Desembargadores comprados

Desembargadores comprados

domingo, 14 de abril de 2013

Campanha FALA MOSCONI!

Presidente da Comissao de Saude da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Carlos Mosconi esta em silencio. E estranho que a Assembleia tambem esteja. Parece mesmo que no Brasil nao ha mais oposiçao. Em outras epocas, ja estariam fazendo manifestaçoes publicas para que Mosconi deixasse o cargo.


Carlos Mosconi, que é o mentor politico deste esquema, nunca economizou palavras para falar sobre a mafia dos transplantes. Mostrava laudos na tv, chantageava ministros de estado, fazia piadinhas com um assunto tao serio. Ao ser interrogado no processo que condenou alguns medicos por trafico de orgaos (incluindo um socio de Mosconi), ele teve uma crise de Alzheimer. Nao se lembrava de nada. Nao tinha certeza alguma. E até mesmo, todas as instituiçoes que defendia publicamente, disse que nao conhecia!!

- Ja ouvi falar excelencia...

Depois da condenaçao, Mosconi abriu mao da defesa publica dos acusados, mas nao abriu mao da poltrona de Presidente da Comissao de Saude, um cargo tao importante para um estado como Minas Gerais, ocupado por alguem com tanta amnesia.

Portanto, abro a campanha FALA MOSCONI!!!

Saia do silencio. Nos desejamos ouvir a sua voz, ainda que voce nao tenha nada a dizer.

FALA MOSCONI.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

CartaCapital

Um Feliciano piorado na Assembleia Mineira

SOB SUSPEITA | O Tucano Carlos Mosconi, presidente da Comissao de Saude do Parlamento Estadual, é acusado de trafico de orgaos.

Por Leandro Fortes


Enquanto o Congresso Nacional e submetido a um constrangimento diario desde a eleicao do deputado Marcos Feliciano (PSC-SP), pastor evangelico de discurso homofobico e racista, para o comando da Comissao de Direitos Humanos da Camara, um caso semelhante na forma, mas muito mais grave no conteudo, permanece escondido na Assernbleia Legislativa de Minas Gerais. Em 1°de fevereiro, O tucano Carlos Mosconi assumiu pela quarta vez consecutiva a presidencia da Comissao de Saude do Parlamento mineiro. Medico de formaçao, Mosconi e idealizador da MG SuI Transplantes, ONG que servia de central clandestina de receptacao e distribuicao de orgaos humanos em Pocos de Caldas, no suI do estado. 

Segundo uma investigacao da Policia Federal, Mosconi chegou a encomendar um rim para o amigo de um prefeito da cidade mineira de Campanha. Em 19 de fevereiro, o juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1a Vara Criminal de Pocos de Caldas, condenou quatro medicos envolvidos no esquema de compra e venda de orgaos humanos, a chamada "Mafia dos Transplantes".

Joao Alberto Brandao, Celso Scafi, Claudio Fernandes e Alexandre Zincone, todos da Irmandade Santa Casa, eram ligados a MG SuI Transplantes. Scafi era socio de Mosconi em uma clinica da cidade. A ONG era responsavel pela organizacao de uma lista de pacientes particulares que encornendavam e pagavam por orgaos retirados de pacientes ainda vivos. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, alem do dinheiro tomado dos beneficiaries da lista, recursos do Sistema Unico de Saude (SUS) para o hospital.

A mafia de medicos de Pocos de Caldas foi descoberta em 2002 por causa do chamado "Caso Pavesi", que chegou a ser investigado na Camara dos Deputados pela CPI do Trafico de Orgaos Humanos, em 2004. Em 19 de abril de 2000, Paulo Veronesi Pavesi, 10 anos de idade a epoca, caiu de um brinquedo no predio onde morava e foi levado a Santa Casa. O menino foi atendido pelo medico Alvaro Ianhez, coordenador do setor de transplantes do hospital e, soube-se depois, chefe da central clandestina de trafico de orgaos. Ianhez e amigo particular do deputado Mosconi, responsavel por sua nomeacao no hospital.

A partir de uma denuncia do analista de sistemas Paulo Pavesi, pai do garoto, a PF abriu um inquerito e descobriu que a equipe de Ianhez havia decretado a morte encefalica de Paulo quando ele estava sob efeito de substancias depressivas do sistema nervosa central. Ou seja, teve os rins, o figado eas corneas retirados quando provavelmente ainda estava vivo. Pavesi pai foi obrigado a pedir asilo na Italia, depois de ser ameacado de morte por diversas vezes em Minas Gerais. Atualmente, mora em Londres, onde aguarda ate hoje o julgamento do caso do filho. Outros oito casos semelhantes foram descobertos pela PF e pelo Ministerio Publico Federal durante as investigacoes, Um deles, o do trabalhador rural Joao Domingos de Carvalho, foi o que resultou nas condenacoes de fevereiro passado.

Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11e 17de abril de 2001, Carvalho foi dado como morto quando estava sedado e teve os rins, as corneas e o figado retirados pelos medicos Fernandes e Scafi. "Era pura ganancia, vontade de enriquecimento rapido, sem se preocupar corn o sofrimento dos demais seres humanos", escreveu o juiz Narciso de Castro na sentenca que condenou os medicos da Santa Casa a penas de 8 a 11anos de prisao, em primeira instancia.

Todos continuarao em liberdade ate o julgamento dos recursos. Pavesi nao se amedrontou a toa. Em 24 de abril de 2002, Carlos Henrique Marcondes, administrador da Santa Casa, foi assassinado no dia exato de seu depoimento no Ministerio Publico sobre a atuacao da mafia dos transplantes lotada no hospital. Ele tinha gravado todas as conversas corn os medicos envolvidos no trafico de orgaos e pretendia entregar as fitas as autoridades. Antes de falar, Marcondes foi encontrado morto no proprio carro corn urn tiro na boca. 

Segundo urn delegado da Policia Civil da cidade, o ex-PM Juarez Vinhas, tratou-se de suicidio. O caso foi sumariamente arquivado. O laudo pericial constatou, porem, que tres tiros haviam sido disparados contra Marcondes, embora apenas urn o tenha atingido. Mais ainda: a arma usada e colocada na mao da vitima desapareceu do forum de Pocos de Caldas, razao pela qual foi impossivel pericia-la. Levado a Santa Casa, o corpo do administrador foi recebido por dois medicos do hospital. Urn deles, Joao Alberto Brandao, foi condenado em fevereiro. O outro, Felix Gamarra, chegou a ser indiciado, mas acabou beneficiado pela lei de prescricao penal, por ter mais de 70 anos de idade. A dupla raspou e enfaixou a mao direita de Marcondes, supostamente usada para apertar o gatilho, de modo a inviabilizar o exame de digitais e presença de residuos de polvora. E o advogado da Santa Casa, o tambern ex-PM Sergio Roberto Lopes, providenciou a lavagem do carro. O nome de Mosconi apareceu na trama em 2004, durante a CPI do Trafico de Orgaos. Convocado pela comissao, o delegado Celio Jacinto, responsavel pelas investigacoes da Policia Federal, revelou a existencia de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de urn rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha, por 8 mil reais. A carta, disse   o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquerito sob custodia do Ministerio Publico Estadual de Minas Gerais.

Mosconi foi ouvido pelo juiz Narciso de Castro e confirmou conhecer Ianhez desde os anos 1970. O parlamentar disse "nao se recordar" da existencia de uma lista de receptores de orgaos da Santa Casa, da qual chegou a ser presidente do Conselho Curador por urn periodo. Sobre a MG SuI Transplantes, que fundou e difundiu, afirmou apenas "ter ouvido falar" de sua existencia, Declaracao no minimo estranha. O registro de criacao da MG SuI Transplantes, em 1991, esta publicado em urn artigo no Jornal Brasileiro de Transplantes (volume 1, numero 4), do qual os autores sao o proprio Mosconi, alem de Ianhez, Fernandes, Brandao, e Scafi, todos investigados ou reus do processo sobre a mafia de transplantes de Pocos de Caldas.

Procurada por CartaCapital, a assessoria de imprensa de Carlos Mosconi ficou de marcar uma entrevista corn o deputado. Ate o fecharnento desta edicao, o parlamentar nao atendeu ao pedido da revista.

Imagens da revista CartaCapital que ja esta nas bancas. Ha informaçoes de que Carlos Mosconi estaria tentando comprar todos os numeros da revista na cidade de Poços de Caldas. Ha pessoas esperando a entrega das revistas nas bancas de jornais da Rua Assis Figueiredo e em frente ao Palace. 

Isto nao é tudo sobre Mosconi. Ao longo dos anos esperei com frieza e armazenei uma seria de documentos e informaçoes sobre suas açoes. Ha uma que definitivamente vai mostrar quem ele é. Estou apenas esperando o resultado dos recursos impetrados pelos medicos e o julgamento do meu filho para dar o golpe final. Ele destruiu a minha vida, acabou com a minha familia, perdemos tudo o que tinhamos e ele nao podia achar que isto tudo ficaria impune. Ainda que autoridades continuem a protege-lo, o quem tenho em maos, e esta por vir, deixara muita gente sem chao. Incluindo promotores e delegados.

