo menos saberao que ainda estou vivo.

O trafico de orgaos nunca foi tao forte como esta se tornando no Brasil. Depois do Ministerio Publico investir em campanhas de doaçao de orgaos, agora chegou a vez do Conselho Nacional de Justiça. Enquanto processos contra traficantes dormem durante 10, 20 anos nas gavetas do judiciario, o mesmo esta abrindo as portas para os traficantes.

Para ler a noticia, click aqui

Em Sao Paulo ja ha alguns anos, as viaturas levam a frase "incentive a doaçao de orgaos". O Ministerio Publico chegou a imprimir cartilhas e gastar uma boa grana fazendo propaganda para a doaçao de orgaos. Agora é a vez de colocar os tribunais na jogada.
Os projetos na área social continuarão em destaque no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que completou cinco anos de existência nesta segunda-feira (14/06). Para comemorar a data, o ministro Cezar Peluso, presidente do CNJ e o desembargador Léo Lima, presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), assinaram termo de cooperação técnica para a implantação do projeto Doar é Legal, que deverá ser adotado por todos os tribunais do país, ficando o tribunal gaúcho responsável pela sua execução.
O projeto, implantado com êxito pelo TJRS, visa conscientizar as pessoas da importância da doação de órgãos. "Trata-se de uma atividade, além da prestação jurisdicional, mas que demonstra o papel social do Judiciário", explicou o presidente do tribunal gaúcho, desembargador Léo Lima.
Com o acordo, o TJRS ficará encarregado de compartilhar recursos tecnológicos, material e pessoal, além de promover troca e cessão de material para a execução do projeto.
Agora imagine voce parar uma viatura da policia em Sao Paulo, que tem uma propaganda de doaçao e denunciar um traficante de orgaos. Imagine levar uma denuncia ao Ministerio Publico Federal que imprime cartilhas de como doar orgaos. Imagine denunciar um traficante ao Conselho Nacional de Justiça que vai implantar a "Doar é legal" em todos os tribunais do pais. 

Sinceramente, é uma briga muito desleal. Quando denuncias chegam nestas instituiçoes, sao empurradas de um lado para outro, engavetadas, escondidas, ocultadas. E este regime dizem que é democracia.

Um bando de vagabundos ocultando crimes e protegendo traficantes em troca de alguns trocados. 

E assim os casos como o de Taubaté e Poços de Caldas vao se arrastando por anos sem que a justiça brasileira tenha coragem de condena-los em nome de uma propagandinha e de muita grana.

E nao ha um so canal para levar as denuncias. Ha 10 anos eu brigo para ser ouvido pelo Ministerio Publico. Foram mais de 8 representaçoes que nunca foram sequer respondidas. Um relatorio de CPI arquivado sumariamente com a explicaçao de que "Eu faço o que eu quero - Procurador Geral da Republica". Um bando de canalhas, faturando com a morte de crianças em leitos de UTIs.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A verdade sobre a doaçao de orgaos esta nas paginas dos jornais.

O texto abaixo foi publicado no Campo Grande News e podera ser lido atraves do link abaixo. No entanto, como a reportagem é muito interessante resolvi reproduzi-la na integra aqui no Blog e comentar os pontos principais. Essa provavelmente nao saira em grandes jornais. 

FONTE: Campo Grande News

MS não faz transplante de coração e famílias vivem drama
Segunda-feira, 04 de Janeiro de 2010 09:49
Aline Queiroz, Danúbia Burema e Adriany Vital


