Desembargadores comprados

Desembargadores comprados

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Você viu na imprensa brasileira?

Você ficou sabendo que eu obtive asilo humanitário através da imprensa Brasileira?


Não. Obviamente que não. E você nem sabe provavelmente quem sou eu. E nem deveria saber. Eu sou alguém que está lutando para que não façam com o seu filho o que fizeram com o meu.

Não se preocupe. Você não vai ver mesmo. O problema é que no Brasil, nenhum jornal ou Tv estão interessados em divulgar a realidade do país. O Brasil é um país onde a compra e venda de órgãos é rotina, mas isso não pode ser falado. Há muito dinheiro em jogo. Há muita gente "grande" envolvida. Há a conivência do Ministério Público Federal e de políticos. Há a benção do Conselho Federal de Medicina que absolveu o assassino mesmo com tantas provas.

Mas se você se interessa pelo assunto, leia hoje os jornais europeus. Como você deve estar no Brasil, eu fiz questão de colher imagens para que você possa ver que aqui, um brasileiro tem mais espaço na imprensa do que no Brasil. Aqui, o brasileiro tem mais direitos que no Brasil. Aqui, o que você disser para a imprensa eles publicam sem cortes. Respeitam você como ser humano e respeitam seus problemas.


Se você optar pela imprensa brasileira, como o G1 por exemplo, era tudo o que eles queriam!

Hoje, 22 de setembro de 2008, você será informado, por exemplo, que Lula bateu o recorde de avaliação positiva - algo histórico na CNT/SENSUS. Desde o governo Lula, sou o segundo a pedir asilo em outro país. O número de mortes e analfabetos nunca foi tão alto. A impunidade e corrupção estão impregnando as paredes de órgãos público e empresas privadas. Mas a aprovação dele é recorde. E com tanto dinheiro rolando e uma imprensa como a brasileira, não é difícil entender.

Se sua praia não é a política, pode se interessar por algo mais leve. Vai ser informado que foi encontrado morto o tratador do ursinho Knut. Não é importante?

Va bene! Quem sabe sua praia não é esporte?! Hoje há uma notícia no G1 que o Íbis (o pior time de futebol do mundo) perdeu jogo por WO e logo depois sofreu um grave acidente.

Mas quem prefere ler sobre justiça, verá que a família de Jean Charles de Menezes quer a verdade no começo do inquérito. É uma grande injustiça o que estrangeiros fizeram ao Jean Charles. Mas o que fazem ai no Brasil com brasileiros, sinto muito, você não vai ver.

Você sabia que os técnicos do CDAE no Rio de Janeiro estão trabalhando em um novo vazamento? Você não lê o G1?

Então você não leu que a maioria dos cariocas não aderiram ao dia mundial sem carro.

A Orla do Rio de Janeiro agora tem o medidor de raios UV, tá no G1.

Pensando bem, você não precisa ler nada disso. Afinal, saber que um homem ficou preso por 8 horas em um caixa eletrônico não mudará a sua vida. O que importa hoje é que Lula bateu o recorde de aprovação! Inédito! Incrível! E é isso que está na imprensa hoje!

Aproveite para ler nos jornais estrangeiros o tamanho da crise que está chegando ai no Brasil, para não ser pego de surpresa, pois isto, a imprensa também não quer falar porque Lula tem aprovação recorde. Compre um binóculo porque há navios americanos na costa Brasileira e estão chegando navios russos para apoiar a Venezuela do ditadorzinho Chavez. Quem sabe não rola uns fogos de artifício.

Viva o Lula e que se danem os brasileiros justos e honestos.

Boa Leitura


Para saber detalhes do caso Paulinho leia:

A história de Paulinho narrada em 2002 pela CartaCapital - A matéria mais completa e honesta já publicada sobre o caso.

Remoção de órgãos de Paulinho com anestesia geral - O Anestesista classificou Paulinho como vivo antes de administrar Etrane (anestesia inalatória). Ele mentiu para a polícia federal, para o ministério público federal, mas foi desmentido publicamente durante a CPI. Ele me processou por chama-lo de mentiroso e fui condenado a indenizá-lo, uma vez que o processo correu em Poços de Caldas, berço da máfia.

Avaliação neurológica comprova: O estado de saúde não era grave. - Documentos que constam nos autos, comprovam que Paulinho foi levado ao hospital e sua primeira avaliação neurológica não era grave como dizem os médicos para se defenderem.

