Desembargadores comprados

Desembargadores comprados

domingo, 30 de agosto de 2009

Jornalistas: Querem ganhar uns trocos com transplantes?


Quem não se lembra da reportagem da revista GALILEU, publicada em agosto, quando um "jornalista" fez uma extensa reportagem concluindo que no Brasil é mito que pessoas sejam assassinadas para fins de tráfico de órgãos. Clique aqui para ler. Omitindo fatos importantes e resultados de processos judiciais, a conclusão da reportagem tranquiliza a todos... todos os tranplantistas que traficam órgãos ou furam filas.

Pouco depois de eu ter reclamado, o jornalista me enviou um e-mail dizendo que o caso Paulinho, por exemplo, assassinado para fins de tráfico de órgãos, constava na versão original da matéria, mas foi cortado por falta de espaço.

A matéria também ignorou os 4 assassinatos de Taubaté cujo processo de homicídio dos doadores ficou 20 anos na justiça e terminou sem uma sentença.

Ignorou também as outras 8 vítimas assassinadas em Poços de Caldas, pelo mesmo grupo, para o mesmo fim, cujos processos de homicídio, depois de 7 anos, foram reiniciados em um tribunal comandado pela máfia.

Devo ressaltar que no processo que julga o homicídio de Paulinho, o presidente da ABTO Valter Duro Garcia é testemunha de defesa do principal assassino, e para ele, a revista não lhe poupou espaço.

Mas por que a imprensa faz isso?

A imprensa brasileira tem um "código de ética", não impresso em papel, onde assuntos como o suicídio e o tráfico de órgãos devem ser abordados com cuidado, e recomendam que seria melhor se fossem ignorados. No entanto, com muita frequência, os jornais divulgam notícias de transplantes bem sucedidos, eventos que incentivam a doação de órgãos, campanhas sobre doação e enfim, todo o lado romantico com grande conteúdo emocional. Enquanto a imprensa implora por doação de órgãos, o sistema de transplante desperdiça - segundo esta mesma imprensa - 70% das doações.

Mas a verdade, você não vai ler com tanta frequência. Façamos um teste:

- Você se lembra que o TCU realizou uma auditoria em 2005 e constatou que a fila de transplantes era uma farsa?

- Você se lembra de ter lido algo nos jornais como Folha de S.Paulo, ou O Estadão sobre a CPI DO TRÁFICO DE ÓRGÃOS, onde pelo menos 3 nomes de pessoas que ocuparam o cargo de presidente da ABTO tenham sido citadas por furarem a fila ou traficarem órgãos de pessoas assassinadas?

Hummm. Não né?

O jornalista que levar a fundo uma investigação, estará perdendo tempo. Ainda que comprove alguma coisa, poderá ter a sua reportagem bloqueada. E mais. Se insistir no assunto poderá perder o emprego.

Mas agora (e não sei desde quando), é possível unir o útil ao agradável. O governo Lula está fazendo escola. O negócio é comprar os jornalistas!

Se você é jornalista, ou estudante de jornalismo, pode ganhar uma graninha falando bem dos transplantes. A ABTO - maior interessada - está premiando jornalistas com dinheiro. Trata-se do PRÊMIO ABTO DE JORNALISMO.
O PRÊMIO ABTO DE JORNALISMO é um concurso jornalístico criado pela ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS (ABTO), com apoio institucional da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA (ABI), para premiar trabalhos veiculados na imprensa nacional relativos à Doação e Transplante de Órgãos, Células e Tecidos no Brasil.

Poderão ser inscritas no PRÊMIO ABTO DE JORNALISMO matérias divulgadas nos veículos de comunicação de jornalismo impresso, radiojornalismo, telejornalismo, e webjornalismo, editadas no Brasil e assinadas por jornalistas e estudantes de jornalismo, brasileiros ou estrangeiros residentes no país, que forem veiculadas no período de 1º de fevereiro a 31 de dezembro de 2009. As matérias/reportagens deverão ser necessariamente editadas em português.
Mas lembrem-se que não é qualquer um que pode escrever.
Para efetuar a inscrição, é obrigatória a apresentação do Registro Profissional de Jornalista (DRT). O mesmo vale para os estudantes, que devem comprovar sua condição através de documento oficial expedido pela instituição acadêmica onde realizam seu curso superior.
A idéia é encher todos os meios de comunicação com o assunto "doação de órgãos". Em todo lugar que couber uma frase, que ela seja "DOE SEUS ÓRGÃOS".

De preferência, que não sobrem espaços para falar de asilados brasileiros na Itália que denunciaram a máfia e tiveram que sair do País para continuar vivendo em paz e com segurança.

