Desembargadores comprados

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

URGENTE: Os processos precisam parar!!

Juizes, delegados, promotores, e quem mais estiver envolvido no caso Pavesi. Por favor parem tudo o que estao fazendo e leiam isto. Nao consigo ver como os processos podem prosseguir depois deste post.

Trata-se da obra mais completa que ja li desde o inicio do caso.

Alvaro Ely Monteiro Vilela (engenheiro civil)
Lamentável a forma com que parte da imprensa vem fazendo a cobertura do julgamento dos médicos que pertenciam à equipe de transplantes da santa casa. Poços foi a primeira cidade do interior mineiro a executar transplantes de órgaos. Em função disso, muitas vidas foram salvas, a grande maioria delas pelo Sus. Muitos voltaram a enxergar, outros tantos livraram-se da hemodiálise, tudo graças ao esforço e abnegação de um grupo de médicos que não poupou esforços par que Poços se destacasse como um polo regional de excelência em medicina.
Expor esse médicos agora como se pertencessem a uma máfia de transplantes, me parece extremamente injusto. Sou apenas um engenheiro civil, mas sei que, para que um órgão como os rins possa ser aproveitado em um tranplante, é necessário que, uma vez constatado o fim da atividade cerebral (o que na prática significa morte), o coraçao precisa ser artificialmente conservado em funcionamento, para que possa haver irrigação sanguínea no órgão a ser transplantado. Sem isso, começa a deterioração do órgão e não é mais possível realizar-se o transplante.
O fato do coração permanecer batendo em um corpo clinicamente morto pode levar quem não tem conhecimento desses pormenores a pensar que se está retirando órgãos de quem ainda vive, daí a fazer suposições equivocadas quanto à prática dos transplantes.
Com a proibição dos transplantes na santa casa, muitas pessoas que poderiam ter sido salvas acabaram morrendo, outras tantas permanecem dependentes de hemodiálise, sem perspectiva de um transplante que poderia aliviar-lhes o sofrimento e prolongar-lhes a vida. Sou doador de órgãos, mas minha doação provavelmente não vai beneficiar a ninguém, simplesmente porque não havera retirada dos meus órgãos, graças a essa situação esdrúxula e mal esclarecida. Esses médicos não são aventureiros que aqui vieram para ganhar dinheiro. Pelo contrário, são pessoas conhecidas, com muitos anos de dedicação e relevantes serviços prestados.
Expor esses profissionais de forma completamente negativa, como se tratassem de assassinos, merece o meu repúdio. Pré-julgamentos, principalmente quando não se conhecem os fatos. Rogo a Deus que ilumine aquelas pessoas que têm a imensa responsabilidade de julgar esse caso para que tenham o entendimento de que se falhas houve, foram de muito menor importância do que aquelas que se lhes pretende atribuir." 
So agora me dei conta de como sou ignorante! O nobre engenheiro nos esclarece tudo sobre a morte encefalica. Veja este exemplo:
O fato do coração permanecer batendo em um corpo clinicamente morto pode levar quem não  tem conhecimento desses pormenores a pensar que se está retirando órgãos de quem ainda vive, daí a fazer suposições equivocadas quanto à prática dos transplantes.
Selo de Qualidade
O sr. Alvaro Ely, se fosse um medico, teria cometido seu primeiro assassinato. Um corpo diagnosticado com morte clinica, esta longe de ser um doador de orgaos. Para tal, o paciente deve ser diagnosticado morto de acordo com o protocolo de morte encefalica. Exames complementares devem demonstrar inequivocadamente a ausencia de vida. No caso do Paulinho por exemplo, apos ter sido diagnosticado clinicamente morto, foi submetido por Ianhez a uma arteriografia que comprovou a existencia de fluxo sanguineo cerebral. Neste caso, Paulinho estava tecnicamente vivo. Tanto que o exame precisou ser realizado novamente e a retirada dos orgaos precisou ser adiada.

Sera que ainda existem pessoas que se deixam enganar com esses depoimentos pagos em jornaizinhos de 5a categoria? 

Sera que os brasileiros, e em especial os Poços de Caldas, ainda sao tao alienados, resultado de decadas ajoelhados diante as sucupiragens de Mosconi?

Eu senti falta daquela historinha da escola de base que eles sempre falam. 

Sao pessoas como este engenheiro imbecil que deveriam estar atras das grades, pois confundem a opiniao publica sem ter conhecimento do que fala. Seu desejo em inocentar os acusados é algo impressionante. Ele nao mede esforços. Por sorte durante estes anos todos, muitas pessoas tiveram acesso a informaçoes adequadas, com base em provas documentais, e nao nestes panfletinhos pre pagos.

Em outro momento, diz o autor que é um doador mas que seus orgaos serao perdidos, pois em Poços nao ha mais captaçao de orgaos. Ora sr. engenheiro, a captaçao de orgaos pode ser feita por qualquer equipe capacitada. Nao ha necessidade de que eles sejam retirados por esta equipe especifica. Alias, as mortes que ocorreram no sul de minas, foram justamente porque a MAFIA nao permitiu que outras equipes atuassem ai. Isto esta nas notas taquigraficas da CPI, em depoimentos de autoridades federais. Estes bons moços  de conduta ilibada proibiram que outras equipes salvassem vidas, fazendo crescer as mortes nas filas, acreditando que as autoridades ficariam comovidas e lhes devolveriam o direito de continuar matando.

Se este imbecil fosse um pouco serio, deveria se colocar no lugar de Joao Domingos Carvalho, que indiferente a gravidade do caso, foi deixado sem tratamento e sem comida por esta quadrilha interessada em seus orgaos. 

Eu desejo do fundo do meu coraçao que o sr. se torne um doador de orgaos o mais rapido possivel. Acredite, estara em minhas oraçoes. Tal gesto nao pode ser ignorado! E desejo tambem que o sr. seja atendido por estes que tanto defende. 

Alvaro Ely, esta escrevendo uma trilogia. A imbecilidade pode se tornar uma saga! Quando pensamos que a coisa vai mal, devemos nos lembrar que ainda pode piorar muito. 