Exames fraudados com ajuda de procuradores federais e ministério da saúde. - Em um esquema montado dentro do gabinete do Ministro José Serra, Carlos Mosconi - o chefe da máfia - era informado a cada passo sobre os documentos obrigatórios que não foram entregues à auditoria. Mosconi repassava a informação para os assassinos que forjavam os papéis. Depois, estes documentos eram levados ao Ministério da Saúde e entregues ao procurador José Jairo Gomes. Este último encaminhava os mesmos ao delegado da polícia federal Célio Jacinto do Santos, que anexava ao inquérito como sendo documentos "originais". Veja alguns destes documentos. Nenhum médico responde ou respondeu por falsificação de documentos.

Sem Morte Encefálica. - Foi assim que o médico e assassino Celso Roberto Frasson Scafi descreveu o estado de saúde de Paulinho, minutos antes de lhe retirar o rim. Scafi escreveu de próprio punho que Paulinho estava SEM MORTE ENCEFÁLICA, porém, como é sócio de Carlos Mosconi, seu nome foi excluído do rol de acusados. Scafi estava indiciado pela polícia federal pelo crime de retirada ilegal de órgãos, e foi inserido em uma equipe da UNICAMP (ainda quando estava indiciado) para continuar realizando transplantes em Campinas, pelo Ministério da Saúde.

Asilo Humanitário - Você não verá isto na imprensa brasileira. O caso Paulinho está proibido de ser divulgado, exceto se for para inocentar (ainda mais) os assassinos.

sábado, 20 de setembro de 2008

ASILO HUMANITÁRIO CONCEDIDO!

Duas horas foi o tempo necessário para que a Commissione Territoriale del Governo in Milano, reconhecesse o que há 8 anos, o Brasil se nega a reconhecer. Depois de 8 anos denunciando a existência de tráfico de órgãos no Brasil e ser perseguido por autoridades brasileiras, a única saída foi sair do país e buscar alternativas em outro continente.

Solicitei asilo político na Itália, demonstrando ter perdido todos os direitos fundamentais, e ser perseguido pelo Ministério Público Federal. Meu pedido foi aceito e enquadrado, segundo a convenção de Genebra que versa sobre asilo político de 1951, como um caso de asilo humanitário.
Há um processo em análise de aceitação na OEA que em 23 de junho de 2008, solicitou ao Governo Brasileiro, concedendo um prazo de 2 meses, explicações sobre o caso. O Brasil é signatário dos tratados de direitos humanos da OEA e apresentei denúncia em 2007. Dia 19 de setembro fui informado pela OEA que o Brasil solicitou prorrogação do prazo para a resposta.

A imprensa brasileira não quer falar do assunto. O assassinato do meu filho e meus esforços contra a impunidade são fatos excluídos da mídia brasileira. O domínio sob a imprensa é algo assustador pois se meu caso, que causou uma CPI Federal (que quase não foi noticiada), não chega às páginas dos jornais, pode-se imaginar o que mais está sendo escondido nos casos em que as famílias não podem fazer nada. E não é preciso ir muito longe. O relatório final da CPI revela que depois de Paulinho, ocorreram outros 8 assassinatos, todos pelo mesmo grupo.

Os processos judiciais estão sendo manipulados por Carlos Mosconi, chefe desta quadrilha, que consegue fazer com que os mesmos saiam da justiça federal e desemboquem em tribunais onde possui controle político. Mosconi é praticamente braço direito do governador de Minas Gerais. Basta dizer que fui processado 7 vezes criminalmente numa ação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e médicos envolvidos e absolvido em todos, exceto nos tribunais de Poços de Caldas onde ocorreu o crime. No entanto, os processos que me condenaram estavam prescritos, embora o juíz insistisse na condenação. Nada que um recurso não resolvesse.

Em uma das absolvições, a justiça federal reconheceu a omissão do Ministério Público Federal e solicitou explicações sobre fatos incontestáveis como por exemplo, o motivo que levou o Ministério Público Federal a não denunciar os médicos indiciados pela CPI.

O caso do meu filho acumula, nestes últimos 8 anos, dezenas de crimes cometidos que sequer foram investigados. Acumula também toda a omissão e o contorcionismo do Ministério Público Federal que tentou de todas as formas e ainda tenta, me transformar em uma pessoa com problemas mentais.