Meu filho merece respeito e tera, caro mafioso.

Saudaçoes Dom Mosconi.
E até a proxima.

Materia do NovoJornal

Fonte: NovoJornal

Deputado acusado de liderar tráfico de órgãos preside Comissão de Saúde

PSDB e Assembléia Legislativa mineira elegem Carlos Mosconi (PSDB), acusado de liderar quadrilha de trafico de órgãos presidente da Comissão de Saúde


Assim como ocorrido na Câmara dos Deputados em Brasília, onde foi eleito  para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), acusado de racismo e homofobia e também de estelionato, em Minas Gerais, acaba de ser eleito para presidir a Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa o deputado Carlos Mosconi (PSDB), acusado pelo juiz de Poços de Caldas de liderar uma organização criminosa condenada pela prática de igual teor de tráfico de órgãos.

Segundo relatos da Polícia Federal e do Ministério Público, constantes no processo, Mosconi só não foi denunciado devido à atuação declarada indevida e suspeita do integrante do Ministério Público Federal encarregado de acompanhar as apurações, assim como oferecer a denúncia. Porém, segundo promotores que atua no caso, diante das condenações ocorridas e das provas existentes não está afastada a possibilidade de Mosconi ser agora denunciado.

Na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, o assunto é proibido tendo em vista que Mosconi, atual secretário geral do PSDB do Estado de Minas Gerais, é tido como representante dos interesses de Andréa Neves. Em função deste caso e outros relacionados a comportamento de deputados da atual legislatura, até hoje a casa legislativa mineira não tem uma comissão de ética formada.

Diversas entidades da sociedade civil vêm contestando a presença de Mosconi na presidência da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa de Minas gerais, porém, sem maiores repercussões, uma vez que grande parte da imprensa nada divulga e os deputados nada fazem. O grupo já inicia um movimento para colher apoios em um abaixo assinado pela internet pedindo a saída de Mosconi da presidência da Comissão de Saúde da ALMG.

O PSDB mineiro recusa-se a comentar o fato, uma vez que Mosconi ocupa a Secretaria Geral do partido no Estado. Consultado, o partido, através de sua assessoria de imprensa, solicitou cópia da sentença, o que foi encaminhado por Novojornal.

Embora tenha prometido pronunciar-se após recebimento da sentença, o dirigente da comissão de ética do PSDB, Antonio Aureliano, filho do ex- governador biônico de Minas Gerais e vice- presidente da Republica, igualmente biônico, Aureliano Chaves, até o fechamento desta matéria nada respondeu.

Consultorio medico de Carlos Mosconi  (Presidente da Comissao de Saude da Assembleia Legislativa de Minas Gerais) e Celso Scafi (condenado em 1a instancia por trafico de orgaos).


domingo, 7 de abril de 2013

De novo a verdade

A revista Veja traz uma reportagem completa sobre os assassinatos em Curitiba no hospital evangelico. E ainda tem gente que diz que é mas um caso de escola de base:
Numa manhã, em meados de 2010, Virgínia Soares de Souza, médica responsável pela unidade de terapia intensiva para casos de clínica geral do Hospital Evangélico, o segundo maior de Curitiba, avisou seu pessoal que um grave acidente de trânsito acabara de fazer várias vítimas e que eles se preparassem para recebê-las. Uma das enfermeiras presentes alertou para um problema: todos os catorze leitos estavam ocupados. Ouviu como resposta que fosse ao pronto-socorro apressar os procedimentos de internação, porque as vagas seriam criadas. "Desci para o pronto-socorro com a UTI lotada. Quando voltei, em menos de meia hora, seis pacientes tinham morrido. Fiquei apavorada", conta a VEJA a enfermeira, que não quer ser identificada por temer represálias. Ela ainda perguntou ao colega Claudinei Machado Nunes o que havia acontecido. Ele disparou: "Você é ingênua ou burra?". A moça narrou sua história de terror à Polícia Civil do Paraná - um dos oito depoimentos estarrecedores sobre a repugnante máquina de execuções instalada na UTI do Hospital Evangélico aos quais VEJA teve acesso. Um conjunto também ainda inédito de 21 prontuários é contundente quanto ao modus operandi da doutora Virgínia: todos os pacientes cujos casos estão sendo investigados receberam um mesmo coquetel de medicamentos, a que a polícia se refere como "kit morte".
 E mais! Tem gente ainda que diz que a condenaçao destes assassinos vai por em xeque todos os profissionais de UTI, pois fazem a mesma coisa.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

GoodFather

Algumas pessoas nascem com determinados talentos, outras adquirem. Este é o exemplo de Carlos Mosconi, que entre tantos talentos, possui um dom que poucos conhecem. Ele praticamente é um intocavel. Eu diria... um GoodFather.



