Desembargadores comprados

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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ligações interessantes no caso Pavesi

Como todos sabem, o julgamento do caso Pavesi foi adiado pela 3a vez. A primeira foi em 2010 e o julgamento foi anunciado e depois evaporou sem nenhuma justificativa por parte da justiça à minha familia. Depois em 2014, quando o próprio juiz foi induzido a adiar a julgamento devido a planfetagem dos médicos pela imprensa. E está aqui o pulo do gato.

O principal médico deste julgamento é Álvaro Ianhez. Ianhez foi a cabeça operacional de todo o sistema criado por Carlos Mosconi, ex-deputado federal, ex-assessor especial de Aécio Neves e ex-um monte de coisas.

Vamos ao pulo do gato.

No julgamento de Poços de Caldas, Álvaro Ianhez aparece com um advogado chamado Leonardo Costa Bandeira, residente e atuante em Belo Horizonte. Por que um advogado constituído em Belo Horizonte para um julgamento em Poços de Caldas? Em princípio, não há qualquer problema nisso. Ianhez provavelmente optou pela competência de um advogado mais experiente, ao invez de se valer dos advogados locais não tão experientes assim.


Porém, na minha humilde opinião, Ianhez já sabia muito antecipadamente que o julgamento iria para BH. Daí o motivo de se preparar a defesa por lá. Mas não só isso. O caso Pavesi é uma luta que está sendo travada junto a desembargadores de Minas Gerais. A primeira instância pouco representa na justiça em si. Basta ver que apesar de condenados em 1a instância, foram liberados por desembargadores, que em alguns casos, precisaram apenas de 24 horas para julgar um habeas corpos e soltar um dos condenados que estava foragido da justiça. Apesar das evidências de que Ianhez já sabia da transferência do juri muito antes dela ser anunciada, outros fatores interessantes chamaram a minha atenção.

Ligações interessantes.

Quem é Leonardo Costa Bandeira, advogado de Ianhez, escolhido a dedo para defendê-lo? Bom, para responder isto, sugiro que assistam a esta reportagem do Fantástico da Rede Globo. A reportagem trata de venda de sentenças judiciais por um desembargador do Estado de Minas Gerais. Segundo a reportagem, por intermédio de Tancredo Tolentino, traficantes de drogas compravam decisões para deixar a cadeia.

Para quem não sabe, Tancredo ou Quedo, como era conhecido, é primo de Aécio Neves. Quedo vive na cidade de Cláudio em Minas Gerais, onde Aécio construiu e utiliza ainda hoje um aeroporto em uma propriedade de Quedo, entregando a ele as chaves do portão. O aeroporto foi reformado com dinheiro público, e utilizado por Aécio mesmo sem autorização da ANAC para tal. A reportagem do Fantástico omite o fato de Quedo ser o primo de Aécio - estranhamente. 

Através de Quedo, o desembargador Hélcio Valentim de Andrade Filho, hoje aposentado compulsóriamente pela prática de venda de sentenças a traficantes de drogas, elaborava a soltura dos acusados mediante pagamento em espécie. A reportagem, bem como a aposentadoria, não deixa dúvidas sobre o caso.

Hélcio Valentim, assim como fez Ianhez, avaliou a gravidade do assunto e contratou para a sua defesa, nada mais, nada menos que o Leonardo Costa Bandeira. O advogado é muito bem relacionado com o PSDB de Minas Gerais. Este motivo é a principal indicação de Leonardo.

Vejo uma grande estratégia em andamento. O julgamento foi transferido para BH, um advogado com - digamos - certa influência entre desembargadores corruptos e um caso a ser abafado a todo custo, como foi o próprio caso da venda de sentenças que a maioria da população mineira faz idéia de ter acontecido.

A situação é tão evidente que não tenho mais esperanças na condenação dos réus, até porque o próprio Ministério Público está fazendo um esforço danado para abortar o julgamento. Mas não perco a determinação em levar este caso até o fim. Tenho já um farto material pronto para o segundo livro.

Após o julgamento, o primeiro livro começará a ser traduzido para o inglês, por um grupo de voluntários aqui em Londres, para que possa ser vendido por aqui também. Quem sabe não chegaremos a uma trilogia?

Viva Minas!
Estamos ansiosos por uma Nova Minas Gerais a partir de 2015.






3 comentários:

  1. Prescrição à vista. Eita.

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  2. pelo fim do Aeocistão em Minas. Fora Aetico Never. Fora com a justiça tucana e liberdade para Carone.

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  3. É advogado da associação dos juízes também. Cadê a OAB? Como dizia o Barbosão, conluio.

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