Em 29/03/2001 usando tambem os jornais locais (que sempre apoiaram os assassinos mafiosos), publicou 
o texto "Perplexidade e Indignaçao". No texto, o engenheiro diz que a familia perdeu o controle do mal, causando grande injustiça com medicos tao honestos. Ely faz parte dos que acham que o condenado deveria ser o meu filho.
Não podem ser outros os sentimentos de quem tem assistido à campanha difamatória promovida contra a equipe de transplantes de nossa cidade. Particularmente contra o seu chefe, Dr. Álvaro Ianhez. São compreensíveis as razões que levaram os pais do garoto acidentado e revoltaram-se contra o valor da conta que lhes foi apresentada pelo Hospital Pedro Sanches. R$ 11.000,00 por 24 horas de internação, por mais complexos que possam ter sido os procedimentos médicos mpregados, podem soar exagerados aos ouvidos de um leigo, principalmente considerando-se que todos esses esforços não tiveram êxito.
Essa conta refere-se ao período em que se tentava recuperar o garoto. Uma vez constatada a morte cerebral, o paciente foi removido para a Santa Casa e os custos hospitalares daí em diante foram cobertos pelo SUS. Mesmo após a morte cerebral, existem custos hospitalares, pois o coração tem que ser mantido funcionando apesar de o paciente já se encontrar clinicamente morto. Esses custos não são evidentemente de responsabilidade dos familiares do doador. Uma coisa entretanto é questionar o valor de uma conta, outra muito diferente é expor à execração pública em rede nacional de televisão um médico honrado e competente, como se este fosse um criminoso, agindo à margem da lei e beneficiando-se financeiramente com o resultado da comercialização de órgãos humanos.
O que se fez contra a honra e a dignidade do Dr. Álvaro e de toda a equipe médica do MG SUL TRANSPLANTES é muito grave e muito difícil de ser reparado. É importante ressaltar que a conta apresentada, que foi o estopim de toda essa polêmica, não beneficiava direta ou indiretamente o Dr. Álvaro e a equipe do MG SUL TRANSPLANTES, mas destinava-se unicamente à cobertura de despesas hospitalares de paciente internado em hospital particular, sem cobertura de qualquer plano de saúde.
No caso específico, como em todos os outros, todos os procedimentos legais foram rigorosamente cumpridos. Jamais o cirurgião responsável pelo transplante foi o mesmo que diagnosticou a morte cerebral. Se alguns órgãos não puderam ser aproveitados aqui e foram remetidos para a Unicamp, foi única e exclusivamente para evitar que se perdessem, pois são notórias as nossa dificuldades de acesso rápido à Belo Horizonte.
O fato de se lidar com órgãos humanos que precisam ser transplantados com a maior urgência possível tem que ser considerada, ao lado da nossa posição geográfica, que nos proporciona acesso muito mais fácil e rápido a Campinas que a Belo Horizonte. Muito mais importante do que deixar que um órgão se perca por várias razões meramente burocráticas, é que ele seja aproveitado em uma pessoa humana, seja ela mineira, paulista ou pernambucana. Quase a totalidade dos transplantes renais (que é a área de atuação do Dr. Álvaro) foi atendida pelo SUS.
A remuneração paga pelo SUS aos profissionais de saúde é extremamente baixa, e esses profissionais mesmo assim continuam trabalhando, dedicando o melhor de si para amenizar o sofrimento alheio. O trabalho abnegado da equipe comandada pelo Dr. Álvaro só pode merecer elogios e homenagens. Um cirurgião competente deslocar-se para o interior, implantar por aqui técnicas de vanguarda, trabalhar com todo o entusiasmo para que a nossa cidade se tornasse um centro regional de referência e excelência na área de transplantes, é algo muito maior do que a simples discussão sobre o valor da conta.
Qualquer que seja o desfecho deste lamentável episódio, todos só tiveram a perder. Perderam os pais do garoto, porque certamente deve ter-lhes escapado o controle do mal que provavelmente não pretendiam causar. Perdeu o Hospital que prestou os primeiros socorros, pois com um pouco mais de flexibilidade, poderia ter evitado o desgaste dessa super exposição negativa na mídia nacional. Perdeu toda a equipe médica do MG SUL TRANSPLANTES, que foi dura e injustamente massacrada em rede nacional de televisão. Perderam os altos dirigentes do Ministério da Saúde que, sem apurar corretamente os fatos, deixaram no ar a falsa idéia de que a equipe médica de Poços de Caldas estaria atuando sem respaldo legal. Perdeu a TV GLOBO, porque embarcou em uma canoa furada e mais cedo ou mais tarde vai ter que retratar-se. Perderam todos aqueles que aguardavam por um transplante, pois este certamente muito mais difícil daqui pra frente. Perdeu a cidade de Poços de Caldas, por ter sido exposta de forma extremamente negativa. Enfim, perdemos todos nós, que nos sentimos diretamente atingidos quando pessoas que nos são caras são tão dura e injustamente ofendidas.
Qual sera o proximo texto desta incrivel trilogia?

Por favor, agora deixe eu terminar o meu livro ok?

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Um bom arquivo é tudo!

Desde o começo do caso Paulinho eu venho armazenando milhares e milhares de arquivos. Entre eles, todas as publicaçoes na imprensa sobre o assunto. Hoje, enquanto eu estava buscando algumas informaçoes para o livro me deparei com algo interessante.

Trata-se de uma materia publicada no Jornal da Mantiqueira no dia 20/04/2001.
Equipe de Poços realiza quatro transplantes de rins
Lucienne Cunha
Depois de toda a polêmica em torno dos transplantes em Poços de Caldas, a equipe médica responsável pela captação e realização de transplantes, chefiada pelo Dr. Álvaro Ianhez, realizou esta semana quatro transplantes de rins na Santa Casa.
Para os representantes da PRÓ-RIM, a retomada dos transplantes é uma conquista para os doentes renais de Poços e da região. A autorização para a retomada dos trabalhos de captação e transplantes de órgãos foi comunicada à equipe no dia 18 de abril pela direção clínica da Santa Casa, depois do recebimento de um documento assinado pelo coordenador do MG TRANSPLANTES, Dr. João Carlos Oliveira de Araújo, em cumprimento à determinação do coordenador do Sistema de Transplantes, que foi enviado à DRS - Diretoria Regional de Saúde de Pouso Alegre.
Segundo o documento, não há mais impedimento à atuação da equipe do Dr. Álvaro Ianhez ou da Santa Casa de Poços na captação e transplantes de órgãos, já que a mesma permanece credenciada e pode retomar a suas atividades normais. Segundo o Presidente da PRÓ-RIM, Lourival da Silva Batista, a retomada dos trabalhos pela equipe do Dr. Álvaro põe fim à vinda de equipe de transplantes de captação de órgãos de outros municípios e, com isso, os pacientes que estão na fila de espera da região serão beneficiados.
Um dos transplantes realizados citado acima, teve como doador Joao Domingos Carvalho, assassinado segundo sentença proferida pela 1a Vara Criminal de Poços de Caldas. Joao Domingos tornou-se doador no dia 18 de abril de 2001. 