Eu gostaria de ver um dia um concurso diferente com o tema "COMO EVITAR OS TRANPLANTES ATRAVÉS DE UMA MEDICINA PREVENTIVA". Seria uma série de reportagens demonstrando que problemas pequenos de saúde que não são controlados jogam as pessoas na fila, movimentando milhões de reais todos os anos aos transplantistas. Algo em torno de 600 milhões de reais, todos os anos. Nunca as filas tiveram tão cheias.

E estes serão os prêmios:
PRÊMIO ABTO DE JORNALISMO IMPRESSO
R$ 12.000 (doze mil reais), de onde será feita a dedução de Imposto de Renda.

PRÊMIO ABTO DE RADIOJORNALISMO
R$ 4.000 (quatro mil reais), de onde será feita a dedução de Imposto de Renda.

PRÊMIO ABTO DE TELEJORNALISMO
R$ 12.000 (doze mil reais) de onde será feita a dedução de Imposto de Renda.

PRÊMIO ABTO DE WEBJORNALISMO
R$ 4.000 (quatro mil reais), de onde será feita a dedução de Imposto de Renda.

PRÊMIO ABTO DE JORNALISMO ESTUDANTIL
R$2.000 (dois mil reais), já deduzido o Imposto de Renda.

Os vencedores receberão igualmente um troféu e um certificado, e os finalistas, um certificado.

Assina o concurso Dr. Valter Duro Garcia – Presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos - RG: 5004632963 - RS / CPF: 091.081.570-49.
São Paulo, 29 de janeiro de 2009

Será que o "jornalista" da Revista GALILEU já inscreveu o seu texto? Eu acho que ele tem grandes chances. Esconder fatos reais para concluir que não há assassinatos para fins de tráfico de órgãos, realmente, é digno de prêmio. Sem contar o espaço dado a Valter Duro Garcia, criador do concurso.

Por falar em jornalismo comprado, a revista Galileu? Ainda não respondeu ao meu desafio.
Não conseguiu provar que o caso Paulinho é uma farsa.

Mas no caso deste prêmio, não faz diferença. A verdade é o que menos importa!
Boa sorte à todos.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Abdelmassih né? Sei...


É assim que as denúncias de algumas mulheres vítimas do médico estuprador foram respondidas pelo CREMESP, pelo Ministério Público Estadual e pela Polícia Civil há 15 anos atrás. Segundo a Folha de S.Paulo algumas mulheres ainda guardam documentos daquela época.

Mulher diz ter sido ignorada ao acusar Abdelmassih há 15 anos

Documentos guardados por mulheres mostram que as denúncias contra o médico Roger Abdelmassih são conhecidas por instituições como Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), Ministério Público Estadual e Polícia Civil há pelo menos 15 anos, de acordo com reportagem dos jornalistas André Caramante e Rogério Pagnan, publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Segundo o texto, a ex-estilista Vanuzia Leite Lopes, 49, procurou as três entidades para acusar o médico, no fim de 1993. Para ela, caso sua denúncia tivesse sido investigada com rigor, o médico não teria feito novas vítimas.

Disso não resta dúvida. A omissão destes poderes proporcionaram ao médico a impunidade necessária para continuar abusando 15 anos de outras pacientes. A impunidade não só permite o criminoso continuar a cometer o crime, mas também garante ao criminoso a certeza de que não será incomodado. Ele sabia que poderiam denunciar quantas vezes quisessem pois não teria nenhuma autoridade com coragem o suficiente para encarar o estuprador.

Na minha opinião, deveria haver uma busca pelo nome das autoridades que se omitiram e dar a estas autoridades a mesma pena que for aplicada ao estuprador. Mas isso está muito longe de acontecer, embora a responsabilidade é flagrantemente destas autoridades.

Olha a prova ai:

A paciente conta que, em 1993, procurou o médico para tentar engravidar. Pagou cerca de R$ 150 mil (o dinheiro estava reservado para a compra de um apartamento na praia). Hoje, diz enfrentar graves consequências físicas e psicológicas pelo abuso que diz ter sofrido.

