Desembargadores comprados

Desembargadores comprados

sábado, 13 de junho de 2015

Volto em meia hora...

Está é a brilhante frase de um final de diálogo sem fim. Este diálogo foi com o excelentíssimo doutor Ricardo Facci, natural e morador de Poços de Caldas. Ricardo é mais um daqueles que leu o processo e que depois de ter lido as mais de 14 mil páginas concluiu que não houve crime algum. 

Segundo ele, este caso é "justiça com a própria toga" sem o devido processo legal. 15 anos para julgar o caso, com todos os recursos da defesa sendo acolhidos pelos tribunais, não houve o devido processo legal, segundo o ilustríssimo advogado.



Depoimento acabar as 5 da madrugada cansou os médicos??? Imagine eu que espero uma decisão da justiça há 15 anos! Os médicos estavam cansadinhos é?

Mas opinião é opinião certo? Errado! Ele pode opiniar sobre o que quiser, mas como digo, distorcer não. Se ele distorce, passa a ser um problema meu, já que o filho morto é meu. Eu não convidei o Ricardo para opinar. Foi uma decisão voluntária dele. E se ele tem este direito, eu também tenho de fazer este post, até para demonstrar o que o Ricardo Facci, advogado "dos melhor que tem", pode nos ensinar.

Veja este ensinamento.


Que vivência!!! Se todos fossem um Ricardo Facci, o Brasil certamente estaria em um nível de primeiro mundo. Que maravilha se todos só opinassem depois de informados. Ricardo nos presenteia com outro ensinamento:


Estes ignorantes que acham que os médicos são culpados sem nunca terem chegado perto do processo. Que arrogantes! Mas Ricardo leu tudo. Esta sociedade que sentencia os réus??? Onde já se viu. E eu pensando que a sentença (aquela publicada em jornal) foi escrita pelo Juiz. O especialista em Roberto Campos nos ilumina: "Nós não temos a menos (sic) chance de darmos certo".

Eu acompanhei e salvei obviamente todo o diálogo. Não poderia perder estes ensinamentos. E em um determinado momento, vem a sentença definitiva deste nobre doutor.


Sim caros leitores. Uma pessoa que é internada a vida é mais frágil e pode morrer. Não ser assassinada. A morte é parte da vida, o assassinato não. Mas como disse o dr. uma coisa é falha nos procedimentos, e outra é matar alguém. São coisas distintas! Ele tem a tranquilidade em dizer que o crime neste caso não procede. Afinal, ele leu as mais de 14 mil páginas do processo e sabe tudo!

Este homem adquiriu uma experiência tão notável que ele pode hoje escolher seus clientes.


Ainda bem que o mundo é uma moeda de duas faces e nós também podemos dispenSar advogados que escrevem "dispenço" com Ç.

Enfim, meu caros, diante de tanta sabedoria eu não pude me conter. Imediatamente após ter acesso aos posts e salvá-los, fui ao perfil deste nobre doutor (mas antes limpei meu teclado com alcool gel) para obter mais deste conhecimento. E a conversa que também está gravada. Transcrevo abaixo:

Paulo Pavesi: Caro Dr. Ricardo Facci. Li o tópico sobre o assunto e gostaria (antes de publicar em meu blog) que você respondesse algumas perguntas. Se não quiser, não precisa. Mas publicarei meu texto do mesmo jeito. 
1. Você teve acesso à integra do processo, como sugere nos comentários?
2. Qual a prova da inocência dos médicos você possui? Ou é apenas uma opinião?
3. Se teve acesso aos autos, deve ter visto este documento (entre tantos outros), em que Celso Scafi escreve na 1a linha que o paciente estava SEM M.E. (morte encefálica), portanto vivo dentro dos critérios legais. Em seguida descreve a retirada dos rins. O que acha a respeito deste documento (em anexo)?
4. Dr. Narciso é um justiceiro da toga?
Ricardo Facci: Bom dia Paulo. Respondo seus questionamentos com sincero receio de "estrelar" um post do seu blog, vejo que você tem o hábito de intimidar as pessoas que não concordam contigo, mas não tenho culpa por ter um cérebro e capacidade intelectual própria. Seguem as respostas:
1- sim, os processos são públicos e qualquer pessoa pode vê-los na secretária;
2- qualquer pessoa é inocente até que se prove o contrário, minha impressão é que não houve comprovação de culpa dos médicos nos casos de óbito;
3- o documento está ilegível;
4- não sei.