Durante a CPI, enquanto estava depondo, o MPF exigiu que eu fizesse teste de sanidade mental para desqualificar meu depoimento. Passei a ser tratado no Brasil como uma pessoa sem valor, desqualificada, e ignorada em todas as estruturas públicas. O caso passou a ser tratado com total desprezo e a vida de uma criança simplesmente foi exterminada sem deixar rastro. Pelo menos, é isso o que eles pensavam.

Nestes últimos 3 meses que estou na Itália, todo o suporte foi me oferecido. Desde alojamento, comida, assistência médica e fundamentalmente apoio. Todos que tiveram acesso a história, contada com documentos, vídeos, gravações telefônicas, relatórios de CPI e pouquíssimas reportagens publicadas ao longo destes 8 anos, ficaram estarrecidos. O trabalho da Croce Rossa Italiana (Cruz Vermelha Italiana) é algo fantástico e que nunca veremos no Brasil. Quando fui assistido pela Croce Rossa, passei a entender o que é um país cujo dinheiro público não é furtado e nem utilizado para realizações pessoais.

Não tenho ilusões de que, com o Asilo Humanitário, alguma coisa mude no Brasil, pois isto não significa nada para o Governo Brasileiro. Vão desqualificar este asilo como fazem com tudo aquilo que não podem combater. É uma estratégia nazista muito bem utilizada pelo governo brasileiro e também pelo Ministério Público Federal.

O assassinato de Paulinho vai ficar sem assassino. Os acusados foram premiados antecipadamente, antes mesmo da absolvição. Em 2007, mesmo respondendo por homicídio de uma criança de 10 anos, Álvaro Ianhez, chefe operacional desta quadrilha, obteve autorização do governo brasileiro para voltar a trabalhar com transplantes. Hoje, Ianhez atua em Manaus e recebe salário do SUS para fazer o que faz bem feito.

Ironicamente, o dinheiro que pago os impostos para ter direitos que me foram sublimandos, paga o salário do assassino do meu filho e sustenta a máfia.

O Brasil é assim. Te roubam, te matam, te estupram e você ainda paga a conta.

Eu não sou o único. Muitos brasileiros hoje devem estar sentindo na pele tudo o que eu senti. Talvez tenha sido o único a continuar em frente em busca por justiça a um preço muito alto. E o governo Lula conta com isso. Quanto mais dificuldades, maior a facilidade de calar a boca daqueles que estão sendo destruídos.

Não é difícil entender quando olhamos para o judiciário e descobrimos que um processo contra a União pode demorar de 10 a 20 anos, e no final não resultar em nada. Contra você, um processo dura no máximo 2 anos.

É isto que eles chamam de estado democrático de direito.

sábado, 9 de agosto de 2008

Operação abafa tráfico em andamento

Mais uma vez, minhas denúncias foram comprovadas. Autoridades federais estão protegendo criminosos e dando cobertura ao crime de tráfico de órgãos. O Ministério Público Federal fez acordo com os médicos perante um tribunal federal. A seguinte proposta foi feita. Para que o processo fosse suspenso, os médicos teriam não só uma escolha, mas duas:

1. Contam o que sabem
2. Pagam 10 mil reais

Não é preciso muita inteligência para saber qual foi a opção escolhida. Pagarão 10 mil e o processo será suspenso, arquivado, eliminado.

As pessoas que morreram porque tiveram os órgãos e o direito à vida extirpados para que alguém com pouco mais de 200 mil reais pudesse viver, deixaram de ser importantes. Os mortos nesta história, são os mesmos que a ABTO diz que é importante salvar, mas morreram porque quando chegou a vez de serem salvos, alguém decidiu salvar quem tinha mais dinheiro. Agora, viraram pó. Não servem mais para o sistema de transplantes. Não serão mais foco daqueles reportagens que começam dizendo: “fulano de tal luta há 2 anos por um transplantes e teme pela falta de doação de órgãos”.

A doação existiu e está provado. O problema é que os órgãos foram implantados em outros. Outros que poderiam garantir à equipe de transplantes, maiores rendimentos que o SUS. Não que desprezassem o dinheiro do SUS. Pelo contrário! Receberam das duas pontas.