Abdelmassih é um dos mais famosos especialistas em reprodução assistida do país e está preso desde o último dia 17, quando o juiz Bruno Paes Stranforini, da 16ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva.
Sim, abdelmassih é um dos mais famosos especialistas e bla bla bla bla. Mas ele é estuprador, e neste momento é o que interessa. Ou não?
O médico foi denunciado (acusado formalmente) pela Promotoria no dia 13 de agosto sob acusação de 56 estupros. A denúncia foi feita com base em legislação que passou a vigorar no último dia 7, segundo a qual o antigo "ato libidinoso" passa a ser considerado como "estupro". Pela legislação anterior, seriam 53 atentados violentos ao pudor (atos libidinosos) e três estupros (quando há conjunção carnal).
Na última segunda-feira (24), o STF (Supremo Tribunal Federal) negou o pedido de liberdade ao médico. Antes, o mesmo pedido tinha sido negado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e pela Justiça paulista.
56 estupros conhecidos. Alguém duvida que possam existir outras vítimas que não tenham coragem de vir à publico por uma questão bastante simples: vergonha?
Outro lado

O Cremesp informou ontem, por meio de seu primeiro-secretário, João Ladislau Rosa, que a entidade não pode revelar os resultados das apurações abertas contra o médico Roger Abdelmassih nos anos 1990 porque o material é protegido por sigilo.
Rosa também classificou como "inverdade" a afirmação da ex-estilista e atual estudante de direito Vanuzia Leite Lopes, que considerou "uma demonstração de corporativismo" o arquivamento da denúncia que ela apresentou na época.
Hummm.... sei... sigilo. Corporativismo é pouco. É um bando de canalhas vagabundos, protegendo um estuprador enquanto mulheres estavam sendo estupradas no consultório.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as acusações feitas por Vanuzia à Polícia Civil, em 1993, foram investigadas em um inquérito policial aberto no 5º Distrito Policial, no bairro da Aclimação (zona sul).
Certo, mas e o resultado do inquérito? Qual foi?
Já o Ministério Público informou em nota que "as investigações feitas na época não apontaram elementos para oferecimento de denúncia contra o médico Roger Abdelmassih pelo eventual delito investigado, erro médico, razão pela qual o Ministério Público requereu, naquela oportunidade, o arquivamento do inquérito policial, o que foi acatado pela Justiça".
Ah tá... não tinham elementos para oferecimento da denúncia. Reparem que ele foi investigado por "ERRO MÉDICO" e não por "ESTUPRO". Entenderam? Sim, o Ministério Público é mestre nisso. Ele muda o tipo do crime e assim não há mais condições de denunciar os acusados. Essa é uma prática já bastante conhecida.

Mas quando vamos saber o nome dos médicos do CREMESP, dos promotores e dos delegados que abafaram tudo isso, proporcionando a continuidade do crime e o enorme número de vítimas que conhecemos hoje?

Vamos abafar também?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Nunca podemos esquecer o passado.


No Brasil um escândalo cobre outro. São tantos que não é possível acompanhá-los. E com isso, os que cometem os escândalos sabem que quanto mais, melhor. Os brasileiros nem se lembram do assunto que vou escrever agora, mas eu resolvi escrevê-lo depois de ver o que está acontecendo na Receita Federal. O final é o mesmo, e como já adiantou o Mantega, é tudo balela.

A mão do governo está em todas as sujeiras, mas nada acontece com estes vagabundos. Vamos aos fatos.

Em 2004 veio a público uma denúncia do médico oncologista Daniel Tabak. Ele comandava o Centro de Transplante de medula óssea (Cemo), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), e é ainda hoje considerado um dos maiores especialistas no assunto. Segundo Tabak, a prática de loteamento político estaria sendo adotada no Inca. A denúncia criou tanto constrangimento no governo que culminou com o pedido de exoneração do então diretor-geral do hospital, Jamil Haddad. Na segunda-feira 19, foi a vez do próprio Tabak entregar sua carta de demissão.

Motivo: segundo ele, ingerência política.

Trata-se do fura fila da medula óssea. Sim! A fila era furada atendendo a pedidos de políticos. “Os pacientes ficam angustiados, e o que vou dizer? Que é preciso ter, entre as prioridades da família do doente, um parlamentar influente para ajudar?”, ironizou o médico, que entregou seu pedido de demissão acompanhado de um documento de 12 páginas no qual lista todos os problemas enfrentados pelo Cemo.

Adivinhem quem era o diretor-geral do Inca na época? Não advinharam? Pois bem, eu digo:
José Gomes Temporão, o nosso atual Ministro da Saúde.

Segundo Tabak denunciou, o próprio diretor-geral do Inca, José Gomes Temporão, estava ciente dos problemas desde outubro de 2003, mas nenhuma providência teria sido tomada. Ainda segundo reportagens realizadas na época, além de não confirmarem as denúncias, o diretor-geral do Inca, José Gomes Temporão, e o diretor do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Arthur Chioro, ainda levantaram suspeitas sobre Tabak.

Conhecem esta manobra? Colocam em dúvida o denunciante, o desqualificam e ignoram a denúncia!