Aristeo conta que família se mudou para Capital para que filho tivesse tratamento. O dia 08 de dezembro de 2009 ficará na memória das famílias campo-grandenses Fernandes e Araújo. O jovem Cristiano dos Santos Fernandes, 24 anos, morreu pela falta de transplante de coração e Zaida Cristina de Araújo, 36 anos, teve morte cerebral, porém, os órgãos só foram doados dois dias depois a pessoas de outros estados. Embora histórias como estas pudessem se cruzar e acabar com o sofrimento de sul-mato-grossenses que esperam por um transplante de coração, o Estado não realiza o procedimento há pelo menos cinco anos. Desde que Cristiano nasceu enfrentou problemas cardíacos. Os pais, Aristeo Fernandes e Ezanir dos Santos Fernandes, moravam em Jardim e constantemente eram obrigados a vir para Campo Grande. Em busca de tratamento para Cristiano, a família teve de se mudar para a Capital. Em 2003, aos 17 anos, ele teve uma crise cardíaca que o deixou internado por quatro meses. Cardiologistas diagnosticaram que Cristiano havia perdido 80% da força do coração e deram o prazo fatal: ele sobreviveria no máximo um ano.
Durante todo o tempo em que os pais procuraram a salvação para o jovem, jamais tiveram conhecimento da susposta fila para o transplante. “Nunca ouvimos dizer”, lamenta o pai. Segundo Aristeo, uma pessoa conhecida da família, que trabalha em hospitais da Capital, chegou a procurar o nome de Cristiano junto à Central de Transplantes e não encontrou.
Aristeo conta que a recuperação de Cristiano, em 2003, causou surpresa aos médicos e renovou a esperança da família. Para ele, caso o filho tivesse conseguido o tão sonhado coração, poderia estar vivo. Durante todo ano passado, o jovem precisou de acompanhamento médico por várias vezes. Em 09 de novembro, o quadro se agravou e ele foi internado na Santa Casa de Campo Grande. Aristeo revela que o filho estava bastante inchado quando precisou da internação.
Ele chegou a pedir aos médicos que colocassem Cristiano na fila para o transplante. “Eles (médicos) não disseram nem que sim nem que não. O problema era muito grave. Não sei se já não compensava mais”, desabafa.
Quase um mês depois, o jovem morreu. A certidão de óbito aponta como causa para a morte: insuficiência respiratória, choque cardiogênico, miocardiopatia dilatada e pneumonia. Perda - “Ficou muito difícil”, resume Aristeo quando o assunto é a vida sem o filho. O casal tem uma filha de 26 anos, mas era o Cristiano que levava a mãe ao médico para o tratamento da hipertensão. Euzanir não quis comentar o assunto.
Aristeo revela que ela não consegue mais entrar no quarto que era do filho. Para o pai, falta empenho e orientação em relação aos transplantes. Se tivessem nos falado, teríamos ido atrás, assim como corremos com tantas outras coisas”, finaliza.
Outro lado - Enquanto famílias sofrem pela falta de transplantes, a dor não é menor para os que decidem doar órgãos de seus familiares. A auxiliar de produção Sandra Salvaterra Araújo, 33 anos, lembra que a espera para doar os órgãos da irmã aumentou a dor da família. “Atrasou tudo, velório, enterro. A dor de perder mais a da espera foram ruins, muito sofrimento”, lembra.

A irmã de Sandra, Zaida Cristina de Araújo, 36 anos, teve morte cerebral no dia 8 de dezembro deste ano, após sofrer traumatismo craniano em acidente ocorrido no dia anterior. Segundo a família, até hoje as circunstâncias do acidente não foram esclarecidas, parentes sabem apenas que o namorado de Sandra, que conduzia a motocicleta em que ela estava, perdeu o controle do veículo. Ela caiu e bateu a cabeça no meio-fio.
Com o diagnóstico de morte cerebral, começou o drama. A irmã dela lembra que a decisão de doar seus órgãos foi difícil, porque quando estava viva Zaida havia dito que não queria ser doadora. “A gente só doou os órgãos porque foi o jeito mais rápido de desligar os aparelhos. Ela não ia viver de novo, e prolongar aquilo só ia aumentar a dor dela e o sofrimento da família”, diz Sandra.
Contudo, após a autorização para doar órgãos, procedimento que deveria ser rápido demorou mais de dois dias, segundo os familiares. “Só tinha médicos com especialidade para remoção dos rins e córneas em Mato Grosso do Sul, o restante teve que vir de Minas Gerais e de São Paulo”, detalha. Sandra conta que os médicos avisaram que o procedimento iria demorar, mas a família não imaginou que fosse tanto.
Ela diz que se houvesse outra maneira de autorizarem o desligamento dos aparelhos, teria desistido da doação.
“Demorou muito, e quando o corpo chegou nem pudemos ficar direito com ela porque tinha outro velório marcado”, reclama o filho de Zaida, Pedro Henrique Araújo, de 14 anos, ao lembrar que a demora na liberação do corpo encurtou o tempo da despedida dos familiares. Da experiência resultou à família uma péssima impressão sobre o gesto de doação de órgãos. “Se acontecesse de novo eu pensaria duas vezes, não pela doação, que acho um gesto bonito, mas pela demora”, afirma Sandra.
A irmã da doadora diz ainda que preferia que os órgãos dela tivessem ficado com sul-mato-grossenses, local onde ela nasceu, mas foram quase todos levados para outros estados. “Tem muita gente que está na fila de espera em MS precisando de tudo aquilo que ela doou”, completa.
Central de Transplantes - A Secretaria de Estado de Saúde informa apenas que 16 pessoas aguardam transplante de coração.
No entanto, a coordenadora da Central, Claire Miozzo, não concedeu entrevista para explicar porque o procedimento não é feito há cinco anos. Ela foi procurada durante duas semanas para esclarecer os motivos e dizer se existe alguma perspectiva para a retomada das cirurgias.