Qual o motivo para existir um acordo que inocenta médicos cujas atitudes levaram algumas pessoas a óbito?

Existem vários. O principal deles é que transplantistas, como os da ABTO, vomitam pela imprensa que este tipo de crime no Brasil não existe. Sendo assim, é preciso que continue não existindo, sobretudo, porque, transplantistas e a ABTO alegam que notícias deste tipo tendem a diminuir a doação de órgãos o que prejudica, sem dúvida, a vida de muitas pessoas. O problema é a contradição. Não se pune quem faz tráfico de órgãos para que as doações não prejudiquem a vida de quem precisa de um transplante. Ao mesmo tempo, não punindo quem trafica órgãos, prejudica muito mais aquele que está à espera de um órgão.

Nesta matemática sempre sai perdendo quem está na fila e sempre sai ganhando os transplantistas (pelo dinheiro) e a ABTO (pela falsa informação de que tráfico de órgãos não existe). Essa classe de profissionais continuará vomitando asneiras pela imprensa e médicos traficantes de órgãos que ganham milhões de reais todos os anos furando a fila, continuarão ganhando milhões todos os anos.


A ABTO diz que precisa muita gente estar envolvido para que o tráfico de órgãos aconteça de forma sistemática. No caso do Rio, uma clínica alugava a sala para os transplantes. A secretária de saúde fingia que nada sabia. As autoridades acabam de oferecer um acordo para que o processo seja extinto.

As autoridades federais sempre escolhem o lado dos médicos. O lado que tem mais poder, dinheiro e influência. Diga-se lucros!

Estranhamente tudo não passa de uma novela. A Polícia Federal diz que está investigando o caso do Rio de Janeiro há 5 anos, e em 10 minutos, médicos fazem um acordo e o processo é suspenso. 5 anos de trabalho que aquela pessoa que está a espera de um órgão paga, através de impostos, que vão para o lixo. Tudo para que o sistema brasileiro de transplantes, comprovadamente uma grande farsa, continue sendo o que é. A impunidade gera o crime. Se um médico faz e não é punido, quem não vai fazer?

“Médico recebia 200 mil para operar fora da fila”. A notícia que deveria servir de alerta aos traficantes, acaba sendo um propaganda. Furar a fila por 200 mil, vale à pena. 10 mil reais por um acordo de impunidade corresponde a 5% do faturamento de uma única cirurgia. No interior, diríamos que é dinheiro de pinga. Vale a pena vender órgãos!

São milhões de reais pagos a hospitais e clínicas particulares, com um grande percentual destinado aos cirurgiões que usam os órgãos obtidos pelo sistema público, e os implantam em pacientes financeiramente abastados.

Por que então não liberar a venda de órgãos?

A resposta é simples. Se for liberada a venda de órgãos, a população vai descobrir que aquele discurso da ABTO que o importante é salvar vidas, simplesmente acaba. Veremos a medicina transplantar quem tem dinheiro enquanto que os menos favorecidos irão a óbito. Todos dizem que salvar vidas é nobre, mas ninguém sabe que esta nobreza só existe porque o governo despeja milhões nas mãos destes médicos. Não fosse isso, a vida dos pacientes que precisam de um transplante não valeria nada.

O brasileiro que está na fila de espera é na verdade um cheque em branco. Ao cair na mão de um médico, ele é preenchido e cobrado do governo. Se a cirurgia dará certo, não é um problema do médico e nem do governo. O problema é de quem está na fila.

O sistema de transplantes brasileiro é um oásis. Há uma lei que é simplesmente ignorada. Muitos médicos e hospitais operam sem credenciamento e mesmo assim recebem pagamento do SUS. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, em nenhum momento falou-se em enquadrar os médicos na lei 9.434/97 (transplantes). O máximo da acusação foi peculato. Sim peculato! Tráfico de órgãos não existiu. Desviar órgãos da fila pública para fila particular é peculato!

Sequer tiveram coragem de acusar uma formação de quadrilha. São médicos, e em médicos é preciso muita coragem para fazer uma acusação. O corporativismo é poderoso e tem influencia em tribunais, entre procuradores, entre Ministros e deputados.

A partir de hoje, eu me converto. Sou favorável a venda de órgãos e espero que o governo libere este tipo de comércio. Na prática ele já existe. Seria uma grande economia para o governo deixar de pagar toda a captação e estrutura para este tipo de cirurgia que acaba sendo revendido para pacientes que podem pagar.