A denúncia de Tabak incluia nomes importantes do cenário político, incluindo o vice-presidente da República José Alencar:
"Em documento entregue ao Ministério da Saúde, Tabak disse ter havido pressão do vice-presidente José Alencar e de dois deputados federais. A chefia do gabinete da vice-presidência da República negou que tenha havido qualquer pedido do órgão para que beneficiar pessoas na fila de pacientes de câncer do Inca."
Como podemos ver agora nos casos recentes envolvendo o governo, tudo foi veementemente negado. Nada teria ocorrido. Até que a sindicância apurou o seguinte:
A investigação apontou ainda indícios de que clínicas particulares teriam feito transplantes de medula óssea sem conhecimento e autorização do ministério.

Isso levou Humberto Costa a solicitar ao Ministério da Justiça a abertura de inquérito pela Polícia Federal para apurar a atuação das clínicas. "Vamos abrir a caixa-preta que era o transplante de medula óssea no Brasil. Acho que não haverá desmoralização do sistema. Pelo contrário, estamos moralizando o setor", disse.
Em um caso analisado, de uma paciente do interior de São Paulo portadora de leucemia, a comissão aponta tratamento diferenciado do coordenador do sistema de transplantes. Diogo Mendes, via e-mails, solicitou informações diretamente a Iracema Salatiel, sem passar pela direção do Inca.

Também determinou a pesquisa, em bancos internacionais de doadores, de medula compatível para a paciente, passando-a na frente de outros que estavam na fila dos exames.

Segundo Daniel Tabak, em uma reunião, Mendes chegou a citar que estava solicitando as informações por "determinação direta do presidente da República em exercício [José Alencar]". À comissão de sindicância, Mendes confirma as palavras, mas diz que foram descontextualizadas.

Mais uma vez, podemos perceber que as instituições "democráticas" estão a serviço de meia dúzia de vagabundos. Agora pergunto:

Você sabe quais foram os resultados das investigações e as punições aplicadas aos crimes cometidos?

Obviamente não sabe! Se é que houve investigações, elas foram abafadas, ignoradas e simplesmente morreram no meio de tantas outras denúncias. Mas, podemos perceber que algumas pessoas, como por exemplo, José Gomes Temporão, que blindou os envolvidos, tornou-se - coincidentemente - Ministro da Saúde!

Este é o prêmio para quem trabalha para que a impunidade se estabeleça. O Brasil funciona assim, e estamos assistindo diariamente, mais uma vez apáticos, o que acontece no Senado. A existência de tropas de choque, que antigamente agiam na escuridão, hoje, funcionam tranquilamente sob a luz do sol, diante da nossa cara, escancaradamente.

Em resumo, José Alencar solicitou furar a fila para um funcionário do Ministério da Saúde - Diogo Mendes - que atendeu prontamente, passando por cima de leis e normas, usando sistemas internacionais para beneficiar um paciente que precisa de medula. Foram denunciados. O denunciante perdeu o cargo, os denunciados ficaram impunes, e o líder da tropa de choque, hoje é Ministro da Saúde!

Com essa quadrilha tão bem ajustada, de nada adianta querer mudar. O próprio Ministro da Saúde Humberto Costa - que deixou o governo após outras denuncias e prisões na sua pasta - admitiu a existência de clínicas que faziam o transplantes sem estarem credenciadas e nada aconteceu a nenhuma delas, porque o montante que gira este sistema não é pouco, e os envolvidos são pessoas graúdas, renomadas e respeitadas como Roger Abdelmassih.

Na época, uma grande revista de circulação nacional publicou cópias dos e-mails referidos, mas estranhamente, eles não estão mais na internet. Mas é possível achar alguns fragmentos desta história pelo google.

Avete capito?

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Aprenda como funciona a justiça brasileira de hoje


Assim como violaram o sigilo bancário de um caseiro, passando o extrato para que o então Ministro Palocci pudesse ameaça-lo ou desqualificá-lo, o Supremo utiliza os mesmos métodos, só que para salvá-lo. Libera a um jornalista qualquer a informação antecipada de que não aceitarão a denúncia contra Palocci. O brasileiro ficará indignado e mastigará isso por algumas semanas. Quando a decisão sair não pegará ninguém de surpresa e não causará revoltas maiores, pois todos os idiotas brasileiros já haviam se acostumado com a idéia. As frases "O Brasil é assim mesmo", ou ainda "peixe grande ninguém pesca" serão ouvidos neste dia, mas sem nenhum furor. Sem ódio. Com total apatia.

Funciona como notícia de morte. Alguém lhe diz que o paciente não está nada bem. Diz que as chances são remotas. Diz

Palocci tornou-se Ministro da Fazendo com um saco de processos nas costas. Para comandar a pasta, os processos foram todos arquivados, sem nenhuma explicação. Tudo parece ter sido um imenso engano. No Brasil é assim... Peixe grande ninguém pesca.