Na epoca, a equipe de transplantes estava sob investigaçao e diversas irregularidades haviam sido apontadas pelo Ministerio da Saude e tambem pela Policia Federal. A autorizaçao a que se refere a materia nao tinha qualquer valor legal, e os autores foram processados mais tarde e provavelmente absolvidos.

Joao Domingos Carvalho teve a morte declarada as pressas no dia em que a autorizaçao foi emitida (18/01), para que o circo pudesse ser armado. Na reportagem, Lourival da Silva Batista, ex-presidente da pro-rim. comemorava o fato de outras equipes nao colherem mais os orgaos captados ali, sendo os mesmos utilizados para abastecer uma lista paralela "regional", que eles mesmos controlavam. 

So nao consigo entender como este cidadao nunca foi investigado.

Abaixo a reportagem veiculada pela EPTV em 02/05/2002:

Secretário de Saúde de MG é investigado por falsidade ideológica
Ele teria intermediado o credenciamento da Santa Casa de Poços.
EPTV Sul de Minas

02/05/2002 20:51 - A Polícia Federal (PF) está investigando qual o envolvimento do secretário estadual de Saúde de Minas Gerais, general Carlos Patrício de Freitas Pereira, e do coordenador do MG/Transplantes, João Carlos Oliveira Araújo, em possíveis irregularidades no credenciamento da Santa Casa de Poços de Caldas, Sul de Minas Gerais, para a realização de transplante.

Segundo o delegado da PF em Varginha, Célio Jacinto dos Santos, eles responderão por crime de falsidade ideológica. E o secretário também responderá por usurpação pública. De acordo com Santos, eles teriam permitido que o hospital realizasse transplante sem a liberação do Ministério da saúde. Os dois vão prestar depoimento em Belo Horizonte.

Santos disse que o coordenador do MG Transplante teria interferido junto ao secretário visando o credenciamento da Santa Casa. O que estaria em desacordo com a legislação que determina que a autorização deve ser emitida pelo ministério. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Sáude (SES) informou que o secretário e o coordenador ainda não foram comunicados sobre a investigação.

Na última terça-feira, o Ministério Público Estadual entrou com uma ação contra o ex-prefeito Geraldo Tadeu Pedreira dos Santos, os ex-secretários de Saúde José Júlio Bauducci e Azer Elias Junqueira Zenun, além do atual secretário da pasta, Orlando Graciose, por improbidade administrativa. A promotoria informou que eles teriam sido omissos porque não executaram os serviços de Vigilância Sanitária no município. A direção da Santa Casa está sendo investigada pelo Ministério Público Estadual (MPE) por suspeita de desvio e aplicação irregular dos recursos do Sistema Ùnico de Saúde (SUS). O inquérito instaurado pelo MPE também pretende detectar se houve mau atendimento, desde 1997, decorrente do não cumprimento de normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que vão do manejo inadequado do lixo até o uniforme irregular de enfermeiros.

Desde 2000, a direção da Santa Casa também está sendo investigada por suspeita de desvio de verba e improbidade administrativa pelo Ministério Público Federal (MPF). No início deste mês, quatro médicos do MG-Sul Transplante foram indiciados pela Polícia Federal por retirada irregular de órgãos no hospital.

domingo, 4 de agosto de 2013

Médicos bem servidos.

Alvaro Ianhez que deve ir a juri popular pelo assassinato de Paulinho, possui 2 advogados. 
Sao eles: Luis Carlos Abritta e Andrea Abritta Garzon Tonet. Em Poços de Caldas, o advogado de Ianhez foi ou ainda é Fernando Quinteiro.

Andrea é casada com um procurador de justiça, Antonio Sergio Tonet. 

A dupla Abritta advoga para diversos membros do Ministerio Publico. Inclusive havia uma açao em que tinha como uma das partes o promotor de justiça de Poços de Caldas, Renato C. Gozzoli. Para quem nao se lembra, Gozzoli foi o promotor que pediu o arquivamento do caso Paulinho em Poços de Caldas. 

Com a chegada do novo juiz Narciso de Castro, os absurdos cometidos por Gozzoli foram anulados e o caso voltou ao curso normal. Gozzoli aposentou-se logo apos pedir o arquivamento do caso.

Por coincidencia, foram Andrea Abritta e Fernando Quinteiro que representaram na Corregedoria de Justiça e CNJ contra o juiz Narciso de Castro, cuja tentativa desesperada em afasta-lo acabou arquivada. A ideia era desestabilizar o juiz, durante a conduçao dos processos envolvendo a mafia.

O Inquerito Policial que apurava a clandestinidade da Central de Transplantes de Alvaro Ianhez, foi arquivada a pedido do Procurador Federal Raimundo Candido Jr. Ele foi um dos procuradores que assinou a denuncia contra mim por calunia, injuria e difamaçao, e que fui absolvido. Raimundinho, como é conhecido no meio, foi compulsoriamente aposentado, por advogar ilegalmente contra interesses do proprio Ministerio Publico. 

Fernando Quinteiro e Raimundo Candido Jr. foram presidentes da OAB, em Poços de Caldas e Belo Horizonte respectivamente.

A Andrea Tonet, foi nomeada defensora geral pelo Gov. Antonio Anastasia, (ex-vice de Aecio Neves), ambos do PSDB, a qual pertence Carlos Mosconi.

E viva a PEC 37 que da poderes incontrolaveis ao Ministerio Publico.

2a Instancia. O que vem por ai?

Ha diversos comentarios pela internet, de anonimos obviamente, defendendo os medicos da Mafia de Poços de Caldas. Um jornalista dizia em voz alta e bom tom, que estava ali para colher informaçoes para realizar um documentario, onde provara a inocencia dos acusados. Segundo ele, esta seria a nova historia da escola de base. Nao faltou tambem o procedimento padrao. Uma das pessoas que assistia as audiencias autorizada pelo juiz, ao sair para ir ao banheiro encontrou um bilhetinho anonimo em suas coisas, ao voltar a sala. Estao tambem dizendo que em 2a instancia, a vitoria dos medicos ja esta certa! E isto vai ser o ponto de partida do documentario. Eu torço para que o documentario seja realizado e distribuido! Inclusive estou disposto a colaborar com o que for preciso.

Infelizmente, a pessima experiencia do caso da Escola de Base, vem sendo utilizada para tentar afastar a imprensa e principalmente causar duvidas na populaçao que pouco sabe sobre o conteudo do processo.