Meus comentarios


Entenderam como funciona a transparencia dos transplantes? Sim, a coordenadora se nega a dar informaçoes  a imprensa por duas semanas até que tudo caia no esquecimento. Mas o que me fez publicar esta historia sao os detalhes que nao sao peculiares so neste caso, mas em muitos que a imprensa nao publica.

Todos os anos se investem milhoes em propagandas pro doaçao, e quando uma familia doa, descobre que a propaganda é uma grande enganaçao. Apesar de atenderem os apelos das propagandas, os orgaos sao enviados para outros estados, deixando morrer aqueles que tem urgencia. Os criterios de urgencia simplesmente sao ignorados. A reportagem nao fala onde foi implantado os orgaos retirados ali e em que condiçoes. Ninguem sabera. Ele pode ter saido do estado de MS para abastecer uma fila particular.

O pai revela que chegou a pedir para que o filho fosse inserido na fila de transplantes, mas nao fizeram. Por que? Porque sabiam que nao poderiam atende-lo. Alem disso, uma pessoa que morre na fila, transforma-se em um numero precioso. Sera usado mais tarde como justificativa para pedirem novas doaçoes.

"Esta vendo? morrem pessoas na fila todos os dias! Precisamos de doadores!"

Mas quando encontram doadores, os orgaos desaparecem e sao implantados em algum paciente muito longe. Longe ate mesmo da fila do SUS.

Reparem estes outros dois pontos muito importantes:
1. A doadora havia se manifestado contrariamente a doaçao de seus orgaos quando estava viva e a familia foi informada. Mas mesmo assim os orgaos foram doados. Portanto, aquela propaganda que diz que voce deve informar sua familia para fazer valer a sua vontade é uma grande mentira. Sua vontade pouco importa. Voce esta morta. Os transplantistas usarao todos os metodos sujos para que a familia doe. Neste caso, condicionaram o desligamento dos aparelhos a doaçao.
2. A familia so aceitou doar para "acelerar" o processo de desligamento dos aparelhos. Mal sabe a familia que se a doadora estivesse sedada, poderia apresentar falsos sinais de morte encefalica e portanto estaria viva. Posso apostar com quem quiser, que ela recebeu barbituricos ou benzodiazepinicos para o tratamento do trauma, e que estes medicamentos nao foram considerados para os *criterios de impedimento para o diagnostico de morte. Alias, a demora nao é justificavel uma vez que sao 12 horas no maximo para a realizaçao de um segundo diagnostico. Logo, esta evidente que o resultado do primeiro diagnostico foi que ela estava viva. Tiveram de esperar mais tempo para que ela - sem atendimento adequado - viesse de fato a falecer.
Um coraçao sobrevive apto a transplantes no maximo até 3 horas apos a parada cardiaca. O prolongamento artificial dos batimentos cardiacos podem anular a possibilidade de transplantes. A unica justificativa para mante-la por dois dias com o coraçao batendo é que nao havia a morte encefalica quando comunicaram a familia.

Neste momento, o prontuario esta passando por uma grande correçao onde uma nova historinha sera criada para justificar todo o fato. Em 2002, depois do caso Paulinho, O Conselho Federal de Medicina criou uma nova resoluçao determinando que os prontuarios so podem ser entregues a familia depois de serem revisados. Ou seja, a verdade nao deve chegar as maos dos familiares.