LIBEREM A VENDA DE ÓRGÃOS! E veremos os verdadeiros salvadores de vida.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Tráfico de Órgãos no Brasil é recheada de omissão.

BRASIL: SHOW DA POLÍCIA FEDERAL PARA EXPLICAR A OMISSÃO DO GOVERNO BRASILEIRO DIANTE DOS CASOS DE TRÁFICO DE ÓRGÃOS.

Assim funciona o Brasil. Diante de um cenário estarrecedor graças a total omissão e conivência do Ministério Público Federal, um novo antigo caso vem à tona. Não para punir quem quer que esteja envolvido com o assunto, mas para criar um espetáculo teatral, e assim, tentar justificar o injustificável.

Vamos aos fatos.

Em 12 de junho deste ano (2008), desembarquei na Itália por não poder mais conviver com a pressão do Ministério Público Federal que tenta na justiça provar que tenho problemas mentais. Depois de ter denunciado o assassinato do meu filho para fins de tráfico de órgãos, iniciou-se uma corrida do Ministério Público Federal, delegados de polícia federal e dos médicos acusados na justiça. Eles não procuraram a justiça para provar que eu estava errado, nem tão pouco a justiça estava interessada nisso. Eles escolheram o caminho nazista, que visa desqualificar o denunciante, transformando-o de vítima a réu.

Quem não se lembra, quando Silvio Pereira procurou um jornal brasileiro para contar o que sabia e disseram que ele estava com problemas mentais?

No início de 2007, enviei à OEA (Organização dos Estados Americanos), denúncia completa, com documentos extraídos do inquérito da polícia federal, reportagens, e até consultas feitas à especialistas no exterior, comprovando quem foram os assassinos do meu filho. Mencionei também no relatório, o resultado da CPI DO TRÁFICO DE ÓRGÃOS que ocorreu em 2004, e o relatório do TCU de 2006, comprovando minhas denúncias.

No decorrer deste útlimos 8 anos, as acusações que fiz, todas comprovadas, uma a uma, foram sendo distorcidas, minorizadas ou simplesmente ignoradas causando o arquivamento de tudo o que foi denunciado. Isto, sem contar os crimes que simplesmente não tiveram denúncias. Isto sem contar também, as pessoas que simplesmente não foram denunciadas apesar de confessarem os crimes cometidos.

O relatório da CPI indiciando os médicos que participaram do assassinato do meu filho, está paralisado em algum canto do Ministério Público Federal, que se nega a informar para qual procurador foi encaminhado. O relatório da auditoria da TCU foi tão ridicularizado por médicos e pelo Ministério da Saúde que simplesmente foi esquecido.

Enquanto eu investia tempo e dinheiro para provar as minhas denúncias, as autoridades brasileiras gastavam o tempo e o dinheiro me processando e abafando crimes. Gastavam tempo e dinheiro, enviando ofícios para a empresa onde eu trabalhava, quebrando meu sigilo eletrônico e distribuindo comunicados à imprensa alegando minha insanidade.

Em 23 de junho de 2008, a OEA enviou-me uma carta informando que solicitou explicações ao governo sobre minhas acusações, cujo conteúdo está reproduzido abaixo:



Para quem até hoje, não teve direito de defesa adequado e não pôde sequer ser testemunha de acusação impedido pelo Ministério Público Federal, o comunicado acima é uma grande esperança, apesar de não ser tão otimista. Mas qualquer migalha neste momento é um suspiro mínimo de esperança.

Para a minha surpresa, em 30 de julho de 2008, a Polícia Federal decide agir. Através da operação FURA FILA (e não TRÁFICO DE ÓRGÃOS), prende o médico Joaquim Ribeiro Filho, alegando que se tratava de uma investigação iniciada em 2003.

Assim foi veiculada pela imprensa a notícia:
A Polícia Federal faz uma operação desde a madrugada desta quarta-feira (30) contra o desvio de órgãos da lista nacional de transplantes de fígado. Médicos do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Hospital do Fundão) são suspeitos de participar da fraude. Segundo a assessoria da PF, uma pessoa já foi presa durante a ação, chamada de Fura-Fila.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), que apresentou a denúncia contra cinco médicos, a investigação começou em 2003, quando um paciente recebeu um fígado apesar de ocupar o 32º lugar na fila única. O paciente seria parente de uma pessoa ligada ao governo do Estado.