O assunto escola de base sera abordado no meu livro, ja ele vem sendo utilizado por tantos. E aqui deixo um resumo do que consegui apurar inicialmente.

- Proprietarios da escola de base no bairro Aclimaçao em Sao Paulo, foram acusados de abuso sexual de crianças na idade de 4 anos. Uma mae denunciou o caso a policia, com base em fatos narrados pelo seu filho. A policia abriu inquerito e chamou a imprensa. Diariamente os jornais, televisoes e radios falavam sobre o caso. Em nenhum momento o delegado apresentou provas dos crimes, e a imprensa confiou no delegado. O calvario dos proprietarios da escola começou no dia 28 e março de 1994. O delegado Edelcio Lemos, acionou entao a imprensa e nao permitiu que os proprietarios falassem com seus advogados. Os acusados foram presos e torturados por varios dias. A escola e as casas dos acusados foram depredadas, pixadas e saqueadas. Apos dois meses da primeira denuncia, o inquerito foi arquivado, inocentando os acusados. O delegado afirmou na epoca que se houve um crime, nao foi cometido pelos acusados. 6 vidas foram completamente destruidas por um delegado que sem provas acionou uma imprensa despreparada.

Muito bem! Esta é uma historia terrivel envolvendo pessoas inocentes. Mas esta longe de ser comparado ao que aconteceu em Poços de Caldas. E vou demonstrar as diferenças:

- A denuncia foi feita baseada em provas e nao em testemunhos. No caso da escola de base, a denuncia teve como ponto de partida, testemunhos e nao provas.

- O caso ja foi investigado por Policia Federal, Ministerio Publico Federal, Ministerio da Saude e CPI Federal. Em todas as investigaçoes a conclusao é de que houve crime. A escola de base foi investigada uma unica vez por um delegado da policia civil.

- O inquerito durou 2 anos e indiciou os acusados. O inquerito da escola de base, durou 2 meses e foi arquivado inocentando os acusados.

- Nenhum medico jamais foi detido ou torturado, e sempre tiveram os melhores advogados acompanhando-os em depoimentos. Os acusados da escola de base foram presos e torturados sem ter o direito de acionar um advogado.

- Os medicos foram processados e ja condenados em 1a instancia em um dos casos apurados. Os acusados na escola de base, sequer foram denunciados, por falta de provas.

Como podemos ver, estas sao algumas diferenças fundamentais entre os dois casos. Mas existem muitas outras que estarao no meu livro.

Eu nao duvido que os medicos sejam inocentados em 2a instancia. Basta ver que todos os recursos julgados em tribunais superiores foram concedidos aos acusados, com exceçao da suspeiçao do juiz de Poços de Caldas. Os medicos ja trocaram de advogados, ja trocaram de justiça, ja trocaram de promotores e os crimes continuam la.

Mas a absolviçao - se acontecer -, sera por vias politicas e nunca pela inocencia dos acusados. E tambem nao sera um escandalo porque diferente da escola de base, a imprensa nao fala no assunto.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Fazendo o meu trabalho

As audiencias locais chegaram ao fim. Agora o tribunal deve aguardar as precatorias e o meu depoimento para poder dar um veredito. Os medicos Claudio Fernandes e Celso Scafi resolveram nao responder as perguntas do juiz, e limitaram-se a dar explicaçoes somente aos seus advogados. Eles estavam cansadinhos, pois desde as 13hrs, aguardavam no forum. 

Eu estou aguardando ha 13 anos, e ainda nao me cansei. Mas esta chegando finalmente a minha hora de ser ouvido. 

Como diz aquele famoso ditado, "Quem nao deve nao teme". Ha um outro ditado ainda que diz "Quem cala consente". Mas obviamente esta é uma estrategia do brilhante advogado que podera gerar outros desdobramentos no futuro. Nao vai demorar muito e dirao que nao tiveram direito a defesa.

Mas como diz o titulo, estou fazendo o meu trabalho. Alias, a minha obrigaçao. Qualquer pai tem a obrigaçao de levar as ultimas consequencias os direitos dos filhos, principalmente aqueles que foram assassinados e hoje nao estao aqui para se defender, ainda que isto custe um alto preço. 

O texto é longo, mas estabelece a verdade com documentos, e nao com choramingos.

Em geral os medicos disseram que tinham a certeza da morte encefalica, e que viram o prontuario e que la estava tudo completamente explicito. Vamos ver a verdade dos fatos?

O caso Paulinho foi parar nas maos do Ministerio da Saude em dezembro de 2000, 8 meses apos o assassinato. Foi neste momento que o laudo da arteriografia foi emitido, e nao quando Paulinho morreu, como ja confessou Jeferson Skulski (o radiologista que mente em tribunais).

O Ministerio da Saude realizou auditoria no Hospital da Santa Casa e chegou a seguinte conclusao:

Para ter acesso a auditoria completa clique aqui
A Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas estabelecimento autorizado junto ao MS com No. no SNT 2.01.99.MG.01, para realização dos procedimentos inerentes aos processos de remoção e transplante conforme PT/SAS/MS. 365 de 21 de julho de 1999. A análise dos documentos e do prontuário médico, mostrou que:
1. O paciente doador possui três prontuários: um prontuário médico, um prontuário referente ao faturamento junto ao SUS e outro prontuário na CNCDO que contém os documentos relativos à busca, captação, notificação do diagnóstico de morte encefálica e exames complementares. 
2. O paciente receptor possui quatro prontuários: um prontuário clínico, um prontuário de UTI. outro prontuário referente ao faturamento junto ao SUS e um prontuário da CNCDO que contém aos exames e documentos referente à recepção. 
Tal prática dificulta a avaliação criteriosa de cada caso pois um doador pode estar vinculado a vários receptores, obrigando busca dos prontuários em vários setores da Unidade para organizar um prontuário por paciente, contrariando o disposto na RES/CFM/1480/97, art. 8o e PAR/CFM/16/90.
3. A AIH (formulário 7) encontra-se anexada ao prontuário em uma via (2a via) mas sem a assinatura do responsável pela regularização nem a identificação do órgão emissor.
4. Os documentos e prontuários são insuficientemente preenchidos, com freqüentes ausência de assinatura e dados e presença de rasuras. No caso de Paulo Pavesi, conforme se constata no atestado de óbito, não há registro da segunda avaliação clínica, faltando clareza quanto ao diagnóstico clínico de morte encefálica.
5. Em outro caso, houve 3 avaliações clínicas de morte encefálica a saber: 12:30h de 23/10/00, 09:00h de 24/10/00 e 20:00h (rasura sobre 21:00h) de 24/10/00, totalizando mais de 31 horas - necessário apenas 6 horas-, todos sem alteração dos critérios clínicos de morte encefálica. O cumprimento das orientações técnicas pode significar o aproveitamento de outros órgãos.
6. No caso de transplante entre vivos não há protocolo no Ministério Público em atuação na área de residência do doador, necessário pela legislação. (art. 15 § 5 - Dec. 2268/97). Houve demoras injustificadas (2 anos sem alteração do doador com necessidade de refazer todos os exames que estavam conclusos). No mesmo caso há solicitação de procedimento não justificado no prontuário (Ressonância Magnética de coluna) e realizada de forma particular assim como anotações em diversos campos, seja de exames ou impressos, da palavra particular. (Receptor Arnaldo Araújo de Souza Tx 06/03/98)
7. Não houve realização de necropsia no caso de morte natural em que houve retirada de órgãos, - que permite atestar a exatidão do procedimento seja de diagnóstico como de retirada dos órgãos e recomposição do cadáver.