Veja por exemplo o processo de No. 639.946, no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, referente a um certo convenio.
Por todas as razões expostas na fundamentação e realçando o fato de que, desde a distribuição do processo, realizada em 06/04/01, até a presente data transcorreram mais de 5 (cinco) anos sem que tenha sido efetivada a citação dos responsáveis, reconheço, em preliminar de mérito, a prescrição da pretensão punitiva em benefício dos Senhores Carlos Eduardo Venturelli Mosconi e Norberto José, e voto pela extinção do processo com resolução do mérito, nos termos do inciso IV do art. 269 do Código de Processo Civil, aplicável supletivamente ao caso por força do art. 379 do Regimento Interno. 
Promovidas as medidas legais cabíveis à espécie, arquivem-se os autos. Fonte: TCE
O processo ficou parado 5 anos e MOSCONI nao foi citado!!!! Sabe o que significa??? Que o TCE nao encontrou um deputado para informa-lo sobre o processo. Voce deve estar pensando que isto é um caso isolado nao é mesmo? Pois entao veja isto:

processo No. 715.579. Novamente o assunto é convenio. Mosconi parece gostar de um convenio nao é mesmo?
Dessa forma, a meu juízo, restou configurada a hipótese de prescrição contida no art. 110-E da Lei Complementar 102/2008, inserido com o advento da Lei Complementar 120/2011, pois se passaram mais de cinco entre a data da ocorrência do fato, referente à prestação de contas do Convênio 206/97/SEAM/PRÓ-COMUNIDADE, firmado em 20/6/97, e a autuação da respectiva documentação neste Tribunal de Contas, ocorrida em 8/8/06.
Fonte: TCE
Hummm...  5 anos se passaram e.... prescriçao!

Tem mais!
CONVÊNIO N. 643.900, firmado em 22/08/97, entre a Secretaria de Estado de Assuntos Municipais – SEAM/MG e a Associação Comunitária Ipanemense, do Município de Ipanema, objetivando o repasse de recursos financeiros para aquisição de material de construção, gêneros alimentícios e cobertores para  doação a famílias carentes, no montante de R$15.000,00. Em apenso Tomada de Contas Especial n. 643.902. 
Interessados: Carlos Eduardo Venturelli Mosconi e Raymon Rodrigues Pereira, respectivamente Secretário de Estado e Presidente da Associação à época.
(...) por unanimidade de votos, diante das razões expendidas pelo Relator, em julgar regular o convênio, nos termos do art. 159, inciso I, do Regimento Interno deste Tribunal e, irregular a Tomada de Contas Especial, com fulcro no art. 145, inciso III, do mencionado Regimento, devendo o Sr. Raymon Rodrigues Pereira, Presidente da Associação Comunitária Ipanemense à época, ressarcir aos cofres públicos o valor de R$15.000,00 (quinze mil reais), devidamente atualizado, consoante o art. 148, I, do RITCMG, por não ter sido comprovada a execução do objeto do Convênio, e em aplicar multa ao citado prestador no valor de R$1.500,00 (um mil e quinhentos reais).
Hummm.. convenio realizado, pago e nao respeitado. Ja ouvi isto antes. Tem mais!

CONVÊNIO N. 642.743, firmado em 29.10.97, entre a Secretaria de Estado de Assuntos Municipais e o Centro Comunitário Rural de Aracitaba, no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), objetivando a colaboração financeira para aquisição de material de construção para doação às famílias carentes. Em apenso: Tomada de Contas n. 642.745. 
Interessados: Carlos Eduardo Venturelli Mosconi e Antônio de Souza Amaral, respectivamente, Secretário de Estado e Presidente do Centro Comunitário à época.
Vistos, relatados e discutidos estes autos de n. 642.743, ACORDAM os Exmos. Srs. Auditores do Tribunal de Contas, em Sessão para Emissão de Parecer Coletivo, incorporado neste o relatório e as notas taquigráficas, por unanimidade, nos termos do voto do Auditor – Relator, com o adendo do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, em julgar irregulares o Convênio e a Tomada de Contas, nos termos do art. 44, III, alíneas “a” e “b” da Lei Complementar n. 33/94, art. 145, III, alíneas “a” e “b” e art. 159, III, do Regimento Interno deste Tribunal, determinando ao responsável pela Entidade beneficiada, Antônio de Souza Amaral, que promova o ressarcimento ao erário estadual da totalidade dos recursos repassados à época, R$5.000,00 (cinco mil reais), devidamente corrigidos, nos termos do art. 47 da Lei Complementar n. 33/94.