Em nota, o MPF esclarece que a 3ª Vara Federal Criminal do Rio expediu um mandado de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão. De acordo com as investigações, os órgãos foram desviados no período entre 2003 e 2007.

Segundo o MPF, os suspeitos responderão por peculato (desvio de recursos ou bens por servidores). A PF, em nota divulgada à imprensa, informou que os suspeitos também responderão por "tráfico de influência, estelionato e locupletamento financeiro, dentre outras, inclusive causando prejuízo ao erário público, uma vez que alguns pacientes eram assistidos na rede pública, custeados pelo SUS e, posteriormente eram transplantados em clínicas particulares".

A operação prossegue nesta manhã.

Ora, qualquer pessoa com o mínimo de inteligência deve se perguntar, porque tanto tempo depois o médico foi preso? A própria notícia revela que de 2003 à 2007 desvio de órgãos (tráfico de órgãos) vinham ocorrendo sistematicamente, e não tomaram providência nenhuma para conter este crime?

A imprensa também noticiou que diversos pacientes morreram por perderem absurdamente seus lugares na fila, o que certamente poderia ter sido evitado se diante do primeiro caso em 2003, o médico já fosse detido.

Por que então, somente depois de 5 anos, uma operação é deflagrada para acabar com os desvios?

Como pode uma investigação demorar 5 anos para que se chegue a um resultado, sendo que em 2003, a própria imprensa denunciou o caso?

O mais estranho é que posso provar que este caso não estava sob investigação. E está tudo documentado pelo próprio governo federal. Explico. Quando a CPI do TRÁFICO DE ÓRGÃOS foi criada, o presidente enviou para todos os estados, ofício aos departamentos da Polícia Federal, requisitando informações sobre investigações que envolvessem o assunto "tráfico de órgãos". O Rio de Janeiro, informou na época que nenhuma investigação encontrava-se em andamento. A CPI, lembro, foi instalada em 1 de abril de 2004.

Podemos ver através deste e-mail que enviei ao presidente e ao realtor da CPI DO TRÁFICO DE ÓRGÃOS, a existência deste crime:


De fato uma investigação foi aberta em 2003 e encerrada com a denúncia do médico à justiça. Mas não foi denunciado por qualquer crime e sim por um processo civil de Improbidade Administrativa.
Por isso, no Brasil, não existe tráfico de órgãos. Existe sim, fraude contra o sistema financeiro.
É obvio que não posso afirmar que o asilo político que estou pedindo tenha algo a ver com tudo isso, mas, é muita coincidência a OEA cobrar uma explicação sobre a omissão que venho acusando o governo Brasileiro mediante casos de tráfico de órgãos e uma operação como esta, requentada, vir a público.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Cidadania. O Brasil não sabe o que é isto.

Cidadania não é doar sangue e votar. 

Em época de eleição, o governo faz propagandas na televisão, incentivando o brasileiro a regularizar seu título de eleitor para exercer seu "direito de cidadania". Exercer a sua "cidadania": Votar
O Brasil é um país onde não há cidadãos. Há indivíduos brasileiros. Eu explico.

Estou há 15 dias na Itália, e pretendo viver aqui pelo resto da vida. Descobri depois de 40 anos de vida o que é cidadania. Eu acreditava que meus direitos estavam sendo cerceados, e na verdade estão sendo cerceados os direitos de todos os brasileiros.

Minha filha de 3 anos, aqui na Itália, terá ensino gratuíto e de qualidade até chegar a universidade. No Brasil, eu gastava em média R$ 1.200,00 para mantê-la em uma escola particular. Eu também tive que fazer um plano de saúde particular para que ela não fosse vítima de grupos mafiosos como o meu filho foi. Hoje, ser atendido pelo SUS é sinônimo de tentativa de homicídio. O plano de saúde consumia mais R$ 250,00 mensais. Aqui na Itália, minha filha será assistida por um médico pediatra até atingir os 14 anos. Depois disso, ela escolherá o médico que cuidará dela até o fim da sua vida. Há uma lista de nomes onde escolhemos aquele que nos agrada. Tudo completamente grátis. Sem custo. Sem esfoliação. E seguro.