8. Não houve solicitação de autorização do médico legista para a retirada dos órgãos em caso de morte não natural: No caso de Laércio Clarino Martins, óbito em 25/10/2000 e prontuário 037.720, vítima de agressão com trauma crânio encefálico (paulada segundo informações) não foi submetido a necessária autopsia pelos médicos legistas por ter sido previamente retirado o órgão, conforme se verifica no atestado de óbito. No caso de Paulo Pavesi também não foi realizada a necropsia, conforme atestado de óbito e declaração da Diretora Clínica da Santa Casa de Misericórdia.
9. O conjunto de documentos necessários e que correspondem a identificação, diagnóstico e doação, não apresenta, padrão oficial adotado pela central de transplantes de Minas Gerais.
Observação: Bernadete Balducci Scafi, enfermeira e membro do sistema municipal de auditoria, controle e avaliação, responsável pelo relatório de auditoria municipal sobre o caso, bem como pelas autorizações de internações para transplantes (sic) tem o mesmo sobrenome do urologista membro da equipe de transplante - Celso Roberto Scafi
Sim amiguinhos. Foi a esposa de Scafi que realizou a primeira auditoria (a nivel municipal) inocentando o marido e todo o sistema de transplante.

Muito bem! Esta é apenas uma pequena parte da auditoria. Neste pequeno trecho, os auditores reconhecem que os prontuarios eram insuficientemente preenchidos, faltando dados e rasurados. Seria este o prontuario que os medicos utilizaram para ter a certeza de que Paulinho estava morto? 

Diz a auditoria que sequer havia clareza sobre o diagnostico clinico de morte, ja que faltavam registros. Em outra parte de auditoria, sobre o Hospital Pedro Sanches, o Ministerio da Saude reforça:
Os prontuários são precários, com dados insuficientes e mesmo com ausência de dados indispensáveis, como registro das avaliações médicas (evolução médica), descrição de cirurgia, resultados de exames e outros. Há incoerência de dados, inclusive entre os registros dos profissionais. No caso de PAULO VERONESI PAVESI, a análise foi realizada tendo como base as anotações da enfermagem, tal a precariedade dos registros médicos.
Em outro trecho a auditoria é ainda mais objetiva:
A notificação (da morte) teria sido feita por funcionária da enfermagem - Elisa - e não por um médico assistente do caso. O aviso teria ocorrido às 13:00h de 20/04/2000, momento em que o coordenador já comparecia ao hospital, já havendo inclusive, conforme relatório, a concordância da família. OBSERVAÇÃO: Neste momento não havia sido realizado qualquer exame clínico que atestasse a morte encefálica do doador. Não há, no prontuário, qualquer anotação de comunicação médica do fato.
E continua...
O doador (Paulinho) foi encaminhado para exame complementar e invasivo de diagnóstico de morte encefálica às 18:35 (anotação de enfermagem) ou 18:30 ("ficha de anestesia"), contrariando o intervalo mínimo de 6 horas entre os dois exames clínicos de morte encefálica, disposto no artigo 5o da resolução 1.480/97 do Conselho Federal de Medicina.
O Ministerio da Saude tambem nao conseguiu obter documentos importantes, o que chamou de jogo de empurra-empurra:
Não foram localizadas as radiografias e a tomografia ou mesmo os laudos nos serviços consultados - Santa Casa, Casa de Saúde Pedro Sanches e Central de Captação -, um atribuindo ao outro a retirada.
Nada consta do resultado (ou laudo) da arteriografia ou mesmo das condutas adotadas.

No relatório dirigido ao Sistema Nacional de Transplantes e datado de 16 de novembro de 2000, o Dr. Álvaro informa que houve presença de contraste em uma carótida e assim haveria a necessidade de um intervalo mínimo de 12 horas para repetir o exame.
A resolução CFM 1480/97, que trata da morte encefálica, não estabelece intervalo entre exames complementares, mas sim, entre os exames clínicos - obrigatoriamente dois -, com intervalo estipulado conforme faixa etária e neste caso - maior de 2 anos -, de 6 horas.
Informou ainda o Dr. Álvaro Ianhez em relatório dirigido ao Sistema Nacional de Transplantes e datado de 16 de novembro de 2000 que "as 08:00h do dia 21/04/2000, o potencial doador respondia a volume e que foi feito novo contato com a família para explicar o que poderia ser feito para estabelecer o diagnóstico e principalmente a angústia da família. Neste momento muito difícil, sugerimo-lhes que a criança fosse transferida para a Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas, onde seria completado o diagnóstico de morte encefálica. E que o transplante, os exames e tudo o mais necessário que fosse feito, não incorreria em ônus para nenhum dos responsáveis pela criança. (...) Após as explicações, os familiares aceitavam que isso fosse feito."
Lembramos que tal atitude, de conformidade com a legislação em vigor, deveria ter sido adotada de imediato ao ser notificada a central de captação.
E para concluir, diz a auditoria que:
(Paulinho) Foi submetido à neuroangiografia, agora completa por envolver os quatro vasos que irrigam o encéfalo, não havendo progressão de contrastes intra parenquimatoso e estabelecendo se o diagnóstico de morte encefálica. (sic) Não constam do prontuário do paciente o laudo radiológico evidenciando a não progressão do contraste nas artérias intracerebrais e o diagnóstico clínico de morte encefálica, estando apenas a anotação e descrição cirúrgica de retirada de múltiplos órgãos (rins) e uma amnese assim descrita "morte cerebral por trauma craniano, autorizada (?) Doação dos órgãos pela família" 
Depois de conhecer o conteudo da auditoria, alguem poderia me dizer onde é que este diagnostico foi realizado de acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina?

