Desembargadores comprados

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Você acha que dá para reverter a morte encefálica através de uma ação judicial? Dá sim!

Nós estamos cansados de ver ações judiciais para declarar alguém morto, ou simplesmente para matá-lo desligando os equipamentos de suporte a vida. O caso recente mais famoso foi da italiana Eluana Englaro. A família de Eluana entrou na justiça para matá-la em definitivo. Os aparelhos foram desligados, mas Eluana manteve-se viva. Sendo assim, a única opção foi cortar a alimentação que a mantinha viva. Ela morreu de inanição ou, se você preferir, de fome.

Jahi MacMath. Declarada morta há mais
de 10 meses e ainda responde a estímulos.
Mas este caso que vou publicar hoje é um pouco diferente. Nos EUA, uma adolescente de 13, Jahi MacMath, sofreu uma parada cardíaca durante uma cirurgia de amigdalas. Após 3 dias do ocorrido, os médicos declararam a morte clínica dela. 

Passados 10 meses, Jahi encontra-se ainda em morte clínica, mas um detalhe mudou o curso da história. A mãe registrou em vídeo que a filha move mãos e pés. Sempre em resposta a um pedido da mãe. Em outras palavras, a morta é capaz de responder as perguntas da mãe e mover partes do corpo.

O hospital se nega a reconhecer que Jahi está viva. O advogado da família, pasmem, precisou entrar na justiça para que ela seja declarada viva! Para tanto apresentou exames que demonstram que parte do cérebro está em plena atividade. 

Isto, por si só, já é um absurdo muito grande, mas como nas histórias de horror, o pior está sempre por vir. Segundo o hospital, a justiça não deve reconhecer que a garota está viva, pois a família perdeu o prazo para reclamar. Em outras palavras, mesmo viva, ela deve ser considerada morta por uma questão burocrática.

O problema é que isto não é uma questão burocrática. Mesmo a medicina norte-americana, uma das mais avançadas do planeta, não pode reconhecer que o diagnóstico de morte encefálica é uma grande farsa e que engana milhões de pessoas todos os anos em todo o mundo.

Por isso, Jahi deve continuar morta, para não expor a verdade.

A notícia foi publicada no Brasil pelo G1, e dá a impressão que isto só acontece no exterior. No Brasil existem centenas de mortos vivos, ou vivos mortos, e que não podem ser publicados pois iria sujar a imagem de um sistema de transplantes corrupto e criminoso. Há muito dinheiro em jogo. Já nos EUA, eles que se virem. Então podemos falar.

Enfim, esta é a luta do futuro. Tenter reverter mortes encefálicas através da justiça.


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