* criterios de impedimento para o diagnostico de morte:
Segundo a resoluçao 1.480/97, pacientes que receberam dosagens de barbituricos ou benzodiazepinicos, nao podem ser submetidos ao diagnostico pois o mesmo podera apresentar falso positivo.

Tudo isto é fato, e nao lenda urbana.


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Campanha de doação de órgãos - II


A Campanha continua. Já fiz o material gráfico para distribuição. É bem simples e não da para comparar com os milhões que o Ministério da Saúde despeja nas agências de publicidades nestas ocasiões. Porém, é bastante claro e objetivo.

Há uma grande procura por doadores de órgãos cadáveres ou até mesmo vivos, já que a legislação ajuda. Por isso achei interessante fazer uma imagem que passe a mensagem sem que seja preciso pensar muito.

Ai vai:


A recompensa de 4 mil é apenas uma sugestão. Os valores podem ser negociados caso a caso de acordo com o desespero da família do receptor.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Campanha de doação de órgãos

Em setembro, como em todos os anos, a grande máfia se une para realizar o que chamam de Campanha de doação de órgãos. Aquelas palavras tocantes, com imagens tristes. Você precisa doar!

Na verdade isso acontece durante todo o ano. Onde você vai tem um cartaz, um folder, um posterzinho dizendo "Doar órgãos é um ato de amor", e coisas do tipo.

Eu também lanço a minha Campanha todos os anos. Neste ano escolhi o seguinte título:

"MANTENHA-SE VIVO. NÃO DOE SEUS ÓRGÃOS. NÃO CAIA NESTA ARMADILHA."

O garotinho no alto da página, no canto superior direito, é o Paulinho. Tinha 10 anos quando sofreu um acidente doméstico, e ao ser levado para o hospital constataram que seu estado era MODERADO. Usando altas dosagens do medicamento Dormonid, foi colocado em coma de onde nunca mais saiu. Ainda vivo, mediante anestesia geral, seus órgãos foram retirados e transplantados em uma lista privada do médico que o matou. Este grupo atuava em Poços de Caldas e tinha como seu criador um deputado federal.

O caso deu origem até a uma CPI Federal, e apesar de comprovado o assassinato inúmeras vezes, tudo foi abafado. O mesmo grupo foi responsável pela morte de pelo menos outras 8 pessoas, e o adminsitrador do hospital onde Paulinho foi assassinado foi morto a tiros após colocar escutas no centro cirúrgico.

As córneas de Paulinho foram vendidas pelo Instituto Penido Burnier em Campinas pelo preço simbólico de 500 e 600 reais respectivamente. Tal Instituto sequer possuia na época, autorização para a realização de transplantes, mas era pago pelo governo mesmo assim.

A exemplo do que se vê hoje no Brasil, os culpados sequer foram presos. Estão respondendo em liberdade e já foram contratados pelo SUS para fazerem novos transplantes. Estão também articulando para a recriação da central que foi fechado porque era clandestina. Tudo com o auxílio de autoridades e do governo federal.

O presidente da ABTO - Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos é testemunha de defesa do principal acusado.

A imprensa brasileira está proibida de falar no caso.

Hoje eu moro na Itália e estou sob proteção humanitário do Governo Italiano, devido a diversas ameaças que fizeram para que eu calasse a boca.

Por isso, se você tiver um pouco de consciência, exija que casos como de Paulinho Pavesi sejam esclarecidos e que os acusados sejam exemplarmente punidos, pois caso contrário, você estará colaborando para o crime organizado. Aceitar o assassinato de uma criança para que os pacientes que esperam um transplante não sejam prejudicados, é um argumento baixo e só beneficia os traficantes de órgãos.

Ao contrário do que dizem, tráfico de órgãos é muito mais comum do que você imagina, mas os acusados sempre se safam com o auxílio do Ministério Público.

Se você é doador, em favor da vida, espero que a vida de Paulinho também tenha a mesma importância para você. Portanto, converse com seus amigos. Passe esta informação adiante.

Em breve haverá o lançamento de um documentário para o cinema onde o caso Paulinho é citado. Eu estou fazendo a minha parte. Na próxima semana darei maiores detalhes.