Reparem que esta auditoria foi realizada 8 meses depois do fato consumado, e eles nao conseguiram entregar um prontuario completo! Isto tambem contraria a lei de transplantes que diz:

CAPITULO II - DA DISPOSIÇÃO POST MORTEM DE TECIDOS, ÓRGÃOS E PARTES DO CORPO HUMANO PARA FINS DE TRANSPLANTE. Encontramos o paragrafo 1 que diz o seguinte:
§ 1º Os prontuários médicos, contendo os resultados ou os laudos dos exames referentes aos diagnósticos de morte encefálica e cópias dos documentos de que tratam os arts. 2º, parágrafo único; 4º e seus parágrafos; 5º; 7º; 9º, §§ 2º, 4º, 6º e 8º, e 10, quando couber, e detalhando os atos cirúrgicos relativos aos transplantes e enxertos, serão mantidos nos arquivos das instituições referidas no art. 2º por um período mínimo de cinco anos.
8 meses depois e o prontuario estava incompleto! Como pode agora os assassinos alegarem que tinham o prontuario com informaçoes inequivocas?

A historia dos Prontuarios

O primeiro prontuario foi entregue ao Ministerio da Saude, em 12/12/2000 e possuia apenas 12 documentos. Nao ha neste primeiro prontuario, qualquer documento referente a doaçao de orgaos. Em 16/01/2001, o Ministerio Publico solicitou novamente uma copia do prontuario e descobriu que o mesmo havia crescido! De 12 paginas, o prontuario passou a ter 19 paginas. Foi entao que o Ministerio Publico Federal deu uma ajudazinha aos medicos. Recebeu novamente uma copia do prontuario atraves de uma manobra suja e criminosa. A ultima versao do prontuario passou entao para 23 paginas e foi obtida em 22 de março de 2001. O meu primeiro depoimento oficial foi em 23 de março de 2001 em Brasilia. E la, o prontuario forjado ja se encontrava nas maos das autoridades.

Ainda hoje as chapas da tomografia estao desaparecidas e nunca foram encontradas. Mas os medicos alegam que o prontuario é inequivoco. Eles nao tiveram sequer competencia para forjar uma morte. Imagino se teriam para diagnosticar.

E a arteriografia? 

Os documentos abaixo e que fazem parte da açao, sao bem explicativos. 



Estamos mesmo diante de pessoas sujas e desonestas que nao medem esforços para que os processos acabem em pizza. Se limitam a dizer que sao inocentes, mas nao apresentam nenhuma prova. Sequer sao homens para prestar depoimento em juizo e se escondem em silencio atras de uma mascara medica, e uma suposta vida ilibada.

Sao urubus sedentos por carne fresca de onde nao saciam sua fome, mas se deliciam com os lucros de um mercado macabro. Sao pessoas podres, que dividem seus pacientes em 2 grupos. O primeiro é o grupo que é abatido como gado, e o segundo é aquele que se abastece do primeiro, gerando lucros aos assassinos. 

Infelizmente a sociedade so pode ver o segundo. O primeiro esta enterrado.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Hoje foi o dia do circo!

Respeitavel publico!

Hoje tem marmelada? Tem sim senhor!

Um pouco de historia nao faz mal a ninguem. O caso dos transplantes de Poços de Caldas foi investigado pela Policia Federal e pelo Ministerio Publico federal. Tambem foi alvo de investigaçoes no congresso nacional. 

Ao mesmo tempo eu fui acusado na Justiça Federal de injuriar, caluniar e difamar os procuradores federais e o delegado federal que atuaram em conjunto no caso Pavesi, atribuindo-lhes o adjetivo "Corruptos". E isto me rendeu um belo processo do qual me orgulho muito. 

Pois bem! Uma das minhas insatisfaçoes foi ver que os medicos Claudio Rogerio Carneiro Fernandes, Celso Scafi e Sergio Poli, embora indiciados (com exceçao do ultimo), nao foram denunciados sem qualquer explicaçao. 

Respondi o processo como determina a lei e fui absolvido. Nao aleguei que o juiz era suspeito ou que a esfera federal nao era competente. Respondi como eles quiseram, da forma como desejaram. 

Logo, segundo a Justiça Federal, eu estava certo. Na sentença de absolviçao, a juiza deixa claro estranhar que os mesmos nao tenham sido denunciados, apesar das evidencias existentes nos autos. Sendo assim, posso afirmar que a Justiça Federal considerou que os medicos cometeram um crime. 

O processo de homicidio do meu filho teve inicio na Justiça Federal em Belo Horizonte. Eu nao fazia parte do rol de testemunha de acusaçao, e embora tenha implorado para ser ouvido, fui ignorado. Tambem fui obrigado a aceitar que em um estado democratico de direito, eu nao tinha direito nenhum naquela esfera.

A defesa dos medicos, no entanto, concordou comigo! 

Eles entraram com um recurso, afirmando que a Justiça Federal nao tinha competencia para julgar o caso! Sim amiguinhos! Os advogados de defesa disseram que quem tinha competencia para julgar o caso, era o tribunal estadual de Poços de Caldas. Isto esta tudo devidamente documentado no processo.

Ao chegar no tribunal de Poços de Caldas, o Ministerio Publico acusou os medicos Claudio Rogerio Carneiro Fernandes, Celso Scafi e Sergio Poli de terem praticado a retirada ilegal de orgaos, o que eu ja havia apontado na Justiça Federal, e que me levou a ser processado.

Esta noite fui surpreendido com uma entrevista do nobre advogado de defesa que deu a seguinte declaraçao contra a atitude do ministerio publico em denunciar os medicos:
"(...) em outra oportunidade, o Ministerio Publico e Juiz Federal ja afirmaram que nao houve qualquer crime da parte dos nossos clientes."
A palhaçada nao tem limites. 

Vamos por partes para nao confundir.
1. A defesa retirou o processo da Justiça Federal alegando que ela nao tinha competencia para julgar o caso. Eu reclamei e ninguem se importou.
2. A defesa entregou o processo para a Justiça Estadual de Poços de Caldas dizendo que esta sim tinha competencia. Eu reclamei e ninguem se importou.
3. Quando o processo estava na Justiça Estadual de Poços de Caldas, foram condenados. E por isso tentaram afastar o juiz alegando que o mesmo era suspeito de ser parcial. Eu reclamei e ninguem se importou.
4. A defesa quer agora que o Juiz Estadual que eles disseram ser o competente para julgar o caso, acate o que disse um Juiz Federal, que a propria defesa alegou nao ter competencia! Eu estou reclamando, mas ninguem vai se importar.
Eu ja vi incoerencia nos depoimentos e nas mentiras dos medicos. Mas acho que a defesa superou todas as minhas expectativas. Nunca imaginei que eles fossem tao longe. Para a defesa, so tem competencia quem absolver os acusados. Afinal, o circo nao pode parar! E ainda dizem que o debil mental sou eu.

