PROCURA-SE
Procuradora foi presa ontem, mas como ainda nao havia mandato, ela foi liberada.
Uma mulher que cuida de 12 crianças em situação de risco em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, reconheceu pela televisão os retratos falados de duas pessoas que se identificaram como conselheiros tutelares na cidade vizinha, Catanduva, na mesma região, para furtar crianças. Ela descobriu que quase foi vítima dos criminosos na tarde da última terça-feira (4). Ela assistia a uma reportagem sobre a ação dos criminosos na cidade vizinha quando reconheceu os rostos.Hummm.. furtar crianças? Isso nao é Lenda Urbana?
"Quando eu vi eu gelei. Falei: 'gente são os mesmos que acabaram de sair daqui", afirmou. De acordo com a vítima, os criminosos são pessoas muito bem vestidas. "O carro não é um carro velho. Conversam muito bem. Eu falei, gente, não acredito que isso está acontecendo comigo."Ah ta... nao sao pessoas encapuzadas e nem usam uma kombi velha. Diferente daquela lenda urbana, sao pessoas de fino trato e que falam muito bem.
Segundo a mulher que desempenha a tarefa de mãe social a pedido da Vara de Infância e Juventude, os criminosos chegaram no portão e anunciaram que receberam uma denúncia por maus tratos. A mãe social afirmou que o casal se afastou assim que ela anunciou a intenção de mobilizar a coordenadora do grupo de mães sociais. O casal de suspeitos que teve o retratos falados divulgados pela Polícia Civil é formado por uma mulher loira com aproximadamente 35 anos e um homem com idade próxima dos 60 anos. A primeira ação deles ocorreu há uma semana, em Catanduva.
Na cidade vizinha, eles ameaçaram uma família e tentaram levar um bebê de dois meses. "Bateram palma na minha casa. Eu saí. Ela falou que era do conselho tutelar. Ela falou: posso dar uma entrada aí. Eu disse: 'pode.' Ela pegou a nenenzinha no colo e falou: 'que criança linda!' Aí falou que se tivesse denúncia da próxima vez levaria a criança", contou o pai da bebê.
A coordenadora do projeto que abriga menores em situação de rua em São José do Rio Preto, Maria do Carmo Garbini, está preocupada com a ação dos criminosos. Segundo ela, todos os endereços das casas para onde são levadas as crianças ficam sob sigilo. Ela não sabe como os falsos conselheiros chegaram até o local. "Estamos sendo ameaçados e as pessoas obtém algum tipo de informação e têm essa audácia", afirmou.
O Conselho Tutelar de São José do Rio Preto foi comunicado e denunciou os falsos conselheiros. Para evitar novos casos, o conselheiro Wilson Anastácio alerta os moradores da região. De acordo com ele, os conselheiros tutelares usam distintivo e carro oficial da prefeitura com a logomarca da instituição. O delegado do 5º distrito policial de São José do Rio Preto, João Lafaiete Sanches, disse que está investigando o caso em Rio Preto e encaminhou cópia do inquérito à Delegacia da Mulher. Por enquanto não há pistas dos falsos conselheiros.Nao foi desta vez. Ainda nao existe qualquer boletim de ocorrencia sobre traficantes de orgaos e a aquela lendinha urbana.
“A narrativa constante da denúncia e da mecânica delitiva, embora os fatos tenham sido praticados no contexto de uma relação familiar, as agressões teriam ocorrido não por ser a vítima uma mulher, mas por ser uma criança. Nesse contexto, a acusada praticou os fatos não em função de uma dependência econômica, social, ou tão-somente física da vítima, ou mesmo em razão de gênero, mas sim por ser a vítima menor impúbere”, explicou o magistrado.
“A ré vem exercendo atos de coação e intimidação contra testemunhas essenciais para o esclarecimento da verdade dos fatos, impondo-se a segregação provisória com o fito de preservar a imaculada colheita de provas, garantindo a escorreita tramitação do feito. Ainda, o caso vertente vem merecendo especial destaque no meio social, não apenas em razão da natureza hedionda do delito, mas também diante das peculiares condições da vítima e da denunciada. Por tais motivos, decreto a prisão preventiva da acusada”, concluiu.
Para o magistrado, o fato de a vítima ser criança é irrelevante. “Pouco importa a idade da mulher ofendida. O importante, para caracterização da violência doméstica, é o vínculo existente entre a ofensora (guardiã legal da vítima) e a criança alvo da violência, bem como o fato de as agressões (físicas e psicológicas) terem sido praticadas no âmbito da unidade doméstica em que a ré e a ofendida viviam (os fatos aqui investigados ocorreram no seio da residência da infante)”, destacou.
Mais cedo a polícia chegou a informar que o magistrado havia decretado a prisão preventiva e que já havia inclusive equipes à sua procura. O G1 publicou reportagem a decretação da prisão às 11h58 e despublicou às 13h43.
“Trata-se, nitidamente, de violência doméstica e familiar, hipótese que retira deste Juízo Criminal Comum a atribuição para apreciar e julgar o caso, ainda que a capitulação eleita descreva a violência imposta à ofendida como crime de tortura”, afirmou o juiz na decisão.
O resultado do laudo do exame de corpo de delito feito pelo Instituto Médico Legal (IML), concluído nesta terça-feira (27), indica que a menina de 2 anos, que teria sido agredida por sua mãe adotiva, a procuradora aposentada Vera Lúcia Sant’Anna Gomes, de 57 anos, foi vítima de lesão corporal leve.Sim! lesao corporal leve. Mas o que significa isso? O que podemos chamar de lesao corporal leve? Conclua voce mesmo vendo uma das fotos da menina.
“Eu perguntei ao meu massoterapeuta se ele não conhecia alguém que quisesse adotar, mas que tratasse bem. Ele indicou a doutora Vera Lúcia Sant’Anna Gomes e disse que ela realmente procurava, que ela criava cachorros e gatos e adorava crianças”, diz Valéria.
“Estava mesmo decidido que ela adotaria minha filha de verdade. Foi quando a menina adoeceu. Ela passou uma semana no hospital e eu me apeguei. Então, decidi não entregar mais minha filha”, conta a mãe.
“Mandou que a enfermeira tirasse a roupa e a fralda do bebê e deixou o bebê totalmente nu”, diz Valéria.
“Eu estava na praia quando a minha empregada me ligou dizendo que havia dois policiais na minha porta com uma ordem de prisão para mim”, conta Valéria.
“Passados uns dias, policiais foram à minha casa”, diz a mãe do bebê.
“Foi quando a delegada me informou que a denúncia era de que eu fazia tráfico de órgãos, era pedófila e vendia crianças para pedofilia”, relata Valéria.
“Começamos a investigar e percebemos que não era bem isso. Na verdade, essa denúncia poderia ser uma manobra dela para ter a criança mediante uma fachada de legalidade. Para que a polícia pedisse uma busca e apreensão da criança e então fizesse a parte dela, que era solicitar a posse e guarda provisória da criança”, diz a delegada Maria Aparecida.