Em São Paulo, morava em um grande apartamento numa travessa da avenida Paulista. Uma das avenidas mais importantes da cidade. Não havia lazer para ela. Se não fosse o parque de diversão privado do prédio, minha filha ficaria trancada em casa. Passear no parque Ibirapuera seria uma opção, mas sem qualquer segurança. Aqui na Itália, em cada bairro há um grande parque público com diversos brinquedos. Há também nestes parques, um equipamento instalado com uma sirene de emergência e telefone direto com uma equipe de emergência médica. Além disso, há a ronda da polícia que circula pelos parques para garantir a segurança da população.

Em São Paulo precisavamos ter um carro. O transporte público é um lixo. Lembro que em um determinado período, 3 acidentes foram divulgados, de ônibus que perderam suas rodas enquanto andavam pelas ruas da cidade. Uma pessoa faleceu ao ser atingida por um deles. Aqui na Itália não interessa a ninguém ter um carro. O transporte público é de qualidade. Você compra um bilhete de uma máquina, e ao entrar no ônibus ninguém pede para que você apresente o bilhete. Cabe a você validá-lo em uma pequena máquina instalada dentro dos ônibus. Após validá-lo, o bilhete passa a valer por 75 minutos. Mas se você quer ter um carro aqui na Itália, não tem problema. Você deve saber que no centro da cidade, os carros não podem circular. Para isso, existem estacionamentos fora da cidade onde você pode deixar o carro e usar o ônibus gratuitamente até meia noite, sem desembolsar qualquer centavo.

Tudo isso que escrevi sobre a Itália, não é ficção e nem é também uma obra de caridade como é no Brasil. O governo brasileiro tem por mania dizer que doa cestas básicas às populações mais pobres, ou que fornece o bolsa qualquer coisa como um favor. Aqui na Itália, todos os benefícios que citei fazem parte da vida de um cidadão. Nada é grátis. Não há nenhuma benção do governo. É apenas o dinheiro dos impostos revertidos para o próposito de que são cobrados!

Sim! Os impostos são pagos para que a população tenha uma condição mínima de sobrevivência. Isto se chama cidadania. No Brasil, pagamos impostos para financiar campanhas eleitorais sujas, desvio de dinheiro público, estelionato, roubo. Não há hoje no Brasil qualquer entidade pública imune a roubalheira. A única imunidade que resta é a parlamentar.

Infelizmente, brasileiros como eu, precisam sair do país para entender o que é cidadania, pois em 40 anos que vivi ai, jamais tinha idéia de que cidadania nada tem a ver com assistencialismo populesco.

O brasileiro não é cidadão. É apenas um indivíduo que "ganha" do governo algumas migalhas para não passar fome. Não há cidadania sem saúde, educação, segurança e emprego digno.

É bom lembrar que o governo "dá" aos pobres o mínimo de condições, e mede o efeito destes "beneficios" contando votos após as eleições. Ou seja, se o indivíduo brasileiro não responder nas urnas, pode deixar de "ganhar" suas migalhas.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

ASILO POLÍTICO

Estamos na Itália!

Depois de lutar 8 anos para combater o tráfico de órgãos e da imensa perseguição do Ministério Público Federal brasileiro, resolvi me refugiar. Estou pedindo asilo político. No Brasil o tráfico de órgãos tem crescido assustadoramente, e os casos levados ao Ministério Público são sumariamente arquivados, sem qualquer explicação.

O banco de olhos do hospital do Tatuapé foi fechado após uma denúncia feita ao COREN de que funcionários eram premiados para retirarem córneas ilegalmente de cadáveres, sem autorização da família. Algum tempo depois, o banco de olhos foi reaberto sob a alegação do Ministério Público que "a população não pode ser penalizada".

O interessante é que ninguém pediu para que o hospital fosse punido, mas que punissem os envolvidos em tamanha barbaridade. No entanto, o banco de olhos está funcionando e novas denúncias estão vindo à tona. Recentemente o neto de uma senhora, ao visitá-la no necrotério, surpreendeu 3 pessoas retirando suas córneas. Ninguém foi preso, ninguém foi impedido de trabalhar e a retirada ilegal continua a todo vapor. No mesmo hospital foi morto um rapaz, cujo corpo foi completamente desmembrado. A morte deste rapaz aconteceu - segundo o hospital - graças a uma canivetada no peito, que provovou um furo de 2 cm. O caixão foi lacrado e a família sequer conseguiu reconhecer o corpo, pois o rosto estava todo desconfigurado. José Heron é o nome da vítima. A Procuradora Federal dos direitos do cidadão, Ella Wiecko, arquivou a denúncia feita pela missionária Maria Elilda dos Santos, presidente do Movimento de Combate ao tráfico de órgãos humanos, sem qualquer resposta satisfatória.