Paulo Pavesi: Se você leu os processos deve ter visto o original. Mas eu te ajudo. Na 1a linha está escrito: Paciente em decubito dorsal horizontal SEM M.E. Segundo Celso Scafi M.E. significa sem morte encefalica. Em seguida, no item 5 está descrito retirada dos rins em bloc. bloco.
Você não pode retirar os rins de uma pessoa sem morte encefálica, pode?
Ricardo Facci: Aproveitando a intimidade que me foi concedida lhe pergunto duas coisas:
1- qual a intensidade de sua ligação com o pt? Sei que seu advogado era o Dr. Greenhalg, oficial do partido;
2- os médicos são capazes de cometer os crimes a eles atribuídos sem o auxílio de enfermeiros ou outros servidores? Por que estes profissionais não estão entre os réus?
Paulo Pavesi: Há também o documento da anestesia em que Sergio Poli Gaspar classifica meu filho como paciente vivo com perspectiva de óbito em 24 horas - portanto vivo, antes da retirada dos órgãos. Depois o uso de anestesia geral. Você também deve ter visto este documento já que leu todo o processo.
Ricardo Facci: Aguardo respostas...
Paulo Pavesi: Caro Dr. O sr. diz que eu intimido as pessoas? Deixe me ver se entendi. Você publica sua opinião sobre meu filho e alguns médicos e acha que eu não tenho direito de responder o que você diz? Você é que intimida as pessoas se revelando como advogado com 10 anos de OAB e etc. Eu sou estou respondendo com fatos.  E se você acha que isto é intimidação é porque desconhece os fatos. 
Ricardo Facci: Você vir falar comigo não é intimidar, mas fazer por exemplo o que fez com a Flávia sim.
Paulo Pavesi: Não tenho absolutamente qualquer ligação com o PT. Tanto que dispensei o advogado. Se outros não foram indiciados não foi por falta de insistencia minha. Então quer dizer que a Flavia vai a publico dizer que meu filho não é legitimo e eu não posso responder? É esta a justiça que você prega?
Ricardo Facci: Sinto sinceramente a perda do seu filho, tenho um menino de 6 anos e não sei se sobreviveria uma fatalidade como você sobreviveu. Prefiro seguir minha vida quieto.
Paulo Pavesi: Você não me respondeu. Retirar rins de uma criança sem morte encefalica não é homicidio?
Ricardo Facci: Vamos fazer um acordo? Não falo mais uma vírgula sobre este caso e você me esquece, pode ser? Sem ou Em me?
Paulo Pavesi: O documento passou por pericia e Celso Scafi disse que escreveu SEM
ou você vai duvidar disso também? Está em notas taquigraficas da câmara federal e também no processo. Você não leu? E o anestesista? Errou também? Vamos lá Ricardo. Estou tentando absorver de você onde está a inocência. Seria um alívio para mim, saber que ele morreu naturalmente. Acredite.
Ricardo Facci: Estou tentando ler o documento que você me encaminhou, mas infelizmente não estou conseguindo, não entendo a letra, está sem caligrafia alguma...
Paulo Pavesi: Se você leu os autos, ele está completamente traduzido lá. 
Ricardo Facci: Paulo, como eu disse anteriormente, a inocência é natural, a culpa é que deve ser provada. Todos são inocentes até que se PROVE o contrário.
Paulo Pavesi: Então me responda. Retirar rins de uma crianças de 10 anos SEM MORTE ENCEFALICA não é homicídio?? É o que diz o documento: PROVA. Você não me respondeu sobre a Flavia. Se eu publicasse no Facebook que você é padrasto do seu filho, o que você faria? Vamos lá Ricardo. Preciso editar o meu blog. Por favor responda.
Ricardo Facci: Eu não sei o que a Flávia disse, mas dois errados não fazem um certo...
Paulo Pavesi: Ué??? Como você pode então defende-la se não sabe nem o que ela disse? Você usa o mesmo método para falar do caso Pavesi?
Ricardo Facci: Eu não falei exclusivamente do caso Pavesi, e sim da formação de uma máfia, que entendo não ter existido.
Paulo Pavesi: Você ainda não respondeu. Eu repito, não tenho pressa. Retirar os rins de uma criança sem Morte encefálica não é homicídio?
Ricardo Facci: A defendi pra defender a mim mesmo, que devo estar em seu próximo post.
Paulo Pavesi: A máfia não existe?
Ricardo Facci: Não. Dos médicos não.
Paulo Pavesi: E em que você se baseia para dizer isso?
Ricardo Facci: Até porque seria injusto com as demais categorias envolvidas, só haviam médicos nos procedimentos?
Paulo Pavesi: Ricardo. Uma máfia não se faz com meia duzia. O crime organizado só existe porque há pessoas de vários níveis envolvidas. Você como advogado deveria saber isso. Obviamente que tem gente de outras áreas. E se não foram pegas é porque Mosconi não permitiu até para se defender. Mas o fato de outros terem participado diminui o crime dos médicos?
Paulo Pavesi: OK. Você não vai responder a minha pergunta? Estou sendo honesto com você. É um direito seu não responder.
Ricardo Facci: Calma, estou pisando em ovos conversando contigo, você tem um forte apelo persuasivo.
Paulo Pavesi: Não Ricardo. Eu não tenho apelo nenhum. Estou fazendo uma pergunta. É só responder. Não é difícil ainda mais para um advgado com 10 anos de OAB e que leu o processo na íntegra - as mais de 14 mil páginas. Persuasivo foi você dizer a alguem do grupo que iria pessoalmente até ela faze-la tomar no cu. Ai sim. Aliás, isso é até ameaça.
Ricardo Facci: Não consigo enxergar tamanho poder nas mãos do Mosconi, também não imagino quanto custaria um órgão no Brasil. Sei que existe mercado de órgãos na África do Sul, me parece mais barato comprar um rim, de doador vivo lá do que comprar um aqui.
Paulo Pavesi: E por falar em ameaça, você também acha que o Carlão suicidou?
Ricardo Facci: Era um fake, quem não tem coragem de se mostrar deve se calar, concorda? O episódio do Carlão é nebuloso, ele deixou colocarem a arma dentro da boca dele sem reagir?
Paulo Pavesi: Quem disse que foi na boca? Você deve ter visto as fotos também não é mesmo?
Ricardo Facci: Não vi, infelizmente não sou Deus para ser onisciente... Paulo, podemos continuar está conversa em outra oportunidade? Tenho que pagar umas contas e a lotérica vai fechar daqui a pouco. Podemos fazer assim?
Paulo Pavesi: Eu também não sou, mas quando vou falar de um assunto, procuro me inteirar. Eu vi as fotos. Se um tiro de 38 fosse disparado na boca o cranio estouraria.
Paulo Pavesi: Não vai responder?
Ricardo Facci: O que?
Paulo Pavesi: Retirar os rins de uma criança de 10 anos SEM MORTE ENCEFÁLICA não é homicídio?
Ricardo Facci: Depende da munição, se foi uma bala recarregada podia conter menos pólvora e não conseguir passar pelo crânio...
Paulo Pavesi: Se fosse? Era?
Paulo Pavesi: Retirar os rins de uma criança de 10 anos SEM MORTE ENCEFÁLICA não é homicídio? Vamos lá Ricardo. Você leu o processo. É só responder. As pessoas que participaram daquela discussão gostarão muito de saber o que você pensa. 
Ricardo Facci: Isso não é persuadir?Volto em meia hora...
Paulo Pavesi: Não. Você disse que para acusar alguém é preciso de provas. Eu te apresentei a prova e espero uma resposta. É apenas uma pergunta. Você não quer responder?