A Secretaria de Estado, cujo secretario era Mosconi, repassou valores para o presidente de uma instituiçao que havia fortes indícios da não-existência física da mesma. Tambem ja ouvi esta historia antes.

Voce acha pouco? Mas nao acabou!
Processo 653.684 - Natureza: Prestação de Contas de Convênio (2001) - Órgãos: Secretaria de Estado de Assuntos Municipais e Prefeitura Municipal de Caraí 
Responsáveis: Carlos Eduardo Venturelli Mosconi, Subsecretário Estadual à época, e Leopoldino José Ribeiro, Prefeito à época.
Considerando, ainda, que as irregularidades que deram ensejo ao Processo Administrativo em análise não causaram prejuízo ao Erário e, atentando para o fato de que os responsáveis até a presente data não foram citados, ACORDAM os Exmos. Srs. Conselheiros da Primeira Câmara do Tribunal de Contas, incorporado neste o relatório, na conformidade das notas taquigráficas, por unanimidade, nos termos da proposta de voto do Auditor Relator, com fundamento no art. 379 do RITCMG, Resolução n. 12/2008, c/c o art. 269, IV, do Código de Processo Civil, em pronunciar a prescrição, e declarar a extinção do processo com resolução do mérito
Isso mesmo!!! Processo extinto por prescriçao. Ninguem foi citado!! O acordao diz que as irregularidades nao causaram prejuizo ao erario, mas encaminhou o processo ao Ministerio Publico de Contas para eventuais apuraçoes. Como um processo pode ser arquivado sem que os responsaveis tenham sido citados??? Por que sempre prescrevem estes processos?

Reparem que o TCE nao consegue citar Mosconi em relaçao aos processos que acabam por prescreverem. O TCE nao é capaz de encontra-lo para cita-lo, embora ele seja um homem publico.

Mas nao é sempre assim.

Em novembro de 2008, logo apos receber asilo humanitario na Italia por denunciar o poder deste nobre politico e seus tentaculos, o TCE finalmente conseguiu encontra-lo!

Wanderley Avila e Carlos Mosconi
Para lhe oferecer um premio! O Colar do Merito concedido a pouquissimas personalidades.

Em seu pronunciamento, o Presidente Wanderley Ávila (na foto com Mosconi), destacou que o Colar do Mérito distingue gestos e atitudes. "Essa condecoração, comenda máxima instituída por este Tribunal, em reconhecimento ao empenho, compromisso e valores éticos daqueles que contribuem para os interesses sociais e individuais, é expressão do nosso respeito para com homens que atuam efetivamente para a conquista de uma sociedade solidária e justa."

Apos a entrega do colar, acho que podemos chama-lo de Dom Mosconi.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Quero trabalhar na Santa Casa de Poços de Caldas!!

Se voce acompanha o caso Paulinho, deve ter visto (e espero que tenha) a nota a imprensa publicada no site do Hospital da Santa Casa em 22 de fevereiro de 2013. A nota começa com este paragrafo:
A IRMANDADE DO HOSPITAL DA SANTA CASA DE POCOS DE CALDAS é uma associaçao de carater beneficiente, filantropico e sem fins lucrativos, sendo que aproximadamente 85% a 90% de seus serviços médico-hospitalares sao prestados a paciente do SUS.
Enquanto todos nos estavamos distraidos com os ovinhos da pascoa, a Santa Casa publicou o seu balanço em um jornal da cidade.

A receita em 2011 foi de R$ 38 milhoes e 100 mil reais. 
Em 2012, houve um crescimento incrivel, e a receita foi de R$ 43 milhoes. 

Vejam que incrivel!! Segundo o balanço publicado, podemos observar que:

85%  a 90% dos pacientes renderam R$ 23 milhoes e meio pagos pelo SUS;
10% a 15% dos pacientes renderam R$ 19 milhoes e meio pagos por convenios e particulares. 

Devemos considerar algumas coisas.

Acho dificil, atualmente, que alguem entre em um hospital conveniado do SUS e diz querer ser tratado como particular. Pessoas com este perfil existem sim! Mas optam por contratar convenios. E os convenios, convenhamos, nao pagam muuuuito mais do que o SUS. Logo, estas receitas me parecem estranhas.

Na rubrica receita "auxilio subvencoes e campanhas" o Hospital obteve R$ 8 milhoes de reais, sendo que apenas R$ 3 milhoes vieram da prefeitura da cidade.

Mas o melhor vem agora! A "cereja do bolo" - como li em algum lugar.

A tal das despesas operacionais! 

Apesar da intensa crise em que se encontra a Santa Casa, alegada pela diretoria, e que a faz mendigar pela cidade em busca de doaçoes, em 2012, foram utilizados R$ 31 milhoes de reais para pagamento de funcionarios! 