A Revista Veja de 5 de abril de 2006, edição 1950 revela o seguinte:
O presidente Lula consumou, na terça-feira passada, a mais significativa troca de comando em um ministério desde o início do governo. Depois de uma semana tentando esconder sua participação na operação de violação do sigilo do caseiro Francenildo Costa, Antonio Palocci não resistiu à revelação dos fatos e foi demitido. Lula perdeu seu ministro da Fazenda, a quem chamou de "irmão" na cerimônia de transmissão do cargo, agora ocupado pelo economista Guido Mantega. Palocci começou a ser apeado de seu posto na tarde do dia anterior, quando o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, depôs na Polícia Federal e confessou ter dado uma ordem para acessar as contas que Francenildo tem no banco. Mattoso revelou ainda ter entregado pessoalmente o extrato do caseiro a Palocci, mas em momento algum disse que a ordem de violação tinha partido do ministro.

Muito bem! Houve a quebra de sigilo e o documento foi servido a Palocci. Ponto. Mas agora, o STF está dizendo que não há provas, até porque, tudo corre com a proteção do próprio supremo que determinou sigilo no processo. Um cidadão comum, nesta vasta e escancarada democracia não tem permissão para acessar as acusações e depoimentos que constam ali.

De uma hora para outra, o supremo invalida tudo, oculta tudo e não explica o fundamental:
1. Se estão absolvendo os acusados, quem deverá responder pela quebra do sigilo que como sabemos aconteceu?

2. Se não foi Palocci que se beneficiou disso ao receber o extrato em mãos, quem foi o beneficiado e qual a finalidade utilizada?
Se o julgamento fosse de um assassinato, e os réus fossem absolvidos, o que o Supremo faria? Diria que o assassinado não morreu?

Cabe ao brasileiro de bem, questionar no supremo quem são os violadores do sigilo e a quem serviu esta violação. Se o Supremo absolve os réus confessos, é porque deve saber quem são os verdadeiros culpados. Se não conseguirem explicar, poderiam ao menos revelar quando levaram nesta absolvição, pois que se venderam já sabemos. Basta agora colocar o preço.

Na democracia brasileira alguém pode ser condenado a toque de caixa, a vários anos de prisão por roubar um pote de manteiga para matar a fome. E nesta mesma democracia, um marginal como Palocci, após muitos e muitos anos, não será sequer molestado pela justiça. A quebra de sigilo e violação dos dados pessoais de um correntista estão liberados a partir de hoje. Roubar pote de mantega definitivamente não!

E ai de quem duvidar. Tem Ministros cheios de capangas!

É impressionante como o Brasil está repleto de canalhas por todos os lados, em todas as esferas e principalmente em todos os poderes.

domingo, 23 de agosto de 2009

Perseguição contra blogs


O Brasil é um país de merda! Democracia - como dizia um candidato a presidência - é o caralho!

Por meio ilícito alguns grupos de vagabundos desqualificados estão sabotando blogs cuja opinião e notícias desvendam a verdadeira cara do governo. DOIS EM CENA, ANTI FORO DE SÃO PAULO e PROSA E POLÍTICA são alguns dos blogs que foram sabotados.

Há algum tempo o Brasil vem injetando milhões em verbas de publicidade nos veículos "oficiais" de comunicação para que a verdade não seja divulgada. Raramente podemos ler algo na imprensa brasileira sobre o Foro de São Paulo, por exemplo. Toma lá, dá cá. Não precisa ser muito inteligente para constatar isso. Dê uma folheada nas revistas brasileiras de grande circulação e perceba a quantidade de publicidade vinda do governo, como se o governo estivesse tentando vender um produto. E de fato está. O produto chama-se socialismo com fortes tendências comunistas.

A intimidação, a sabotagem, a obstinação em não permitir que informações sejam distribuídas sem que o governo consiga controlar, é o primeiro passo para a censura, e o passo mais curto para a ditadura. Com as eleições de 2010, o governo já está estudando uma forma de fechar os blogs anti governo do PT. E já sabem que não precisam de muito esforço. Basta uma ação cautelar e todos irão abaixo.

Em 2000, fui um dos primeiros brasileiros a ter um site bloqueado pela justiça por divulgar fatos e denúncias envolvendo figuras políticas importantes e médicos renomados. Sem qualquer motivo, a liberdade de opinião foi canetada por um juizinho de merda da cidade de Poços de Caldas que trabalha para a máfia. Na época, este juíz enviou um ofício ao escritório do YAHOO Brasil exigindo a retirada do meu site do ar. O YAHOO Brasil, por sua vez, respondeu que o site estava hospedado em território Norte Americano e nada poderia fazer.