Nesta semana, um oficial de justiça foi até minha casa no Brasil, intimar-me para que eu apresente um atestado de sanidade mental. O pedido foi feito em 2003, pouco antes de conseguir a instalação da CPI DO TRÁFICO DE ÓRGÃOS. Desde 2002, o Ministério Público Federal tem me perseguido insistentemente para que eu me cale.

Por isso, estou na Itália pedindo asilo político e pretendo levar à ONU o que o governo brasileiro está tentando esconder.


O médico Álvaro Ianhez, que responde por homicídio do meu filho, foi autorizado a voltar aos transplantes em 2007. Trabalha e recebe pelo SUS. O governo está dando cobertura ao assassino enquanto o Ministério Público Federal me persegue.

Este médico que comandava uma equipe que matou meu filho e mais 8 outras vítimas, responde por homicídio e por estelionato. Dois processos criminais, sendo que no segundo (estelionato) provavelmente já foi absolvido. Por ter denunciado este grupo criminoso, respondi por mais de 7 processos criminais, e ainda estou sendo perseguido pelo Ministério Público Federal.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Prevaricador Geral da República

O que acontece com um Procurador Geral da República, se denunciado por prevaricação?

Segundo o código penal brasileiro, se um procurador geral da república omitir-se diante de um crime, pode ficar de 3 meses a 1 ano em detenção e pagar mais uma multa. Com um passado ilibado, a pena pode ser transformada em distribuição de cestas básicas. Mas se eu publicar isso em um blog, como estou fazendo, posso amargurar 7 anos de cadeia. Isto é o ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO onde todos podem tudo, exceto falar a verdade.

Esta é a resposta que encontrei para o fato de que o Procurador Geral da República (Foto), Antonio Fernando Barros e Silva de Souza esteja mantendo em suas gavetas o relatório final da CPI do Tráfico de Órgãos desde 2004, sem tomar qualquer providência. No peso político, enfrentar a máfia de transplantes é pior que enfrentar a distribuição de cestas básicas, até porque, hoje não há no Brasil um advogado que tenha coragem de representar contra o prevaricador. Não por menos de R$ 50.000,00 importância obviamente que eu não disponho para levar esta acusação adiante. Se eu tivesse, eu faria.

A justiça brasileira está disponível a quem pode pagar. Você tem direito como cidadão às leis deste país desde que pague uma fortuna a um advogado. Caso contrário, faça como eu: Crie um blog, se manifeste, faça barulho. O resultado pode ser pífio, mas nos dá a sensação de que nossa cidadania foi exercida.

O Ministério Público Federal já foi convocado a dar explicações sobre o motivo de não denunciar os assassinos de uma criança de 10 anos, cujas provas foram entregues há mais de 7 anos aos procuradores. A verdade é que o dinheiro que movimentam os traficantes de órgãos é muito maior do que qualquer vítima tenha disponível para entrar no jogo.

Neste ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO, é muito mais vantajoso prevaricar do que denunciar. É muito mais vantajoso praticar o mensalão sabendo que os crimes prescreverão, do que agir honestamente. É muito mais vantajoso encher a cueca de dólares e voar pelo país do que ser pego pela antiga CPMF (que aliás, nunca pegou ninguém). Neste ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO é muito mais vantajoso ser bandido do que ser mocinho.

Por isso coloquei este texto. Conclui que não temos um Procurador Geral da República e sim um Prevaricador Geral da República. E para deixar claro, seu nome é Antonio Fernando Barros e Silva de Souza.

Se eu tivesse R$ 50.000,00, eu teria o direito de cidadania e processaria este prevaricador. Mas como eu, assim como a maioria dos brasileiros, não tenho dinheiro e portanto não tenho acesso aos meus direitos, me contento com um blog e os processos que me imputam por dizer a verdade.