A Santa Casa pagou apenas R$ 4 mil reais em despesas tributarias.

Fala a verdade! Nao é um grande negocio? 

Faço um apelo aos poçoscaldenses. Continuem doando dinheiro a Santa Casa. Afinal, os funcionarios nao podem ficar sem salarios nao é mesmo? Sao R$ 31 milhoes de reais ao ano para manter os excelentes serviços prestados ali, e que mantem toda a comunidade muito satisfeita! Agora entendo porque todos os funcionarios tem orgulho do Hospital. Estao ganhando uma fortuna!!! 

Eu quero trabalhar na Santa Casa!!!

Des Observatorio da Imprensa - Cuidado com o que voce le.

Tem um certo poder no Brasil que é preocupante. Nao sao as instituiçoes corruptas pois estas ja fazem parte da cultura brasileira. A corrupçao, todos sabem, esta no DNA e abastece milhares de contas bancarias. O que preocupa é um outro poder. 

Ao longo dos anos, a imprensa produziu uma serie de jornalistas celebridades. Com a abertura politica e a tal democracia, nasceu o vale tudo. Neste vale tudo estao hoje estes jornalistas que utilizam seus nomes para dar força a uma historia que nem sempre é verdadeira. Muitas vezes utilizam o proprio nome para desqualificar uma verdade.

Este é o caso de Marcelo Rezende por exemplo. Em um programa da Rede Tv em que eu estava participando, ele entrou e disse que investigou trafico de orgaos durante anos e nunca encontrou nada. Sua fala foi reproduzida pelos transplantistas que diziam: "Vejam que foi o Marcele Rezende quem disse!". Ou seja, tinha um peso qualquer. Eu nao precisei de muitos anos para descobrir a mafia que Rezende nao encontrou, e nem sou jornalista. 

Alguns sites tem se empenhado nisso. Hoje vou falar sobre o site Observatorio da Imprensa. O slogan é perfeito: "Voce nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito". E nao vai mesmo. A ideia do Observatorio e desqualificar o que a imprensa (que ja nao publica fatos polemicos) oferece ao publico diariamente. 

Em 2001, o Observatorio da Imprensa cedeu espaço ao renomado (eheheheh) Luis Nassif. O texto publicado era "Os crimes do sensacionalismo". O texto dizia que os medicos que mataram Paulinho estavam sendo injustiçados pela Rede Globo, pois tudo nao passava de um grande equivoco. O texto foi publicado tambem na Folha de S.Paulo, na coluna de economia de Nassif. Sim! Eles utilizam todos os espaços que tem acesso para isso. Uma coluna de economia nao deveria falar no assassinato de uma criança, mas pagando bem...

O texto ficou tao famoso na internet que Nassif resolveu publica-lo em livro! Em seu blog, Nassif (que nasceu em Poços de Caldas onde os crimes foram cometidos), orientava seus leitores a "nao embarcarem nessa". O caso Paulinho era papo furado, garantia o jornalista. "Eu mesmo conheço os medicos." ressaltava o renomado.

Na verdade tratava-se de uma mafia cuja condenaçao so saiu agora em 2013, e que esta trabalhando para que mais uma vez tudo seja anulado. Mais de 8 pacientes foram assassinados. O administador do hospital onde os crimes aconteciam foi assassinado a tiros. Nassif, com o texto defendendo a mafia, eternizado em seu livro, vai entrar para a historia como observador da imprensa.

Pouco tempo depois da condenaçao, enviei um email ao Observatorio da Imprensa, questionando a qualidade deste "observatorio". A resposta foi que eles nao se responabilizam pelo que os outros escrevem. Hummm... deixa eu ver se entendo. A Folha de S.Paulo, o Estado, a Revista Veja e todos os outros meios sao responsaveis pelo que seus jornalistas ou colaboradores publicam. Mas o Observatorio da Imprensa que diz ser o controlodar da verdade, nao é responsavel por nada do que é publicado ali!!! Fica facil nao é mesmo?

Hoje, eles voltaram a cometer o mesmo erro. Estao defendendo a medica Virginia Soares. Estao dizendo que as instituiçoes e a imprensa levam as pessoas a cometer erros de julgamento. Como se cada brasileiro fosse um anencefalo e precisasse do Observatorio da Imprensa para ter uma opiniao. Este é o primeiro passo para se criar uma ditadura.

E advinhem qual o argumento utilizado???

SIM! A ESCOLA DE BASE!! Ja escrevi sobre isso. Agora no Brasil é regra. Bandido precisa ser inocentado? Basta alegar que é mais um caso de escola de base!! 