Então o juíz enviou outro ofício, AMEAÇANDO o YAHOO Brasil a tirar a página do ar sob pena de ser responsabilizado judicialmente ou ainda acusado por descumprir mandato judicial. Pois bem! juridicamente falando, se a máfia desejasse mesmo tirar a página do ar, deveria entrar na corte americana para que ela decidisse a retirada ou não, uma vez que o site estava armazenado sob jurisdição americana, mas, com a ajudazinha de um juizinho de merda, o site caiu. Obviamente o YAHOO Brasil não desejava comprar um briga que não era dela.

Vamos aproveitar os blogs, pois em um curto prazo de tempo, estaremos todos cerceados e bloqueados. Afinal, juiz de merda é o que não falta no Brasil, e tem muitos juízes vermelhinhos espalhados por ai.

Deveriamos criar uma associação de blogueiros e por via judicial fazer valer a democracia. Lutar pela liberdade de expressão e opinião que estão garantidas na constituição. Deveriamos criar um grupo forte para proteger nossas palavras e não deixar que meia dúzia de vagabundos nos perseguissem como se fossemos criminosos. Sabotagem é sujeira, e sinal de que os bloqueados estão de fato incomodando.


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Senador acorda depois de 8 anos em coma



O senador Flávio Arns finalmente conseguiu acordar do coma. Sim, ele devia estar em coma. Segundo ele, o PT rasgou a bandeira da ética. É por estas palavras que acredito que ele estava em coma. O PT já rasgou a bandeira da ética há muitos anos. É estranho que só agora o senador tenha acordado.

Onde estava Flávio Arns quando mataram Celso Daniel e outras 7 testemunhas? Ele não achou que neste episódio rasgaram a bandeira?

Onde estava Flávio Arnas quando foi descoberto o maior esquema de corrupção envolvendo o congresso, mais conhecido como MENSALÃO? Ele também não achou que rasgaram a bandeira da ética?

E os dólares na cueca?
E o asilo político a Cesare Batisti?
E os gastos com os cartões corporativo?

É... ao que tudo indica o coma era profundo, mas parece que agora ele está se recuperando.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Médicos estão acima da lei?

Do blog Dois em Cena



Qual a lógica?

Dizem que no Brasil não existe tráfico de órgãos. Médicos são profissionais de gabarito e conduta ilibada. No Brasil existem duas categorias que não se pode mexer. Médicos é uma delas. O corporativismo é gritante. E a outra é a dos advogados.

Frequentemente um ou outro membro destas categorias estão nos noticiários em uma publicidade, digamos, nada agradável. Mas assim como são expostos, também são protegidos. Alguns não conseguem manter a proteção porque a opinião pública é forte demais e o corporativismo se vê obrigado a abrir mão. Foi o caso de Eugenio Chipkevitch, condenado a 124 anos de prisão. Se a imprensa não tivesse batido forte, seria absolvido sem maiores problemas e os acusadores passariam a ser os verdadeiros bandidos.

Há alguns anos, um renomado médico carioca foi preso após ser denunciado por fazer inúmeros abortos. Os noticiários mostraram o caso, mas logo em seguida, toda a mídia se calou. Ele era renomado e o aborto no Brasil só é ilegal no papel. A sociedade tolera este tipo de crime, afinal, e justamente esta sociedade que precisa fazer aborto.

No mesmo Rio de Janeiro, outro médico foi flagrado pela câmara de um hospital no momento em que passava por uma jovem na escada do hospital que estava em trabalho de parto. Nas imagens podemos ver que o médico passa por cima da jovem com um certo sentimento de nojo, enquanto ela implorava ajuda. No dia seguinte, foi condecorado por políticos cariocas do Rio. O caso e o nome do médico sumiram, bem como o vídeo que estava postado no YouTube. Provavelmente, o abortista e o omisso estão livres, trabalhando naturalmente, fazendo aborto e saltando degraus de mulheres em parto. O corporativismo permite isso.

Para finalizar, mais um caso. Vou descrever aqui o que vem pela frente. Um grupo de pacientes sairão em apoio ao médico. As instituições CRM e CFM farão notas em apoio ao médico garantindo que ele não seria capaz de uma coisa dessas. E se não houver vídeos mostrando o abuso, e se as acusações se mantiverem apenas em testemunhos, o médico será inocentado rapidamente e seu nome será limpo como neve.

Ao mesmo tempo, a sociedade aceita abortista e traficantes de órgãos sem nenhum problema, pois como disse, são os consumidores diretos destes marginais. No Brasil, todos querem acabar com os narcotraficantes, mas ninguem quer deixar de fumar maconha e cheirar cocaina. É assim a sociedade brasileira. A sociedade não aceita abusos sexuais, mas abortista e traficantes de órgãos são sempre glorificados.