Afinal, voces desejam ser julgados pela esfera Federal ou Estadual?

Este leva e tras ja custou 13 anos e alguns milhares de reais. E quem paga esta conta é voce contribuinte. Enquanto isso, a defesa continua procurando alguem competente para julgar o caso, ou seja, alguem que esteja disposto a perpetuar a impunidade.

Pelo visto, a melhor soluçao, segundo a defesa, talvez seja absolver todos os medicos e condenar o meu filho, por se manter vivo enquanto lhe extirpavam os orgaos.


Julgamento do caso Paulinho - 1 de agosto

Algumas consideraçoes.

1. Jose Osmar Medina Pestana, presidente da ABTO, é testemunha de defesa de alguns dos acusados. Se a ABTO defende que eles estao certos, o transplante de orgaos é aquilo mesmo que tenho dito.

2. Adailton Ramos do Nascimento foi chamado como testemunha de defesa. Ele foi um dos 4 procuradores que assinou a denuncia de homicidio contra os medicos de Poços de Caldas. Foi tambem um dos 8 procuradores que assinaram denuncia contra mim por calunia, injuria, difamaçao e coaçao no decorrer do processo. Adailton desejava que os medicos fossem presos por 20 anos. Ele tambem desejava que eu fosse preso por 60 anos. Eu chamei Adailton Ramos do Nascimento de covarde e corrupto, por ter excluido - sem qualquer explicaçao - da denuncia de homicio os medicos Claudio Rogerio Carneiro Fernandes, Celso Scafi e Sergio Polli Gaspar. Eu fui inocentado neste processo e a juiza reconheceu que era muito estranho que os 3 tenham sido "esquecidos". Parece que agora Adailton volta para dar uma contribuiçao aos doutores, como ja fez no passado. Afinal, certos desvios nao se corrigem. Finalmente, o acordo que venho denunciando esta sendo materializado agora.

3. A promotoria do caso foi substituida recentemente, por motivos desconhecidos. Desconhecidos? Fica claro para mim que substituir um promotor, num processo que esta ha 13 anos encalhado na vespera do julgamento, é criar no minimo uma grande dificuldade para quem faz a acusaçao. Ele precisou se inteirar de diversos volumes e milhares de paginas, no periodo de 2 ou 3 meses. Uma jogada de mestre realmente.

4. Aqui no blog estao todas as provas dos crimes. Mas para quem ainda na leu, sugiro que leia o post "A historia do Paulinho". No final deste post (sobre a historia) tem os links com os documentos que demonstram claramente e sem sombra de duvidas a seguinte situaçao:
  • Alvaro Ianhez, realizou diagnostico de morte encefalica em Paulinho. Para o seu azar, tudo foi devidamente documentado. Inclusive o proprio Hospital Pedro Sanches publicou nota em jornal local, afirmando isso. O que ha hoje é um bando de vagabundos tentando acobertar Ianhez. Mas a verdade esta la. Segundo a lei de transplantes, membro da equipe de transplante NAO PODE realizar tal exame.
  • Sergio Poli Gaspar utilizou Anestesia Geral antes da retirada dos orgaos. Na CPI disse que era "força do habito". Ele tambem classificou Paulinho em ASA V, que significa "Paciente moribundo com perspectiva de obito em 24 hr com ou sem cirurgia". Tambem na CPI, disse que na epoca nao existia a classificaçao ASA VI (morte encefalica). Ele foi desmentido publicamente no ato! O item ASA VI existe desde a decada de 80, e como anestesista ele nao poderia desconhecer o assunto. 
  • Ainda sobre a anestesia, ha no prontuario a descriçao da enfermeira que acompanhou a cirurgia, e que detalha o uso da anestesia geral. Ha tambem a requisao de Etrane, utilizado neste caso e que é um anestesico geral.
  • Apos Sergio Poli classificar Paulinho como um paciente com perspectiva de obito em 24 horas, Celso Scafi escreveu que o paciente estava em decubito dorsal horizontal, e SEM M.E. Ao ser questionado o que era M. E. confirmou ser morte encefalica. Mas garantiu que estava escrito COM e nao SEM. O Ministerio Publico (Leia-se Adailton Ramos do Nascimento) nao pediu qualquer pericia deste documento, mas ela foi feita por encomenda da revista CartaCapital. O resultado é que estava escrito SEM MORTE ENCEFALICA. Celso alegou que sua letra era muito feia. Acho que ele tambem pensou que somos todos ignorantes. Ja na CPI ele mudou a versao. Disse que o documento foi tantoas vezes xerocado que as letras mudaram sozinhas. Certamente as maquinas Xerox estavam em acordo para prejudicar o santo medico.
  • Claudio Rogerio Fernandes estava na sala enquanto tudo isto acontecia e decidiu por vontade propria prosseguir com a remoçao dos orgaos, mesmo tendo consciencia de que tudo estava irregular. Acho que ele estava animado com o fato de sua esposa participar do implante dos orgaos em um dos pacientes, sem possuir credenciamento. A testemunha de defesa, procurador Adailton Ramos do Nascimento, deixou passar e nao denunciou esta senhora.
Mas antes de tudo isso que fizeram, ha um pequeno detalhe que nao podemos esquecer, dado a sua importancia. Paulinho recebeu doses cavalares de depressores do sistema nervoso central. Ele passou por uma cirurgia onde recebeu anestesia e barbituricos. Depois foi induzido a coma com Dormonid. Na manha do dia seguinte realizaram o unico exame clinico de verificaçao de morte (nao ha qualquer registro do segundo), contrariando a resoluçao 1.480/97. Pacientes sedados ou em hipotermia JAMAIS podem ser submetidos ao diagnostico. Mas o especialista em transplantes Alvaro Ianhez, achou que a resoluçao era uma grande bobagem e prosseguiu com os testes. Vale lembrar tambem que a arteria Carotidea de Paulinho foi tremendamente danificada pelos medicos, na tentativa de apurar o obito, que por sinal, NAO foi confirmado pela arteriografia. Paulinho foi transferido com vida para a Santa Casa onde foi encaminhado diretamente para o centro cirurgico, onde teve os orgaos removidos quando ainda estava vivo.

