Desembargadores comprados

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domingo, 13 de março de 2016

O país da impunidade

Caros amigos,

Recebi alguns e-mails com crítcas sobre a minha recomendação no vídeo que gravei sobre a soltura dos assassinos do meu filho. Naquele vídeo eu disse que é melhor você matar seu inimigo do que levar o caso a justiça. Este post está sendo escrito para reforçar o que eu disse no vídeo. Não vale a pena confiar na justiça. Está tudo podre. A constituição foi criada por bandidos, entre eles, o chefe da máfia que matou meu filho, o deputado Carlos Mosconi. 

Na nossa constituição é praticamente impossível você punir alguém que tenha dinheiro. 

Para ilustrar a impunidade, eu faço questão de reproduzir este vídeo em que um assassino dá entrevista coletiva, sorridente, como se tivesse feito algo de bom. A imprensa dá ouvidos para ele, mas não vamos ver uma coletiva com a família do vítima. Os direitos humanos já estão preparados para defendê-lo e apoiá-lo. Agora ela vai aguardar a instalação de um inquérito, depois a denúncia à justiça, o julgamente em 1a instância, depois o julgamento em 2a instância, depois os recursos no Superior Tribunal de Justiça, mais recursos e finalmente o Supremo Tribunal Federal. Isso pode levar 20 anos.

Ele tem residência fixa, bons antecedentes, estudante, e será concedido o direito de aguardar o julgamento em liberdade. Ficará alguns meses presos para acalmar a família da vítima, mas em breve será solto pois no Brasil, todos têm o direito da presunção da inocência. Mesmo ele que é réu confesso. Os advogados vão pedir perícia psicológica e laudos psiquiátricos e será diagnosticado como uma pessoa com problemas mentais, inimputável portanto.

Ele sabe que não ficará muito tempo preso e que em breve estará nas ruas novamente, levando uma vida normal.

3 comentários:

  1. Com todo o respeito, discordo completamente de que a gente deva matar a pessoa a quem a justiça garantiu a impunidade. Estou certo de que você vai rever mais cedo ou mais tarde esse seu posicionamento.

    Embora não concorde, eu compreendo os seus motivos.

    Se foi um arrependimento seu, foi consequentemente uma decisão sua (não haver matado). Se foi uma decisão, por que você a tomou nesse sentido naquela época?

    Augusto

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  2. Caro Augusto,

    A justiça brasileira é isso. Eu não matei e nem teria matado graças ao meu caráter. Hoje pago um preço muito mais caro por ter acreditado na justiça. Eis o motivo de no Brasil haver tanta violência.

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  3. Estamos num beco, não sei se tem saída, se tem passagem é muito estreita, não sabemos a altura do muro.
    Não podemos também fazer de conta que estamos num país civilizado de verdade. Com tanta barbárie não podemos esperar que todos sejam tolerantes, isso é presumível, é muito revoltante quando acontece conosco.
    Vamos retornando ao olho por olho, dente por dente, ao tempo do exemplo em praça pública, para que outros temam e reflitam.
    Luz a todos.

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