Querem uma política limpa, mas Sarney, Calheiros, Collor e Lula se reelejem sem maiores dificuldades. Isto deveria ser tema de estudo. Por que o brasileiro se subjulga tão fácil e vende a preço de bananas princípios fundamentais tão caros?

Agora, vamos ao show!! Amplo direito de defesa, os melhores advogados, todos os tipos de recursos, enfim. Vai depender mesmo é da forma como a mídia atuar.

Vale a pena ter um preview do que está por vir:



LILIAN CHRISTOFOLETTI
da Folha de S.Paulo

A fotógrafa Monika Bartkevitch, 43, afirmou ontem ter sido agarrada e beijada pelo médico Roger Abdelmassih, 65, quando estava em tratamento há nove anos. Ela é a primeira mulher a contar sua história sem exigir anonimato.

Segundo Monika, o episódio contribuiu para o fim do seu casamento. "Estou falando não apenas por mim, mas por todas as mulheres que passaram por isso, para que se sintam encorajadas a denunciar", diz.

Monika ainda não depôs na polícia --pretende fazê-lo na próxima semana. Até ontem, 35 mulheres procuraram o Ministério Público do Estado de São Paulo dizendo-se vítimas de abusos praticados por Abdelmassih, dono da maior clínica de fertilidade do país. O médico nega todas as acusações. Leia abaixo a entrevista:

FOLHA - Por que você foi à clínica?
MONIKA BARTKEVITCH - Eu estava casada havia oito anos e o meu marido era vasectomizado. Ele tinha dois filhos de um outro casamento. Eu tinha um filho também de outra união. Queríamos uma filha e, na fertilização, poderíamos escolher o sexo. Fomos à clínica de Abdelmassih e fechamos um pacote de três inseminações. Já no primeiro dia, achei muito estranho o jeito do dr. Roger me abordar, de se despedir, e isso na frente do meu ex-marido.

FOLHA - O que aconteceu?
MONIKA - No segundo dia, fui sozinha fazer alguns exames. Na saída, o dr. Roger me deu um selinho na boca. Fiquei passada, não sabia o que fazer. Em casa, contei ao meu marido, que não acreditou. Ele disse: "A gente tem muito dinheiro lá [na clínica] e tem um objetivo, que é ter uma filha. Você é descolada, saberá se virar bem". Fui à clínica pela terceira vez. Quando o dr. Roger veio me cumprimentar, estiquei a mão. Disse que não tinha gostado da atitude dele, que estava na clínica para uma coisa sagrada, que é ter um filho. Ele me pediu desculpas, disse que eu era uma pessoa envolvente.

FOLHA - Não houve mais nada?
MONIKA - No dia em que eu fui retirar os óvulos, acordei com o dr. Roger ao meu lado, parado, com a cara em cima da minha, me olhando. Estava voltando da sedação, levei um susto e gritei. Ele se assustou, pediu calma e beijou a minha mão. Chamou um funcionário e me ofereceu um suco de maracujá. Depois, contei isso para o meu marido, que não viu nada de anormal. Três dias depois, voltei para a inseminação. Estava num quarto, de avental. O dr. Roger entrou, me pegou no colo na frente de uma enfermeira e me levou ao centro cirúrgico.

FOLHA - No colo?
MONIKA - Ele me carregou como se eu fosse um bebê. Uma funcionária ofereceu uma maca, mas ele recusou dizendo que eu era especial. Depois da inseminação, de novo, na frente das enfermeiras, ele me pegou no colo e me levou até o quarto. Pediu à enfermeira que saísse. Daí, ficou completamente alterado. Disse que era louco por mim, lambia a minha cara inteira. Eu gritava, mas ele tapava a minha boca. Ficou tentando me beijar, passava a mão por todo o meu corpo. Ele jogou o corpo para cima de mim. Eu dava socos, empurrões, gritava. Comecei a lutar, acho que isso durou uns 15 minutos, não sei, pareceu uma eternidade.

FOLHA - Como terminou?
MONIKA - Continuei gritando e ele se afastou. Briguei com a enfermeira que entrou no quarto, porque ela era mulher e sabia o que havia acontecido. Quando meu marido entrou no quarto, também não conseguia olhar para a cara dele. Porque já tinha contado o que havia acontecido, desde o começo dizia que o médico me tratava de forma estranha, que havia me beijado, e ele não acreditou. Quando saí de lá, o dr. Roger quis falar comigo, pediu que eu voltasse em três dias para saber se tinha dado certo a inseminação. Entrei em depressão, fiquei três dias fechada no meu quarto. Quando voltei à clínica, vi que não tinha engravidado. Eu estava no chão. Meu casamento acabou menos de dois meses depois.