NENHUM criterio tecnico e etico foi respeitado durante todo o processo. Alvaro demonstrava naqueles dias preocupaçao com a perda dos orgao, chegando até mesmo a desistir de Paulinho como doador. Depois, retornou ao hospital dizendo ter encontrado uma soluçao. Transferiu Paulinho para a Santa Casa onde ele foi assassinado covardemente sem qualquer chance de defesa ou qualquer respeito a sua dignidade como ser humano. 

O fato de Paulinho estar vivo naquele momento, foi inteiramente documentado pelos proprios medicos e auxiliares. Isto é incontestavel. Podem apresentar a pericia que quiserem, pois nao mudara o fato descrito acima. Alem do mais, vale lembrar que pericia medica no Brasil é algo comercial. Voce compra qualquer laudo sem maiores esforços. Basta ver que o laudo de morte encefalica do Paulinho foi confeccionado apos 8 meses da morte. Ele apresenta como horario de inicio, 13:35hrs. Neste horario, Paulinho havia acabado de chegar no Hospital e seria impossivel que o exame tivesse sido realizado em apenas 35 minutos. O laudo de tomografia, foi confeccionado quase 2 anos apos a morte, apos a clinica "perder" o hd com todos os registros. Mas o perito disse que lembrava com detalhes da chapa que esta desaparecida até hoje. E o advogado ainda diz que o documento nao ha duvidas! 

E convenhamos. Este grupo tem apoio irrestrito do CRMMG. Montar a defesa é moleza.

Para a inocencia dos acusados, nos precisariamos acreditar em erros sucessivos. O Hospital Pedro Sanches se enganou ao mencionar que Alvaro realizou o diagnostico. O prontuario do Paulinho no Pedro Sanches, tambem se enganou nas descriçoes de Alvaro fazendo o diagnostico. A enfermeira errou quando escreveu que Sergio Poli usou anestesia geral, a requisiçao do medicamento tambem foi preenchida errada. Sergio Poli se enganou em classificar Paulinho como paciente vivo. Sergio Poli usou anestesia nao porque Paulinho estivesse vivo, mas sim por força do habito. Scafi escreveu que Paulinho estava SEM MORTE ENCEFALICA por engano. As letras SEM signifcam COM, e COM significa SEM. Claudio Rogerio, embora estivesse na sala presenciando tudo o que descrevi anteriormente, teve uma crise de amnesia e deu continuidade a cirurgia. E por ultimo o coelhinho da pascoa bota ovos de chocolate, e papai noel vem todos os anos num treno que voa, puxado pelas renas, jogando presentes pelas chamines, inclusive nas favelas.

E tudo aconteceu em 19, 20 e 21 de abril. Se ainda tivesse acontecido no dia 1o de abril... 

E a defesa alega que o diagnostico foi um processo inequivoco, dentro dos padroes OURO da medicina. Eu fico feilz. Nestes 13 anos tenho apostado nisso. Acho que o diagnostico tem sido feito em muitos locais desta forma. De qualquer jeito, sem cuidado e sempre com negligencia. Quem vai questionar? Um idiota como o Pavesi? Nos vimos o que eles fazem com quem questiona.

E mais! Erraram tambem nos outros 8 casos. Uma sucessao de erros por uma equipe conhecida pela sua excelente capacidade tecnica em transplantar. 

Ja em relaçao ao termo "Mafia do trafico de orgaos" que a imprensa ja substitui por "Mafia do orgaos" tambem podemos citar alguns "equivocos".

Carlos Mosconi, com esta mesma equipe que produziu doadores sob efeito de sedativos, criou a MG SUL TRANSPLANTE. Uma ONG que depois, por vontade proprio, se transformou em Central de Transplantes, sem qualquer reconhecimento legal do Ministerio da Saude como determina a lei. Tambem criaram uma organizaçao de renais cronicos que segundo o estatuto, beneficiava quem estivesse em dia com as mensalidades, alem de conseguir doaçoes para realizar as cirurgias. Esta entidade, pasmem, tinha um presidente que afirmou em juizo que tinha acesso as listas de pacientes que seriam transplantados, bem como ajuda a controla-las. A lista, diga-se de passagem, era paralela ao sistema de transplantes oficial. Alvaro Ianhez por sua vez, criou o consultorio onde atendia estes pacientes. E tudo funcionava no mesmo andar de um predio ao lado da Santa Casa. 

Nao bastasse isso, para dar ares de legalidade ao esquema, conseguiu um documento junto a secretaria estadual de saude, que afirmava que a central era legal, como se tivesse poder para tal, tornando o Estado de Minas Gerais, cumplice nos assassinatos naquela cidade. As autoridades do Estado tambem fizeram vista grossa. E por isso, assumir a existencia desta mafia, seria um problema para muita gente grauda da politica mineira e da saude publica. O absurdo so nao é menor porque mesmo sabendo que a central era irregular, o Ministerio da Saude realizava os pagamentos destas cirurgias, sem questionar absolutamente nada. Isto porque os mafiosos criaram um sistema onde os pagamentos eram destinados diretamente para a Santa Casa e nao para a Central de Transplantes. 

Tal situaçao arrasta para a lama tambem o governo federal, que desde o inicio nao explicou como liberava os pagamentos para a realizaçao destes assassinatos. Tambem é importante lembrar que o Ministerio da Saude tanto reconheceu o que estava acontecendo, que fechou a central clandestina, e proibiu a Santa Casa de realizar diagnosticos de morte encefalica. Mas porque fazia os pagamentos, ainda é uma incognita. Em certo momento, o Ministerio da Saude passou a nao mais desmentir os medicos. Isto foi registrado em audio. 

Mas nao paramos aqui. A Secretaria de Segurança publica regional, ainda firmou um "acordo" onde necropsias nao seriam realizadas em doadores de orgaos, contrariando a Constituiçao Federal, que afirma que a necropsia é obrigatoria sim em caso de morte violenta, 

Nao é tao dificil entender porque tive de deixar o pais nao é mesmo? Uma historia de uma criança pequenina, onde os envolvidos eram gigantes. Agora entendo como Adailton Ramos do Nascimento - o acusador . ocupa o posto de testemunha de defesa.

Por sorte estas pessoas nao escolheram outra profissao. Imagino estas pessoas desenvolvendo uma bomba atomica em um laboratorio no centro do pais, o que nao poderiam fazer com tantos "enganos".