Leia este trecho:
Impressiona como governo, polícia e Ministério Público conseguem levar a mídia para onde desejam. E ela vai com uma docilidade de fazer inveja à mais mansa das ovelhas. Presenciamos com maior clareza esse fenômeno dos tempos modernos na cobertura do caso do Hospital Evangélico, de Curitiba (PR), onde a médica responsável pela Unidade de Terapia Intensiva, Virgínia Helena Soares, é acusada de ter abreviado a morte de algumas dezenas (o número aumenta ou diminui de acordo com a conveniência de polícia, MP e governo) de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde e assim aberto vagas para outros, assistidos pelos convênios que remuneram melhor os hospitais. A cada dia que passa o caso do Evangélico se parece mais com aquele outro, da Escola Base, em 1994, São Paulo, onde pessoas inocentes tiveram suas vidas-cidadãs praticamente destruídas pela mídia, que embarcou na versão da polícia baseada na declaração de crianças de que haviam sofrido abusos sexuais.
Acho que deveriamos cancelar os inqueritos e processos e deixar o Observatorio da Imprensa julgar. Eles funcionam como os donos da verdade, nao importando o conteudo dos processos. Eles julgam o que sai na imprensa e taxam tudo como escola de base (quando interessa obviamente).

A profundidade do texto é assustadora para quem quer sentenciar uma inocencia.
O caso tem complexidade porque o fenômeno da morte em UTIs é um assunto complicado. Com a ampliação da oferta de órgãos para transplante no Brasil, foi necessária a edição de leis severas que obrigam os hospitais e clínicas a demonstrar, com exames e evidências comprobatórias, que o doador sofreu de fato “morte encefálica” ainda que continue a respirar, ligado ou não aos aparelhos.
A ocorrência da morte encefálica, algo que pode ser identificado por médicos intensivistas, na prática significa que a pessoa não terá nenhuma chance de sobrevida. Terá vida vegetativa, se coração e pulmões continuarem em funcionamento. Nesses casos, foi totalmente destruído o que a Medicina chama de “complexo humano”.
Vamos la!!! 

Este papo de lei rigida e severa é de uma idiotice sem tamanhos. Toda lei é rigida! A lei diz que nao é permitido cometer homicidio e atualmente no Brasil, 50 mil pessoas sao assassinadas todos os anos. A lei impede homicidios? NAO!  Logo esta historia de que nao ha trafico de orgaos ou mortes em UTIs porque a lei a rigida é pura LENDA URBANA. Uma lei nao muda uma situaçao. Ela, no maximo, pune um infrator!

Segundo a lei de transplantes citada pelo autor do texto, a morte encefalica tem de ser obrigatoriamente identificada por um neurologista e nao por um intensivista. O Intensivista pode até identificar uma morte encefalica, mas nao é ele a dar a ultima palavra. Como podemos ver, o autor nao sabe do que esta falando para defender quem esta matando.

O autor DIRCEU MARTINS, nao se satisfaz facilmente e continua. Ele elenca alguns procedimentos que, segundo ele, inocenta a dra. Virgina. Vejamos:

1. Uma paciente internada na UTI do Evangélico em dezembro de 2012 acusa a médica Virgínia Helena Soares de tentar matá-la, desligando-a do respiradouro. Voltou a ser ligada ao aparelho pela “compaixão” de uma das enfermeiras. A mídia não mostra que ligar e desligar os aparelhos de pacientes é uma atividade de rotina nas UTIs. Existe até um nome para o procedimento: “desmame”. Os médicos precisam testar com frequência a capacidade dos pacientes em respirar sem os aparelhos.

Verdade! Isto é uma pratica de UTI. Mas o medico que desliga os aparelhos, nao pode se afastar do paciente. Ele precisa monitorar a situaçao e se for o caso religa-lo para que nao haja comprometimento das funçoes neurologicas devido a falta de oxigenio. Isto nao se aplica no caso de Curitiba. A medica desligava os aparelhos e deixava a sala, fato confirmado pelo autor que assinala que uma enfermeira chegou a religar um aparelho por "compaixao". Seria o mesmo que um medico abrir um paciente e deixar o centro cirurgico. Afinal, abrir pacientes durante cirurgias é normal nao é mesmo?

2. Enfermeiros denunciam a médica Virgínia Helena de mandar ministrar a determinados pacientes certas drogas que, a depender da dosagem e da combinação entre elas, pode abreviar a vida dos pacientes. A mídia fica no jogo de versões. Não ouve intensivistas de outras UTIs para saber se essa prática é ou não usual, como afirma a própria Virgínia Helena Soares. Existem também bioquímicos e farmacologistas que poderiam ratificar ou negar essas versões.