FOLHA - Você tentou denunciar o médico à época?
MONIKA - Procurei uma equipe de TV, queria usar um microfone escondido, queria denunciá-lo, mas não deu certo. Depois, essa história me machucou muito. Separei-me do meu marido e ainda tinha de enfrentar familiares e amigos que perguntavam se eu havia dado abertura. Isso quase me deixou louca. Eu me perguntava, será que fiz algo errado? Mas agora, com todas essas mulheres falando, vi que não estava só.

FOLHA - Por que seu marido não acreditou em você?
MONIKA - Ele é do meio médico, não quis denunciar, não quis acreditar, não quis se comprometer, me deixou completamente sozinha.

Outro lado

O advogado do médico Roger Abdelmassih, Adriano Vanni, afirmou ontem considerar "fantasiosa" a história contada pela fotógrafa Monika Bartkevitch à Folha.

"Acho muito estranho uma mulher passar por tudo isso e não ter denunciado à época. Ela disse que isso aconteceu há nove anos? Então, por que não procurou a polícia? Por que não procurou o CRM [Conselho Regional de Medicina]? Bom, ela conta que o marido não a deixou denunciar, mas ela se livrou do marido, que era o obstáculo para qualquer denúncia, dois meses depois. O que a impediu, então, de denunciar o médico?", questiona o advogado Vanni.

O advogado diz que Abdelmassih nunca carregou pacientes no colo nem as molestou. Para ele, é um absurdo lançar suspeitas como essas sobre um profissional sério e muito respeitado. "O dr. Roger nunca fica sozinho com a paciente, esse não é um procedimento adotado na clínica. Ele está sempre acompanhado por uma enfermeira. Repito, o que ela contou é fantasioso", afirmou.

O advogado reclama não ter acesso à íntegra dos depoimentos nem aos nomes das mulheres que acusaram Abdelmassih à polícia e ao Ministério Público. "Sem saber quem o acusa, ou do que ele é acusado, é impossível fazer a defesa. A gente nem sabe se essas mulheres são efetivamente ex-pacientes dele. Após termos acesso integral ao inquérito policial, o dr. Roger poderá esclarecer, uma a uma, todas as acusações. Ele vai provar a sua inocência."

Nesta semana, Vanni pediu novamente à Justiça acesso ao inquérito que tramita na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo. O advogado afirma que não sabe a "verdadeira motivação" das mulheres que denunciaram Abdelmassih.

"É importante lembrar que, há um ano e meio, o dr. Roger foi vítima de uma campanha difamatória via internet. Já pedimos a abertura de uma investigação na Polícia Civil para apurar isso. Qual era o objetivo? Nós ainda não sabemos", afirma Vanni. Ele se refere a um blog que trazia denúncias contra Abdelmassih postadas com nomes falsos e que foi tirado da rede a pedido do médico.

Na primeira e única entrevista que concedeu à Folha sobre o assunto, há cerca de dois meses, Abdelmassih afirmou ser vítima de uma armação da concorrência. O especialista, que é referência na área de reprodução assistida, fez em sua clínica um terço de todos os bebês de proveta do país.

Em nota da assessoria, Abdelmassih disse negar com veemência todas as acusações e informou que até o momento não foi ouvido no inquérito policial.

Ainda segundo a assessoria, a clínica de Abdelmassih funciona normalmente e completa, neste ano, 20 anos de atividade, tendo atendido mais de 20 mil casais em busca de filhos.

Campanha difamatória. Sim, agora trata-se de uma campanha difamatória contra um médico que faz mulheres dar a luz sem ter esta possibilidade natural. Um homem tão bom, tão justo, tão seério. Por que afinal tantas pessoas resolveram denunciá-lo?

Talvez as mulheres tenham aberto uma clínica concorrente e queiram derrubá-lo numa briga comercial, ou quem sabe estão a procura de notoriedade?

Se você não leu com atenção, destaco o seguinte parágrafo da entrevista com a fotógrafa:

FOLHA - Por que seu marido não acreditou em você?
MONIKA - Ele é do meio médico, não quis denunciar, não quis acreditar, não quis se comprometer, me deixou completamente sozinha.

Entenderam? Meio médico! Não quis denunciar o colega. Pode abusar da mulher dele se for médico. Não quis se "comprometer". Isso significa em alto e bom tom corporativismo

O que o advogado não pensou é que estas mulheres sofreram e ainda sofrem todos os dias um sentimento terrível de terem sido abusadas e se sentirem impotentes diante disso. Por sorte, elas aos poucos estão fazendo valer os seus direitos e denunciando. Ainda que demore 100 anos, denunciar é preciso. Sempre.