Como sempre meus caros leitores, o especialista não conseguiu responder uma simples pergunta, pois a resposta é óbvia: Remover rins de uma criança de 10 anos SEM MORTE ENCEFÁLICA é homicídio. E como defensor dos médicos, ele não pode admitir o crime. Mas vai continuar dizendo para todos que encontrar que leu o processo e não achou nenhuma prova, e que todos são inocentes até que se prove o contrário e blá blá blá. O homem que tem cérebro e capacidade intelectual não consegue responder a uma simples pergunta.

Após alguns minutos ele voltou e disse que preferia curtir o final de semana com a família ao invéz de responder. Fácil né? Família unida, ninguém assassinado, tudo uma maravilha. Acessa o Facebook para dizer um monte de asneiras sobre o caso do meu filho e não é homem o suficiente para responder uma simples pergunta. Ahhh.... ele ainda mandou um abraço para a minha esposa. Disse que é muito amigo dela! 

Esse abraço eu dispenSo.

Ele estava preocupado com sua exposição no meu blog. Mas não se preocupou em defender os médicos condenados e os ferimentos que isto produz na família da vítima. Estudou direito.

Defender os médicos assim é fácil. No próximo post, o dono de um laboratório que está circulando com o adesivo pelas ruas da cidade e seus argumentos. Mais um que utiliza a mentira para defender os assassinos. Tudo registrado como sempre.

8 comentários:

  1. Mais um que e desmascarado! Deve saber algo sobre os crimes. Viu q ele nao quis falar sobre o juiz? Medo de ser processado. Nao sabe escrever, `e semialfabetizado, mas n bobo...

    ResponderExcluir
  2. O que mais há no Brasil é AdEvogado!

    ResponderExcluir
  3. Esse ai " DISPENÇA" comentários......kkkkkkkkkkk

    ResponderExcluir
  4. Amigo,
    esse cara está defendendo não os médicos, ele está defendendo a si próprio, o pão de cada dia, a Disney de todos os anos, a prestação do carro novo...
    Advogado é igual prostituta, se vende por dinheiro, não por convicção.

    ResponderExcluir
  5. O Cabo Usb acertou na mosca. O "adevogado" quer ganhar uma "boquinha" da máfia ou já ganhou. Ou até mesmo um tapinha nas costas.

    ResponderExcluir
  6. Como disse no post abaixo, da Flávia Esgoto, o próprio tribunal de justiça mineiro reconheceu o tráfico de órgãos e a quadrilha que atua na Santa Casa de Poços. Então não foi "apenas" o juiz de 1a instância ou o MP.

    ResponderExcluir
  7. É rábula? Se vê que o exame da oab não cobra o conhecimento da "última flor do Lácio". O gajo não conhece o vernáculo e nem os fatos comentados de forma leviana, para dizer o mínimo, ou com a máxima má-fé.

    ResponderExcluir
  8. Flávia esgoto + Ricardo Facci "aDevogado" analfabeto = tralhas humanas ...

    ResponderExcluir