Mentira! Na reportagem do Fantastico, um intensivista de Curitiba foi ouvido e confirmou esta possibilidade. Mas o autor poderia se oferecer para que fizessem um teste com ele. Poderiam aplicar o medicamento e verificar se ele mata mesmo ou nao? Que tal?

Este autor nao é bobo! Ele quer envolver outros medicos no assunto pois sabe que o corporativismo tao conhecido na medicina brasileira, defenderia a dra. Virginia até as ultimas consequencias. Tanto que o CFM e CRM até agora nao se manifestaram e se o fizeram, tenho certeza, foram favoraveis a medica.

3. Fontes anônimas falam do “péssimo” relacionamento de Virgínia e sua equipe. Acusam-na de “espancar” funcionários. E recomendam aos jornalistas pesquisar no tribunal do trabalho de Curitiba para observar a “incrível” quantidade de ações trabalhistas contra o Hospital Evangélico devido ao relacionamento conflituoso entre Virgínia e seus funcionários. A mídia publica tais informações sem pesquisar se o Evangélico sofre mesmo essa sobrecarga de ações trabalhistas em comparação com outros hospitais da cidade do mesmo porte. Não pesquisa na polícia civil para saber se ao menos um desses “espancamentos” resultou em processo, se houve exame de corpo de delito. O destino de denúncias de maus tratos no trabalho não é a Justiça do Trabalho, e sim, a delegacia de polícia mais próxima.
Espancar funcionarios? Nao seria impossivel. Ha muitas pessoas que sofrem abuso no trabalho e nao denunciam para nao perder o emprego. Isto é fato. Ao mesmo tempo, isto nao inocenta a medica dos crimes que praticou.

Ahahahahah.... So mesmo rindo! As fontes anonomias foram ouvidas pela justiça, logo nao sao mais anonimas. Sao anonimas para o publico, mas nao para a justiça. O autor quer que sejam divulgados nomes e endereços das testemunhas? Para qual finalidade? Intimida-las? 

Quanto aos espancamentos, o autor nao achou nenhuma denuncia na policia? Talvez porque os espancados sejam os pacientes e tenham morrido. Muito provavelmente os espancamentos nao eram feitos diante de familiares. Se fossem, certamente os espancamentos seriam levados ao conhecimento das autoridades. Numa sala de UTI um medico pode fazer o que bem entende com um paciente longe dos olhos de todos. A familia nao faz ideia do que se passa ali. Na hora da visita, parece um paraiso. Os medicos fazem carinho, mostram cuidado com o paciente. Quando a luz se apaga, alguns dizem "Eu vou com ele para liberar vagas". 

Nao precisa ir muito longe nao é mesmo? 

Roger Abdelmassih abusava de suas clientes em seu consultorio. Ele sabia que por ser renomado, qualquer denuncia contra ele seria ridicularizada, como de fato foi. Uma de suas pacienets denunciou os abusos no CRM e a denuncia foi ignorada. Somente alguns anos depois o caso veio a tona com uma denuncia que ganhou espaço na midia, e tantas outras pacientes resolveram tambem denunciar. Mas para o autor deve ser tambem outro caso de escola de base.

Eugenio Chipkevitch abusava sexualmente de seus pacientes menores de idade e filmava!!! Todos eram sedados para nao perceber o que Eugenio fazia. E nenhum dos adolescentes foi a policia, sabe por que? Eles nao faziam ideia de que estavam sendo abusados. Tambem é outro caso de escola de base?

Ha outros dois topicos mas que nao desejo perder tempo. Sao tao absurdos quanto o proprio crime cometido ali. 

O autor esta convencido que ha um exercito de pessoas que desejam acabar com o hospital evangelico e condenar uma medica inocente por.... por... por que mesmo? Por que mesmo alguem faria isto? Por que um exercito de pessoas ruins querem destruir um hospital e uma medica? O que o exercito vai ganhar com isso?

Segundo o autor: "O objetivo que muito provavelmente move os personagens desse caso é a construção artificial de crimes e delitos"

Claro!! Porque existem pessoas ruins que adoram destruir a vida dos outros por nada. Por lazer. Por diversao. E estas pessoas sao tao ruins que escolhem instituiçoes e pessoas inocentes. Algumas fazem isto so para ver o nome no jornal ou na tv. Fabricam fatos, auditorias, investigaçoes, enganam a Policia, o Ministerio Publico, Juizes, e ainda instigam os familiares das vitimas a acreditarem em tudo. Lembra um bilhete de um dos pacientes implorando para tira-lo dali? Tudo falso!!! Tudo produzido para condenar inocentes. 

Que saudades da epoca do regime militar!!